"œReceba o dinheiro, mas não vote", diz Major Diego sobre compra de votos

O militar pediu aos eleitores que, caso sejam abordados com a intenção de compra de votos, que estes recebam o dinheiro e não votem nos candidatos em questão.

23/10/2020 15:54h

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“Conservador, de direita, liberal na economia e defensor da família e dos valores cristãos”, é assim que o candidato à Prefeitura de Teresina pelo Patriotas, major Diego Melo, se identifica. Em entrevista à O Dia TV, canal 23.1, nesta sexta-feira (23), o militar se disse contra a corrupção e pediu aos eleitores que, caso sejam abordados com a intenção de compra de votos, que estes recebam o dinheiro e não votem nos candidatos em questão.


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“Os professores estão em greve há oito meses, o ano letivo perdido, 66 mil crianças foram da escola, 70 mil idosos abandonados, 135 mil teresinenses desempregados. Até quando vai a maldade desse povo? Até quando o povo aceitar, basta votar com o coração e a consciência. Se receber dinheiro desses ladrões nessa eleição, não vote no ladrão que está tentando roubar seu voto. Receba, o dinheiro é seu, roubado da sua saúde, da educação dos seus filhos, mas não vote nesse ladrão. Ou a gente muda a partir da eleição a nossa história, ou vamos continuar reféns dessa situação”, afirma.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

Aliado a Jair Bolsonaro (Sem partido), major Diego Melo esclarece que seus valores são similares aos do presidente, e defende que o seu plano de governo tem como objetivo propor uma mudança na política atual e quer o fim da corrupção, mesmo lema usado por Bolsonaro nas eleições de 2018.

“Apoiei o presidente, continuo apoiando o Brasil, fui nesse Piauí todo pedindo voto para o piauiense para libertar o Brasil e hoje continuamos esse trabalho em Teresina, minha cidade, que é refém de um sistema de corrupção especializado em roubar dinheiro público, e engana as pessoas a cada eleição. Estamos aqui para romper com esse sistema, Teresina tem opção de mudança”, afirma.

Foto: Assis Fernandes/O Dia

Sobre a pandemia, o candidato condena a aglomeração promovida pelos partidos durante o período de campanha eleitoral e afirma que, em vez de investir na infraestrutura de saúde, difundir informações sobre a prevenção e o tratamento do novo coronavírus, os políticos usaram do dinheiro público para promover a desinformação com propagandas enganosas e para a construção de hospitais de campanha.

“Gastaram milhões com propaganda enganosa, pedindo para as pessoas ficarem em casa e só sair quando tivesse faltando o ar, isso foi um crime, milhares de pessoas morreram porque não tiveram um tratamento precoce e uma informação correta para se tratar no início da doença. E agora esses partidos que aí estão com dinheiro público fazendo carreatas, aglomerações, festas milionárias, pagando pessoas para estarem acompanhando com bandeirinhas, milhões de reais do dinheiro público sendo gastos, levando cesta básica com dinheiro roubado durante a pandemia”, denuncia.

Como presidente da Associação dos Oficiais Militares do Estado do Piauí (Amepi), Diego Melo também teceu críticas ao ex-secretário de Segurança Pública, Fábio Abreu, com quem disputa a vaga para a Prefeitura de Teresina. Mesmo sem ser uma atribuição direta da gestão municipal, o candidato afirmou que, caso seja eleito, a segurança pública será um dos focos da sua administração.

“Vamos investir em segurança pública, colocar o Ronda Cidadão com a Guarda Municipal em vilas e bairros, na área urbana e na zona rural, fazer um Centro Integrado de Operações de Segurança, valorizar a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Penal, junto com a Guarda Municipal. Resgatar o policiamento aéreo, colocar no mínimo 1 mil câmeras, resgatando o guardião eletrônico, monitorando Teresina, pegando os bandidos e jogando eles para fora, porque eles não são daqui, é uma terra sem lei. O prefeito de Teresina e o seu grupo nunca assumiram a responsabilidade que tem de fazer segurança pública, vamos salvar pelo menos 1 mil vidas, esse é o compromisso que eu faço”, destaca.

Durante a entrevista o candidato defendeu ainda a instalação de escolas militares, uma das propostas da gestão de Jair Bolsonaro, criando cerca de 4 mil vagas e criticou a gestão do ex-secretário municipal de Educação, Kleber Montezuma, que também concorre ao pleito. 

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Por: Nathalia Amaral

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