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Notícias Política

18 de outubro de 2018

Juiz suspende recomendação do MP-PI para que policiais lavrassem ocorrências

Magistrado cita decisões do STF e salienta que medida representaria usurpação de função. Recomendação diverge dessa visão, e cita falta de estrutura da Polícia Civil.

A Justiça determinou que seja suspensa uma recomendação feita pelo Ministério Público do Piauí para que os policiais militares passassem a lavrar boletins de ocorrência de crimes com baixo potencial ofensivo.

A recomendação foi feita no início de outubro pelo procurador-geral de Justiça, Cleandro Alves de Moura, que estabeleceu um prazo de 30 dias para que o Comando da PM-PI regulamentasse o processo de lavratura pelos policiais militares.


Juiz Rodrigo Alaggio Ribeiro aponta usurpação de função e cita decisões do STF (Foto: Arquivo pessoal)


Na decisão, tomada nesta quinta-feira (18), o juiz Rodrigo Alaggio Ribeiro considera que o MP-PI "atribuiu a Polícia Militar do Estado competências diversas daquelas estabelecidas na Constituição Federal à referida instituição".

O magistrado cita decisões do Supremo Tribunal Federal em julgamentos de ações diretas de inconstitucionalidade (ADI), em que ficou houve "o entendimento de que a atribuição de polícia judiciária é de competência da Polícia Civil, devendo o termo circunstanciado de ocorrência [TCO] ser por ela lavrado, sob pena de usurpação de função".

O magistrado também reconhece a presença do "periculum in mora" (risco de decisão tardia), tendo em vista a nulidade dos atos eventualmente praticados pela Polícia Militar do Piauí em cumprimento à recomendação feita pelo MP-PI.

"Logo conclui-se que se encontram presentes no caso em comento os pressupostos autorizadores da tutela antecipada", discorre o juiz Rodrigo Alaggio, que é titular da 2ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública da Comarca de Teresina.

Outro lado - No final da tarde desta quinta, o MP-PI informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que só vai se manifestar oficialmente sobre a decisão judicial quando for notificado, o que, até então, ainda não havia ocorrido.

Na recomendação, MP-PI diz que medida não gera usurpação de função pública e aponta falta de estrutura da Polícia Civil

Na recomendação, o procurador-geral de Justiça Cleandro Moura ressalta que a lavratura de ocorrências já é feita em outros estados tanto pela Polícia Militar quanto pela Polícia Rodoviária Federal.


O procurador-geral de Justiça Cleandro Alves de Moura (Foto: Elias Fontinele /  O DIA)


Ele pondera que "não existe monopólio jurídico na lavratura de ocorrência de crimes e que os policiais militares, no exercício de suas funções, exercem regular atividade inerente a seus cargos, não havendo que se cogitar em crime de usurpação de função pública".

A recomendação do MP-PI aponta, ainda, que o trabalho realizado pelos policiais militares acaba sendo, muitas vezes, em vão, por conta da falta de estrutura das delegacias e da escassez de servidores na Polícia Civil, o que faz com que muitos crimes não sejam investigados e seus autores permaneçam impunes. "O trabalho da Polícia Militar, por vezes, resulta inexitoso, ao encaminhar autor e vítima de delitos de menor potencial ofensivo às delegacias de polícia, que se encontram fechadas, ante a deficiência no quadro de pessoal da Polícia Civil, que não possui número suficiente de delegados e agentes de polícia para atender à demanda da população no Estado do Piauí".

Temer reúne ministros em meio a impasse sobre leilões da Eletrobras

Ontem (17) o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras.

O presidente Michel Temer coordena hoje (18) reunião com quatro ministros e o presidente da Eletrobras no Palácio do Planalto. A reunião ocorre no momento de um impasse - o veto do Senado à venda de seis distribuidoras da companhia. Das seis, o governo fez leilão de quatro. A venda divide os parlamentares no Congresso Nacional.

O assunto causou impactos, inclusive no Ibovespa, índice da Bolsa de Valores de São Paulo, que abriu o dia em baixa, teve oscilação e fechou em leve alta.

Temer faz a reunião no final da manhã, com a presença dos ministros Moreira Franco (Minas e Energia), Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), Valter Casimiro (Transportes, Portos e Aviação Civil) e Carlos Marun (Secretaria de Governo da Presidência da República), além do presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Júnior.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Ontem (17) o Senado rejeitou o projeto que facilitava a venda de seis distribuidoras da Eletrobras. Por 34 votos a 18, os senadores derrubaram a matéria e, com isso, ela deixa de tramitar no Congresso Nacional.

A votação foi marcada por embate entre representantes de estados do Norte, que seriam atingidos pela medida, e líderes do governo.

Das seis distribuidoras incluídas na proposta, o governo fez o leilão de quatro: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), leiloada em julho; Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e Boa Vista Energia, que atende a Roraima.

A Amazonas Distribuidora de Energia teve o leilão adiado para a semana que vem. No caso da Companhia Energética de Alagoas, uma decisão judicial suspendeu a privatização.

Fernando Haddad vem a Picos e busca ampliar vantagem no Nordeste

Presidenciável pretende ampliar maioria que teve na região no 1º turno para compensar resultado no sul.

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) cumpre agenda no Piauí no próximo sábado (20). O petista vai realizar uma caminhada no município de Picos, 308 km ao sul de Teresina. A chegada do candidato na cidade do sertão do Piauí está prevista para 15h, onde ele seguirá em carreata até a igrejinha Coração de Jesus, local em que terá início a caminhada. A trajetória será finalizada com um ato público na praça Getúlio Vargas, em frente ao Banco do Brasil, ocasião em que Haddad falará sobre as suas propostas de governo. No primeiro turno das eleições, o petista venceu com folga no Nordeste, e agora tentar ampliar a vantagem.

Com a presença de Wellington Dias (PT), reeleito para o governo do Piauí em primeiro turno, Haddad vai discursar sobre suas prioridades para gerar emprego e renda. O seu plano de governo prevê uma série de medidas que segundo a campanha, vai retomar o crescimento econômico e garantir geração de emprego.

“Aumentar a renda da população, em especial dos mais pobres, será fundamental para que o país volte a crescer rapidamente. O projeto tem como uma de suas prioridades garantir a isenção no imposto de renda para quem ganha até 5 salários mínimos, uma maneira simples de desafogar o orçamento das famílias. Fazer a roda da economia girar passa também por oferecer crédito mais fácil e barato à população e também às pequenas empresas, que movimentam a economia e geram empregos”, diz o plano de governo do petista.

Segundo Wellington Dias, Fernando Haddad mostrará como aquecer a economia no Piauí, priorizando programas como o Minha Casa, Minha Vida e a retomada de mais de 20.000 projetos e obras. "São obras que não iniciaram ou que estão paralisadas por falta de medidas para recursos prioritários, tais como creches, escolas e sistemas de água como a adutora do Sudeste em Padre Marcos, Francisco Macedo e Marcolândia. Trata-se também de obras para fortalecer a economia reduzindo o custo Brasil, como a Ferrovia Transnordestina e programas como o PRONAF - Programa da Agricultura Familiar, Crédito Fundiário e outros. Todos gerando emprego e ampliando a renda em áreas como apicultura, cajucultura, fruticultura irrigada, piscicultura, caprino e ovino", disse o governador.

17 de outubro de 2018

Osmar Júnior diz que PCdoB já negocia fusão com outras siglas

Partido foi uma das 14 agremiações partidárias que não atingiram critérios estabelecidos pela cláusula de barreira, e, portanto, não terão direito a propaganda gratuita no rádio e na TV nem ao fundo partidário.

O ex-deputado federal Osmar Júnior falou nesta quarta-feira (17), em entrevista a O DIA, que seu partido, o PCdoB, já está negociando com outras agremiações partidárias uma fusão.

O partido é um dos 14 que não conseguiram atingir a chamada cláusula de barreira, que prevê um número mínimo de parlamentares na Câmara ou de votação para que as siglas tenham direito a tempo de propaganda gratuita no rádio e na TV, bem como à verba do fundo partidário.


O ex-deputado federal Osmar Júnior observa que o partido teve um destaque inédito nas eleições majoritárias, mas acredita que isso pode ter minado as forças da sigla nas eleições proporcionais (Foto: Elias Fontinele / O DIA)


"Esse é um assunto que está sendo discutido com outras siglas, a possibilidade de incorporação de uma delas ao PCdoB. É um assunto que está em aberto, estamos tratando, esperamos que nos próximos dias tenhamos um desfecho. Essas tratativas estão em andamento", afirmou Osmar.

Além do PCdoB, também não atingiram a cláusula de barreira nestas eleições os seguintes partidos: Rede, Patriota, PHS, DC, PCB, PCO, PMB, PMN, PPL, PRP, PRTB, PSTU e PTC.

Osmar também explicou o porquê de não ter se candidatado a nenhum cargo eletivo neste pleito, mesmo tendo sido incentivado por familiares, amigos e correligionários. "Aqui no Piauí, eu já tinha decidido não me candidatar. Fui convidado pelo partido, por amigos, por outras lideranças, mas entendi que aquela circunstância, ela não permitia que eu pudesse desenvolver a campanha no grau, no nível que ela precisava para poder alcançar êxito", justifica.

Sem atingir critérios da cláusula de barreira, PCdoB já trata sobre fusão com outras agremiações partidárias na mesma situação (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

Osmar Júnior lamenta o fato de os eleitores brasileiros terem votado em candidatos cujas propostas, segundo ele, devem provocar um retrocesso em vários setores no país. "O partido conseguiu eleger uma bancada de nove deputados no Brasil, em um ambiente muito difícil, porque essa foi uma eleição muito marcada pelo conservadorismo. Infelizmente, os parlamentares mais votados foram exatamente aqueles  que pregam a volta a um passado não muito distante. Um passado de desigualdade, de ditadura, de violência. Mas esse foi o resultado da eleição, e isso atingiu não só o PCdoB, como outras forças políticas também", avalia o ex-deputado piauiense.

Se por um lado o PCdoB teve um desempenho insatisfatório nas eleições proporcionais, Osmar observa que o partido conseguiu um destaque nas eleições majoritárias que, até então, ainda não havia conseguido em toda a sua história.

Osmar afirma que, mesmo sem ter atingido cláusula de barreira, PCdoB continuará lutando por uma maior distribuição de renda no país, por serviços públicos de qualidade e pela garantia da gratuidade no ensino superior público (Foto: Elias Fontinele / O DIA)

O ex-deputado considera que essa proeminência nas eleições majoritárias pode ter exaurido a força do partido para as eleições proporcionais.

"O PCdoB teve um protagonismo nas eleições majoritárias que ele não tinha tido antes. Nós temos a Manuela D’Ávila, que foi pré-candidata à Presidência da República e fez uma campanha muito bonita pelo Brasil. Em seguida, foi convidada e aceitou ser candidata a vice do Lula e, agora, do Fernando Haddad. Tivemos a reeleição do governador Flávio Dino, no Maranhão. Portanto, esse protagonismo majoritário, que não tinha ocorrido nesse nível anteriormente, de certa forma drenou energias que terminaram não permitindo que alcançássemos a cláusula", analisa.

Em 2014, quando venceu a disputa pelo Governo do Maranhão pela primeira vez, Flávio Dino tornou o primeiro governador eleito pelo PCdoB no país.

Osmar afirma que, independente do resultado das eleições presidenciais, o PCdoB vai continuar lutando por bandeiras como a busca por uma maior distribuição de renda entre os brasileiros e por serviços públicos de qualidade.

"O partido vai continuar sua marcha. O PCdoB é um partido cujo centro do seu programa é defender o Brasil, defender um país com capacidade econômica, com produtividade, que se permita gerar condições de vida para seu povo, que consiga estar em grau de igualdade com outras economias do mundo, e que seja desenvolvido. E isso deve ocorrer com distribuição de renda. O capitalismo, pela sua própria natureza, é um sistema concentrador de riqueza. Ele se alimenta da concentração da riqueza. Nosso papel político tem sido de enfrentar essa questão, lutar para que a economia, ao crescer, possa também ser mais dividida, mais compartilhada. Lutamos por um Estado que, através dos serviços públicos, atenda às necessidades básicas da população", afirma Osmar Júnior.

O ex-deputado também criticou de forma enfática a proposta de fim da gratuidade do ensino superior em universidades públicas do país, que, segundo ele, é defendida por pessoas ligadas ao presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).

"Tem uma corrente, e essa é representada por Bolsonaro, que acha que ao Estado só cabe fornecer a educação básica. No ensino superior quem puder faz, vá pagar, e quem não puder não faz. Nós achamos que isso não é aceitável. Serviço público de educação e saúde têm que ser universais. Custa caro, mas tem que ser, é a necessidade do povo. Não há justiça social num país que tem uma economia forte mas uma parcela significativa do seu povo não tem acesso aos benefícios dessa economia fortalecida. Não é esse o país que nós queremos. Então, com cláusula de barreira ou sem cláusula de barreira, o PCdoB vai continuar com essa luta", afirma.

Cláusula de barreira

A emenda constitucional 97/2017 estabeleceu que, nestas eleições, para ter direito ao tempo de propaganda no rádio e na TV e para receber uma parcela do fundo partidário, cada legenda deveria obter, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 1,5% dos votos válidos, distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou eleger pelo menos nove deputados federais distribuídos em pelo menos um terço das unidades da Federação.

O PCdoB conseguiu eleger os nove deputados federais, mas não distribuídos em um terço das unidades da Federação.

Ideb: estão abertas inscrições para fóruns regionais de Barras e Piripiri

O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice é composto a partir de dados do Censo Escolar, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil.

Já estão abertas as inscrições para os Fóruns Regionais “Ideb 2019 – Estratégias para Elevação dos Resultados” que serão realizados nas cidades de Barras e Piripiri, envolvendo os 22 municípios do Território do Cocais. Os eventos têm como objetivo discutir meios para o incremento deste índice no ciclo 2018/2019 nas redes de ensino. Em Barras, o fórum acontece no dia 26 de outubro, no auditório da Secretaria Municipal de Educação. Já a edição sediada em Piripiri será realizada no dia 9 de novembro, no auditório da Faculdade Chrisfapi.

O público-alvo do evento são gestores municipais de educação, técnicos de secretaria, diretores de escolas, coordenadores pedagógicos, professores e estudantes da área de educação. A programação do Fórum prevê a exibição de cases de redes municipais do Piauí, análise de dados relativos a 2017 e discussão de estratégias para elevar o desempenho das escolas no atual ciclo do Ideb.

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meios dos endereços eletrônicos www.e-inscricao.com/educaelevaideb/forumregionalidebbarras (Barras) e www.e-inscricao.com/educaelevaideb/forumregionalidebpiripiri (Piripiri) ou de depósito bancário identificado em nome de DACK Soluções Educacionais LTDA - EPP (CNPJ 29.066.174/0001-39): Agência 3507-6, Conta Corrente 72879-9, Banco do Brasil. Para maiores informações, os interessados devem entrar em contato pelo endereço eletrônico [email protected] ou pelo telefone 86 999583663.

“Para que se possa avançar no Ideb, faz-se necessário o investimento em estratégias voltadas à melhoria da gestão escolar e da avaliação da aprendizagem, por exemplo. Estes Fóruns Regionais serão momentos para compartilhar conhecimentos e experiências que permitam obter um desenvolvimento educacional eficaz nos municípios piauienses”, adianta Cleire Amaral, Doutora em Educação e uma das palestrantes do evento.

Ideb

O Ideb foi criado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). O índice é composto a partir de dados do Censo Escolar, do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e da Prova Brasil, com o objetivo de acompanhar a evolução da educação e estabelecer o padrão de qualidade definido pelo Ministério da Educação como meta a ser atingida pelas escolas de todo o País. Desta forma, foi implantado com o intuito de induzir políticas educacionais e monitorar a qualidade do ensino, sintetizando dois dos maiores desafios da educação básica brasileira: elevar as taxas de rendimento (fluxo escolar) e melhorar a aprendizagem dos alunos.

Confira a programação

26/10 - Barras: Auditório da Secretaria Municipal de Educação

09/11 - Piripiri: Auditório da Faculdade Chrisfapi

8h - Credenciamento/Café da manhã   

8h30 - Abertura             

9h - Palestra Interativa 1: IDEB 2017 - Resultados das redes Municipais do Piauí

Ministrante: Cleire Amaral - Dra. em Educação

10h30 - Relatos de experiência dos municípios participantes

11h30 - Almoço

13h30 - Oficina de análise dos resultados 2017

Ministrante: Ana Célia Orsano - Dra. em Educação

 15h30 - 7 Estratégias para elevação do IDEB

* Diagnóstico

* Formação de professor 

* Programa de Ensino

* Monitoramento

* Gestão escolar

* Avaliação da aprendizagem

* Reforço da aprendizagem     

17h30 - Encerramento

Luciane declara que voto do PSTU não reflete apoio político a Haddad

Segundo a ex-candidata ao governo do Estado, a decisão do seu partido não influencia seu posicionamento sobre a escolha do seu voto.

O PSTU declarou que no segundo turno das eleições seus membros devem votar em Fernando Haddad (PT) para presidente da República, mas, segundo Luciane Santos, ex-candidata ao governo do Estado, a decisão do partido não reflete em um apoio político ao petista, mas sim um protesto contra Jair Bolsonaro (PSL).

“Nós estamos chamando o voto no 13, contra o Bolsonaro. O que a gente ver nesse segundo turno são dois projetos políticos de ataque aos direitos dos trabalhadores e manutenção dos lucros do capital. Do ponto de vista econômico, os dois projetos de governo são iguais”, explicou a professora Luciane Santos em entrevista ao O DIA.

A ex-candidata afirma ainda que o PT é o culpado pela popularização de Bolsonaro no país. “A culpa é do partido que traiu os trabalhadores, andou envolvido em uma lama de corrupção, privatizou quase todas as nossas riquezas, fez aliança com a burguesia. Nos 14 anos de poder do PT, a bancada conservadora, que chamamos da bancada do boi, da bala e da bíblia, cresceu muito. O voto ao Bolsonaro é um voto de castigo ao PT”, pontuou.

Segundo o PSTU, o partido será oposição desde o primeiro dia ao governo de qualquer um dos dois que se eleja. “Dizemos de antemão que seremos oposição ao futuro governo, seja ele de Bolsonaro ou de Haddad e seus aliados. Nenhum dos dois vai governar para a nossa classe, para os de baixo. Os dois vão governar para os banqueiros”, finalizou.

16 de outubro de 2018

Crivella denuncia suspeitas de irregularidades de Paes em obras do BRT

Paes disputará 2º turno ao governo do Rio com o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), que surpreendeu na corrida eleitoral, obtendo no 1º turno 41,28% dos votos válidos, contra 19,56% de seus adversários.

Faltando 12 dias para o segundo turno nas eleições para governador do Rio, o prefeito da capital, Marcelo Crivella (PRB), divulgou nesta terça-feira (16) que seu governo investiga suspeitas de irregularidades na obra do BRT Transcarioca, corredor expresso de ônibus construído pela Prefeitura do Rio durante a gestão de Eduardo Paes, hoje no DEM e à época no MDB. 


O prefeito do Rio Marcelo Crivella divulgou investigação de irregularidades na gestão de Eduardo Paes às vésperas do segundo turno das eleições (Foto: Divulgação)


Paes disputará o segundo turno ao governo do Rio com o ex-juiz federal Wilson Witzel (PSC), que surpreendeu na corrida eleitoral, obtendo no primeiro turno 41,28% dos votos válidos, contra 19,56% de seus adversários. 

Candidato do PSC, partido ligado a igrejas evangélicas no país, Witzel se apresentou como o nome do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) ao governo do Rio, o que lhe garantiu 1,7 milhão de votos a mais que seu adversário no primeiro turno. 

Na última sexta-feira (12), Crivella, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, declarou apoio a Witzel no segundo turno. Para Paes, a denúncia ora apresentada sobre as obras do BRT tem como objetivo influenciar na corrida eleitoral para o estado. 

Segundo a Prefeitura do Rio, há suspeita de que a obra foi realizada fora das especificações técnicas previstas em contrato, tendo sido empregados materiais de baixa qualidade em sua execução. 

A gestão Crivella alega que já fez dez vistorias no corredor expresso de ônibus e teria constatado trincas no pavimento de concreto, fendas que expõem vigas e estruturas e indícios de reparos nas pistas. Esses problemas, diz a Prefeitura do Rio, indicam "a possibilidade de baixa qualidade da execução da obra". 

Crivella anunciou que chamará as empreiteiras responsáveis pela obra para refazer os trechos onde há suspeita de irregularidades. O corredor foi construído pela Andrade Gutierrez e pelo consórcio Transcarioca, formado por OAS, Carioca Engenharia e Contern. 

O BRT Transcarioca é um corredor expresso de 39 quilômetros e 45 estações que liga a Barra da Tijuca, na zona oeste, até o aeroporto internacional do Galeão, na Ilha do Governador, zona norte da cidade. O sistema de ônibus articulados que trafegam em vias exclusivas foi inaugurado em 2014 às vésperas da realização da Copa do Mundo no Rio. 

Paes era prefeito quando entregou a obra, feita com recursos do municípios e financiamento do BNDES. A obra ficou a cargo da prefeitura, e a operação do sistema foi concedida à iniciativa privada. Segundo a administração do BRT, 241 mil passageiros utilizam o serviço por dia no Rio.   

De acordo com a assessoria de imprensa da gestão Crivella, as investigações começaram há três semanas depois que operadores do BRT entraram na Justiça alegando que os ônibus estavam sendo danificados por conta das más condições das pistas.

A Prefeitura do Rio utilizou ainda uma informação incorreta para justificar o segundo motivo para a abertura das investigações. Cita uma suposta delação do ex-secretário de Obras de Paes, Alexandre Pinto, em ação da Lava Jato que corre no Rio, que nunca ocorreu. 

Na realidade, no último dia 4 de outubro, às vésperas do primeiro turno das eleições, Pinto declarou em interrogatório ao juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, Marcelo Bretas, que Paes, enquanto prefeito, coordenava fraudes às licitações de grandes obras no Rio. O ex-prefeito nega as acusações. 

"Houve então esses dois fatos novos. E aí fomos verificar. E constatamos que a obra foi feita mesmo sem fiscalização. Em todos os trechos que abrimos, verificamos que a obra não foi feita de acordo com o projeto. Se houve corrupção, vou deixar para a Justiça apurar. Mas o fato é que pagamos mais de R$ 2 bilhões por uma obra que foi feita completamente fora do projeto", disse Crivella.

Em agenda de campanha em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, nesta terça-feira (16), Paes sugeriu interesses de campanha na investigação apresentada pela atual gestão na prefeitura.

Ele ressaltou, contudo, que não vê problema em se fazer uma sindicância na obra e tentou colar em Witzel a pecha de inexperiente para o cargo que disputa, fazendo paralelo com Crivella, que assumiu seu primeiro cargo no executivo após vencer as eleições para a prefeitura da capital fluminense em 2016. 

"A gente fica com a certeza de que o Crivella está em campanha para o Witzel. A gente sabe que essa é uma parceria estabelecida. É uma maneira de ele achar que atrapalha [a minha campanha]. Não atrapalha, não. Eu sou bastante diferente do Crivella e o Witzel é muito parecido com o ele. Quem está vivendo a experiência do Crivella na Prefeitura do Rio, pode se preparar. O Witzel representa essa inexperiência, essa incompetência, esse jeito meio dissimulado, essa coisa de lobo em pele de cordeiro, como ele já se revela. Eles são iguaizinhos, juntinhos nessa", disse Paes.

Bolsonaro diminuirá intermediação com o Governo do Piauí, diz Fábio Sérvio

Segundo Fábio Sérvio, caso eleito, o presidenciável defenderá maior importância para os municípios e foco no contato direto com as prefeituras.

Em entrevista ao O DIA, na tarde desta terça-feira (16), o presidente estadual do Partido Social Liberal (PSL), Fábio Sérvio, revelou como será a relação do Governo Federal com o Governo do Estado, no cenário de uma eventual vitória em segundo turno do candidato à presidência pelo partido, Jair Bolsonaro. Vale lembrar que o Piauí foi o estado que registrou o pior desempenho do candidato no primeiro turno, frente a todas as unidades da federação, com apenas 18,5% dos votos válidos.

O presidente estadual do Partido Social Liberal (PSL), Fábio Sérvio. (Foto: Elias Fontenele/O Dia)

Segundo Fábio Sérvio, caso eleito, o presidenciável irá focar no contato diretamente com as prefeituras, diminuindo a intermediação com o governador Wellington Dias, eleito para o segundo mandato consecutivo pelo Partido dos Trabalhadores (PT). “O Bolsonaro defende que os municípios tenham uma importância maior, que diminua intermediação com o Governo do Estado, que o município possa ter o recurso e aplicar corretamente”, destaca.

Para o presidente estadual do PSL, três pontos devem ser cruciais em um possível mandato de Jair Bolsonaro na Presidência da República. Além da municipalização dos contratos com o Governo Federal, Bolsonaro também deverá focar no desenvolvimento humano, com destaque para o abastecimento de água em municípios atingidos pela seca. O terceiro ponto será o combate à corrupção. “Ele também não vai mandar recursos para depois ver esses recursos desviados”, afirma Fábio Sérvio.

Sobre a visita dos dois filhos do presidenciável ao Piauí, Flávio e Eduardo Bolsonaro, Fábio Sérvio afirma que a vinda do senador Magno Malta (PR/ES), no último final de semana, serviu para mensurar a receptividade da agenda no estado.

“O Nordeste é um reduto do PT. A gente sentindo que pode garantir e eles sentindo que podemos garantir [a segurança], acredito que é viável a vinda deles. Senão a gente vai continuar da maneira que está, com o apoio deles à distância e trabalhando aqui no Nordeste”, destaca, acrescentando que a data da visita ainda está em aberto.

CNJ vai apurar caso de juíza que pediu exoneração em denúncia pública

Em texto divulgado pela imprensa, magistrada faz críticas ao Tribunal de Justiça do Pará, à Ordem dos Advogados do Brasil e ao Ministério Público do Pará.

 O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou nota informando que o corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, instaurou procedimento para esclarecer os fatos que levaram a juíza Ana Carolina Barbosa Pereira, da comarca de Xinguara/PA, a pedir exoneração do cargo em manifestação pública.

Em texto sob o título "Não nasci pra ser juiz. Não no Pará. Não dessa forma.", a magistrada faz críticas ao Tribunal de Justiça do Pará, à Ordem dos Advogados do Brasil e ao Ministério Público do Pará.

Martins determinou a intimação dos desembargadores Ricardo Nunes e José Maria Teixeira do Rosário, presidente e corregedor-geral de Justiça do estado do Pará, respectivamente, para que, no prazo de 15 dias, apresentem informações a respeito dos fatos narrados na notícia.

"Chegou ao conhecimento desta Corregedoria Nacional de Justiça pedido de exoneração da magistrada Ana Carolina Barbosa Pereira, publicado em diversos meios de comunicação e mídias sociais, em que, ao justificar seu pedido, narra a ocorrência de omissões praticadas pelo TJ-PA e Corregedoria que, em tese, demonstram desídia institucional que prejudicam o exercício da judicatura e, principalmente, a prestação jurisdicional do estado do Pará. Vamos esclarecer os fatos", afirmou o corregedor, segundo informa a assessoria de imprensa do CNJ.

O presidente do TJ-PA, Ricardo Ferreira Nunes, divulgou portaria em que informou que a magistrada, no mesmo dia em que deu publicidade à manifestação, "protocolizou petição desistindo do pedido de exoneração e requerendo ser submetida a exames por uma junta médica (Siga-Doc Nº PA-REQ-2018/16874), por estar padecendo de transtornos de saúde".

O presidente do TJ-PA designou comissão para apurar as denúncias, e informou que resolveu deferir o pedido da juíza "para ser submetida a exames pela Junta Médica do Tribunal", determinando que a Junta solicite "auxílio de outros profissionais que entenda necessários para o oferecimento de laudo".

A reportagem não conseguiu ouvir a magistrada.

Eis a íntegra da manifestação:

"Não nasci pra ser juiz. Não no Pará. Não dessa forma.

Não nasci pra ver advogado ameaçar juiz e este receber como conselho da Corregedoria de seu Tribunal a declaração de suspeição.

Não nasci pra ver Promotor faltar a mais de 30 audiências no mês e absolutamente nada lhe acontecer. Mas se um magistrado falta um único dia para "emendar" um feriado, é representado e punido por sua Corregedoria.

Não nasci pra ver esse mesmo Promotor agir como um louco em audiência, mandando testemunha se calar, rindo da ignorância das pessoas que atuam no processo - a maioria que nem sabe ler ou escrever -, agindo com extrema misoginia e representando o juiz quando, simplesmente, este não acoberta as suas falcatruas (e não são poucas).

Não nasci pra me ver em lista de alvos da polícia e tal fato ser menosprezado por magistrado que se diz responsável pela segurança de seus colegas. Até hoje espero o tal "setor de inteligência" entrar em contato por uma suposta ameaça sofrida há mais de seis meses. Durmo a base de remédios ansiolíticos e antidepressivos e, exclusivamente, com a proteção de Deus.

Não nasci para ver e gravar inúmeros réus confirmando o recebimento de propina pela Delegacia, acobertada por suposta fiança em valor assustadoramente inferior, e absolutamente nenhuma providência ser adotada. Nem pela Corregedoria da Polícia, nem pelo Ministério Público, nem pelo Tribunal de Justiça, que inclusive acolheu MS de determinado Delegado reinserindo-o na Comarca.

Não nasci para ver juízes corruptos, alguns sendo punidos pelo CNJ, mas NENHUM advogado ser igualmente penalizado. Somente no Pará o corrompido é punido. O corruptor não existe. Talvez exista um Código próprio nessa região, em que a corrupção pode ser praticada por um único agente, que concomitantemente é ativo e passivo.

Não nasci para ver o acumular de processos importantes e ninguém dar a mínima importância. Crianças acolhidas há anos por falta de atuação do MPE em promover a destituição; por falta de equipe multidisciplinar e, acima de tudo, por falta de boa vontade. Só se pensa na pomba e circunstância de ser juiz ou desembargador. Esquece-se que, acima de tudo, somos todos servidores públicos!

Não nasci pra ver um Tribunal apoiador de privilégios e que sequer sabe o que se passa com os juízes no interior do Estado.

Não nasci pra ver um Tribunal que só busca o cumprimento das metas do CNJ e que não se importa nenhum pouco com a saúde emocional e segurança de seus magistrados.

Não nasci, não me formei, não estudei para viver o que eu vivo aqui. Imaginei que passaria por inúmeras dificuldades, até piores do que as que passei e estou passando. Porém, imaginei um mínimo de apoio, de consideração, de respeito.

Como nada disso aconteceu, não me resta outra saída. Estou verdadeiramente enlouquecendo no Pará, notadamente em Xinguara, onde atuo há dois anos sem sequer ter recebido uma única ligação da Corregedoria ou da Presidência para fins de apoio a todas as demandas que já foram solicitadas.

Certamente encontrarei dificuldades em outros Tribunais, em outras profissões. Porém, o déficit civilizatório desse Estado e a corrupção sistêmica aceita por todos são insustentáveis para quem sempre desejou contribuir com uma sociedade melhor a partir do exercício da jurisdição.

Por todas essas razões, com uma dor enorme no peito por desistir do meu maior sonho, FORMALIZO AQUI MEU PEDIDO DE EXONERAÇÃO, na esperança de que leiam essa manifestação e passem a se preocupar mais com as pessoas e com os processos, do que com os índices, metas e pesquisas.

Como estou de atestado médico na data de hoje, 03.10, que seria meu retorno das férias, informo que a partir de 04.10 não farei mais parte dos quadros de magistrados do TJEPA. Registro que minha última atuação se deu nos dias 01 e 02.10, quando coordenei o primeiro curso preparatório para a adoção em Xinguara, mesmo ainda estando no gozo de férias.

Ana Carolina Barbosa Pereira

Xinguara, 03.10.2018."

Dívida acumulada por candidatos do PI é de R$ 4,5 milhões, aponta TSE

Dívida acumulada por candidatos do PI é de R$ 4,5 milhões, aponta TSE

Candidatos eleitos respondem por 57% dessa dívida. 90% do valor referente ao pagamento das despesas geradas de campanha no PI são provenientes do Fundo Partidário.

Acabado o primeiro turno das eleições, muitos candidatos ainda precisam quitar suas despesas de campanha. Segundo dados do sistema de divulgação de candidaturas e contas eleitorais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos os políticos que disputaram o pleito deste ano no Piauí ainda devem um total de R$ 4.551.080,71 referentes às despesas de campanha.

Considerando o total da movimentação financeira de campanha declarada à Justiça Eleitoral até ontem (16), todos os candidatos que disputaram algum cargo eletivo este ano acumulam contratos de despesas no valor de R$ 50.090,08, destes, somente R$ 45.815.009,33 foram quitados junto aos prestadores de serviços.

Ainda de acordo com a Justiça Eleitoral, quase 90% do valor referente ao pagamento das despesas geradas durante a campanha no Piauí são provenientes do Fundo Partidário ou do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), já que só pouco mais de R$ 4,8 milhões aplicados para quitação dos contratos são oriundos de recursos próprios dos candidatos.


Foto: Agência Brasil

Eleitos são responsáveis por 57% da dívida de campanha

Os candidatos eleitos no primeiro turno das eleições deste ano no Piauí (deputados federais e estaduais, senadores e governador) respondem por mais da metade da dívida de campanha, segundo o TSE. Isso significa dizer que, juntos, eles devem aproximadamente R$ 2,6 milhões, ou seja, 57% do que ainda devem todos os que participaram do pleito.

A maior parte dessa dívida se concentra entre os vitoriosos na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi). Juntos, os 30 parlamentares concentram um total de despesas não pagas no valor de R$ 1.048.366,92. No entanto, vale ressaltar que Lucy Soares (PP), Júlio Arcoverde (PP), Severo Eulálio (MDB), Henrique Pires (MDB), Dr. Hélio (PR), Franzé (PT), Cel. Carlos Augusto (PR) e Teresa Britto (PV) não possuem despesas a serem quitadas.


Maior parte da dívida se concentra entre os vitoriosos na disputa pelas cadeiras da Alepi (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Já entre os que foram eleitos para ocupar as cadeiras piauienses na Câmara Federal, o valor total de dívidas de campanha é de R$ 892.047,07. Com exceção de Margarete Coelho (PP), que conquistou seu primeiro mandato para o cargo de deputada federal, todos os demais parlamentares ainda possuem saldo devedor em suas despesas de campanha declaradas ao TSE.

Logo em seguida estão Ciro Nogueira (PP) e Marcelo Castro (MDB), vitoriosos na disputa pelo Senado. Somadas suas despesas ainda não quitadas, o valor chega a R$ 681.305,85. Wellington Dias (PT), que conquistou seu quarto mandato como governador do Estado neste pleito, não possui nenhum saldo devedor desta campanha.

Confira abaixo o ranking dos dez eleitos com maiores dívidas de campanha:

  1. Ciro Nogueira (PP) - senador - R$ 640.053,85
  2. Iracema Portella (PP) - deputada federal - R$ 351.731,50
  3. Rejane Dias (PT) - deputada federal - R$ 239.040,05
  4. Janaína Marques (PTB) - deputada estadual - R$ 157.324,80
  5. Marcos Aurélio (MDB) - deputado federal - R$ 136.400,00
  6. Themístocles Filho (MDB) - deputado estadual - R$ 131.780,00
  7. Flávio Nogueira (PDT) - deputado federal - R$ 105.880,00

Gastando R$ 46 mi com energia, Estado quer economizar R$ 6,4 mi com PPP

O Governo aprovou a Parceria Público-privada das Mini Usinas de Energia Solar para oito municípios piauienses para tornar administração estadual autossustentável.

Foi aprovada nesta segunda-feira (15) pelo governador Wellington Dias a Parceria Público-Privada (PPP) das Mini Usinas de Energia Solar do Piauí, como uma alternativa para reduzir os gastos da administração estadual com contas de energia. Ao longo de 2017, o custo do pagamento das contas de luz de 81,4% dos órgãos públicos do Estado foi de R$ 46,1 milhões. Com a PPP, a administração estadual pretende economizar até R$ 6,4 milhões.

O projeto prevê a operação de oito mini usinas produzindo cinco megawatts cada uma para compensar o consumo de energia pelo Estado. Foram escolhidas oito cidades dentre as 25 piauienses que foram consideradas viáveis para receber as instalações das usinas de energia fotovoltaica. O Governo levou em conta fatores como a existência de terreno de propriedade do Estado nas proximidades de um ponto de conexão aprovado pela Eletrobras.


Foto: Enel Green Power

“O lado bom é que vamos consumir energia limpa e o Piauí vão contribuir na geração de energia solar e valorizará esse sistema de mini usinas que é pioneiro no Brasil e no mundo. Esse projeto tornará a administração estadual autossustentável em relação à própria demanda por energia elétrica e criará um excedente para projetos estratégicos”, afirmou o governador Wellington Dias.

As oito mini usinas serão instaladas em Valença do Piauí, Caraúbas do Piauí, Campo Maior, Nazária, União, Piracuruca, Altos e Miguel Alves e os investimentos serão da ordem de R$ 173,4 milhões dentro do prazo de 25 anos. A previsão é que em janeiro aconteça a licitação. “Nós vamos para uma licitação em quatro lotes, em que cada lote terá duas miniusinas. Nossa perspectiva é lançar o edital em janeiro de 2019”, afirmou Viviane Moura, superintendente de parcerias e concessões.

Mulheres receberam apenas 13% dos votos para Assembleia Legislativa

No Piauí, número de candidaturas para deputada estadual seguiu a cota mínima de 30% determinada pela legislação eleitoral.

No universo de 219 candidaturas ao legislativo estadual neste último pleito, 70 eram de mulheres, ou seja, apenas para garantir a cota mínima de 30% de mulheres candidatas. Não bastasse a desigualdade numérica, a disparidade também pode ser observada na apuração das urnas, já que segundo informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) elas obtiveram juntas, eleitas e não eleitas, 239.720 votos, pouco mais de 13% do total dos 1.816.803 válidos.

Do quadro geral, apenas Lucy Soares (PP), Janaína Marques (PTB), Flora Izabel (PT) e Teresa Britto (PV) conseguiram se eleger. Juntas, elas somaram 147.889 votos, no entanto, as demais 26 vagas foram preenchidas por candidatos homens. Considerando só as candidatas que não tiveram sucesso no pleito, o número de votos não passa de 91.831.

Vale ressaltar que neste percentual estão incluídos os 275 votos de Safira Bengell (PSDB), única candidata trans piauiense nestas eleições. Por outro lado, a votação de Sara Mendes (REDE) não foram somadas ao total apontado anteriormente, tendo em vista que sua candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral e aguarda recurso.

A legislação obriga atualmente que partidos e coligações tenham no mínimo 30% de mulheres como candidatas. A cota busca incentivar a participação da mulher na política. No entanto, vários partidos colocam em prática a medida de lançar candidaturas femininas nas eleições, mas não destinarem recursos para que elas façam campanha.

15 de outubro de 2018

W. Dias admite que 'antipetismo' foi decisivo para resultado do 1º turno

Governador piauiense pede "reflexão" aos eleitores e diz que, neste segundo turno, "o que está em jogo é o destino do país".

O governador Wellington Dias (PT) reuniu lideranças políticas na noite desta segunda-feira (15) num hotel da capital para traçar as estratégias que serão adotadas por seu partido e pelas legendas aliadas neste segundo turno da disputa pela Presidência da República, com vistas a assegurar uma votação ainda maior do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT) no Piauí.

No primeiro turno, Haddad conquistou 63,4% dos votos válidos no estado, o que correspondeu a 1,172 milhão de sufrágios, enquanto o segundo colocado, Jair Bolsonaro (PSL), conquistou 346 mil votos (18,76%).


Wellington reuniu aliados num hotel da capital para traçar estratégias com vistas a fortalecer campanha de Haddad no Piauí


Ciro Gomes (PDT), por sua vez, teve 211 mil votos no Piauí (11,42%), e Geraldo Alckmin (PSDB) recebeu quase 48 mil votos (2,59%). Agora, no segundo turno, os eleitores deste dois candidatos serão os principais alvos a serem conquistados pelos apoiadores de Haddad e Bolsonaro.

Wellington afirmou que, nesta nova etapa da eleição, é preciso manter os líderes políticos presentes nos municípios piauienses, desta vez focados apenas na vitória de Fernando Haddad na disputa pela Presidência.

"Queremos incorporar à campanha lideranças e eleitores que fizeram opção por outra candidatura no primeiro turno. E vamos trabalhar também no convencimento de pessoas que fizeram a opção pelo outro candidato [Bolsonaro], para que, neste segundo turno, refletindo melhor, dialogando melhor, possam mudar o voto", afirma Wellington.

O governador petista disse, ainda, que optar por Haddad é votar "com segurança, apostando na democracia e na integração do Piauí com o Brasil".

"Não se trata de votar pensando no partido A ou B. Temos que votar pensando no Brasil. Eu sei que as pessoas podem ter essa ou aquela crítica, mas sabem que, nesta eleição, o Fernando Haddad é o mais preparado para a direção do país, tanto pela sua experiência administrativa como por sua relação com os diversos líderes", opina Wellington.

Antipetismo

O governador reeleito para o quarto mandado como chefe do Executivo no Piauí também reconheceu que o "antipetismo" foi decisivo para o resultado do primeiro turno das eleições deste ano, nas quais o candidato Jair Bolsonaro conquistou larga vantagem sobre o adversário do PT, Fernando Haddad: 49,2 milhões de votos contra 31,3 milhões.

"A população está mais reflexiva. Eu não posso deixar de reconhecer que uma parte dos votos foram votos anti-PT, mas as pessoas começam a perceber que não se trata apenas da situação deste ou daquele partido. É o destino de um país, de um povo, que está em jogo. Então, é uma responsabilidade muito grande o ato de votar neste dia 28", avalia.

Cai número de deputados eleitos com votos próprios em 2018

Na lista dos mais votados, 19 são novatos. Nesse grupo há quatro mulheres e 15 homens.

A quantidade de eleitos e reeleitos que não precisaram dos votos da legenda partidária ou da coligação para atingir o objetivo eleitoral diminuiu em 2018 na comparação com as duas últimas eleições. Este ano, segundo o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), foram 27 os que tiveram êxito nas urnas nessas condições, enquanto em 2014 foram 35, queda de, aproximadamente, 22,8%. Os eleitos com voto próprio em 2010 alcançaram 36.

Na lista dos mais votados, 19 são novatos. Nesse grupo há quatro mulheres e 15 homens. Entre os oito reeleitos, todos também são homens. Com votação expressiva esse grupo também ajudou outros nomes de suas coligações a entrarem na Câmara Federal.

Se não houver mudança na legislação, esta foi a última eleição em que as coligações são permitidas para as eleições proporcionais – deputado federal e estadual, além de vereador, cuja vaga é disputada em eleições municipais. Isso porque o Congresso aprovou no ano passado a Emenda Constitucional (EC) 97/17 proibindo este tipo de aliança a partir de 2020.

Partidos

Ainda segundo o Diap, entre os eleitos com votos próprios em 2018, um terço (9), são de partidos de esquerda, centro-esquerda e centro. São três do PT; três do PSB; um do PV; um do PSOL; e um do PROS. Os outros dois terços (18) são de centro-direita e direita. São sete do PSL; três do PSD; dois do PR; e um, respectivamente, do PSC, do PRB, do Avante; do DEM; do Novo; e do PMN.

A maioria, nesse segundo grupo, é de policiais, líderes evangélicos, parentes de políticos ou líderes de movimentos liberais como o MBL (Movimento Brasil Livre). “[Eles] Foram eleitos na esteira do que está se convencionando chamar de bolsonarismo, que surpreendeu a todos na reta final da campanha, que se encerrou no último dia 7 de outubro” avaliam os analistas do Diap.

Mais votado

Em números absolutos, o campeão nacional é o deputado federal reeleito Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que obteve 1.843.735 votos. Filho do candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), o deputado é escrivão da Polícia Federal e vai assumir seu segundo mandato.

No quesito proporcionalidade, o grande campeão de votos é o estreante João Campos. Filho do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos e bisneto do ex-governador Miguel Arraes. Campos, com apenas 23 anos, recebeu 10,63% dos votos válidos. Foram 460.387 votos.

Saiba quem são os eleitos com votos próprios em 2018

1) Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) - 1.843.735 - reeleito - escrivão de polícia federal

2) Joice Hasselmamm (PSL-SP) - 1.078.666 J – primeira eleição – jornalista

3) Celso Russomano (PR-SP) - 521.728 - reeleito - bacharel em direito, jornalista e empresário

4) Kim Kataguiri (DEM-SP) - 465.310 - primeira eleição - ativista digital e conferencista

5) João Campos (PSB-PE) - 460.387 - primeira eleição – engenheiro

6) Tiririca (PR-SP) - 453.855 reeleito - artista circense e humorista

7) Marcel Van Hattem (Novo-RS) - 349.855 - primeira eleição - cientista político e jornalista

8) Helio Fernando Barbosa Lopes (PSL-RJ) - 345.234 - primeira eleição - subtenente do Exército

9) Marcelo Freixo (PSol) - 342.491 - primeira eleição – professor

10) Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) - 323.264 - primeira eleição - PM e técnico em enfermagem

11) Sargento Fahur (PSD-PR) - 314.963 - primeira eleição - PM (Rotam)

12) Capitão Wagner (Pros-CE) - 303.593 - primeira eleição – PM

13) Delegado Waldir (PSL-GO) - 274.406 - reeleito - delegado de polícia civil

14) Felipe Francischini (PSL-PR) - 241.537 - primeira eleição - advogado

15) Marcelo Álvaro Antônio (PSL-MG) - 230.008 - reeleito – empresário

16) Alessandro Molon (PSB-RJ) - 227.914 - reeleito - advogado e professor universitário

17) Gleisi Hoffmann (PT-PR) - 212.513 - primeira eleição – advogada

18) Celio Studart (PV-CE) - 208.854 - primeira eleição - advogado

19) Carlos Jordy (PSL-RJ) - 204.048 - primeira eleição - servidor público federal

20) Flordelis (PSD-RJ) - 196.959 - primeira eleição – administradora

21) Josimar Maranhãozinho (PR-MA) - 195.768 - primeira eleição – empresário

22) Reginaldo Lopes (PT-MG) - 194.332 - reeleito – economista

23) Marília Arraes (PT-PE) - 193.108 - primeira eleição – advogada

24) Eduardo Braide (PMN-MA) - 189.843- primeira eleição – advogado

25) Otto Alencar Filho (PSD-BA) - 185.428 - primeira eleição – administrador

26) JHC (PSB-AL) - 178.645 - reeleito - empresário

27) André Ferreira (PSC-PE) - 175.834 - primeira eleição - bacharel em turismo

Trump enviará secretário para reunião com rei sobre caso de jornalista

Em seu Twitter, Trump escreveu também que conversou com o rei saudita, Salman bin Abdul-Aziz al-Saud, e que ele disse que "ignorava" o paradeiro de Khashoggi - crítico das políticas de seu país.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (15) que vai enviar o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para uma reunião com o rei da Arábia Saudita a respeito do  desaparecimento do jornalista Jamal Khashoggi.


O presidente Donald Trump (Foto: Divulgação)


Em seu Twitter, Trump escreveu também que conversou com o rei saudita, Salman bin Abdul-Aziz al-Saud, e que ele disse que "ignorava" o paradeiro de Khashoggi  - crítico das políticas de seu país e, segundo a polícia turca, pode ter sido morto dentro do consulado saudita em Istambul quando tentava tirar documentos. 

Após a conversa, Trump levantou a hipótese de que Khashoggi possa ter sido assassinado por "matadores", sugerindo que essa pode ter sido a explicação oferecida pelo rei.

As buscas no consulado, que serão feitas por uma equipe conjunta da Turquia com a Arábia Saudita, estão previstas para a tarde desta segunda, afirmou à Reuters uma fonte diplomática turca. 

A agência de notícias afirma ainda que o rei Salman ordenou que seja aberta uma investigação interna sobre o caso. 

Questionado sobre quando o promotor fará um pronunciamento sobre a investigação, a fonte respondeu: "Ele foi instruído a trabalhar com rapidez".

Crítico da monarquia do golfo Pérsico e colaborador do jornal americano Washington Post, Khashoggi não é visto desde que entrou na representação diplomática no último dia 2 para obter documentos para seu casamento. O regime saudita afirma que o jornalista deixou o prédio, mas não ofereceu provas.

O caso provocou indignação internacional, com o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçando com uma "punição severa" caso se comprove que Khashoggi foi morto dentro do consulado e aliados europeus pedindo uma "investigação confiável".

A Arábia Saudita respondeu dizendo que haverá retaliações a qualquer sanção ou pressão econômica.

Na sexta-feira (12) o Washington Post publicou que autoridades turcas informaram aos EUA que obtiveram gravações de áudio e vídeo que mostram o interrogatório, a tortura, a morte e o esquartejamento do corpo do jornalista no consulado.

Marina Silva precisa se redimir e apoiar Haddad, diz ex-candidato da Rede

O partido decidiu pregar o não voto em Jair Bolsonaro (PSL). Ao comunicar o posicionamento, a ex-senadora disse que ainda não estava declarando seu voto, mas apenas a posição da Rede Sustentabilidade.

O arquiteto e ativista Pedro Henrique de Cristo, 35, ganhou visibilidade no meio político ao liderar o Brasil 21, um movimento que prega oxigenação nos cargos eletivos, e concorreu a uma cadeira de senador por São Paulo nesta eleição, com uma candidatura independente abrigada na Rede.

Estreante, ele terminou a campanha com 136.466 votos (ficou no 14º lugar, distante das duas vagas em disputa) e com duas certezas: o partido criado por Marina Silva (oitava colocada na corrida presidencial, com 1% dos votos) precisa aprender a fazer autocrítica e a ex-senadora deveria exercer maior liderança sobre a legenda nos estados.


A ex-ministra Marina Silva e o senador reeleito Randolfe Rodrigues (Foto: Divulgação)


Para Cristo, que se aproximou de Marina na pré-campanha, quando ela buscava criar laços com movimentos de renovação, a ex-presidenciável "tem que apoiar" o petista Fernando Haddad no segundo turno. O partido decidiu pregar o não voto em Jair Bolsonaro (PSL). Ao comunicar o posicionamento, a ex-senadora disse que ainda não estava declarando seu voto, mas apenas a posição da Rede Sustentabilidade.

"É o momento de o Brasil se unir pela democracia, e a Marina tem que tomar uma posição. Se ela cometeu um erro em apoiar Aécio [Neves, do PSDB] em 2014, é hora de ela se redimir e apoiar mais que o Haddad, a democracia. Ela pode ser oposição depois, mas apoie agora", afirma o urbanista, ex-aluno de Harvard (EUA).

"Acho que a Rede tem que fazer mais pontes e apontar menos o dedo", segue ele sobre a sigla, registrada em 2015 e em situação crítica depois desta eleição, já que não conseguiu ultrapassar a cláusula de barreira e ficará sem acesso a recursos públicos. Só uma deputada federal foi eleita.

O paraibano ficou decepcionado com o partido. "A Rede tinha um potencial imenso, de ser um veículo de mudança e de ponte entre a direita e a esquerda, e de realmente puxar o Brasil para a frente, como dizem. Mas, por falhas estruturais, que resultaram em erros pelo país inteiro, Marina teve o resultado que teve e outros candidatos também. A Rede é uma oportunidade perdida."

A única chance para a legenda "seguir em frente", acredita ele, "é ter autocrítica", já que "critica muito o PT, os demais partidos, mas não se critica. Tudo é sempre culpa dos outros". Apesar da insatisfação, Cristo fala que segue respeitando a ex-senadora e disposto a colaborar com ela.

"Marina é honesta, mas ela tem que ter mais liderança sobre os diretórios. Porque gente que não compartilha dos mesmos valores democráticos dela dominou os estados."

Na avaliação do ativista, além da falta de capilaridade e estrutura do partido, a conjuntura pesou no desempenho pífio da presidenciável nas urnas.

"Todo mundo imaginava antes da eleição que quem conseguisse unir o centro ia ganhar, seria o novo Macron [presidente francês que venceu promovendo uma união], só que na verdade foi uma eleição para os polos. E quem não teve uma posição, de um lado ou de outro, esmoreceu", diz.

Ele cita ainda como exemplo a desidratação de Geraldo Alckmin (PSDB). "É muito triste ver uma mulher como a Marina derreter para 1% de votos e ter menos que o Cabo Daciolo."

Campanha ao Senado A candidatura de Cristo foi confirmada no limite do prazo, em julho. Ele precisou vencer resistências internas no diretório paulista da Rede, que planejava lançar só uma candidatura ao Senado (uma chapa coletiva, com três mulheres).

O paraibano, instalado em São Paulo há cerca de dois anos, diz que integrantes da sigla tentaram sabotá-lo. "Teve gente lá que combinou de me ofender moralmente, pessoalmente, sem ter um fato, uma prova para falar", defende-se.

Cristo foi acusado de supervalorizar o próprio currículo, propagandear apoio de pessoas influentes que não tinha e até exagerar ao narrar a história de sua expulsão do morro do Vidigal, no Rio, por traficantes, após tentar desenvolver um projeto social na área.

Ele rebate: "Não é verdade. Se acham que eu não sou ninguém, é a opinião deles".

O imbróglio só foi resolvido com a intervenção da própria Marina, favorável à participação do novato na eleição. A ex-presidenciável buscava reforçar a aproximação com movimentos de renovação política, já que sua sigla não tinha até aquela altura nenhuma coligação partidária fechada no plano nacional.

Lideranças diziam que a união com grupos como Brasil 21, Agora!, Acredito e Frente Favela Brasil funcionaria como uma aliança simbólica. Só na última hora a Rede conseguiu a adesão do PV (Partido Verde), que garantiu na prática um aumento no tempo de TV e a participação da candidata em debates.

"Minha candidatura esmoreceu quando a Marina fechou a coligação com o PV. Aí os movimentos perderam a importância. Eu achei isso um grande erro estratégico", queixa-se o arquiteto.

Pedro Henrique de Cristo, que fundou o Brasil 21 e foi candidato ao Senado pela Rede em São Paulo Zanone Fraissat - 13.dez.2017/Folhapress Pedro Henrique de Cristo, que fundou o Brasil 21 e foi candidato ao Senado pela Rede em São Paulo    Apesar disso, ele levou a campanha adiante, com equipe própria. Crítico à coligação estadual com o PMN (Partido da Mobilização Nacional), evitou se associar ao candidato apoiado por Marina para o governo estadual, Cláudio Aguiar, que é do PMN.

A Rede não lhe repassou dinheiro do fundo eleitoral (o partido tinha um valor baixo na comparação com outras siglas e destinou metade, R$ 5 milhões, à campanha presidencial). Cristo conseguiu R$ 22 mil com doações de pessoas físicas.

Outra dificuldade foi na hora de veicular sua propaganda no horário eleitoral gratuito. Ele entrou com ação na Justiça para tentar obrigar o partido a encaminhar seu vídeo às emissoras para exibição.

"Eu não tive nem a chance de fazer campanha, mas eu fiquei feliz com o resultado. A gente cresceu no boca a boca", diz. "Cometi um erro de leitura. Não adianta: o partido tem que querer você." Antes de se filiar à Rede, vieram sondagens do PPS e do Novo, conta o paraibano; o PT "deu uma xavecada de leve".

Renovação 'à Bolsonaro' "O Bolsonaro fez, infelizmente, o que todo mundo queria: ele fez a renovação", diz Cristo. Como líder do Brasil 21, ele vem buscando desde o ano passado uma aproximação entre as organizações que incentivam a entrada de novos quadros na política.

Com a eleição de 52 parlamentares para a Câmara dos Deputados e outras dezenas pelo país (só na Assembleia de São Paulo foram 15), o partido do capitão reformado ocupou o espaço que antes se imaginava reservado a grupos com uma visão de centro-esquerda.

"Mas houve vitórias nossas. A Bancada Ativista elegeu a Monica Seixas em São Paulo, a Tabata [Amaral] foi eleita para federal, o pessoal mais conservador do Novo foi eleito. Foram campanhas bem feitas, bonitas."

Ele acha "que esse afã da mídia por renovação" vai diminuir. "Quem entrou [em cargo] vai deixar de ser renovação e vai virar establishment de alguma maneira. E, enquanto a gente não tiver uma agenda comum, a renovação vai ser paliativa, porque a gente não vai ter um foco para trabalhar juntos."

O risco, prevê, é que, sem uma "bancada comum da sociedade", as iniciativas fiquem pulverizadas, restritas apenas a "resultados individuais".

Cristo nutre agora o sonho de unir alguns dos principais movimentos por um apoio, ainda que crítico, a Haddad no segundo turno. "A gente tem que se aglutinar em torno da democracia. Agora é a chance."

Haddad confirma convite a Cortella e diálogo com Joaquim Barbosa

Haddad disse que o ex-ministro Joaquim Barbosa o recebeu em sua casa em Brasília para conversarem sobre o momento do país.

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) confirmou nesta segunda-feira (15), em entrevista à Rádio Bandeirantes, que sugeriu a Mario Sergio Cortella que ocupasse o Ministério da Educação num eventual governo petista. O candidato também confirmou o diálogo com o ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa.

O questionamento sobre a equipe ministerial de um eventual governo de Haddad veio após a divulgação nas redes sociais de uma imagem falsa que copia o logo e elementos visuais da campanha do petista e mostra que sua equipe contaria com Drauzio Varella (Ministério da Saúde), general Eduardo Villas Boas (Defesa), Mario Sergio Cortella (Educação), Joaquim Barbosa (Justiça), Luiza Trajano (Desenvolvimento) e Ciro Gomes (Fazenda).

Haddad disse que o ex-ministro Joaquim Barbosa o recebeu em sua casa em Brasília para conversarem sobre o momento do país, mas não confirmou nem negou o convite.

Já sobre Cortella, Haddad disse que ele é uma pessoa próxima e que antes de ser cogitado como candidato, falou a ele que se tivesse alguma influência, sugeriria o nome dele para a Educação. O petista disse ainda que trocou telefonemas com o filósofo e escritor recentemente, por ser seu amigo.

Questionado sobre a mudança da cor do material da campanha e ausência de Lula nas peças, Haddad disse que o movimento foi feito para evitar o isolamento da sigla e a vitória de Bolsonaro. "Não posso ser irresponsável de me isolar dentro de um quadro tão tenebroso quanto a eleição desse senhor", disse.

A entrevista foi marcada por momentos de bate-boca com o locutor Zé Paulo, que interrompeu a fala do candidato, que atribuía a violência no segundo turno da disputa ao discurso de Jair Bolsonaro, para dizer que foi ele a vítima de uma facada. Apesar disso, o petista seguiu com as críticas, citando falas polêmicas do parlamentar.

Quando Haddad acusou Bolsonaro de ter sido expulso do Exército, o locutor argumentou que ele havia esclarecido o assunto em entrevista, no que o candidato o acusou de esconder fatos sobre o adversário.

"Você quer negar o passado dele pra quê? Para tapear a população? A impressão que eu tenho é que a gente quer repaginar o Bolsonaro para tornar ele palatável para a população", declarou.

“Fui voto vencido”, diz Firmino sobre estratégia da oposição na eleição

Para o prefeito de Teresina, os partidos que compunham a base oposicionista ao governador Wellington Dias estavam desunidos e adotaram estratégia equivocada.

O prefeito de Teresina, Firmino Filho, fez uma avaliação do resultado das eleições para governador do Piauí, que deu a reeleição do governador Wellington Dias (PT) e colocou em terceiro lugar o candidato do PSDB, Luciano Nunes. Para Firmino, a estratégia adotada pela oposição foi equivocada e, mesmo tendo dito isso desde o início da campanha, o prefeito disse não ter sido ouvido.

“Eu falei da necessidade de a oposição estar junta, avisei das dificuldades em enfrentar um governo que tem um grande poder político, econômico e cultural no Piauí e frisei que era preciso de unir em torno de um nome novo, de ter toda a estrutura da oposição concentrada para dar vazão a algo novo. Eu avisei, mas fui voto vencido”, disse Firmino Filho.

No entendimento do chefe do Executivo Municipal, o resultado da eleição foi condizente com a estratégia adotada pela oposição. Firmino afirmou que se os partidos ficam divididos, o projeto político acaba sendo derrotado e citou como exemplo de organização a vitória de governadores petistas ou coligados ao PT em sete dos nove estados do Nordeste.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

“Isso foi quase que esperado. Se a oposição age equivocadamente o resultado não pode ser diferente e quando a gente faz a mesma coisa e insiste no erro, não pode ter novos resultados”, disparou o prefeito.

Questionado sobre o desempenho de Luciano Nunes como candidato ao Governo, Firmino teceu elogios ao colega de partido. Para ele, Nunes saiu do pleito engrandecido, levou bem a mensagem do PSDB e se mostrou incansável ao longo do processo. Ainda mencionando Luciano, Firmino negou que o tenha chamado para assumir a presidência da Fundação Municipal de Saúde (FMS). A direção do órgão encontra-se sob impasse desde que Sílvio Mendes pediu exoneração do cargo.

“Nenhum dos projetos me atrai”, diz Firmino sobe segundo turno presidencial

Firmino Filho se manterá neutro no segundo turno das eleições presidenciais, não manifestando apoio nem ao candidato do PT, Fernando Haddad, nem ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro. O prefeito justificou seu posicionamento, dizendo que nenhum dos dois projetos lhe atrai.

“Pela primeira vez na vida, devo me manter neutro. Nacionalmente, meu partido [PSDB] definiu que não manifestaria apoio a qualquer um dos candidatos e eu vou seguir isso. Nenhum dos dois projetos são atraentes para mim, então me manterei na neutralidade”, pontuou.

14 de outubro de 2018

Bancada feminina cresce, mas recebe parentes de políticos tradicionais

Essa é a maior bancada feminina das últimas três legislaturas, com 77 deputadas eleitas

A Câmara dos Deputados terá, na legislatura que se inicia dia 1º de fevereiro, a maior bancada feminina das últimas três legislaturas, mas o Brasil ainda continuará abaixo da média da América Latina em número de mulheres no Legislativo. Uma das características do grupo de deputadas eleitas é o parentesco com políticos tradicionais: 10,4% das 77 eleitas.

Na bancada feminina, o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) identificou oito integrantes de famílias de políticos. A campeã de votos no Distrito Federal é Flávia Arruda (PR), mulher do ex-governador, ex-senador e ex-deputado federal José Roberto Arruda. Ele está inelegível, porque foi condenado em 2014 por improbidade administrativa, após as investigações da Operação Caixa de Pandora.

Ao aproveitar os feitos do governo do marido, no qual desenvolveu projetos sociais, a empresária Flávia Arruda foi eleita para a Câmara com 121.140 votos.

Pelo Espírito Santo, o senador Magno Malta (PR-ES) não conseguiu se reeleger, mas o eleitorado capixaba mandou para a Câmara sua mulher, a empresária e música Lauriete (PR-ES). Ela já exerceu mandato na Câmara de 2011 a 2015.

Outro derrotado nas urnas que conseguiu eleger a herdeira política foi o deputado Alex Canziani (PTB-PR). Nestas eleições, Canziani disputou uma cadeira no Senado e cedeu a vaga na Câmara para sua filha Luísa (PTB-PR), de 22 anos, a mais jovem deputada. Ela conquistou 90.249 votos.

Reeleitas

De Rondônia, chegará à Câmara outra deputada com sobrenome tradicional: Jaqueline Cassol (PP). Empresária e advogada, Jaqueline é irmã do senador Ivo Cassol (PP-RO) e teve 34.193 votos. Ambos são filhos do ex-deputado federal Reditário Cassol (PP-RO), suplente de senador na chapa do filho.

No Rio de Janeiro, Daniela do Waguinho (MDB) foi eleita com 136.286 votos. A nova deputada federal é mulher do prefeito de Belford Roxo, Wagner dos Santos Cerneiro, o Waguinho. Ela foi secretária de Assistência Social e Cidadania do município.

Entre as atuais deputadas, renovaram os mandatos: Clarissa Garotinho (Pros-RJ), filha do ex-governador Anthony Garotinho; Soraya Santos (PR), casada com o ex-deputado federal Alexandre Santos; e Rejane Dias (PT), a campeã de votos no Piauí (138.800 votos), esposa do governador reeleito Wellington Dias.

Crescimento

Segundo balanço feito pelo Diap, houve crescimento de 15% no total de mulheres eleitas para a Câmara, mas isso ainda é “insuficiente para equilibrar a participação de homens e mulheres no exercício da função de legislar e fiscalizar em nome do povo brasileiro”. Nestas eleições, a legislação estabeleceu um mínimo de 30% de candidaturas femininas por partido ou coligação.

O percentual de mulheres eleitas vem aumentando nas últimas legislaturas e, neste pleito, teve discreta aceleração. Em 2014, quando foram eleitas 51 deputadas, a taxa de crescimento foi 10% na comparação com a bancada de 45 deputadas eleitas em 2010.

“O índice alcançado na eleição de 2018 sinaliza um cenário mais otimista, de modo que o Brasil avance no ranking de participação de mulheres no Parlamento”, informa o Diap. No entanto, segundo o Diap, o Brasil ainda está “abaixo da média na América Latina, em torno de 30%” de representação feminina nos legislativos.

Na bancada da Câmara, 47 eleitas são novatas. Outras 30 já são deputadas e foram reeleitas. Das que exercem mandato, 14 não se reelegeram. Há também deputadas que disputaram outros cargos. Janete Capiberibe (PSB-RO) foi derrotada na disputa para o Senado, Jô Moraes (PCdoB) perdeu como vice em Minas Gerais, ao contrário de Luciana Santos (PCdoB) que assumirá como vice-governadora em Pernambuco.

13 de outubro de 2018

Bolsonaro diz que debaterá com Haddad se não houver 'terceiros'

Ele voltou a criticar o PT e disse que, se for eleito, vai acabar com o toma lá dá cá na política.

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, afirmou neste sábado (13) que pode ir a debates se tiver garantias de que não haverá interferência de terceiros sob Fernando Haddad (PT), seu adversário no segundo turno.

"Se for um debate, eu e ele, sem interferência externa, eu to pronto para comparecer", afirmou, sem explicar a quem se referia ao falar em interferência externa. A declaração foi feita em meio às gravações do programa de TV, no Rio de Janeiro.

Bolsonaro deixou sua casa na manhã deste sábado, na Barra da Tijuca, e foi ao Jardim Botânico, onde grava vídeos para horário eleitoral, na casa de Paulo Marinho, seu aliado.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Desde que sofreu uma facada, no início de setembro, ele não participou mais dos debates e foi criticado por seus adversários. Bolsonaro aguarda liberação médica para fazer atos de campanha e deve passar por nova avaliação na quinta-feira (18).

Esta semana ele havia indicado que não iria aos programas mesmo se fosse liberado. "Se for eu e ele estou pronto para debater sim. Eu não quero ir a debate se houver a participação de terceiros. Quem está disputando a eleição sou ele e eu."

Ele voltou a criticar o PT e disse que, se for eleito, vai acabar com o toma lá dá cá na política. "Não adianta você ter boas propostas, mas após uma possível eleição quem vai colocar em prática vai ser um time de ministros que quem vai escalar não vai ser o Haddad, vai ser o Lula."

Bolsonaro voltou a negar que proporia uma Constituinte se for eleito, ao contrário do que defendeu seu vice, o general Hamilton Mourão. Ele disse que seu norte é a Constituição, da qual afirmou ser "escravo", mas reconheceu discordar de alguns pontos da Carta, sem dizer quais. "Tem uns artigos que eu discordo. Vamos propor emendas e se o parlamento concordar, tudo bem. Uma nova constituinte, não."

Paulo Guedes diz que é natural existir dúvidas sobre agenda de privatizações

O economista disse ainda que criação de 13º salário para Bolsa Família terá impacto inferior a R$ 3 bi.

O economista Paulo Guedes, anunciado ministro de eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que é natural que haja dúvida em relação à agenda das privatizações.

"É natural que haja dúvidas quanto à extensão dessa reforma, até que ponto ela vai e até que ponto ela vem. Eu defendo que ela seja agudizada, que ela seja mais forte porque eu acho que esses recursos são necessários nas áreas sociais", disse ao ser questionado sobre a proposta do candidato do PSL para a privatização da Eletrobras.

"O interessante é que ele [Bolsonaro] sabe o que eu acho, e eu sei o que ele acha sobre isso e nós estamos conversando", afirmou. Ele disse não ter tratado detalhado com o presidenciável a possibilidade de privatização das geradoras de energia, mas apenas das distribuidoras. 

Foto: Reprodução/Folhapress

"Na distribuição certamente [haverá privatização], transmissão é muito mais difícil. Na geração há casos que sim, há casos que não", disse, sem dar detalhes.

A visão do economista diverge da de Bolsonaro, que essa semana afirmou que é possível conversar sobre privatização do setor de distribuição de eletricidade, mas não dos de geração.

A declaração do candidato foi feita em entrevista à TV Bandeirantes e provocou queda nas ações da Eletrobras esta semana. Guedes defendeu a reforma do estado com a privatização de estatais para aumentar orçamento destinado para áreas sociais.

Bolsa Família

Ao deixar uma reunião com dirigentes do PSL, o economista disse ainda que a proposta de criação de 13º salário para beneficiários do Bolsa Família terá impacto inferior a R$ 3 bilhões.

Depois de declarações controversas de seu vice, o general Hamilton Mourão,  sobre o 13º salário, Bolsonaro anunciou na quarta-feira (10) que criará o benefício para aqueles que integram o programa de distribuição de renda.

Guedes não detalhou de onde virão os recursos, mas afirmou que isso terá pouco impacto no Orçamento.

TSE nega pedido do PT para retirar mensagens de grupo de WhatsApp

O ministro do TSE afirmou em sua decisão que as mensagens via WhatsApp não são abertas ao público, como as do Facebook ou do Twitter.

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luis Felipe Salomão negou nesta sexta-feira (12) um pedido de liminar feito pela coligação do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) para retirar conteúdos ofensivos e falsos de um grupo de WhatsApp.

O alvo do pedido do PT era um grupo de WhatsApp com 173 participantes, cujos administradores já foram identificados, que tem divulgado notícias falsas. Uma delas diz que o partido financia performances com pessoas nuas. Outra, que Manuela d'Ávila (PC do B), candidata a vice, disse que o cristianismo vai desaparecer. Outra, ainda, afirma que Haddad incentiva a hipersexualização de crianças.

Foto: Reprodução/Folhapress

O ministro do TSE afirmou em sua decisão que as mensagens via WhatsApp não são abertas ao público, como as do Facebook ou do Twitter. "A comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas, como ocorreu na hipótese dos autos, de modo que a interferência desta Justiça especializada deve ser minimalista, sob pena de silenciar o discurso dos cidadãos comuns no debate democrático", escreveu Salomão.

"Em um exame preliminar -e ressalvados os casos de difusão de práticas criminosas-, parece evidente a inviabilidade desse tipo de controle, porquanto a Justiça Eleitoral é incapaz de acompanhar todas as conversas e manifestações externadas nas mídias eletrônicas, como aplicativos de mensagens instantâneas", completou.

O ministro deu dois dias para os responsáveis pelo grupo no WhatsApp apresentarem sua defesa e um dia para o Ministério Público Eleitoral se manifestar.

Bolsonaro diz que quer fazer uma transformação cultural no país

O candidato fez uma transmissão ao vivo ao lado de Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal eleito por São Paulo.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) nas redes sociais que, se for eleito, vai promover uma grande transformação cultural no país, “onde a impunidade, a corrupção e o crime não serão maios associados à nossa identidade nacional”.

“A lei e a constituição serão nossos instrumentos. A Justiça será independente e deverá acelerar as punições aos culpados! Esse é o Brasil que juntos poderemos construir. Um país que respeita seus cidadãos e que é respeitado por eles e pelo mundo todo”, disse o candidato.

Na noite de ontem (12), o candidato fez uma transmissão ao vivo ao lado de Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal eleito por São Paulo. Bolsonaro disse que aconteceu um “fenômeno” no primeiro turno das eleições, quando o PSL fez 52 deputados federais.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

O candidato comentou ainda a questão da urna eletrônica. “Se eu for presidente, podem ter certeza, nós vamos ter já na eleição de 2020 uma forma segura de se votar, onde se possa fazer uma auditoria. A pessoa que for votar terá a certeza de que votou realmente naquela pessoa”.

Bolsonaro conclamou ainda os eleitores para se mantenham mobilizadas no segundo turno. “Se houver um problema urna de votação que peça ao mesário que troque a urna ou passe para o voto de papel, apesar de nós termos uma diferença de 17 milhões de votos a mais em relação ao Haddad [adversário do PT],a gente não pode bobear”, avaliou o candidato.

Rio de Janeiro

Ao chegar para gravar o programa de propaganda eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, Bolsonaro disse que não vai apoiar nenhum candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. O candidato Eduardo Paes (DEM) disputa o segundo turno com o candidato Wilson Witzel (PSC). 

Bolsonaro disse também que não desmarcou encontro ontem (12) com o candidato ao governo do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), que esteve no Rio para conversar com ele. “Eu não havia combinado esse encontro e não sei quem marcou isso. Eu encontro com ele sem problema. Bato papo com ele sem problema algum. Eu sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT. Eu sei que o outro lado o [Marcio] França (PSB) tem o apoio velado do PT. Então, no momento, eu desejo boa sorte ao Dória”, disse.

Twitter teve 2,7 milhões de postagens sobre divergências políticas

Parcela que mais manifestou apreensão na rede social foi de LGBTI, negros e mulheres.

Entre as 19h de domingo (7) e as 15h de quinta-feira (11), usuários do Twitter movimentaram a rede com 2,7 milhões de postagens relacionadas a ataques motivados por divergências político-ideológicas, no contexto das eleições, e relatos de pessoas que temem se tornar alvo desse tipo de agressão. De acordo com a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (Dapp), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que produziu o mapeamento, a parcela populacional que mais manifestou apreensão diante das ocorrências foram pessoas LGBTI+, negros e mulheres.

O pico de publicações veiculadas com esse teor foi identificado já na primeira hora de análise, período em que se registrou uma média de 3,2 mil tweets - como são chamadas as micropostagens do Twitter - por minuto. Nesse momento, informou o Dapp, houve predominância de tweets de usuários que faziam menção ao medo diante dos resultados do primeiro turno. 

No dia seguinte, o assunto mais comentado no Twitter foi a morte do capoeirista Mestre Moa, citado em 112 mil postagens. Um grande volume de denúncias sobre outros casos e compartilhamentos de conteúdos que noticiavam agressões a jornalistas e eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) também foi identificado, segundo a Dapp.

 Foto: Divulgação/TWITTER/Agência Brasil

Na data, postagens repercutindo incidentes de violência psicológica e moral, como ofensas virtuais e ameaças também se multiplicaram na rede, evidenciando que as vítimas têm sido agredidas nas ruas e nos mais diversos locais, incluindo o transporte público e seu próprio local de trabalho. Ao mesmo tempo, usuários da rede divulgaram campanhas e iniciativas como forma de encorajá-las a denunciar formalmente os agressores.

Violência

Ainda conforme levantamento da Dapp, na quarta-feira (10), os posicionamentos oficiais do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seu adversário, Fernando Haddad (PT) mobilizaram significativamente o debate em torno das violências cometidas após o primeiro turno do pleito. Os candidatos assinavam dois dos cinco tweets de maior impacto no período. 

Junto às declarações de ambos os candidatos, informaram os pesquisadores da Dapp, prevaleceram as menções ao caso da jovem agredida e marcada com uma suástica, no Rio Grande Sul. Ao todo, foram identificadas 329 mil referências ao fato.

"Tanto perfis contrários a Bolsonaro quanto favoráveis discutiram sobre o ataque, com críticas à volta de situações violentas associadas ao nazismo, à quantidade de ataques a minorias (em especial homossexuais) e à falta de posicionamento das autoridades. Perfis pró-Bolsonaro, com base em entrevistas com a equipe que investiga o crime, questionaram se foi, de fato, um crime de ódio, e argumentaram que nem todos os ataques são de apoiadores do deputado federal, mas sim de opositores que desejam prejudicá-lo na eleição", destacou a Dapp em seu relatório.

Histórico

Números da Dapp mostram ainda que, no mês que antecedeu o debate eleitoral, a cada dia uma média de 35,9 mil tweets fazia menção a agressões e casos de violência associados ao contexto político das eleições, excluídas as referências ao ataque a Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). Nessa fase, esse tipo de conteúdo foi veiculado tanto pelo eleitorado de Bolsonaro como o de Haddad e dos demais candidatos à Presidência da República. De 7 de setembro a 7 de outubro, foram publicados 1,1 milhão de tweets sobre agressões.

Vereadores retomam discussão sobre PPP da iluminação pública

Presidente da Câmara Municipal adianta que é contrário à proposta, que deve entrar em pauta no final do mês

Findadas as eleições estaduais, a Câmara Municipal de Teresina (CMT) deve voltar a discutir nesta semana a proposta de realização de uma Parceria Público Privada (PPP) no setor da iluminação pública, Projeto de Lei (PL) da Prefeitura da capital. É o que afirma o vereador Jeová Alencar (PSDB), presidente da casa.

Foto: Assis Fernandes/ODIA

A expectativa do parlamentar é que os vereadores já se encontrem na próxima semana para discutir o projeto, que deve entrar em pauta no final deste mês e início de novembro. “É  uma discussão que deve ser bem ampla, com a sociedade, vereadores e a própria Prefeitura, que diga-se de passagem. não tem se negado a discutir”, comenta Jeová em entrevista ao Jornal O DIA.

Para o presidente o assunto deve ser tratado com muita calma, já que altera pontos no código tributário do município. Ele explica que de acordo com a proposta, qualquer terreno, edificado ou não, terá que pagar a nova taxa. Além disso, ele salienta que a proposta trata apenas da iluminação pública, e não da produção de energia.

“Tem que saber se isso não vai potencializar a arrecadação e com isso a população é quem irá pagar a conta.  Tudo isso a população tem que ficar atenta para saber, porque de repente a gente pensa que a PPP vai melhorar a energia, e não é”, ressalta o parlamentar.

“PPPs só querem o filé”

Um dos pontos questionados por Jeová Alencar quanto ao Projeto de Lei que cria a PPP da iluminação pública é quanto a sua aplicabilidade na zona rural de Teresina, segundo ele, não incluída no texto da proposta. Por isso, o presidente da CMT adianta que, de início, não é favorável a aprovação da PL.

“Particularmente, estamos analisando esse projeto e a priori eu sou contra, mas não posso colocar minha vontade e querer criar alguma dificuldade. Ela irá tramitar normalmente, mas claro, vamos fazer as discussões e diluir algumas dúvidas. Não podemos simplesmente chegar para a população e meter goela abaixo”, declara o vereador.

TSE nega pedido do PT para retirar mensagens de grupo de WhatsApp

O grupo de WhatsApp com 173 participantes estaria divulgado notícias falsas sobre o presidenciável

O ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Luis Felipe Salomão negou nesta sexta-feira (12) um pedido de liminar feito pela coligação do candidato a presidente Fernando Haddad (PT) para retirar conteúdos ofensivos e falsos de um grupo de WhatsApp.
O alvo do pedido do PT era um grupo de WhatsApp com 173 participantes, cujos administradores já foram identificados, que tem divulgado notícias falsas. Uma delas diz que o partido financia performances com pessoas nuas. Outra, que Manuela d'Ávila (PC do B), candidata a vice, disse que o cristianismo vai desaparecer. Outra, ainda, afirma que Haddad incentiva a hipersexualização de crianças.
O ministro do TSE afirmou em sua decisão que as mensagens via WhatsApp não são abertas ao público, como as do Facebook ou do Twitter. "A comunicação é de natureza privada e fica restrita aos interlocutores ou a um grupo limitado de pessoas, como ocorreu na hipótese dos autos, de modo que a interferência desta Justiça especializada deve ser minimalista, sob pena de silenciar o discurso dos cidadãos comuns no debate democrático", escreveu Salomão.
"Em um exame preliminar -e ressalvados os casos de difusão de práticas criminosas-, parece evidente a inviabilidade desse tipo de controle, porquanto a Justiça Eleitoral é incapaz de acompanhar todas as conversas e manifestações externadas nas mídias eletrônicas, como aplicativos de mensagens instantâneas", completou.
O ministro deu dois dias para os responsáveis pelo grupo no WhatsApp apresentarem sua defesa e um dia para o Ministério Público Eleitoral se manifestar.

Programa do governo estimula uso da bicicleta no Brasil

O presidente Michel Temer sancionou lei para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte

O presidente Michel Temer sancionou lei para estimular o uso da bicicleta como meio de transporte e integrá-la ao sistema de transporte público coletivo. A Lei 13.724/18, que institui o Programa Bicicleta Brasil (PBB), foi publicado no dia 5 de outubro no Diário Oficial da União, com o objetivo é melhorar as condições de mobilidade urbana no país.

O programa deverá ser implementado em cidades com mais de 20 mil habitantes. Entre outras ações, ele propõe a construção de ciclovias, ciclofaixas e faixas compartilhadas; a implantação de aluguéis de bicicletas a baixo custo em terminais de transporte coletivo, centros comerciais e locais de grande fluxo; a construção de bicicletários nos terminais de transporte; e a instalação de paraciclos ao longo das vias e estacionamentos apropriados.

Nas cidades com mais de 500 mil habitantes, a lei obriga a implantação de ciclovias, conforme exigido pelo Estatuto da Cidade.

A lei também prevê a criação de uma cultura favorável ao uso da bicicleta como forma de deslocamento eficiente, econômica, saudável e ambientalmente saudável. Por isso, os órgãos de implementação deverão promover campanhas de divulgação desses benefícios e implantar políticas de educação para o trânsito para promover um bom convívio desse meio de transporte com os demais veículos.

Os recursos para o programa virão da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide-combustíveis). O percentual do tributo federal a ser destinado ainda será definido em regulamento. O programa também poderá contar com repasses dos governos federal, estadual e municipal, de doações de organismos de cooperação internacionais e nacionais, de empresas e até de pessoas físicas.

A lei entrará em vigor 90 dias após a publicação. A coordenação do programa será do Ministério das Cidades, que poderá firmar parcerias com outros órgãos de governo, entidades não governamentais, além de empresas do setor privado.

Nenhum dos deputados federais eleitos dependeu apenas da própria votação

Nenhum dos deputados federais eleitos dependeu apenas da própria votação

Na disputa proporcional é definido um um Quociente Eleitoral. O QE do Piauí para o pleito de deputado federal foi de 178 mil votos

Nas eleições deste ano, nenhum dos representantes piauienses eleitos para ocupar uma cadeira na Câmara Federal conseguiu ultrapassar o quociente eleitoral, ou seja, a votação individual de cada um não foi o suficiente para garantir o mandato, todos foram beneficiados pelos votos totais obtidos pelo conjunto do partido ou coligação.

Foto: Reprodução/Agência Câmara

Diferente da eleição majoritária para governador, presidente e senadores, onde o mais votado é o vitorioso, na disputa pelos cargos legislativos isso acontece dentro de um sistema proporcional, que define um Quociente Eleitoral (QE) a partir da divisão entre número total de votos válidos do pleito pela quantidade de cadeiras em disputa. Sendo assim, o QE do Piauí para o pleito de deputado federal foi de 178 mil votos, no entanto, a candidata mais votada dentre todos, a deputada Rejane Dias (PT), conseguiu se reeleger com apenas 138 mil. Já o deputado Átila Lira (PSB) renovou seu mandato com bem menos que isso, cerca de 54 mil votos.

Vale ressaltar a importância de outro quociente, o Partidário (QP), que especifica a quantidade de cadeiras conquistada pelo partido ou coligação. Ele considera a totalidade dos votos do grupo em relação ao QE, que quando não alcançado, considera-se a votação de cada integrante da aliança.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Murilo de Oliveira Junqueira, a regra beneficia os postulantes ao cargo, que podem obter mandato com baixa quantidade de votos. “Para ser parlamentar, que é um cargo super importante, é possível ser eleito com uma votação proporcionalmente pequena, muitas vezes até meio por cento dos votos válidos já é mais que suficiente”, comenta.


Para a ALEPI, apenas um deputado dependeu da própria votação para ser eleito

As mesmas regras eleitorais que determinam a maneira como os deputados federais são eleitos valem para os postulantes à Assembleia Legislativa do Piauí (ALEPI). Sendo assim, dos trinta parlamentares vitoriosos no último domingo (7), apenas um conseguiu a votação necessária, sem depender dos votos da coligação ou partido, para garantir um mandato na casa.

                                                                          Foto: Arquivo/ODIA

Isso porque o Quociente Eleitoral (QE) para a disputa ao legislativo estadual, considerando as regras de cálculo, foi de 60,5 mil votos nestas eleições, ou seja, somente o deputado Georgiano Neto (PSD), reeleito com a maior votação dentre os demais concorrentes, pouco mais de 79,7 mil votos, conseguiu alcançar e superar o QE.

Os demais deputados estaduais eleitos foram beneficiados pelo Quociente Partidário (QP), que estipula a quantidade de vagas de cada coligação a partir da divisão do total de votos da aliança pelo QE, ou seja, os mais votados dentro daquele grupo conquistaram as cadeiras remanescentes.

No entendimento do cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Murilo de Oliveira Junqueira, a eleição de deputados, não apenas no no Estado mas em todo o país, se dá a partir de votações proporcionalmente pequenas.

“Até os mais votados obtém de três a quatro por cento dos votos válidos, e o último, com a quantidade mínima de votos que um deputado precisa para ser eleito, ou até bem menos que isso, dependendo do Quociente Eleitoral e da coligação da qual faz parte”, explica o docente. 

12 de outubro de 2018

Voto de Elmano Férrer “custou” R$ 35; o mais caro entre os candidatos

Wellington Dias teve a campanha mais cara, com gastos de R$ 1.768.900,00, como obteve 966.469 votos, cada um saiu por R$ 1,83

Entre os 10 candidatos ao governo do Estado, o voto que saiu mais caro foi o do Senador Elmano Férrer (PODEMOS). De acordo com a prestação de contas do candidato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o total das despesas de Elmano foi de R$ 776.216,00 durante a campanha. Ele obteve 22.176 votos, portanto, a média é que cada voto tenha saído por de R$ 35.

Cada voto dado a Elmano Férrer "custou" R$ 35. (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

O governador Wellington Dias (PT), por exemplo, teve a campanha mais cara nestas eleições. Ele gastou R$ 1.768.900,00 e conseguiu 966.469 votos. Cada voto saiu por R$ 1,83. Veja o ranking abaixo!

O segundo voto mais caro foi o do candidato Valter Alencar (PSC). Com a despesa total de R$ 98.341,86 e 11.015 votos, o jurista gastou em média R$ 8,92 por voto. Em seguida, Romualdo Seno (DC) aparece em 3º lugar na lista. Nas despesas apresentadas à Justiça Eleitoral constam que foram gastos R$ 9.210,15 em sua campanha. Como conseguiu 1.405 votos, cada um custou em média R$ 6,55.

Luciano Nunes, que teve a segunda campanha com maior custo, gastou R$ 1.437.872,09 e teve 300.549, o que resulta em R$ 4,78 por voto. Já Dr. Pessoa, que ficou em segundo lugar na disputa pelo Palácio de Karnak, gastou em média R$ 0,75 por voto. Segundo o TSE, o médico desembolsou R$ 269.824,43 e obteve 355.792 votos. Sueli Rodrigues (PSOL) foi o voto mais barato. Com R$ 355.792,00 de despesas e uma votação com 12.271 eleitores, cada voto saiu por R$ 0,52.

Os candidatos Fábio Sérvio (PSL) e Lourdes Melo (PCO) não informaram o valor de suas despesas de campanha. No site da Justiça Eleitoral consta apenas os valores arrecadados por estes candidatos, que foram: R$ 21.500 (63.431 votos) e R$ 600 (777 votos), respectivamente. Luciane Santos não informou, até o momento, quanto arrecadou e quanto gastou na campanha. Os dados foram acessados pela equipe do PortalODIA.com nesta sexta-feira (12). 

11 de outubro de 2018

Bolsonaro diz que deverá participar de dois debates

O candidato rebateu as críticas sobre sua ausência e suposta fuga dos debates.

Utilizando as redes sociais, o candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, rebateu as críticas sobre sua ausência e suposta fuga dos debates com o candidato do PT, Fernando Haddad. Segundo ele, após um novo exame a que será submetido no dia 18, deverá ser liberado pelos médicos para os debates e demais atividades de campanha.

“[Para] quem acha que estou fugindo de debates, estou cuidando da minha saúde. Não adianta eu debater, ter uma recaída e voltar para o hospital”, disse o candidato, que informou estar disposto a participar de pelo menos dois debates.

A resposta foi dada durante uma entrevista ao vivo ao empresário Luciano Hang, em vídeo divulgado pelo Facebook, ao comentar a acusação de que estaria fugindo de debates. A entrevista foi ontem (10). Mais uma vez, o candidato reiterou sua determinação de reduzir para 15 o número de ministérios.

Também no Facebook, Bolsonaro, em sua página, postou cinco colagens, reunindo títulos e links de reportagens antigas, de 2006 e 2009, informando que os então candidatos do PT Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff não participaram de debates. A reação é uma resposta a Haddad que tem cobrado dele a participação nos eventos.


O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro - Fernando Frazão/Agência Brasil

Propostas

Após reunião com a bancada ruralista, o candidato deu a entender que pretende fundir as pastas da Agricultura e do Meio Ambiente e que o nome do ministro será sugerido pelo setor produtivo. “Tem que ser uma pessoa competente, com autoridade e que tenha iniciativa”, afirmou.

Na entrevista, Bolsonaro afirmou também que definirá o décimo terceiro salário para beneficiários do Bolsa Família e que investigará financiamentos internacionais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Questionado sobre o programa Mais Médicos, o candidato afirmou que os estrangeiros que quiserem ingressar e tiverem a intenção de permanecer atuando no Brasil, deverão passar pelo processo de revalidação dos diplomas.

Assim como fez após o primeiro turno das eleições, Bolsonaro voltou a questionar a lisura das urnas eletrônicas e pediu a volta do voto impresso. Ontem (10), em visita a Lisboa, o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, destacou a confiabilidade das urnas e do processo eleitoral brasileiro.

Ato

Bolsonaro, por meio de interlocutores, convocou os eleitos pelo PSL e partidos coligados para um ato público às 14h, no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. Será transmitido um discurso do candidato ressaltando a importância do engajamento no segundo turno.

Nas redes sociais, Bolsonaro criticou os atos de violência cometidos por quem se diz simpatizante e apoiador de sua candidatura.

Candidatura coletiva é eleita pela primeira vez em São Paulo

A Bancada Ativista, representada nas urnas pela jornalista Mônica Seixas (PSOL), tem integrantes de diferentes correntes políticas, como filiados aos partidos Rede e PSOL, e também pessoas sem ligação formal com nenhuma legenda.

Uma candidatura coletiva foi eleita pela primeira vez no estado de São Paulo. A Bancada Ativista, formada por nove ativistas políticos de diversas áreas, recebeu 149.844 votos e foi a 10ª candidatura mais votada no estado no pleito para a Assembleia Legislativa. 

É a primeira vez que uma candidatura coletiva vence as eleições em um grande colégio eleitoral, após experiência similar obter sucesso elegendo, em 2016, um mandato coletivo na Câmara dos Vereadores em Alto Paraíso (GO). Na cidade goiana, o grupo é composto por cinco pessoas.

A Bancada Ativista, representada nas urnas pela jornalista Mônica Seixas (PSOL), tem integrantes de diferentes correntes políticas, como filiados aos partidos Rede e PSOL, e também pessoas sem ligação formal com nenhuma legenda. 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não reconhece, no entanto, candidaturas coletivas. O grupo teve de escolher um nome para representá-lo nas urnas, e irá ocupar uma única cadeira no Parlamento. 

“Somos um gabinete coletivo. Formalmente, sou eu que sento na cadeira de deputado, mas sou apenas porta-voz do grupo. Cada um deles será registrado como assessor parlamentar. Nós não temos relação hierárquica entre nós, e as decisões são tomadas em conjunto”, destacou Mônica Seixas.

A nova forma de participação política não só atraiu expressivo número de votos, mas também fez com que a candidatura alcançasse o maior financiamento coletivo do país, considerando a disputa para deputado estadual: R$ 72 mil doados por cerca de 700 pessoas.

“A Bancada é um movimento suprapartidário, dedicado a eleger ativistas para o Poder Legislativo em São Paulo. Composto por cidadãs e cidadãos com atuação em diversas causas sociais, econômicas, políticas e ambientais, visa a oxigenar a política institucional com a construção coletiva de campanhas e mandatos, com grande foco em transparência, pedagogia e participação”, destaca o texto de apresentação no site do grupo.

As propostas da bancada estão concentradas em sete linhas principais: “combate às desigualdades”; “educação e saúde libertadoras”; “cidades como espaços de produção de cultura”; “habitação e mobilidade para podermos ser e estar”; “segurança justa e humanizada”; “integração do social com o ambiente”; e “democracia de verdade”.


Plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo - Alesp/Divulgação

Mônica Seixas, moradora de Itu (SP), destacou-se como liderança popular no período em que o município enfrentou um severo desabastecimento de água, em 2014. Foi candidata a prefeita da cidade na última eleição, é feminista, negra e ativista socioambiental.

Os demais ativistas são Anne Rammi, ciclista e ativista de causas ligadas à maternidade; Chirley Pankará, Indígena e pedagoga; Claudia Visoni, jornalista, ambientalista e agricultora urbana; Erika Hilton, transexual, negra e ativista de direitos humanos; Fernando Ferrari, militante contra o genocídio da juventude periférica e da participação popular no orçamento público.

Também fazem parte Jesus dos Santos, imigrante mordestino, militante da cultura, da comunicação e do movimento negro; Paula Aparecida, professora da rede pública, feminista e ativista pelos direitos dos animais; e Raquel Marques, sanitarista, ativista pela equidade de gênero e do parto humanizado.

Mulheres e mais velhos são quem mais rejeita candidatos, diz Datafolha

O Datafolha ouviu 3.235 eleitores em 227 municípios no dia 10 de outubro de 2018.

O principal contingente de votos a ser definido neste segundo turno ainda é o feminino. As mulheres, que formam 53% do eleitorado, respondem por 7 em cada 10 votos indecisos ou em branco/nulo, mostra pesquisa do Datafolha realizada nesta quarta-feira (10) com 3.235 eleitores.

Há, segundo o levantamento do Datafolha, 6% de indecisos e 8% de eleitores que pretendem anular o voto ou votar em branco. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

Entre as mulheres, contudo, a soma desses votos passa de 14% para 19% -11% de brancos e nulos e 8% de indecisas. Ou seja: 1 em cada 5 mulheres não sabe em qual dos dois votará ou não quer, ao menos não neste momento, votar nem em Jair Bolsonaro (PSL) nem em Fernando Haddad (PT). A tendência é condizente com a do primeiro turno.

O restante se divide entre os dois candidatos, com Bolsonaro numericamente à frente (42% a 39%, com a vantagem dentro da margem de erro).

Outra fatia que pode ser explorada por Bolsonaro, o líder da pesquisa com 49% das intenções de voto totais, e Haddad, que tem 36%, é a de eleitores de mais de 60 anos (19% do eleitorado), onde estão 36% dos indecisos.

Foto: Reprodução/Agência Brasil

Também no alvo entrariam aqueles que votaram no tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno (4,8%). Alckmin declarou que não apoiará nenhum dos dois candidatos.

Segundo o Datafolha, 42% dos que escolheram o tucano votarão agora em Bolsonaro, e 30%, em Haddad.

Outros 17% invalidarão o voto e 12% ainda não sabem o que farão no dia 28.

A indecisão ou rejeição a ambos os candidatos é ainda mais pronunciada entre quem escolheu João Amoêdo, o quinto colocado no primeiro turno (2,5%): 1 em cada 3 eleitores do candidato do Novo não quer (18%) ou não escolheu (16%) nem Haddad nem Bolsonaro.

Entre o 1% que optou por Marina Silva (Rede), 33% votará branco ou nulo, e 11% não se decidiu. O Novo não apoiará nenhum dos candidatos, e a Rede não se pronunciou.

Esses percentuais são bem maiores do que os 8% de indecisos entre os eleitores de Ciro Gomes, majoritariamente (58%) favoráveis a Haddad.

O pedetista, que chegou em terceiro no primeiro turno com 12,5% dos votos, declarou, nesta quarta, seu "apoio crítico" ao petista -sem intenção de participar do governo. Entre seus eleitores, só 18% votarão em Bolsonaro.

Uma curiosidade: dos que votaram no capitão reformado no primeiro turno, 2% disseram ao Datafolha que no segundo turno mudarão o voto para Haddad, e 1% está indeciso. Já entre o eleitorado do petista no primeiro turno, 4% mudará o voto para Bolsonaro; 1% anulará e 5% ainda não sabe o que vai fazer.

O Datafolha ouviu 3.235 eleitores em 227 municípios no dia 10 de outubro de 2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-00214/2018. Os contratantes da pesquisa foram a Folha de S.Paulo e a TV Globo.

Partidos estudam fusão com siglas que não atingiram a cláusula de barreiras

Dentre as consequências para os partidos que não ultrapassaram a barreira de desempenho estão ficar sem tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, além de não ter acesso ao fundo partidário.

O resultado das eleições de domingo (7) também foi decisivo para 14 partidos políticos que não conseguiram ultrapassar a cláusula de barreira – medida aprovada na Reforma Política ocorrida no ano passado. A saída para alguns deles pode ser a união entre duas ou mais siglas, com o objetivo de crescerem proporcionalmente.

Segundo informações da Agência Câmara, que utilizou dados do TSE, as siglas atingidas foram: Rede Sustentabilidade, Patriota, Partido Humanista da Solidariedade (PHS), Democracia Cristã (DC), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Comunista Brasileiro (PCB), Partido da Causa Operária (PCO), Partido da Mulher Brasileira (PMB), Partido da Mobilização Nacional (PMN), Partido Pátria Livre (PPL), Partido Republicano Progressista (PRP), Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB), Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) e Partido Trabalhista Cristão (PTC).

PTC vai se reunir em Brasilia para decidir os rumos do partido. (Foto: Elias Fontenele/O DIA)

“A perspectiva era muito grande para que fizéssemos os nove deputados federais, o que não foi possível, só fizemos dois. Em conversa com o vice-presidente nacional do partido ele colocou a necessidade de fazermos uma reunião porque o partido tem essa posição de que possa fundir com os partidos menores, como o PHS, PRP, Patriota. Agora é dialogar muito”, disse o presidente do PTC no Piauí, Evaldo Gomes.

Dentre as consequências para os partidos que não ultrapassaram a barreira de desempenho estão ficar sem tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão, além de não ter acesso ao fundo partidário.

As regras ficarão mais rígidas gradativamente, após cada eleição. Em 2022, os partidos terão de obter pelo menos 2% dos votos válidos, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, com um mínimo 1% dos votos válidos em cada uma delas; ou ter eleito pelo menos 11 deputados, distribuídos em, no mínimo, um terço das unidades da federação, ou seja, dois parlamentares a mais do que o exigido este ano. 

“Vamos ter uma reunião em Brasília para discutirmos com a executiva nacional como iremos fazer a partir do próximo. Há a possibilidade de fazermos a fusão com outras siglas que também não atingiram a cláusula, mas tudo precisa ser bem estudado, com cuidado”, finalizou Laércio Borges, presidente estadual do PRP. 

Eleito parlamentar mais jovem, Oliveira Neto não fará oposição ao governo

Oliveira Neto é filho do atual prefeito de Miguel Alves, Oliveira Júnior, que é filiado ao PT. Foi no município que o novo deputado obteve sua maior votação.

O candidato eleito para deputado estadual pelo PPS, Oliveira Neto, afirmou, em entrevista ao Jornal O DIA, que não fará parte do grupo de oposição ao governo do Estado na Assembleia Legislativa. O estreante disse que já tem aproximação política com Wellington Dias e que vai ajudá-lo a “solucionar os problemas do Piauí”.

“Temos uma certa ligação com o governador Wellington Dias já de algum tempo. Vamos conversar com o nosso governador, vamos alinhar e trabalhar juntos pelo Estado. O governador vai sim poder contar com o deputado Oliveira Neto. O que vier do governador em prol do povo, sem dúvida, estaremos lado a lado com ele”, disse.

Oliveira Neto é filho do atual prefeito de Miguel Alves, Oliveira Júnior, que é filiado ao PT. Foi no município que o novo deputado obteve sua maior votação. No total, Oliveira Neto foi eleito com 16.622 votos e será o deputado estadual mais jovem da Casa, com 24 anos.

A eleição de Oliveira Neto também marca um novo momento para seu partido, o PPS, que estava na coligação encabeçada pelo senador Elmano Férrer, e que não tinha um representante no legislativo estadual desde 2011. “Nossa intenção é fortalecer o partido e Teresina é um dos principais locais onde queremos trabalhar para eleger o maior número de vereadores na próxima eleição”, pontuou.

Com relação aos trabalhos na Assembleia, Oliveira Neto afirmou que sua prioridade será a geração de emprego e renda para juventude. “Temos várias áreas que precisam de apoio, mas quero priorizar a geração de emprego para quem eu estarei representando; precisamos trabalhar também pela educação e para segurança também. Sabemos que o Piauí é o terceiro mais seguro da nação, mas nós ainda não estamos satisfeitos”, finalizou.

Poder econômico influencia resultado das eleições, afirma cientista político

Segundo o professor, existem muitos estudos que afirmam que quanto maior o orçamento e recursos gastos durante a campanha, maiores são as chances do candidato ser eleito.

Uma das principais mudanças nas regras das eleições deste ano foi a proibição de financiamento de campanha por empresas. Com isso, a maior parte dos recursos utilizados no processo eleitoral vinha do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e Fundo Partidário, ou ainda do autofinanciamento dos candidatos, este último, determinante na eleição dos representantes políticos da população.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Murilo de Oliveira Junqueira, a partilha dos recursos provenientes dos fundos públicos acabam sendo feita de maneira não igualitária entre os candidatos dos partidos, logo, os que possuem maior patrimônio terminam levando maior vantagem na disputa, já que segundo ele, as condições de fazer campanha também se tornam desiguais.

“O candidato que é rico e tem mais condições de fazer essa autodoação, usar dinheiro do próprio patrimônio para financiar sua campanha (...) Acho que isso distorce o princípio básico das eleições, que é de eleger os melhores candidatos, porque você coloca um critério que não tem a ver com a competência técnica do político, que é o fato dele ser mais rico”, cometa o docente.

Segundo o professor, existem muitos estudos da ciência política que afirmam que quanto maior o orçamento e recursos gastos durante a campanha, maiores são as chances do candidato ser eleito.

“A principal luta dos parlamentares, é uma questão que afeta mais a eleição para o legislativo e relativamente menos para o executivo, a principal luta deles é serem conhecidos, porque ninguém vota em uma pessoa que não conhece (...) Com dinheiro você consegue comprar propaganda, publicidade e colocar seu nome para ser conhecido. Basicamente o que importa é que o dinheiro permite que o candidato seja conhecido”, finaliza Murilo.

10 de outubro de 2018

Com 58%, Bolsonaro está 16 pontos à frente de Haddad, diz Datafolha

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e Haddad, 29%. O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta (10).

Na primeira pesquisa do Datafolha sobre o segundo turno das eleições presidenciais, Jair Bolsonaro (PSL) tem ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT). O deputado tem 58% dos votos válidos, enquanto o ex-prefeito paulistano conta com o apoio de 42% dos ouvidos.

  

Jair Bolsonaro e Fernando Haddad em passagens por Teresina (Fotos: Moura Alves e Jailson Soares / O DIA)

A contagem, que exclui os brancos, nulos e indecisos como a Justiça Eleitoral faz no dia da eleição, confirma a onda conservadora que quase deu a vitória em primeiro turno ao presidenciável do PSL.

No primeiro turno, Bolsonaro teve 46% dos votos válidos e Haddad, 29%.

O Datafolha ouviu 3.235 pessoas em 227 municípios nesta quarta (10). A margem de erro do levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, é de dois pontos para mais ou para menos.

Quando se leva em conta a intenção de voto total, os dois candidatos absorveram de forma uniforme o eleitorado deixado pelos outros postulantes que já decidiu quem apoiar. O deputado fluminense tem 49% dos votos totais, e havia conquistado 42% no primeiro turno. Já o petista registra 36% -no domingo passado, angariou 27%.

Brancos e nulos somam, segundo o Datafolha, 8%. Apenas 6% se declaram indecisos.

O voto de Bolsonaro está bastante distribuído pelo país. Como no primeiro turno, ele só perde regionalmente para Haddad no Nordeste, onde o petista tem 52% dos votos totais, contra 32% do capitão reformado do Exército.

Isso explica os acenos recentes de Bolsonaro para o eleitorado daquela região, que tem a maioria dos assistidos por programas de distribuição de renda. Nesta quarta, ele prometeu criar um 13º salário do Bolsa Família, e ele declarou em pronunciamento que o PT faz "terrorismo" contra nordestinos, dizendo que eles seriam segregados em um governo seu.

O deputado vence com folga na região mais populosa, o Sudeste: 55% a 32% dos votos totais. Seu melhor desempenho é no Sul, 60% a 26%, seguido pelo Centro-Oeste (59% a 27%). No Norte, vence por 51% a 40%.

Confirmando a tendência registrada ao longo da campanha, as mulheres dão menos apoio a Bolsonaro, 42% dos votos totais. Entre homens, ele atinge 57%. A equação é invertida na intenção de voto para Haddad: o petista tem 39% entre mulheres, empatando na margem com o deputado, e 33% do eleitorado masculino.

Pretendem votar no capitão reformado pessoas mais ricas (62% nos segmentos entre 5 e 10 salários mínimos e acima de 10) e escolarizadas (58% de quem tem ensino superior).

Haddad vai melhor no outro extremo, apoio de 44% de quem tem só o ensino fundamental e o mesmo índice entre os mais pobres (renda familiar média mensal até 2 salários mínimos).

O Datafolha comprova o apoio maciço a Bolsonaro entre os evangélicos, grupo privilegiado em suas manifestações e intenções programáticas. O deputado tem 60%, contra 26%, entre eles. Já entre os católicos, a disputa está em 46% a 40% para o capitão.

Também foi perguntado ao eleitor quando ele decidiu seu voto no primeiro turno. No dia do pleito, foram 12%, contra 9% em 2014. Na véspera, 6%, número igual ao da eleição presidencial passada. Já a decisão um mês antes de ir às urnas ocorreu para 63% -72% entre os bolsonaristas. Em 2014, o índice era de 67%.

Foram entrevistadas 3.235 pessoas em 227 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE sob o número BR-00214/2018. O nível de confiança é de 95%.

Filhos de Bolsonaro devem visitar o Piauí na próxima semana

Elizeu Aguiar, candidato do PSL mais votado no Piauí, afirma que partido vai organizar cinco grandes encontros em algumas das maiores cidades do estado.

O publicitário Fábio Sérvio, que disputou o Governo do Estado pelo PSL, confirmou nesta quarta-feira (10) que os filhos do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) devem visitar o Piauí durante a campanha de segundo turno. A data mais provável para a visita é o dia 20 de outubro.

O candidato à Presidência da República teve que suspender sua campanha nas ruas desde que foi esfaqueado em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro.

O ex-deputado federal Elizeu Aguiar, que disputou o Senado Federal pelo PSL, afirma que o partido vai realizar pelo menos cinco grandes encontros de apoiadores de Jair Bolsonaro em alguns dos maiores municípios do estado. Além disso, ele afirma que vários outros atos em apoio ao candidato devem ocorrer em todo o Piauí, organizados voluntariamente pelos apoiadores do presidenciável de norte a sul do Piauí.

"Lógico que vai haver vários encontros comandados pela própria população, porque a campanha de Jair Bolsonaro é feita de forma espontânea pelo povo. Mas o PSL vai ser responsável por cinco grandes encontros - em Teresina, Floriano, Picos, Parnaíba e Campo Maior. O Fábio Sérvio foi a Brasília para tratar, justamente, da vinda dos filhos dele, essa questão de datas, e estamos também trabalhando o calendário de ações destinadas a intensificar a campanha do Jair no estado", afirma Elizeu Aguiar, que foi o candidato do PSL no Piauí que obteve melhor desempenho nestas eleições, com pouco mais de 79 mil votos para o Senado Federal.


Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro (Foto: Divulgação)


Segundo Elizeu, a intenção do PSL no segundo turno é dobrar o número de votos obtidos por Bolsonaro no Piauí, no primeiro. Na votação do dia 7 de outubro, o PT obteve, mais uma vez, uma grande vantagem na votação no Piauí, atingindo 1,172 milhão de votos (63,40% dos votos válidos), enquanto Bolsonaro conquistou 346 mil votos (18,76%).

A meta do PSL, portanto, é fazer com que Jair conquiste cerca de 700 mil sufrágios no Piauí nesta segunda etapa do pleito.

Tradicionalmente, o PT obtém vitórias expressivas nas disputas presidenciais no Piauí, o que acontece desde a primeira vitória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002.

No segundo turno das eleições de 2014, Dilma Rousseff (PT) obteve 78,22% dos votos válidos no segundo turno no Piauí, na disputa contra o senador Aécio Neves (PSDB). Enquanto no pleito de 2010 a petista conquistou 69,98%, enfrentando José Serra (PSDB). 

Filhos foram eleitos com votações expressivas no Rio e São Paulo

Eduardo Bolsonaro foi reeleito deputado federal por São Paulo com mais de 1,8 milhão de votos, batendo o recorde que antes pertencia a Enéas Carneiro (Prona), que conquistou 1,57 milhão de votos em 2002.

Já Flávio Bolsonaro, que é deputado estadual, foi eleito senador pelo Rio de Janeiro, com 4,4 milhões de votos.

Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, foi reeleito deputado federal por São Paulo (Foto: Divulgação)

Presidente do DEM, ACM Neto anuncia apoio a Bolsonaro

O prefeito afirmou que tem críticas e divergências ideológicas com Jair Bolsonaro, mas que tem diferenças ainda maiores com o PT.

O presidente nacional do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, anunciou nesta quarta-feira (10) seu apoio ao candidato Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno das eleições presidenciais.

"Não há um cenário ideal, não há um cenário perfeito. Mas o fato é que estamos diante de uma necessária escolha entre dois. E neste momento, para atender expectativa da população por uma nova política, o melhor para o futuro do Brasil é a eleição de Jair Bolsonaro", afirmou.


Prefeito ACM Neto, de Salvador (Foto: Valter Pontes / Secom)


O prefeito afirmou que tem críticas e divergências ideológicas com Jair Bolsonaro, mas que tem diferenças ainda maiores com o PT, representado pela candidatura do presidenciável Fernando Haddad.

Questionado sobre quais seriam as divergências com Bolsonaro, o prefeito afirmou ser menos conservador e disse não se considerar "um cara de direita". Contudo, destacou que este não é o momento de falar das diferenças e sim buscar agendas comuns.

O prefeito de Salvador ainda reforçou que a eleição de Jair Bolsonaro, na sua avaliação, não significará qualquer risco à democracia. "As palavras do candidato reforçam o apreço pela democracia".

Sobre a candidatura de Fernando Haddad, ACM Neto afirmou que ela encarna a presença do ex-presidente Lula como eminência parda de um possível governo governo e os erros cometidos nos 14 anos de governo do PT no país.

O DEM decidiu ficar neutro no segundo turno da corrida presidencial e preferiu não fazer uma adesão formal à candidatura de Bolsonaro. Mas, segundo ACM Neto, cerca de 90% dos integrantes do partido devem apoiar Jair Bolsonaro.

‘Converso com todo mundo’, diz FHC sobre apoio a Haddad

Fernando Henrique tem usado as redes sociais com frequência para se posicionar. Nos últimos dias, havia sido enfático ao negar apoio a Jair Bolsonaro (PSL).

Nos holofotes diante da expectativa de um posicionamento mais certeiro no segundo turno, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) não fechou as portas para Fernando Haddad (PT).

Abordado pela reportagem na saída de um restaurante no centro de São Paulo, nesta quarta-feira (10), o tucano disse que o petista ainda não o procurou.


O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (Foto: Divulgação)


Se telefonar, está disposto a conversar? "Ué, falo com todo mundo que me telefona com o maior prazer", respondeu.

É possível um diálogo sobre as bases de eventual apoio? "Estou na muda, tenho que esperar que os outros queiram alguma coisa", afirmou o ex-presidente, já de saída. "Vamos ver."

Fernando Henrique tem usado as redes sociais com frequência para se posicionar. Nos últimos dias, havia sido enfático ao negar apoio a Jair Bolsonaro (PSL) e menos contundente ao falar de Haddad.

"Não tenho a menor condição de apoiar o reacionarismo cultural do Bolsonaro e não sinto vontade de engordar o caudal petista", disse ao site Poder360.

Depois, nas redes, atenuou a declaração, excluindo nomes. Mais tarde, na segunda (8), voltou. "As redes divulgam que apoiarei Haddad. Mentira. Nem o PT nem Bolsonaro explicitaram compromisso com o que creio."

Ele não mencionou o nome de Haddad, com quem pessoalmente tem boa relação. É nisso que se fiam petistas como o próprio candidato e no senador eleito Jaques Wagner (BA), que abriu frente de negociação.

Eventual arco de apoio será passo importante para Haddad enfrentar Bolsonaro, que passou ao segundo turno com a maior votação.

Principais partidos da oposição saem de seis para apenas dois na Alepi

PSDB, PSB têm juntos seis deputados, mas a partir da próxima legislatura serão dois. O DEM perdeu a vaga que tinha.

Os principais partidos de oposição ao governo de Wellington Dias (PT) na Assembleia Legislativa começarão o novo mandato, em 2019, com menos representantes do que a atual legislatura. O PSDB e PSB perderam quatro cadeiras na Casa, enquanto o DEM uma e contribuíram diretamente para o enfraquecimento da oposição.

No atual mandato o PSDB conta com Edson Ferreira, Marden Menezes e Luciano Nunes; a partir de fevereiro, apenas Marden estará representando o partido. Edson Ferreira não participou da disputa e Luciano Nunes concorreu ao governo do Estado, mas perdeu o pleito. Já o PSB é hoje representado pelos deputados Gustavo Neiva, Juliana Moraes Sousa e Rubem Martins; em 2019 só Gustavo Neiva continuará legislando. A deputada Juliana Moraes foi candidata a deputada federal, mas não ganhou a disputa, e Rubem Martins tentou a reeleição, sem êxito.

Atual líder da oposição, Robert Rios diz que o governo mostrou ser uma grande máquina. Foto: Elias Fontinelle/ODIA

Dentre os partidos oposicionistas, também perderam vaga o Solidariedade, que tinha apenas Dr. Pessoa na composição da Alepi; e o DEM, uma vez que Robert Rios tentou a eleição para o Senado. Além destes, O PTC e o PRB mantiveram suas bancadas, um representante de cada sigla: Evaldo Gomes e Gessivaldo Isaías, respectivamente. “O governo mostrou uma força gigantesca, uma grande máquina, e agora temos uma oposição pequena. O povo do Piauí deverá ficar vigilante e eu vou arranjar uma maneira,como cidadão piauiense, de poder exercer uma fiscalização sobre os atos de governo a partir do próximo ano”, disse Robert Rios.

Mesmo com a perdas, o PV e o PPS conseguiram duas cadeiras (uma de cada partido) e vão ingressar na Alepi, acrescentando à oposição. Até o final deste ano, a Alepi conta ainda com 10 oposicionistas. O número será reduzido drasticamente na próxima legislatura. Partidos de oposição elegeram apenas seis deputados, e entre eles, Gessivaldo Isaías e Oliveira Neto são próximos ao governador.

09 de outubro de 2018

Cinco partidos devem anunciar hoje apoio no segundo turno

Integrantes das executivas nacionais se reúnem em Brasília.

Após breve descanso com o fim do primeiro turno das eleições, os partidos políticos se reúnem para definir o apoio aos candidatos à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). A expectativa é de que PSB, PSDB, Rede, DC e PPL anunciem hoje (9), em Brasília, as decisões.

Informalmente, alguns líderes políticos sinalizaram como atuarão nesta reta final. O comando do PDT, do candidato Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar na disputa presidencial, indicou que deve assumir um “apoio crítico” à candidatura de Haddad.

Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). - Tânia Regô / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Sofrendo com uma redução nos quadros, o PSDB, que lançou o candidato Geraldo Alckmin, deve ter uma divisão interna, segundo analistas políticos. Mesmo se houver uma decisão fechada em torno de um dos nomes, a tendência é de racha. A vice na chapa de Alckmin, Ana Amélia, afirmou que apoiará Bolsonaro. 

Nas redes sociais, o candidato do PPL à Presidência, João Goulart Filho, fez elogios a Ciro Gomes, mas não apontou se pretende apoiar Bolsonaro ou Haddad. A candidata da Rede, Marina Silva, fez severas críticas aos dois que disputarão o segundo turno, assim como João Amoêdo, do Partido Novo.   

Reuniões

A Comissão Executiva Nacional do PSB se reúne, às 14h30, na sede do partido, em Brasília. Às 15h, a executiva nacional do PSDB também se encontra na capital federal. O PPL, que lançou João Goulart Filho, é outro partido que se reúne nesta terça-feira em Brasília.

A expectativa é de que Rede e o DC (Democracia Cristã), de Eymael, anunciem hoje também seus apoios. O MDB, presidido pelo senador Romero Jucá (MDB-RR), que perdeu a reeleição, deve se reunir amanhã (10) na capital federal. Já o PSTU, de Vera Lúcia, marcou para o dia 11 o anúncio.

 O Podemos, que lançou Alvaro Dias, o Partido Novo, de João Amoêdo, e o PV, que lançou Eduardo Jorge, vice de Marina Silva, ainda não marcaram reuniões para decidir sobre o tema.

Agendas

Bolsonaro afirmou que pretende se reunir com o economista Paulo Guedes, apontado como seu eventual ministro da Fazenda. O candidato deverá permanecer em casa, no Rio de Janeiro. Amanhã (10), ele será examinado por uma junta médica para poder definir sua agenda de campanha.

Haddad terá encontros hoje com governadores do PT e correligionários, em São Paulo. As reuniões ocorrem um dia depois de ele visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, em Curitiba. O candidato ainda não anunciou como será a agenda de campanha até o segundo turno.

Resposta de Bolsonaro é do nível do candidato, diz Haddad

O PT está preocupado com o avanço de notícias falsas contra Haddad.

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (9) que seu adversário, Jair Bolsonaro (PSL), deu uma resposta "do nível do candidato" ao chamá-lo de "canalha" e refutar a proposta do petista de firmar um acordo de boas práticas nas redes sociais no segundo turno.

O PT está preocupado com o avanço de notícias falsas contra Haddad, que avalia isso como um fator importante para o avanço da onda em apoio ao capitão reformado na reta final do primeiro turno.

"As duas campanhas poderiam se ajudar e contribuir para que o eleitor recebesse informações reais", afirmou Haddad antes de uma reunião de dirigentes e governadores petistas, em São Paulo.

O PT está preocupado com o avanço de notícias falsas contra Haddad. (Foto: Cláudio Kbene)

"Acenamos ontem [segunda, 8] numa entrevista e recebemos uma resposta do nível do candidato", completou o petista.

Nesta segunda, após a proposta pública de Haddad pelo protocolo de ética nas redes sociais, Bolsonaro publicou no Twitter que "o pau mandado de corrupto me propôs assinar 'carta de compromisso contra mentiras na internet'." E o chamou de "canalha".

"O mesmo que está inventando que vou aumentar imposto de renda para pobre. É um canalha! Desde o início propomos isenção a quem ganha até R$ 5.000. O PT quer roubar até essa proposta", escreveu o capitão reformado.

Haddad disse ainda que se solidariza com a jornalista Miriam Leitão, da GloboNews, que tem sido atacada nas redes sociais por um comentário sobre a postura autoritária de Bolsonaro.

"Sentimos que a democracia está sendo atacada por esse tipo de atitude, na minha opinião, covarde dos que não convivem com regras democráticas", disse o petista.

Alvaro Dias, PP e Novo negam apoio a presidenciáveis no 2º turno

O cenário presidencial no segundo turno "não é aquele que desejávamos", disse o Novo.

O partido Novo, o PP (Partido Progressista) e o candidato derrotado nas urnas no primeiro turno Alvaro Dias (Podemos) se manifestaram nesta terça-feira (9) sobre um possível apoio ao candidato do PT, Fernando Haddad, ou Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno da disputa presidencial.

O partido Novo, de João Amoêdo, anunciou que não apoiará Bolsonaro, mas se posicionou "absolutamente contrário ao PT". 

O partido Novo, de João Amoêdo, anunciou que não apoiará Bolsonaro. (Foto: Rovena Rosa/Agencia Brasil)

O cenário presidencial no segundo turno "não é aquele que desejávamos", de acordo com nota divulgada pelo partido. Amoêdo obteve 2,5% dos votos. 

O comunicado do Novo justifica que o partido é contra o PT porque suas ideias e práticas são opostas, mas não deixa claro os motivos que o levou a desistir de apoiar Bolsonaro.

Moisés Jardim, presidente do Novo, disse na segunda-feira (8) que a direção do partido se reuniria para estudar o programa de governo do capitão reformado antes de tomar a decisão de endossar ou não. 

"Manteremos nossa coerência, e nossa contribuição à sociedade se dará através da atuação da nossa bancada eleita, alinhada com nossos princípios e valores", diz o comunicado.

A avaliação do Novo é a de que o resultado obtido nas urnas, com 8 deputados federais, 11 estaduais e 1 distrital fortaleceu a sigla, cujo registro foi obtido há  apenas três anos. 

Já o PP informou que ficará neutro no segundo turno da disputa presidencial. A sigla, uma das mais importantes do centrão, elaborou nota na qual afirma que está disposta a colaborar com o próximo governo nas pautas que forem do interesse do país, mas sem escolher um lado neste momento entre Bolsonaro e Haddad.

Na nota, assinada pelo presidente do partido, Ciro Nogueira, o PP exalta o compromisso com a manutenção da democracia e da liberdade de pensamento e de expressão. 

Num outro trecho, o documento diz que a segurança pública precisa ser elevada ao topo das prioridades do país.

O PP foi um dos partidos que deu sustentação à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) no primeiro turno. A sigla elegeu 37 deputados e 5 senadores neste ano. 

O senador Alvaro Dias, por sua vez, derrotado no primeiro turno das eleições presidenciais, disse que vai se licenciar do Senado pelas próximas semanas e que ficará em silêncio na segunda etapa do pleito.

O senador Alvaro Dias ficará em silêncio na segunda etapa do pleito. (Foto: André Carvalho/CNI)

"Acho que o silêncio é a melhor alternativa para esse momento no meu caso", declarou.

Segundo o senador, o Podemos deve realizar uma consulta interna a seus filiados para definir a posição do partido, mas ele afirmou que não pretende seguir qualquer decisão de sua sigla.

A reportagem perguntou a Dias se ele pretende votar em Bolsonaro ou Haddad no segundo turno, mesmo que não declare publicamente seu apoio. Ele respondeu apenas que é favorável ao voto facultativo e que o eleitor deveria ter o direito de não escolher nenhum candidato caso não se sinta representado.

Dias embarcou em seguida num voo de São Paulo para Brasília. Minutos depois, em conversa por telefone, ele disse a um interlocutor que o voto nulo é uma opção aceitável. "Eu não vou me responsabilizar pelo desastre", afirmou, ao celular.

O presidenciável do Podemos marcou sua campanha por críticas pesadas ao PT e, principalmente, ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dias terminou o primeiro turno em nono lugar, com 859 mil votos (0,8% dos votos válidos).

Dias se reúne hoje com Haddad para planejar segundo turno

Governador piauiense, reeleito em primeiro turno, agora vai se esforçar para ajudar aliado a vencer campanha no segundo turno.

Reeleito para o quarto mandado no primeiro turno das eleições, o governador Wellington Dias (PT) vai se engajar pelos próximos dias na campanha do presidenciável Fernando Haddad (PT), que vai para disputa no segundo turno, no dia 28 de outubro, com Jair Bolsonaro (PSL).

No Piauí, Haddad recebeu o maior número de votos entre os presidenciáveis, com 1.172.147, ou seja, 63,40% dos votos válidos no Estado. Jair Bolsonaro foi o segundo mais votado, 346.944 eleitores votaram no candidato do PSL, o que representou 18,76% votos.

Hoje (9), Wellington Dias embarca para São Paulo para participar primeira reunião com Haddad, para discutir o planejamento de campanha para as próximas três semanas. “Eu estou muito animado que a gente tenha, no segundo turno, Fernando Haddad como presidente. Eu fui convidado por ele e estarei participando da primeira agenda da coordenação de campanha”, disse.

“O objetivo é que a gente tenha uma campanha com paz porque o Brasil está precisando de paz, sem violência, sem agressão. Uma campanha que a gente coloque o Brasil e o seu povo no centro das atenções e eu sei que a vitória do Haddad vai ser muito boa para o Brasil, e vai ser melhor ainda para o Estado do Piauí”, completou o governador.

Fernando Haddad teve o lançamento de sua campanha em Teresina, durante uma caminhada com o governador Wellington Dias. Ele foi o nome indicado para substituir o ex-presidente Lula, que teve o pedido de registro de candidatura negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

08 de outubro de 2018

Na ditadura, brasileiro ficava 2 anos na escola e 1/3 era analfabeto

Para se ter uma ideia, na década de 1960 os homens brasileiros estudavam, em média, 2,4 anos ao longo da vida.

Os brasileiros passavam, em média, dois anos na escola nas décadas de 1960 e 1970 -quando mais de um terço da população com mais de 15 anos era completamente analfabeta no país. As informações são de um estudo do Inep-MEC chamado "estatísticas da educação básica no Brasil". É um dos raros compilados de dados educacionais nas décadas anteriores à Constituição de 1988.

Para se ter uma ideia, na década de 1960 os homens brasileiros estudavam, em média, 2,4 anos ao longo da vida. Já o tempo de escola das mulheres era ainda menor: 1,9 ano. Entre a população negra, a taxa de escolarização total caía para menos de um ano (0,9 ano de estudo). Nesse período, quase 46% da população era analfabeta, ou seja: tinha mais de 15 anos e não conseguia nem escrever o próprio nome.

A média de tempo na escola se manteve na faixa dos 2 anos também na década de 1970: 2,6 anos para os homens e 2,2 anos para as mulheres. Nesse período, 4 em cada 10 brasileiros ainda era analfabeto. A taxa de analfabetismo cai para um terço dos brasileiros (33%) na década de 1980.

Na prática, os dados mostram que a escola nessa época era para poucos: há os que conseguiam estudar e os que estavam excluídos do sistema -o que joga a média para baixo. Faz sentido: a ideia de "educação para todos" para o exercício da cidadania e para qualificação para o trabalho é um conceito da redemocratização. Surge na Constituição de 1988 como um direito de todos e um dever do Estado e da família.

A Constituição de 1988 define, por exemplo, que a educação básica seria obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade "assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria" (art. 208).

Hoje, o tempo de escolarização dos brasileiros subiu para 7 anos -ainda longe dos 12 anos que representariam ensino fundamental e médio completos. Todos os alunos do país estão matriculados no início da escola, mas, em média, 1 em cada 2 estudantes deixa a escola no caminho e não termina o ensino médio. Os analfabetos ainda representam cerca de 7% dos brasileiros.

Informações sobre escolarização nas décadas de 1960 e 1970 eram tiradas de levantamentos do IBGE, mas não há dados efetivamente sobre "qualidade" da educação nesse período. Os censos anuais da educação básica do Inep-MEC, por exemplo, que mostram aspectos estruturais das escolas, começaram a ser feitos na década de 1990. Por esses dados, é possível saber que, ainda hoje, há escolas no Brasil sem banheiro e que só 10% das instituições de educação básica no Brasil contam com laboratório de ciências. Já o Ideb (Índice da Educação Básica), calculado a partir das notas dos alunos e do fluxo, tem pouco mais de uma década.

Entre especialistas, no entanto, o acesso à educação é o primeiro ponto a ser analisado nas políticas públicas na área. "Não dá para se falar em qualidade sem falar em acesso à educação", diz Luiz Cláudio Costa, ex-presidente do Inep-MEC e um dos principais experts em avaliação de educação do país. Costa costuma repetir que acesso é o "primeiro indicador de qualidade de educação". "Um sistema de educação não será bom enquanto houver estudante de fora dele."

Estrelas da política não conseguem se reeleger e ficam sem mandato

Dilma Rousseff, Beto Richa, Roberto Requião, Lindbergh Farias, Magno Malta, Eduardo Suplicy, Eunício Oliveira, Marconi Perillo e outros foram derrotados.

Nomes tradicionais da política brasileira, ex-ministros, ex-governadores e senadores que disputavam a reeleição, não se elegeram para o Senado este ano.


A ex-presidente Dilma Rousseff não conseguiu vaga no Senado Federal por Minas (Foto: Roberto Stuckert Filho)


É o caso da ex-presidente da República Dilma Rousseff (PT), que decidiu disputar uma vaga de senadora por Minas Gerais após seu impeachment. A petista aparecia disparada em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha, mas as vagas do estado ficaram com Rodrigo Pacheco (DEM) e Carlos Viana (PHS).

No Rio, o também petista Lindbergh Farias disputava a reeleição como senador - posto que ocupa desde 2011. O parlamentar que já foi deputado federal por dois mandatos e prefeito reeleito de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficará sem mandato.

Lindbergh aparecia nas pesquisas em terceiro lugar, com 15%, atrás do ex-prefeito do Rio Cesar Maia (DEM), com 18%, que também não se elegeu. O petista teve 10% dos votos, enquanto Maia teve 16%.

As vagas no estado ficaram com o líder nas intenções de voto e filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL), e Arolde de Oliveira (PSD) – candidato que aparecia em 5º nas pesquisas, mas contou com apoio bolsonarista.

Outro petista derrotado foi Eduardo Suplicy, em São Paulo, após liderar as pesquisas durante todo o período eleitoral. Atualmente vereador, Suplicy sofreu a segunda derrota consecutiva na disputa pelo Senado -em 2014, perdeu para José Serra (PSDB). Desta vez, acabou superado por Mara Gabrilli (PSDB) e Major Olímpio (PSL), que colou sua imagem em Bolsonaro.

No Paraná, duas grandes forças da política local ficaram de fora do Senado: os ex-governadores Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (MDB).

Ambos eram líderes nas pesquisas às vésperas da eleição. Requião, atual senador, liderava com folga, com 26%, segundo o Ibope de sábado (6). Acabou em terceiro lugar, com 14%.

"Efeito Bolsonaro e duro ataque de infâmias e calúnias", comentou Requião, nas redes sociais. Ele atribuiu a derrota ao "voto útil" nos dois vencedores, Professor Oriovisto (Podemos) e Flavio Arns (Rede), com o objetivo de tirar Richa da segunda vaga.

Richa, que terminou num amargo sexto lugar, com 3% dos votos, foi preso por quatro dias em meio à campanha eleitoral, numa investigação por suspeitas de desvios em obras públicas. Ele nega irregularidades, e acusou a prisão de ser arbitrária e política.

Pela manhã, ao votar, o tucano disse que foi vítima de uma "barbárie". "Foi para exterminar, destruir minha candidatura", declarou. "Não havia nem inquérito instaurado [era um procedimento investigativo do Ministério Público], nunca havia sido chamado a dar depoimento. Que mundo é esse?" A investigação que prendeu Richa é alvo de apuração do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

No Maranhão, outros dois fortes nomes locais foram derrotados: Edison Lobão (MDB) e Sarney Filho (PV) -o Zequinha, herdeiro do ex-presidente José Sarney (MDB). Os eleitos foram Weverton (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

Lobão é ex-governador, ex-ministro e atual senador. Ele foi considerado suspeito, num desdobramento da Lava Jato, de ter recebido propinas de cerca de R$ 5 milhões. Segundo a Odebrecht, o parlamentar teria recebido o montante para interferir junto ao governo federal para anulação da concessão da obra referente à Usina Hidrelétrica de Jirau.

Já o clã Sarney começou a perder protagonismo no estado em 2014, quando o governador Flávio Dino (PC do B) se elegeu, interrompendo um ciclo de quase 50 anos de influência da família na política maranhense.

Em Goiás, o ex-governador do estado Marconi Perillo (PSDB) viu sua liderança na corrida pelo Senado ruir de agosto até às vésperas da eleição.

Em setembro, ele se tornou réu sob acusação de corrupção passiva, acusado de receber vantagens indevidas durante o mandato para viabilizar contratos com a construtora Delta entre 2011 e 2012, no mesmo processo que envolve Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Perillo terminou em 5º no estado que governou por quatro mandatos. Vanderlan (PP) e Jorge Kajuru (PRP) vão ocupar as duas cadeiras do Senado por Goiás.

O atual presidente do Senado também não estará na Casa no ano que vem. Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto no Ceará durante a campanha, Eunício Oliveira (MDB) amargou a terceira colocação, e por uma pequena diferença viu serem eleitos Eduardo Girão (PROS) e Cid Gomes (PDT).

Outro senador que perdeu o cargo foi Cristovam Buarque (PPS), que cogitou concorrer à Presidência. Ele disputava, tecnicamente empatado nas pesquisas, com o deputado federal Izalci (PSDB), que acabou eleito no estado, junto com a ex-jogadora da seleção feminina Leila do Vôlei (PSB).

Aliado e quase vice de Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR) também foi derrotado na busca pela reeleição no Espírito Santo. Ele chegou a ser convidado para a chapa presidencial, mas ficou de fora por decidir buscar mais um mandato. Foram eleitos no estado Fabiano Contarato (Rede) e Marcos do Val (PPS).

Neste ano o eleitor escolheu dois candidatos ao Senado. O mandato é de oito anos, mas as eleições ocorrem de quatro em quatro anos. Assim, a cada eleição, a Casa renova, alternadamente, um terço e dois terços de suas 81 cadeiras. Neste ano, 54 vagas estavam em disputa no país  -duas cadeiras por Unidade da Federação.

Piauí terá o dobro de mulheres na Câmara Federal em 2019

Das dez vagas em disputa, quatro foram conquistadas por candidatas, um crescimento de 100% em relação ao último pleito.

O resultado das urnas revelou um aumento no número de mulheres que irão ocupar as cadeiras piauienses na Câmara Federal. Das dez vagas em disputa, quatro foram conquistadas por candidatas, um crescimento de 100% em relação ao último pleito, quando apenas duas obtiveram êxito no sufrágio.

Duas deputadas que já exerciam mandato, Rejane Dias (PT) e Iracema Portela (PP), foram reeleitas com votações expressivas. Entre todos os candidatos que participaram da disputa, a petista foi a quem obteve o maior número dos votos válidos, pouco mais de 136 mil (7,76%), enquanto a progressista angariou 95,5 mil votos (5,39%), sexto maior índice.

A deputada federal Rejane Dias foi reeleita. (Foto: Arquivo O Dia)

As duas novidades são Margarete Coelho (PP) e Dra Marina (PTC). A ex-deputada estadual e atual vice-governadora conquistou 4,27% dos votos válidos, sétimo maior percentual entre todos os candidatos, enquanto a médica, estreante em eleições, alcançou 3,96% de todos os votos para o cargo.

Além de comemorar a conquista do seu segundo mandato seguido, a deputada Iracema Portela ratificou a importância no aumento do Piauí aumentar a quantidade de mulheres ocupando cadeiras na Câmara Federal. 

“É excepcional isso. Nós precisamos cada vez mais de mulheres na política, porque somos a maioria do eleitorado e maioria da população, então é importante que as mulheres sejam bem representadas a nível federal”, comenta a parlamentar reeleita.


Mais de 70 candidatos com patente militar foram eleitos em todo o país

A região Sudeste teve o maior número de militares eleitos no primeiro turno. Entre os eleitos para todos os cargos, há 40 nomes confirmados e um que passou para a o segundo turno no Rio de Janeiro.

Pelo menos 8% dos 961 candidatos militares que disputaram as eleições deste domingo (7) conseguiram ser eleitos. Impulsionados por temas como a segurança pública e o combate à corrupção, esses candidatos acabaram se destacando em todos os estados e para todos os cargos em disputa, a começar pela Presidência da República, que será definida em segundo turno entre o capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSL) e o professor Fernando Haddad (PT).

Regionalmente e nos estados, o cenário tende a confirmar nomes com patentes em registros eleitorais. Três estados vão eleger, em segundo turno, o novo governador com pelo menos um militar na disputa. No Rio de Janeiro, um resultado inesperado colocou o ex-fuzileiro naval Wilson Witzel (PSC), um novato na política, na disputa com o ex-deputado e ex-prefeito da capital Eduardo Paes, que concorre pelo DEM. Também há militares entre os nomes que concorrem ao governo de Rondônia e de Santa Catarina.

Ao todo, em um levantamento que considera apenas os que se declararam militares, é possível apontar pelo menos 79 nomes confirmados também para cadeiras no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas. Entre estes, já estão asseguradas duas vagas no Senado e 22 na Câmara. Nos estados, o número passa de 60 parlamentares.

Sudeste


Major Olímpio foi eleito senador em São Paulo (Foto: Gabriela Korossy / Câmara dos Deputados)


A região Sudeste teve o maior número de militares eleitos no primeiro turno. Entre os eleitos para todos os cargos, há 40 nomes confirmados e um que passou para a o segundo turno no Rio de Janeiro: Wilson Witzel (PSC), ex-juiz federal e servidor público com passagens pela Marinha. No primeiro turno, Witzel obteve 41,28% dos votos válidos e Eduardo Paes (DEM, 19,56%.

O Rio, que elegeu para o Senado o atual deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), filho de Jair Bolsonaro, traz para a Câmara Federal o Subtenente Hélio Fernando Barbosa Lopes (PSL), que obteve 345,2 mil votos, e mais três militares filiados ao partido. Na Assembleia Legislativa, cinco militares foram eleitos. O mais votado, com 140 mil votos, foi Rodrigo Amorim (PSL), que ficou conhecido ao ser acusado de quebrar uma placa em homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 14 de março.

Outro filho de Bolsonaro que também já foi policial, Eduardo Bolsonaro, foi eleito deputado federal por São Paulo, junto com mais cinco militares. Os paulistas também escolheram Major Olimpo (PSL) para o Senado, com mais de 9 milhões de votos. No Legislativo estadual, pelo menos 10 das 94 cadeiras serão ocupadas por candidatos que se declararam militares.

Pelo menos um cabo, um subtenente e um delegado representarão Minas Gerais na Câmara dos Deputados. Na Assembleia Legislativa, há cinco nomes, entre sargentos, delegados e coronéis que garantiram assento entre os 77 parlamentares estaduais.

No Espírito Santo, quatro deputados estaduais eleitos têm patentes militares.

Sul


Gelson Merísio e Comandante Moisés estão na disputa pelo governo catarinense (Foto: Divulgação / Alesc e PSL)


Na Região Sul, o governo de Santa Catarina será definido em segundo turno pelo Comandante Moisés (PSL) e o civil Gelson Merísio (PSD). Os catarinenses elegeram pelo menos três militares do partido de Bolsonaro: um para deputado federal – Coronel Armando – e dois para a Assembleia Legislativa – Coronel Mocellin e Sargento Lima.

Os candidatos com patentes nos registros eleitorais eleitos pelos gaúchos também são do PSL: Tenente Coronel Zucco e Capitão Macedo Professor, ambos deputados estaduais.

Centro-Oeste

Sete militares foram eleitos deputados nos quatro estados da Região Centro-Oeste e no Distrito Federal (DF). Cinco são nomes ligados ao PSL e pelo menos dois eleitos que têm patentes no nome vão ocupar uma cadeira no Congresso Nacional, ambos representando Goiás: o campeão de votos, Delegado Waldir (PSL), com 274,4 mil e o menos votado, Major Vitor Hugo (PSL), com 31,1 mil votos.

Mato Grosso elegeu o Delegado Claudinei (PSL), com quase 30 mil votos, como um dos  24 estaduais. Em Mato Grosso do Sul, os dois estaduais mais votados são do PSL: Capitão Contar, que teve 78,3 mil votos, seguido pelo Coronel Davi, com 45,9 mil votos. Na lista, ainda figura o Cabo Almi (PT), que obteve 21,2 mil votos. Como distrital, o Delegado Fernando Fernandes (Pros) conquistou uma vaga, com 29,4 mil votos.

Norte

O coronel Marcos Rocha (PSL) disputará, em segundo turno, o governo de Rondônia com Expedito Júnior (PSDB). Os eleitores do estado confirmaram, entre os oito deputados federais que os representarão no Congresso, outro coronel. Chritóstomo (PSL) teve o apoio de 28,3 rondonienses, passando na lista como o últimoeleito. Entre os 24 estaduais, estão Cabo Jhony Paixão (PRB) e outro peesselista, Sargento Eyder Brasil.

Duas patentes aparecem entre os oito deputados federais eleitos no Amazonas. Delegado Pablo, do PSL, foi o segundo mais votado no estado (151,6 mil). Capitão Alberto Neto (PRB) também conseguiu um assento no Congresso. Entre os dois militares confirmados entre 24 deputados estaduais, o pesselista Delegado Péricles concentrou o maior número de votos (30,5 mil).

O Pará também terá, entre os 17 federais eleitos, um militar no Congresso Nacional, o Delegado Éder Mauro (PSD), que garantiu a vaga com 145,6 mil votos. E três delegados foram eleitos para a Assembleia Legislativa.

Roraima tem dois militares na lista de deputados estaduais confirmados. E, no Acre, apenas o Sargento Cadmiel Bomfim foi eleito entre os candidatos com patentes militares no nome. Cadmiel, do PSDB, conseguiu mais de 3,6 mil votos (0,86%). Na relação de eleitos do Amapá, não há nomes de candidatos que usaram patentes militares no registro, bem como na do Tocantins .

Nordeste

Sergipe e Rio Grande do Norte elegeram, cada estado, um nome com patente militar para ocupar assentos no Senado. O mais votado pelos sergipanos foi o Delegado Alessandro Vieira (Rede). Também da Rede, o Capitão Styvenson ficou no topo da lista no Rio Grande do Norte, com 7456,8 mil votos. Os dois estados também escolheram militares para as respectivas Assembleias Legislativas, um em cada.

No Piauí, Capitão Fábio Abreu (PR) é o único deputado federal com patente entre os eleitos. Entre os estaduais com esse perfil, há ainda nomes no Ceará (dois), Piauí (um), Bahia (dois), Paraíba (um), Pernambuco (dois) e Alagoas (um). Apenas o Maranhão não elegeu candidatos declarados militares.

Caciques políticos no Rio Grande do Norte saem derrotados das urnas

A política tradicional no estado desmoronou nos últimos meses, com lideranças presas e atingidas pela Operação Lava Jato.

Os senadores Garibaldi Alves (MDB) e Agripino Maia (DEM), dois dos principais caciques do Rio Grande do Norte, saíram derrotados desta eleição.

A política tradicional no estado desmoronou nos últimos meses, com lideranças presas e atingidas pela Operação Lava Jato.


O senador Garibaldi Alves não conseguiu se reeleger (Foto: Divulgação)


Garibaldi, que tentava a reeleição, ficou em quarto lugar na disputa para senador, com 12,93% dos votos. Ele já apareceu em delações como destinatário de doações ilegais de campanha e foi denunciado no STF (Supremo Tribunal Federal), mas nega as acusações.

Agripino, também envolvido na Lava Jato, é réu em dois processos no STF, acusado de intermediar negociações de propina. Com mandato ininterrupto desde 1995, ele desistiu de concorrer à reeleição e tentava se eleger deputado federal. Não conseguiu.

Ele sempre disse que o recuo não tinha a ver com as acusações e afirmou estar "absolutamente tranquilo" com as investigações.


O senador José Agripino Maia desistiu de tentar a reeleição e tentava uma cadeira na Câmara, mas não conseguiu (Foto: Divulgação)


O atual governador, Robinson Faria (PSD), ficou em terceiro lugar na disputa estadual e não irá para o segundo turno. Ele foi denunciado à Justiça por causa de um esquema de funcionários fantasmas na Assembleia.

Filho dele, o deputado federal Fábio Faria (PSD-RN), casado com a apresentadora Patricia Abravanel, filha de Silvio Santos, conseguiu a reeleição.

Já Rogério Marinho (PSDB-RN), que tentava garantir a permanência na Câmara dos Deputados, ficou fora. O tucano ganhou projeção ao ser relator da reforma trabalhista do governo Michel Temer (MDB).

No Maranhão, grupo de Sarney é derrotado nas eleições 2018

Flávio Dino (PC do B) foi reeleito governador do Maranhão em primeiro turno, e levou também à vitória seus dois candidatos ao Senado, os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

A eleição de 2018 no Maranhão foi um duro golpe à família Sarney. Além da derrota de Roseana (MDB) na disputa para o governo, Sarney Filho (PV), que por nove mandatos tem cadeira em Brasília como deputado federal, não foi eleito senador -os dois são filhos do ex-presidente José Sarney. Pela primeira vez em quase 50 anos o sobrenome Sarney não estará representado no Congresso Nacional.


Sarney Filho, Roseana Sarney e Edison Lobão foram, os três derrotados pelo governador Flávio Dino e por seus aliados (Foto: Divulgação)


Flávio Dino (PC do B) foi reeleito governador do Maranhão em primeiro turno, e levou também à vitória seus dois candidatos ao Senado, os deputados federais Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS). Eles bateram não só Sarney Filho, mas também outro tradicional político do estado, Edison Lobão (MDB), ex-governador e ex-ministro e que estava no Senado Federal desde 1995. Ele foi apoiado por Roseana Sarney.

O patriarca José Sarney, talvez pressentindo problemas, mudou no início do ano seu domicílio eleitoral para o Maranhão para tentar ajudar nas articulações políticas - desde o início dos anos 1990 ele votava e se elegia senador pelo Amapá, mas não se aposentou em 2014. Sarney esteve como deputado federal nos anos 1950 e 1960, mas se consolidou definitivamente ao Congresso em 1971, quando se elegeu Senador pelo Maranhão depois de um mandato como Governador do Maranhão. Desde então, sempre teve alguém com sobrenome Sarney em Brasília, seja no Senado ou na Câmara.

O enfraquecimento do poder dos Sarney no estado começou a ser detectado em 2006, quando Jackson Lago, do PDT, venceu Roseana Sarney. Ele colocava ali um fim de 40 anos de domínio dos Sarney no estado, mas durou pouco. Em fevereiro de 2009 o TSE decidiu acatar pedido da coligação de Roseana, sobre irregularidades na campanha de Lago, e o cassou. Roseana assumiu pela terceira vez como governadora, e foi reeleita em 2010. Somente quatro anos depois que, definitivamente, o grupo saiu do poder no estado, quando Lobão Filho, apoiado pelos Sarney, perdeu para Flávio Dino.

A Justiça Eleitoral ainda pode ser o caminho para o retorno dos Sarney, já que o TRE-MA deve julgar nos próximos meses a inelegibilidade decretada em primeira instância de Flávio Dino, por suposto abuso de poder nas eleições municipais de 2016 para ajudar aliado na cidade de Coroatá, no interior.

Como prêmio de consolação, o neto de José Sarney, Adriano, deve ganhar mais um mandato como deputado estadual. Ele passa, a partir de agora, a ser a esperança de que o sobrenome possa retomar espaço na política maranhense em breve.

Herdeiros de famílias políticas estão entre os mais votados para a Câmara

O caso mais curioso ocorreu em Pernambuco, que elegeu dois herdeiros do ex-governador Miguel Arraes.

Diversos filhos e netos de políticos tradicionais em seus estados foram eleitos deputados federais neste domingo. O caso mais curioso ocorreu em Pernambuco, que elegeu dois herdeiros do ex-governador Miguel Arraes. 

O mais votado é João Campos (PSB), bisneto de Arraes e filho do ex-governador Eduardo Campos, morto em um acidente de avião na campanha presidencial de 2014. Em segundo lugar está Marília Arraes (PT), prima de João Campos. 

Filho do candidato a presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro (PSL) foi reeleito deputado federal com a maior votação do País. A família Bolsonaro conquistou ainda uma cadeira no Senado pelo estado do Rio de Janeiro. 

No Amapá, o campeão de votos é Camilo Capiberibe (PSB), filho do ex-governador João Capiberibe (PSB) e da deputada federal Janete Capiberibe (PSB). A família disputa outros cargos no estado, mas está com a candidatura pendente de decisão da Justiça Eleitoral. 

Esposas e filhos

A candidata a deputada federal mais votada do Distrito Federal é Flávia Arruda (PR), esposa do ex-governador José Roberto Arruda, que está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O Espírito Santo elegeu Doutora Soraya Manato (PSL), esposa do atual deputado Carlos Manato (PSL), que se candidatou ao governo do estado. 

O mais votado no Tocantins é Tiago Dimas (SD), filho do prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas. 

A Bahia elegeu entre os mais votados do estado Otto Alencar Filho (PSD), filho do senador Otto Alencar, presidente do PSD baiano. 

No Paraná, foi eleita Luisa Canziani (PTB), filha do atual deputado Alex Canziani (PTB), que perdeu a disputa para o Senado.

No Piauí, o casal Iracema Portella (PP) e Ciro Nogueira (PP) se reelegeu. Ela é deputada federal e ele é senador. O estado também reelegeu como mais votada a deputada Rejane Dias (PT), esposa do governador Wellington Dias (PT), que também se reelegeu. 

Rondônia elegeu Jaqueline Cassol (PP), irmã do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol (PP).

Ciro discute com líderes do PDT estratégia de apoio no segundo turno

Derrotado com um desempenho inferior ao que esperava, Ciro deve apoiar o adversário do PT, Fernando Haddad.

No dia seguinte ao anúncio do resultado do primeiro turno, o candidato do PDT à sucessão presidencial, Ciro Gomes, começou a discutir que postura adotará na segunda fase da campanha eleitoral.

O irmão do presidenciável, senador eleito Cid Gomes (PDT-CE), defende que Ciro não se precipite, mas também não demore muito para anunciar uma posição, já que o segundo turno tem duração de apenas três semanas.

"Eu defendo que ele acalme agora, ouça as pessoas, avalie o cenário e só depois defina uma posição. Mas ele também não pode demorar muito", disse à reportagem.

Nesta segunda-feira (8), Ciro irá se reunir com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e com o líder do partido na Câmara dos Deputados, André Figueiredo (CE). A tendência, segundo o entorno do presidenciável, é de que ele só faça um anúncio entre quinta-feira (11) e sexta-feira (12).

(Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Derrotado com um desempenho inferior ao que esperava, Ciro deve apoiar o adversário do PT, Fernando Haddad.

Após o resultado, minutos depois de ter falado por telefone com o petista, o pedetista fez questão de dizer que não há hipótese de um apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, a quem atacou o primeiro turno inteiro. "Ele não, sem dúvida", disse.

O anúncio, contudo, deve ser feito de maneira protocolar, sem uma adesão imediata a uma eventual gestão petista.

A ideia é que ele repita o formato adotado por Marina Silva na disputa presidencial de 2014, quando ela informou um apoio, mas não uma aliança, com Aécio Neves, do PSDB, no segundo turno da disputa eleitoral.

A estratégia é tentar, assim, blindar a sigla de acusações de que ela atua por interesses fisiológicos. O grupo do pedetista espera, contudo, que os petistas façam acenos na incorporação de propostas de Ciro, como o programa de renegociação da dívida de cidadãos inadimplentes, o "SPCCiro".

A aproximação entre PT e PDT é feita pelo senador eleito Jaques Wagner, do PT, e por Cid Gomes. O ex-secretário municipal de Haddad Gabriel Chalita, filiado ao PDT, também deve participar da costura de um acordo.

Eleição é resultado de 'desconhecimento do passado recente', diz historiador

Autor de "From Fascism to Populism in History", ele considera preocupante uma provável vitória de Bolsonaro para a América Latina.

Para o historiador argentino Federico Finchelstein, 43, professor da New School for Social Research, de Nova York, a eleição no Brasil é resultado de um "desconhecimento histórico do passado recente do país".

O especialista em autoritarismo aponta também a "falta de critério de parte da população que vai contra o que chama de 'fake news', mas ao mesmo tempo compra uma imensa ficção, a de que Jair Bolsonaro é um outsider, quando na verdade já lidera um clã político há décadas".

Brasileiros pedem intervenção militar. (Foto: Reprodução)

Autor de "From Fascism to Populism in History" (Do Fascismo ao Populismo na História, sem edição no Brasil), ele considera preocupante uma provável vitória de Bolsonaro para a América Latina porque, pelo tamanho do Brasil e sua posição de liderança na região, poderia ter um impacto negativo em outros países ou discordâncias em tomadas de decisão em conjunto -por exemplo, a questão da Venezuela.

"Há líderes de direita, como Macri (Argentina), Piñera (Chile) ou Duque (Colômbia), que não chegam perto do radicalismo das posições de Bolsonaro, mas que vão ter de construir uma forma de relacionar-se com ele e isso será um desafio. Não creio que irão radicalizar suas posições, mas terão de encontrar um campo comum de diálogo, o que não vai ser fácil", diz.

Federico Finchelstein é professor da New School for Social Research, de Nova York. (Foto: Reprodução)

"Por exemplo, a própria direita que está no poder no Chile hoje se afasta e renega Pinochet, enquanto Bolsonaro o reivindica", diz Finchelstein. O atual presidente chileno, Sebastián Piñera, votou pelo "não" no plebiscito que pôs fim à ditadura de Pinochet, em 1990.

O historiador vê em comum entre o fenômeno Bolsonaro e outros sistemas autoritários no mundo a falta de um programa claro.

"Mussolini não tinha programa econômico, nem Hitler, nem os demais. Para esse tipo de líder o protagonismo está em suas ações políticas e em sua performance pública, vejo algo disso em Bolsonaro."

Para Finchelstein, ainda é cedo para aplicar termos como "nazista" ou "fascista" ao candidato, até porque ele nem mesmo ganhou a eleição, mas o modo correto de classificá-lo seria o de um "populista de extrema direita, que pode caminhar para ser um novo modelo de fascismo, agora apoiado nas redes sociais e com enorme capacidade de mobilização fora dos meios tradicionais".

Embora acredite que Bolsonaro deve rumar para o centro, pelo menos em seu discurso, para ganhar as eleições, sua militância não o fará, e nesse sentido é necessário estar alerta a ataques a jornalistas, minorias e à elaboração das listas dos inimigos.

"Quando isso começa a acontecer, quando se decide que um regime está listando seus inimigos, aqueles que devem ser retirados de cena, aí começamos a ter problemas."

Finchelstein, porém, é otimista quanto ao fato de o Brasil, até aqui, ser dos países latino-americanos com "institucionalidade mais forte, independência de poderes, ainda que relativa, e com condições de construir um modelo de pesos e contrapesos contra uma eventual escalada autoritária".

Marcelo diz que foco agora é eleger Fernando Haddad no 2º turno

Deputado avalia que uma série de fatores foram decisivos para sua consagração nas urnas, mesmo tendo ficado atrás nas pesquisas durante toda a campanha.

O deputado federal Marcelo Castro (MDB), candidato ao Senado eleito pelo Piauí, disse que a partir de agora todas as forças estarão concentradas em conseguir a vitória do ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) no segundo turno da disputa pela Presidência da República. 

Marcelo recebeu a reportagem d'O DIA minutos após sua vitória ser confirmada, e disse que a vitória de Haddad é essencial para que seja retomado o projeto de governo voltado para a redução das desigualdades sociais no país.

"Nosso trabalho agora vai ser para eleger o Haddad, que é aquela pessoa que está em comunhão com as nossas ideias. As ideias de centro-esquerda. Que são as ideias da livre iniciativa, do desenvolvimento do país, do progresso, da prosperidade, mas tudo isso com inclusão social. Nós somos seres humanos e não podemos nos tratar como números, como máquinas. Temos que ter em mente a geração de emprego, a melhoria da vida das pessoas. As pessoas precisam de água potável para beber, precisam de saneamento, precisam de saúde de qualidade, de educação de qualidade, precisam se realizar como seres humanos, e nós temos que dar apoio a essas pessoas. Então, não é desenvolvimento por desenvolvimento. É desenvolvimento com melhoria de vida das pessoas", afirmou Marcelo.

O deputado admite que em determinado momento da campanha chegou a temer uma derrota nas urnas, tendo em vista que em praticamente todas as pesquisas de intenções de voto seu nome não aparecia entre os dois primeiros colocados. 


Foto: Reprodução

"Durante a campanha, eu demorei muito a crescer nas pesquisas. Então, nesse momento eu senti uma certa insegurança, porque o tempo da campanha foi muito curto. E chegou um ponto em que eu fiquei receoso de que as pessoas não tomassem conhecimento da minha mensagem, porque o tempo foi muito curto. A comunicação não era fácil. Mas hoje nós temos essa arma extraordinária que são as redes sociais, o Whatsapp. Isso daí eu acho que foi fundamental para a minha campanha. Os vídeos que foram produzidos, as entrevistas que foram dadas. A presidente Dilma [Rousseff] pedindo voto pra mim, o candidato Haddad pedindo voto pra mim, o Wellington Dias pedindo voto pra mim, o Ciro Nogueira pedindo voto pra mim. Isso tudo foi muito importante. Chegou às pessoas a mensagem de que nós somos um time. Wellington Dias, Ciro Nogueira e Marcelo Castro jogam no mesmo time, e é importante os três serem representantes eleitos, para poder trabalhar e dar continuidade a esse projeto de desenvolvimento com inclusão social, implantado no Piauí pelo Wellington Dias e no Brasil pelo Lula", afirmou Marcelo Castro, em entrevista concedida no seu escritório. 

O senador eleito também agradeceu o empenho de todos os partidos que integraram a coligação "A vitória com a força do povo".  "Todos os partidos contribuíram de maneira muito decisiva para a minha vitória. Sem eles, evidentemente, eu não teria sido eleito", afirmou.

Marcelo diz que Wellington e Ciro foram decisivos para sua vitória

Marcelo afirmou, ainda, que vai se esforçar ao máximo para honrar todos os votos e todo o apoio que recebeu. E disse que tem uma gratidão especial pelo reforço dado à sua candidatura pelo governador Wellington Dias e pelo senador reeleito Ciro Nogueira.

"Se tivesse havido qualquer estremecimento entre minha candidatura e a do senador Ciro Nogueira, minha candidatura não iria para canto nenhum. Se tivesse havido um pouco de vacilo no apoio do governador Wellington Dias, da mesma forma minha candidatura não teria prosperado. Então, os dois grandes artífices da minha candidatura foram, exatamente, o governador Wellington Dias e o senador Ciro Nogueira, e eu sou muito grato a eles", afirma Marcelo.

Ciro Nogueira consegue reeleição com 29% dos votos válidos

Para Ciro, o resultado das urnas é consequência da atividade parlamentar desenvolvida ao longo do seu mandato de senador.

Antes mesmo de todas as urnas eletrônicas serem apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) o senador Ciro Nogueira (PP) já comemorava sua reeleição. Com pouco mais de 856 mil votos, o parlamentar conquistou uma das duas senatórias piauiense em disputa nestas eleições, ficando a outra com seu colega de chapa, Marcelo Castro (MDB).

Para Ciro, o resultado das urnas é consequência da atividade parlamentar desenvolvida ao longo do seu mandato de senador. "É a vitória do trabalho, de quem trouxe obras, de quem trouxe recursos, graças a Deus que quem trabalhou venceu. Era quem trabalhou pelo Piauí contra quem não trabalhou”, comentou.

Reeleito, o senador também considerou importante a vitória de Marcelo Castro, o que demonstra a força da base governista. Para Ciro, é preciso agora retribuir a confiança do eleitorado piauiense. “O Piauí entendeu que era importante ter dois senadores em conjunto trabalhando pelo Estado, isso foi fundamental. Eu e o Marcelo vamos trabalhar juntos, em sintonia, para ajudar o governador", disse.

Por fim, Ciro Nogueira também ressaltou que, além da sua vitória e de Marcelo Castro, a reeleição do governador Wellington Dias (PT) e a eleição de uma ampla bancada de deputados federais e estaduais, não foi uma surpresa. "Esse time do povo funcionou. Foi uma campanha em quem estou saindo muito melhor. Fizemos um forte time para Câmara Federal e Assembleia Legislativa", concluiu.

07 de outubro de 2018

Procurador impugna votos de seção eleitoral por violação de sigilo

No momento em que Pessoa votava vários repórteres teriam invadido o espaço restrito, "violando a formalidade essencial ao voto".

O procurador regional eleitoral no estado do Piauí, Patrício Noé da Fonseca, representando o Ministério Público Eleitoral, compareceu na tarde deste domingo (7) à Unidade Escolar Professor Antilhon Ribeiro Soares, no bairro Lourival Parente, zona sul de Teresina, para impugnar a votação da seção 486, da 2ª Zona Eleitoral, em razão do que ele considerou "violação do sigilo de votação" pelo candidato ao cargo de governador do Piauí pelo Solidariedade, José Pessoa Leal (Dr. Pessoa).

A impugnação foi feita pelo procurador com base em notícias veiculadas pela imprensa, segundo as quais Dr. Pessoa teria adentrado à cabina de votação na companhia do candidato Francineto Luz de Aguiar, o Frank Aguiar, que disputa uma cadeira no Senado Federal. 

Além disso, ainda de acordo com o procurador, no momento em que Pessoa votava vários repórteres teriam invadido o espaço restrito, "violando a formalidade essencial ao voto".

Segundo o procurador, essa violação dá ensejo a nulidade absoluta, como preveem os artigos 103, inciso II, 220, inciso IV; e 223, todos da Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral), bem como o artigo 91-A da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições).

Durante a entrega do documento à presidente da mesa receptora, para o devido registro em ata, o procurador enfatizou que a impugnação não representava nenhum obstáculo ao transcurso normal da votação na seção eleitoral e que os trabalhos poderiam seguir normalmente.

“Não houve prejuízo aos trabalhos considerando que só posteriormente a impugnação será apreciada e julgada pela presidência da Junta Apuradora, nos termos do artigo 223, do Código Eleitoral”, enfatizou.

A assessoria de comunicação do candidato do Solidariedade informou que até o momento não foi notificada oficialmente sobre a impugnação, e ressaltou que Dr. Pessoa lamenta o episódio.

A coligação "Mudar para cuidar da nossa gente" ressaltou que o candidato não pode ser responsabilizado pelo fato de outras pessoas terem invadido o espaço reservado da cabina de votação, sendo, portanto, a pessoa mais prejudicada com o incidente.

Votação encerrada: Confira o balanço das eleições 2018

O dia foi marcado por prisões por crime eleitoral de "boca de urna", urnas substituídas, longas filas e até a morte de um eleitor.

Encerrou às 17h deste domingo (7) a votação do primeiro turno das eleições 2018. O dia foi marcado por prisões por crime eleitoral de "boca de urna", urnas substituídas, longas filas e até a morte de um eleitor na cidade de Valença, no interior do Piauí. Confira abaixo os principais destaques desta eleição:

Abstenções

No Piauí, o índice de abstenção teve uma queda em relação ao primeiro turno de 2014, quando foi registrada uma abstenção de 21,25%. Neste pleito, 15,75% dos eleitores não compareceram à votação nos colégios eleitorais.

Prisões

Teresina - Um indivíduo não identificado foi preso por realização de boca de urna na Unidade Escolar Pedro Conde, zona Leste de Teresina. O suspeito foi conduzido à autoridade policial para registro de termo circunstanciado de ocorrência.

Valença – O Exército foi solicitado pela 18ª Zona Eleitoral após a suspeita de compra de votos na avenida Professor João Soares, na cidade de Valença, interior do Piauí. Segundo informações preliminares, a tropa foi convocada a atuar na região sob a suspeita de compra de votos de um ex-deputado em apoio a um candidato local.

Picos – Foram apreendidos R$ 600 com santinhos, mas não houve prisão em flagrante. 

São Raimundo Nonato – Foram lavrados dois termos circunstanciados de ocorrência por crime de “boca de urna”, sendo que um dos suspeitos também foi indiciado pelo crime de desobediência.

Morro do Chapéu – Uma pessoa presa em flagrante pelo crime de “boca de urna” e porte ilegal de arma. 

Uma pessoa foi presa em Morro do Chapéu. (Foto: Divulgação/Exército Brasileiro)

Barras – Um homem foi conduzido à delegacia de Polícia Civil pelo crime eleitoral de “boca de urna”. De acordo com a PM, durante a abordagem o suspeito foi encontrado com vários "santinhos" e, dentro do veículo de sua propriedade, foi encontrada a quantia de R$ 4.930,00, vários blocos de santinhos, fichas e cópias de títulos de eleitores, talões de água e um extrato de saque no valor de R$ 10 mil. 

Homem é preso por fazer boca de urna em Barras. (Foto: Divulgação/PM)

Fronteiras - A Polícia Militar do Piauí prendeu, na madrugada deste domingo (07), um homem portando R$ 3 mil em notas de R$ 50,00 e vários santinhos de um candidato a deputado federal e uma candidata a deputada estadual. O material estava escondido dentro de um veículo modelo Gol. De acordo com a polícia, além dos santinhos dos candidatos e do dinheiro, no celular dele foram encontradas várias imagens e anotações de seções eleitorais e urnas do município de Fronteiras.

Eleitor morre em local de votação

Um eleitor morreu, na manhã deste domingo (07), enquanto aguardava sua vez de votar, no interior do Piauí. O caso aconteceu no município de Valença, dentro da Unidade Escolar Cônego Acilino, centro da cidade. Segundo informações do comandante da 2ª Companhia da Policia Militar, capitão Antônio Santos, o eleitor identificado como Lourival Mariano da Silva, de 70 anos, estava na fila de votação por volta das 11h manhã quando se sentiu mal.

Eleitor morreu dentro do local de votação em Valença. (Foto: Reprodução/Google)

Acidentes

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou dois graves acidentes nas rodovias federais que cortam o Estado do Piauí. O primeiro, registrado no fim da noite deste sábado (06), ocorreu na BR-230, no município de Floriano, que fica a cerca de 248 Km de Teresina. Um motociclista colidiu frontalmente com um ônibus. A vítima foi identificada pelas iniciais A.T.N.S, de 23 anos. 

O outro acidente também ocorreu na BR-230, na altura do município de Oeiras, nas primeiras horas da manhã deste domingo (07). De acordo com a PRF, dois carros colidiram frontalmente. As quatro pessoas que estavam envolvidas no acidente foram encaminhas para um hospital em Oeiras. 

Urnas substituídas

Dados computados pelo Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) apontam que durante o dia de votação foram registradas 62 ocorrências, destas, 54 foram substituição de urnas eletrônicas com defeito. As principais causas das ocorrências estão ligadas a falhas técnicas. Como por exemplo, problemas relacionados a impressões de comprovantes da urna ou relacionados a identificação de biometria do eleitor. Houve ainda algumas urnas que não ligaram ou apresentaram problemas no relógio interno, que deve estar sincronizada com o horário de Brasília. 

Ao todo, 54 urnas foram substituídas por defeito. (Foto: Reprodução)

Procurador impugna votos de seção eleitoral por violação de sigilo

No momento em que Pessoa votava vários repórteres teriam invadido o espaço restrito, "violando a formalidade essencial ao voto".

O procurador regional eleitoral no estado do Piauí, Patrício Noé da Fonseca, representando o Ministério Público Eleitoral, compareceu na tarde deste domingo (7) à Unidade Escolar Professor Antilhon Ribeiro Soares, no bairro Lourival Parente, zona sul de Teresina, para impugnar a votação da seção 486, da 2ª Zona Eleitoral, em razão do que ele considerou "violação do sigilo de votação" pelo candidato ao cargo de governador do Piauí pelo Solidariedade, José Pessoa Leal (Dr. Pessoa).

A impugnação foi feita pelo procurador com base em notícias veiculadas pela imprensa, segundo as quais Dr. Pessoa teria adentrado à cabina de votação na companhia do candidato Francineto Luz de Aguiar, o Frank Aguiar, que disputa uma cadeira no Senado Federal. 

Além disso, ainda de acordo com o procurador, no momento em que Pessoa votava vários repórteres teriam invadido o espaço restrito, "violando a formalidade essencial ao voto".

Segundo o procurador, essa violação dá ensejo a nulidade absoluta, como preveem os artigos 103, inciso II, 220, inciso IV; e 223, todos da Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral), bem como o artigo 91-A da Lei nº 9.504/97 (Lei das Eleições).

Durante a entrega do documento à presidente da mesa receptora, para o devido registro em ata, o procurador enfatizou que a impugnação não representava nenhum obstáculo ao transcurso normal da votação na seção eleitoral e que os trabalhos poderiam seguir normalmente.

“Não houve prejuízo aos trabalhos considerando que só posteriormente a impugnação será apreciada e julgada pela presidência da Junta Apuradora, nos termos do artigo 223, do Código Eleitoral”, enfatizou.

A assessoria de comunicação do candidato do Solidariedade informou que até o momento não foi notificada oficialmente sobre a impugnação, e ressaltou que Dr. Pessoa lamenta o episódio.

A coligação "Mudar para cuidar da nossa gente" ressaltou que o candidato não pode ser responsabilizado pelo fato de outras pessoas terem invadido o espaço reservado da cabina de votação, sendo, portanto, a pessoa mais prejudicada com o incidente.

Eleitores em trânsito podem justificar ausência até às 17h

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral precisam informar à Justiça Eleitoral o motivo de não terem votado

Nove aeroportos da Infraero - Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia – estão com postos de justificativa de ausência à urna para atender os eleitores que estiverem em trânsito e não puderem participar do primeiro turno das eleições. As unidades dos tribunais regionais eleitorais vão funcionar no mesmo horário da votação, das 8h às 17h.

Os eleitores que estiverem fora do seu domicílio eleitoral precisam informar à Justiça Eleitoral o motivo de não terem votado. Essa justificativa deve ser feita em um formulário - Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE) -, que deve ser preenchido e entregue no dia da eleição.

Esse formulário é distribuído gratuitamente nos cartórios eleitorais, nos postos de atendimento ao eleitor, no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas páginas dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e nos locais de votação ou de justificativa.

Eleitores que estão fora do domicílio eleitoral justificam a ausência na votação em um posto localizado em um shopping no centro de Brasília.

Para justificar a ausência, o eleitor deverá saber o número do seu título de eleitor e apresentar um documento oficial de identificação. Cada turno conta como uma eleição.

Além dessas unidades em aeroportos, os tribunais regionais instalaram postos de justificativa em vários pontos do país. Em um shopping em Brasília, um dos locais mais procurados pelos eleitores em trânsito, a unidade já estava cheia na primeira hora de funcionamento.

“Cheguei às 8h15. Foi tudo muito tranquilo”, contou a servidora pública Camila Victor Arruda. Morando há três anos na capital, Camila ainda não tinha transferido o título do Ceará. “Como eu não ia votar não me envolvi muito nos debates e nas propostas, mas esta é uma eleição complicada com muitas divisões entre as pessoas”, avaliou.

Presidente de Mesa pela segunda vez, Paulo Henrique Vaz Santos Soares disse que, este ano, o sistema está mais ágil e as pessoas mais informadas. “A maioria chega aqui muito bem orientada, sabendo o que precisa fazer”, disse.

O farmacêutico Vladmir Ferreira Júnior precisou de ajuda. “Me orientaram muito bem e tudo foi muito tranquilo e rápido. As coisas estão muito organizadas aqui”, elogiou o eleitor que está em trânsito a trabalho.

O eleitor que não apresentar a justificativa no dia do pleito terá que preencher o formulário "pós eleição" que deverá ser entregue em um cartório eleitoral ou enviado ao juiz da zona eleitoral na qual é inscrito. Nestes casos, o prazo é de até 60 dias após cada turno da votação. Junto com o requerimento é preciso apresentar documentação comprobatória da impossibilidade de comparecimento à votação.

Haddad diz que espera segundo turno mais civilizado e acena para Ciro e Marina

Haddad decidiu colocar em marcha desde já um plano de aproximação com candidatos da chamada centro-esquerda

O candidato do PT ao Planalto, Fernando Haddad, afirmou neste domingo (7) que espera um segundo turno "mais civilizado" contra seu principal adversário, Jair Bolsonaro (PSL), e aproveitou para fazer acenos a outros candidatos, como Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB).

"Estou esperançoso de que teremos um segundo turno muito mais civilizado do que tivemos no primeiro. Tenho o maior respeito pelos que concorreram, sobretudo com aqueles com quem trabalhei. Com a Marina, com o Ciro Gomes, com o Meirelles, no governo Lula. Tenho maior respeito e admiração pelo trabalho que eles realizaram", declarou Haddad após votar em São Paulo.

"Mas quero dizer que vamos ampliar para além dos partidos, a nossa aliança, para brasileiros e brasileiras, independentemente de partidos, que queiram contribuir para a reconstrução democrática do país", completou.

Foto: Folhapress

Como mostrou a Folha de S.Paulo neste domingo (7), Haddad decidiu colocar em marcha desde já um plano de aproximação com candidatos da chamada centro-esquerda, para tentar ampliar sua aliança em um eventual segundo turno e impedir o avanço da onda em apoio a Bolsonaro, inclusive nesse campo.

A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada neste sábado (6), mostra o capitão reformado com 40% dos votos válidos, contra 25% de Haddad e 15% de Ciro. Marina e Meirelles aparecem com 3% e 2%, respectivamente.

O herdeiro do ex-presidente Lula disse ainda que "entende a ansiedade" de Bolsonaro de tentar "liquidar a eleição no primeiro turno", já que, na sua avaliação, o candidato do PSL não tem repertório para debater propostas em uma disputa de confronto direto.

"O Brasil está correndo um grande risco desnecessário de colocar abaixo as conquistas dos últimos 30 anos. E nós temos condições de esclarecer isso nas próximas três semanas, se Deus nos ajudar a chegar ao segundo turno", disse o petista.

Haddad foi recebido com protesto de alguns moradores ao lado da escola em que vota, em Moema, região nobre de São Paulo.

Após perceberem sua chegada, pessoas saíram às varandas de pelo menos dois prédios vizinhos e começaram a bater panelas, em um tipo de manifestação que ficou marcada como oposição à presidente Dilma Rousseff na época do impeachment.

Militantes do PT que aguardavam Haddad em frente à escola responderam. O candidato classificou os protestos de "normal", contanto que seja "pacífico".

Temer e presidenciáveis votam nas primeiras horas do dia

Os candidatos votam em diferentes regiões do País.

Os candidatos a presidência do Brasil escolheram as primeiras horas do dia para votarem. Confira a seguir: 

O candidato do Pode à Presidência da República, Álvaro Dias, votou na manhã de hoje (7), no Colégio Mãe de Deus, em Londrina, no Paraná. 


Foto: Reprodução/ Antonio Cruz/ Agência Brasil


Candidato à Presidência pelo Patriota e evangélico que fez de "Glória a Deus" seu slogan eleitoral, o deputado Cabo Daciolo diz que um "avivamento" lhe dará 51% dos votos neste domingo, disse ele após votar no Rio de Janeiro. 

O candidato Cabo Daciolo chega para votar no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro Foto: Reprodução/ Fabiano Rocha 

O candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), votou pela manhã em Fortaleza. Na chegada à zona eleitoral, Ciro foi recebido por sua neta Maria Clara e disse estar confiante de ir ao segundo turno das eleições. 

Foto: Reprodução/Luciana Amaral

Fernando Haddad, candidato a Presidente do Brasil pelo PT, vota na Brazilian International School, na zona sul de São Paulo (SP). 

Foto: Reprodução/Folhapress

O candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) votou às 10h40 no Colégio Santo Américo, bairro do Morumbi na capital paulista. Ele chegou acompanhado do candidato ao governo de São Paulo, João Doria, da esposa, dos filhos e de apoiadores.



Foto: Reprodução/Sebastiao Moreira/EFE/Direitos reservados/Agência Brasil

Candidato à presidência da República pelo PSOL, Guilherme Boulos votou pela manhã na PUC, em Perdizes, em São Paulo (SP). 

Foto: Reprodução/Futurapress

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, durante sua votação em um colégio militar no Rio de Janeiro, neste domingo,no primeiro turno das Eleições 2018. 

Foto:Reprodução/Folhapress

O candidato à Presidência da República pelo PPL, João Goulart Filho, votou hoje (7) pela manhã, em uma escola infantil em Brasília.Segundo ele, caso não siga para o segundo turno, na próxima terça-feira (9) haverá uma reunião partidária para definir quem a legenda apoiará na disputa do dia 28.

Foto: Reprodução/Marcello Casal jr/Agência Brasil

A candidata da Rede à Presidência, Marina Silva votou no Acre. Em sua terra natal, a candidata que começou com 16% de intenção de voto nas pesquisas e caiu para 3% no Datafolha divulgado neste sábado (6), chegou para votar acompanhada do marido, Fábio, e de uma das seis irmãs, Maria de Jesus. Na porta da seção, militantes da Rede aguardavam a candidata.


Foto: Reprodução/Folhapress

Quem também já votou foi o presidente Michel Temer. O atual presidente do Brasil votou no início desta manhã no colégio Santa Cruz, na zona oeste da capital paulista. Após depositar seu voto na urna eletrônica, Temer disse à imprensa que está “otimista” com o exercício democrático. 

Foto: Reprodução/Marcos Correa/PR

06 de outubro de 2018

“A única preocupação nossa é faltar energia”, diz presidente do TRE

Para não atrasar o dia de votação e a apuração dos votos, o tribunal conta com baterias extras para as urnas

Faltando menos de 24 horas para o início das eleições 2018, a única preocupação do Tribunal Regional Eleitoral é uma possibilidade de faltar energia, segundo o presidente do TRE Sebastião Rodrigues Martins. “Essa é a nossa preocupação, mas estamos preparados com baterias extras. A falta de energia poderá atrasar a votação e a apuração [em alguns casos].

Foto: Arquivo/O DIA

O Tribunal Superior Eleitoral enviou para o Piauí 2.300 baterias e o TRE também comprou aproximadamente 600 baterias. “Estão disponíveis 11.500 urnas com reserva suficiente. Mesmo que falte energia vai ter urna e bateria suficiente para suprir”, assinala.

O TRE também realiza, durante o domingo de eleição, auditoria nas urnas eletrônicas para verificar a confiabilidade do procedimento e a lisura do resultado.

Intertítulo: 1.673 urnas saíram do TRE neste sábado (6)

Na manhã deste sábado (5) foram transportadas 1.673 urnas para suas respectivas zonas eleitorais. O procedimento para saída das urnas do Tribunal Regional Eleitoral começou ainda na sexta-feira (5), quando os caminhões começaram a ser preparados para a logística e saída na manhã deste sábado (6).

Após esse processo de transporte, feito caminhões-baú e carros pequenos, são instaladas as seções eleitorais nos endereços correspondentes. Ao todo, no Piauí, são 11.529 urnas.

Para evitar invasão de hackers, TRE “desliga” internet a partir das 18h

O procedimento, na verdade, consiste na separação entre a rede intranet e internet, de modo que as páginas sejam acessadas apenas pela rede interna


O presidente do TRE, Sebastião Ribeiro Martins, diz que a medida é uma determinação do TSE (Foto: Elias Fontinele/ODIA)

Para que a eleição e a apuração do resultado das eleições deste domingo (7) ocorra sem nenhum tipo de ameaça, como a invasão de hackers, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) orientou os TREs de todo o país a fazer um procedimento de separação entre a internet e a rede interna hoje (6) a partir das 18h. Nos tribunais, o acesso a algumas páginas só ocorrerá a partir da intranet, que é uma rede interna que conecta tribunais regionais e o TSE.

O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-PI, Rosenberg Maia, explica que a medida é uma proteção.

“A internet não é desligada, é apenas separada da rede interna. Nós temos duas redes, que a gente chama internet, que é a rede mundial de computadores, e a rede interna. Existe a internet, a pessoa pode acessar o site do TSE e consultar alguns serviços, todos não estarão disponíveis, apenas aqueles essenciais para o funcionamento da eleição”, explica.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Sebastião Ribeiro Martins, a ideia é dificultar essa invasão para que ela não aconteça.

“Pra evitar hackers, o Tribunal Superior Eleitoral determinou a todos os tribunais a desligar a internet. Ficará funcionando apenas a intranet. Está comprovado que em toda eleição, na véspera, existem ataques virtuais para inutilizar o site do TSE. Existe a informação de que até gente de fora do país tentará entrar [no sistema]”, esclarece.

TRE realiza auditoria em urnas para verificar confiabilidade da votação

A validade da urna eletrônica tem sido questionada, mas magistrados afirmam que nunca foi verificada fraude no processo


O sorteio das urnas eletrônicas que serão auditadas (Foto: Elias Fontinele/ODIA)

Nas eleições deste ano, a validade da urna eletrônica está sendo muito questionada, inclusive por candidatos. Pensando nisso, a Justiça Eleitoral desenvolve estratégias para comprovar a confiabilidade da urna eletrônica. Uma delas é a conhecida votação paralela, hoje chamada de auditoria da urna eletrônica. Realizada em todo o país, essa auditoria consiste na simulação de uma eleição, com sorteio de seis urnas (realizado na manhã deste sábado, 6), que serão auditadas.

Das seis urnas sorteadas, três serão levadas para a Comissão sob escolta da Polícia Federal para a auditoria e três serão auditadas no próprio local de votação amanhã (7). A votação será registrada e filmada. As urnas que serão levadas para o plenarinho da Assembleia Legislativa serão substituídas por outras, previamente preparadas para a eleição dentro dos padrões de segurança. Neste caso, ainda, a apuração da urna será comparado com voto em cédulas, para verificar a validade da votação.

O juiz José Vidal, que é presidente da comissão de Votação Paralela, esclarece que a intenção é verificar, por amostragem, o correto funcionamento das urnas eletrônicas. “Não entendemos bem o funcionamento da urna e parece algo assustador. Isso já aconteceu em outras eleições e nunca foi verificado nenhum tipo de fraude”, pontua o magistrado.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), desembargador Sebastião Ribeiro Martins, defende a confiabilidade da urna eletrônica. “É um produto brasileiro. Hoje 25 países do mundo já adotam a urna eletrônica. Nos EUA, 11 estados adotam a urna eletrônica. A cada ano, ela é mais aperfeiçoada tecnologicamente, com o uso de criptografia e o sistema de apuração é totalmente seguro”, relata.

O procurador eleitoral Patrício Noé da Fonseca reforça que a auditoria é feita para dar transparência e publicidade aos procedimentos da Justiça Eleitoral. “Para que o eleitor tenha confiança e saiba que a Justiça atua com total credibilidade, transparência e isenção. Não tem nada de mistério, não tem nada de secreto nas urnas”, destaca. 

“Quem furar o bloqueio vai ser pego”, diz procurador sobre compra de votos

A PRF apreendeu R$ 100 mil em um carro na BR-343 na noite de ontem (05); às vésperas da eleição, crimes eleitorais tendem a se intensificar.

Após a apreensão de R$ 100 mil pela Polícia Rodoviária Federal durante Operação Eleições 2018, a vigilância dos órgãos de segurança é total. O procurador eleitoral Patrício Noé da Fonseca afirma que os órgãos de segurança estão atentos aos crimes eleitorais, em especial compra de votos, já que na véspera das eleições esses casos tendem a se intensificar. Segundo ele, “quem furar o bloqueio vai ser pego”.

No caso ocorrido ontem, o candidato envolvido já estava sendo investigado. “Esse e muitos outros já são investigados”, afirma Patrício Noé. O processo de investigação está em andamento e a identidade dos envolvidos ainda não pode ser revelada. O dinheiro pode servir para compra de votos ou caixa 2, segundo o procurador. "Tanto um como o outro, é ilegal. Pode ser outra coisa também e por isso a gente não pode revelar [os nomes]", afirma.

O procurador eleitoral Patrício Noé da Fonseca (Foto: ODIA)

Esses crimes não são uma novidade, de acordo com o magistrado. Os órgãos de segurança também estão atentos a transporte de dinheiro por avião, helicóptero, navios etc.

ENTENDA O CASO

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) interceptou um veículo que transportava cerca de R$ 100 mil reais para o interior do Piauí. O dinheiro estava sendo transportado por um jovem de 25 anos que viajava como passageiro em um taxi. A apreensão ocorreu no Km 333 da BR-343, na noite desta sexta-feira (05), em Teresina. 

De acordo com a PRF, o veículo seguia com destino a cidade de Piripiri. O acusado se apresentou como proprietário do dinheiro e informou que a quantia correspondia ao pagamento de uma transação comercial, no entanto, ele não conseguiu comprovar a origem.

 

Foto: Divulgação/PRF

 Segundo os agentes que fizeram a abordagem, a desconfiança ficou maior pois o suspeito foi flagrado mantendo contato com um candidato, informando a sua localização e que o dinheiro havia sido apreendido. 

A PRF não informou a identidade do candidato e nem para qual cargo está concorrendo. A ocorrência foi encaminhada para a Polícia Federal de Teresina, para que a investigação fosse realizada. Esta, por sua vez, disse que confirma a ocorrência, mas que não irá se manifestar por conta das investigações.

Candidatos apostam em caminhadas e carreatas no último dia de campanha

A ideia dos candidatos é que no corpo a corpo, o voto de indecisos sejam conquistados nesta reta final

Os candidatos ao governo do Piauí vão intensificar os atos de campanha nesse sábado (6). A proposta é dialogar com os eleitores, principalmente com aqueles que se declaram indecisos, a fim de convencê-los de suas propostas e conseguir angariar votos horas antes das eleições, que acontecem neste domingo (7).

Este sábado (6), de acordo com a Justiça Eleitoral, é o último dia permitido para a propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 e as 22 horas. Também é o último dia, até as 22 horas, para a distribuição de material gráfico e a promoção de caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos.

Por isso, a manhã e a tarde serão de atos na Capital. O candidato Elmano Férrer (PODEMOS), por exemplo, realizará uma carreata no turno da tarde em todas as zonas da cidade; Luciane Santos (PSTU) terá agenda com apoiadores; Romualdo Seno (DC) fará uma carreata em 10 bairros na cidade de Parnaíba, seu local de votação; Sueli Rodrigues (PSOL) fará uma caminhada pelo Centro de Teresina pela manhã e uma caminhada a tarde.

“Passamos toda a campanha apresentando, nos espaços que tivemos, apresentando um programa de governo que rompa com o atual modelo econômico, e ao mesmo tempo denunciamos que desta falsa democracia não virão as mudanças necessárias para melhorar a vida do povo pobre e trabalhador”, pontuou Luciane Santos.

O candidato do PSL, Fábio Sérvio, aproveitará o último dia para gravar vídeos para as redes sociais, mas fará também uma passeata, no sábado a tarde, na ponte Estaiada; Lourdes Melo (PCO) fará campanha em espaços públicos da Capital; Luciano Nunes (PSDB) tem uma caminhada pela manhã e no final da tarde promove uma carreata na zona Leste.

“Nessa reta final vamos agradecer o apoio que recebemos durante toda a campanha. Os debates foram muito importantes, crescemos muito, mas nossa aposta é deixar uma última mensagem para que está nos apoiando e disseminando ainda mais nossas propostas nesses últimos momentos”, ressaltou Fábio Sérvio.

Wellington Dias realiza caminhadas na zona Sudeste da capital. O DIA também entrou em contato com a assessoria de imprensa dos candidatos, Dr. Pessoa (SD) e Valter Alencar (PSC), mas não recebemos o retorno até o fechamento desta matéria.

05 de outubro de 2018

TRT Piauí inaugura novo prédio com 11 mil metros quadrados

Durante evento, também foi concedida a Comenda do Mérito Judiciário do Trabalho a personalidades que prestaram relevantes serviços à Justiça.

O Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região – Piauí inaugurou na noite desta sexta-feira (5) sua nova sede, que reunirá em um mesmo local todos os órgãos administrativos e jurisdicionais de primeiro e segundo graus com atuação em Teresina – incluindo as quatro Varas de Trabalho da capital.

Situada na Avenida João XXIII, bairro Noivos, número 1460, a nova sede do TRT Piauí tem 11 mil metros quadrados de área construída e 11 andares, tendo custado cerca de R$ 67 milhões.

O presidente do TST, ministro João Batista Brito Pereira (Foto: Jailson Soares / O DIA)

Além do presidente do TRT, desembargador Giorgi Alan Machado Araújo, e demais magistrados da Justiça do Trabalho do Piauí, a solenidade ainda contou com a presença do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro João Batista Brito Pereira, e do ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho.

O ministro Brito Pereira enfatizou que o novo prédio deve melhorar significativamente a qualidade do atendimento oferecido pelo tribunal regional à sociedade piauiense. 

O presidente do TRT Piauí, desembargador Giorgi Alan Machado Araújo (Fotos: Jailson Soares / O DIA)

"É uma obra muito interessante, bonita, bem construída. São instalações dignas de um tribunal federal, que é o TRT da 22ª Região, com jurisdição no estado do Piauí. E é importante destacar não só a qualidade das instalações, mas também a melhoria das condições de trabalho, bem como o conforto para os advogados e para as partes. Enfim, tudo é muito positivo na conclusão e inauguração deste edifício", afirmou.

O presidente do TST também falou que o grande desafio da Justiça do Trabalho no país continua sendo "julgar rápido, julgar bem e fazer tudo para que as sentenças sejam cumpridas, garantir a efetivação das sentenças".

"A Justiça do Trabalho tem dado uma boa resposta à sociedade, reduzindo o tempo de tramitação do processo, procurando desenvolver ferramentas para buscar patrimônios dos devedores trabalhistas, para efetivar a execução, de modo que esses são desafios diários que nós estamos cumprindo graças à abnegação dos magistrados e dos servidores", acrescentou.

Valmir Miranda e outras personalidades recebem Comenda do Mérito Judiciário do Trabalho

Durante a inauguração do novo prédio da Justiça do Trabalho no Piauí, também ocorreu a entrega da Comenda da Ordem Piauiense do Mérito Judiciário do Trabalho.


O desembargador Fausto Lustosa Neto foi quem propôs a concessão da Comenda do Mérito Judiciário do Trabalho a Valmir Miranda (Fotos: Jailson Soares / O DIA)


Foram homenageadas autoridades e personalidades que se destacaram no Direito do Trabalho ou que prestaram relevantes serviços à Justiça. 

O diretor-presidente do grupo O DIA de Comunicação, Valmir Miranda, foi um dos que receberam a deferência, no grau comendador, em reconhecimento ao seu empenho para a criação e institucionalização da pesquisa na Universidade Federal do Piauí, há cerca de quatro décadas, bem como por sua contribuição para a instalação da Universidade Estadual do Piauí, e, mais recentemente, pela inauguração do Theresina Hall, que se tornou um importante espaço para a cultura local. 

"Fico muito feliz com esta homenagem. É muito bom quando você é reconhecido pelos seus trabalhos, sobretudo por esta homenagem vir de uma instituição tão importante para a sociedade piauiense, que é o TRT Piauí", afirmou Valmir Miranda.

Os agraciados foram indicados pelos desembargadores do TRT-PI, integrantes do Conselho da Ordem, e tiveram os nomes aprovados pelo tribunal pleno.

A Ordem Piauiense do Mérito Judiciário do Trabalho foi criada pela Resolução Administrativa nº 10/2000 e é constituída por quatro graus (grã-cruz; grande oficial; comendador e oficial).

Ministro diz que reforma trabalhista aprovada em 2017 é retrocesso

O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, um dos homenageados com a comenda, fez duras críticas à reforma trabalhista, aprovada no ano passado.


O ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho (Foto: Jailson Soares / O DIA)


"É uma reforma que se constituiu num retrocesso. Obviamente, ninguém descura que era necessária uma revisão na legislação, mas uma revisão que privilegiasse, sobretudo, o direito coletivo, sem restringir o acesso dos trabalhadores ao Poder Judiciário, que foi o que ocorreu. Trata-se de uma relação jurídica assimétrica, em que há uma subordinação econômica muito estampada. Os trabalhadores já se sentem constrangidos, e o papel da Justiça do Trabalho é equilibrar essas relações. Não é uma relação parcial, mas é a lei que promove, e eu acredito que a lei se excedeu [...] Quando se fala, por exemplo, num contrato intermitente, a meu juízo não existe mais nenhuma garantia constitucional assegurada aos trabalhadores", avalia Luiz Philippe.

O ministro do TST também citou como retrocesso a liberação da terceirização irrestrita, que foi aprovada por 7 votos a 4 pelo Supremo Tribunal Federal, no último dia 30 de agosto.

"Numa terceirização irrestrita, você, praticamente, retirou a identidade de pertencimento de todos os trabalhadores, o que vai levar a um patamar salarial muito baixo e a uma desproteção muito alta. Mas como isso atinge a sociedade, atinge as pessoas, eu não sei se isso vai durar por muito tempo. Eu acho que para toda ação vem uma reação", afirmou o ministro do TST.

Lista completa de homenageados:

TSE falha no combate a fake news na campanha de primeiro turno

Fake news proliferaram durante a campanha, muitas delas distribuídas pelos canais de comunicação instantânea.

O conselho consultivo sobre internet e eleições criado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) não apresentou resultados efetivos no combate a proliferação de notícias falsas até o fim do primeiro turno da campanha.

Formado por integrantes da Justiça Eleitoral, do governo federal, do Exército e da sociedade civil, o conselho se reuniu sete vezes para, basicamente, discutir o que é fake news e quais medidas poderiam ser tomadas para evitar sua disseminação.

As fake news proliferaram durante a campanha, muitas delas distribuídas pelos canais de comunicação instantânea. 


Os eleitores do candidato Jair Bolsonaro estão entre os que mais disseminaram notícias falsas (Foto: Divulgação)


Pesquisa do Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros tem conta em algum desses serviços, para conversa com familiares e amigos, sendo um fator importante para a decisão do voto.

O grupo do TSE foi criado em dezembro, no fim do período de ministro Gilmar Mendes na presidência. O órgão tornou-se uma bandeira da gestão do ministro Luiz Fux, sucessor de Mendes. Ele permaneceu à frente do tribunal de fevereiro a agosto de 2018, quando Rosa Weber assumiu o cargo.

Não saiu do papel, por exemplo, a promessa de regulamentação de resoluções do TSE para que o tribunal pudesse gerenciar o cenário de fake news.

A resolução poderia criar normas de organização e procedimento, como solicitar ao Facebook examinar se determinado conteúdo está sendo explorado por perfis falsos, proibir sites que usam mineração de dados de fazer propaganda eleitoral ou determinar regras sobre como deve ser a propaganda na internet.

Por não ter sido normatizada, a fake news é tratada como propaganda irregular pelo TSE –até agora o conselho consultivo não foi acionado pelos ministros. 

Na quarta (3), o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, acusou a campanha de Jair Bolsonaro (PSL) de distribuir nas redes sociais informações falsas e vulgares contra sua família para prejudicá-lo na corrida presidencial.

Segundo um meme que viralizou no Facebook, Haddad teria dito que caberia ao governo decidir sobre o gênero de crianças. Não há registros, porém, de que o petista tenha feito essa afirmação, conforme mostrou o Folha Informações, serviço de checagem do jornal.

Outra fake news distribuída pelos aplicativos diz que votar apenas para Presidente da República e escolher a opção branco para os demais cargos em disputa nesta eleição faz com que o voto do eleitor seja classificado como "parcial" e, por essa razão, seja anulado.

Segundo o Datafolha, a taxa dos que pretendem votar em Bolsonaro para presidente e que compartilham conteúdo político pela mais rápida delas, o WhatsApp, é o dobro da verificada entre os eleitores de Haddad (40% contra 22%, respectivamente).

O PT de Haddad, no entanto, está entre os quatro partidos que não assinaram com o TSE um termo de compromisso de combate a notícias falsas. O documento foi firmado em junho

Segundo a assessoria do tribunal, das 35 legendas registradas, quatro estão fora do compromisso –além do PT, as demais são PCO, PSTU e PTC. O PSTU, porém, diz que assinou o documento.

Esse acordo anunciado pelo TSE não estabelece diretrizes, é genérico, ressaltando apenas que as legendas iriam colaborar contra a disseminação de notícias falsas.

Segundo o tribunal, até quarta-feira (3) foram identificados 19 processos (representação por irregularidade na propaganda) que tramitam ou tramitaram no tribunal com a temática de notícia falsa.

Segundo o secretário-geral do TSE, Estêvão Waterloo, apesar da falta de resultados práticos, a atuação do conselho é positiva.

"Fizemos exaustivo trabalho antecipado de esclarecimento com manuais e páginas e o que poderia ser entendido como conceito de fake news, lei eleitoral que prevê punição", afirmou.

Segundo a assessoria de imprensa do TSE, as ações até agora "tiveram o condão de pautar o debate e construir alianças que possibilitaram aos atores envolvidos adotar iniciativas autônomas para frear a disseminação de conteúdos nocivos. Podemos citar o exemplo das plataformas tecnológicas, que embutiram mecanismos de prevenção às fake news, e os veículos de comunicação, que criaram suas próprias ferramentas de fact-checking".

Para Cristina Tardáguila, diretora da Agência Lupa, de checagem de fatos, "a única instância que efetivamente combateu as notícias falsas na velocidade em que elas precisam ser combatidas foi a imprensa, mais especificamente os checadores de fatos profissionais".

Em junho, o TSE assinou também memorandos de entendimento com Google e Facebook, além de entidades representativas de mídia.

O Facebook diz que tem trabalhado com acadêmicos e agências de verificação de fatos para reduzir a disseminação de conteúdos enganosos e dialogado com autoridades eleitorais. "Também trouxemos para o Brasil nossas ferramentas de transparência de anúncios políticos, permitindo que as pessoas identifiquem propaganda eleitoral na plataforma", informou.

De acordo com o Google, o memorando com o TSE foi "importante marco" no compromisso multissetorial "com iniciativas para combater a desinformação".

"Desde setembro, é possível acompanhar as últimas notícias e atualizações do TSE diretamente no aplicativo Google Notícias", disse a empresa por meio de nota.

O WhatsApp disse que brifou o TSE sobre como o aplicativo é um mensageiro de mensagens privadas e o funcionamento da criptografia de ponta a ponta.

O aplicativo promoveu outras mudanças para combater fake news, mas que não são associadas ao TSE, como adicionar um marcador para avisar aos usuários quando uma mensagem recebida não foi criada pela pessoa que a enviou ou limitar o encaminhamento de mensagens para evitar comportamento de spam.

O Twitter informou que mantém diálogo constante com as autoridades eleitorais brasileiras, "como faz em todo o mundo" e que apoia as campanhas e outras ações de comunicação da Justiça Eleitoral. 

TRE-PI libera eleitor para usar camisa de candidato no dia da eleição

Eleitor poderá votar utilizando camisa de candidato desde que a manifestação seja individual, espontânea e silenciosa.

Em decisão unânime nesta sexta-feira (05), a corte do Tribunal Regional Eleitoral do Piauí acompanhou o parecer do Procurador Eleitoral, Patrício Noé da Fonseca, determinou que será permitido durante o dia de votação, no próximo domingo (7), ao eleitor fazer uso de camisa com alusão ao seu candidato, desde que a manifestação seja individual, espontânea e silenciosa. No entanto, continua proibida a distribuição de camisas e outros materiais considerados como propaganda eleitoral no dia da eleição.

TRE-PI libera eleitor para usar camisa de candidato no dia da eleição. (Foto: Divulgação/TRE)

A recomendação será publicada imediatamente e comunicada a todos os juízes eleitorais, promotores e partidos políticos do Estado. A questão de ordem foi levantada pelo presidente do TRE-PI, o desembargador Sebastião Ribeiro Martins para acabar com a dúvida de se o eleitor pode ou não comparecer às urnas com camiseta com o nome do seu candidato.

“Será permitido ao eleitor fazer livremente uma manifestação individual, espontânea e silenciosa. O que não pode é ele comparecer em grupo, com aglomeração, mas sozinho ele pode ir com qualquer camiseta, de short, com qualquer bandeira, sem nenhum impedimento”, afirmou o presidente do TRE-PI. Ressaltando ainda que o eleitor deve se manifestar individualmente.

Partido expulsa candidato a deputado preso por porte ilegal de armas

O Democracia Cristã (DC) justifica que não tolera qualquer prática ilícita de nenhuma pessoas que faça parte do seu quadro de filiados.

Às vésperas das eleições, o Democracia Cristã (DC) oficializou a expulsão de Jofran Santos Moura, ex- candidato a prefeito de Dom Expedito Lopes e candidato da sigla a deputado federal, preso recentemente em flagrante na cidade de Picos por porte irregular de arma de fogo e posse de drogas.

O presidente do partido e candidato a governador, Romualdo Seno, comunicou à imprensa que, embora Jofra aguarde por uma decisão da Justiça, o Democracia Cristã não tolera qualquer prática ilícita de nenhuma pessoa que faz parte do seu quadro de filiado, e que nesses casos, sempre adota punições rígidas.

“Ele foi imediatamente expulso do partido, pois não aceitamos isso. Que isso sirva de exemplo para qualquer filiado, se quiser estar na Democracia Cristã, seja rigoroso com a lei em todos os aspectos. Se qualquer pessoa tiver processo, será imediatamente expulsa, porque eu não aceito que desrespeitem a lei”, afirma Romualdo.

No final de setembro, o Partido Republicano Progressista (PRP) também notificou os diretórios municipais da sigla por conta do descumprimento do estatuto partidário em relação às suas candidaturas. Segundo o presidente estadual da legenda, Laércio Borges, os filiados que estiverem apoiando publicamente candidatos de outras coligações sofrerão processo de expulsão.

04 de outubro de 2018

Wilson divide palanque com Dr. Pessoa em evento organizado por Jeová

Presidente da Câmara Municipal de Teresina, que é coordenador da campanha de Dr. Pessoa, também apoia a candidatura do ex-governador Wilson Martins (PSB) ao Senado Federal.

Na noite desta quarta-feira (3), em evento realizado numa quadra de esportes de uma escola particular no centro de Teresina, o presidente da Câmara Municipal, vereador Jeová Alencar (PSDB), reuniu lideranças comunitárias de vários bairros da capital e reafirmou seu apoio à candidatura de Dr. Pessoa (Solidariedade) ao Governo do Estado.

Jeová é um dos coordenadores da campanha de Pessoa, que lidera a coligação "Mudar para cuidar da nossa gente". E, em sua reunião, chamou a atenção a presença de dois candidatos ao Senado por outras coligações distintas - Wilson Martins (PSB) e Antônio José Lira (PSL).

O ex-governador Wilson Martins, que também é apoiado por Jeová Alencar, ficou lado a lado de Dr. Pessoa, numa clara demonstração de que as oposições estão, de fato, dispostas a seguirem unidas num eventual segundo turno da disputa pelo Palácio de Karnak.

Ao final do encontro, Jeová disse estar convicto de que Dr. Pessoa terá uma votação excepcional e que haverá segundo turno. 

“Foi uma reunião muito bonita, que confirmou que o povo quer mudança. Veja, faltando apenas três dias para as eleições e o povo atendeu ao nosso chamamento e compareceu em peso a essa grande reunião. Estamos muito felizes com a resposta da população de Teresina e de todo o Piauí e acreditamos firmemente que haverá segundo turno”, afirmou Jeová Alencar.

O candidato do Solidariedade fez um balanço de sua jornada pelo estado nas últimas semanas, e disse que sentiu no corpo a corpo com os eleitores uma grande receptividade, que, segundo ele, deve ser confirmada nas urnas, no próximo domingo.

“Eu me sinto feliz e honrado vendo os teresinenses abraçando, assim, a vontade de mudança. Esse sentimento, que eu vejo aqui nessa reunião no centro da capital do Piauí, eu vivenciei por todo o estado. De Cristalândia a Cajueiro da Praia, ou seja, do extremo sul ao norte do Piauí, nossa campanha foi acolhida pelo povo, e estou confiante que a vontade do povo será soberana”, afirmou Pessoa.

Jeová também comentou a presença de Wilson no palanque reservado a Dr. Pessoa, nesta reta final da campanha. “A presença do Dr. Wilson no nosso palanque mostra a civilidade da prática política desse homem, e mostra também, claramente, a união das oposições por um Piauí melhor. O momento é decisivo e tanto o povo quanto a classe política está ciente disso”, observou o presidente da Câmara de Teresina.

Lira já esteve em outros evento com Dr. Pessoa em Teresina e no interior

Já o ex-vereador Antônio José Lira, também candidato ao Senado, já esteve em eventos de campanha de Dr. Pessoa em várias outras ocasiões, embora seu candidato ao governo seja o empresário Fábio Sérvio (PSL).

Na primeira ocasião em que Lira foi a um evento de Pessoa, Sérvio e o ex-vereador chegaram a conceder uma entrevista coletiva para explicar o episódio. Na ocasião, o candidato ao Senado ressaltou que havia sido convidado para o evento por Jeová, com quem mantém uma grande amizade, enquanto Sérvio deixou claro que não se incomodava com a presença do seu correligionário no evento de outro candidato, e lembrou que a intenção das oposições é seguirem unidas no segundo turno.

Em Teresina, Amoêdo critica polarização entre PT e Bolsonaro

Candidato do partido Novo também defendeu a privatização de estatais e disse que Estado atua mal nas áreas essenciais, como saúde, educação e segurança.

O candidato à Presidência da República pelo partido Novo, João Amoêdo, escolheu a cidade de Teresina para realizar alguns dos últimos atos de campanha antes do primeiro turno das eleições deste ano.

Ele desembarcou na capital por volta das 14h30 desta quinta-feira (4), no Aeroporto Petrônio Portella, de onde se deslocou em carreata até um hotel situado na Avenida Frei Serafim. 

Em entrevista coletiva, o presidenciável fez duras críticas à polarização entre os dois candidatos que estão à frente nas pesquisas de intenções de voto - Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).


O candidato à Presidência da República pelo Novo, João Amoêdo (Foto: Jailson Soares / O DIA)


Para Amoêdo, a maioria das pessoas que pretendem votar nesses dois nomes não são motivados pela convicção política, mas sim por conta dessa polarização. 

"A eleição começou a polarizar muito e muita gente passou a ter o voto do medo e o voto da revolta. Os dois candidatos que estão na frente são, exatamente, os candidatos que têm os maiores índices de rejeição. O que está determinando o voto é muito mais a rejeição do que o apoio. Quem vota no Haddad, em boa parte, vota por rejeição ao Bolsonaro, e quem vota no Bolsonaro, em grande parte, vota por rejeição ao PT. É isso o que a gente tem que combater, porque o que a gente precisa para mudar o país é ter propostas, ter ideias e pensar no dia seguinte", afirmou o candidato à Presidência do Novo, que acredita que ainda é possível reverter esse cenário.

João Amoêdo também atribuiu a essa polarização o fato de, mesmo defendendo uma economia liberal, com menor intervenção do Estado, não ter atraído uma quantidade expressiva de eleitores que simpatizam com essas ideias, mais à direita.

"Tem pessoas como o Bolsonaro que estão na vida pública há quase 30 anos. Eu estou entrando na vida pública agora. Nunca fui político, nunca fui figura pública. Nunca tive exposição nenhuma e era uma pessoa pouco conhecida. Vim de um partido que tem três anos de existência", justificou Amoêdo.

Entrevista de Lula

Ele também explicou o porquê de seu partido ter apresentado recurso contra decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou Lula a conceder entrevista à Folha de São Paulo. "Aquilo ali era, claramente, uma manobra para interferir no processo eleitoral, como tem sido colocar a foto do Lula em vários materiais de campanha. A eleição, sim, é um processo democrático que precisa ser preservado. Claramente, ele estava querendo dar essa entrevista para criar um fato novo e influenciar a eleição em favor do candidato dele".

Amoêdo disse que uma das suas principais propostas para desenvolver o Nordeste e o país como um todo é investir na melhoria da educação básica e na capacitação dos jovens. "Assim, as pessoas poderão montar o seu próprio negócio ou conseguir emprego, e assim a gente vai gerar renda para combater a pobreza", disse.

João Amoêdo defende propostas liberais para a economia, mas, diferente de Bolsonaro, não aparece bem nas pesquisas de intenções de voto (Fotos: Jailson Soares / O DIA)

Privatizações

O presidenciável também explicou por que defende a privatização de algumas das estatais. 


O presidenciável concedeu entrevista coletiva num hotel situado na Avenida Frei Serafim (Fotos: Jailson Soares / O DIA)


"O Estado deveria atuar nas áreas essenciais - saúde, educação e segurança. Isso ele tem feito muito mal. A saúde é precária, a educação é de péssima qualidade e a segurança nem se fala. Tivemos 64 mil assassinatos no ano passado. Então, nós entendemos o seguinte: não cabe ao Estado fazer gestão de correio, de postos de gasolina, de instituições financeiras. Isso apenas cria um ambiente para os políticos terem mais poder, colocar seus apadrinhados, fazer indicações políticas, pagar favores obtidos durante a campanha. Enfim, cria-se um ambiente propício á corrupção e à ineficiência. O Novo defende que o Governo não tenha empresas. Passe isso para a iniciativa privada, mas sempre fomentando a concorrência, que é a melhor proteção para o consumidor. E o Governo atue essencialmente nas áreas em que ele precisa estar, nas áreas básicas para a população", argumenta.

Redução de regalias

João Amoêdo afirma que é preciso haver uma drástica redução das regalias a que os políticos têm direito atualmente, para que se garanta uma economia de recursos públicos e os políticos possam dar "exemplo" para a população. 

"Agora, para isso, é fundamental que quem for para o governo começar dando exemplo, cortando seus próprios privilégios, mordomias, quantidade de assessores, parar de andar de jatinho, parar de morar em palácios, deixar de ter chefe de cozinha. A gente precisa dar uma sinalização para o povo de que quem está lá [no comando do Governo Federal] não é uma autoridade, quem está lá é um funcionário público. Essa ideia, ao longo do tempo, foi se perdendo. Os políticos, infelizmente, estão lá trabalhando pelos seus próprios interesses. É isso que o Novo quer mudar", afirmou.

Pesquisa aponta vitória apertada de Wellington Dias no 1º turno

Petista aparece com 51,21% das intenções de voto. Juntos, votos dos concorrentes somam 48,79%.

A última pesquisa do Instituto Data AZ, realizada entre o dia 29 de setembro a dois de outubro, antes do primeiro turno das eleições, indica uma vitória do governador Wellington Dias por uma margem de 2,42% sobre a soma das intenções de voto de todos os demais candidatos. O petista tem 51,21% dos votos válidos contra 48,79% dos outros concorrentes.

Como margem de erro da pesquisa (2,77% para mais ou para menos) é superior à diferença entre o percentual das intenções de votos de Wellington Dias e a soma dos demais concorrentes, há uma possibilidade de a decisão da escolha do governador ser empurrada para o segundo turno.

Na sondagem estimulada, o governador tem 44,16% das intenções de voto ou 51,21% de votos válidos quando se excluem os indecisos (não sabe, não opina), que somam 5,44%, os votos nulos, brancos e nenhum dos candidatos, que chegam a 8,32%.

O candidato do Solidariedade, Dr. Pessoa, tem metade das intenções de voto do governador: 22,16% na estimulada (25,70% dos válidos), seguido por Luciano Nunes (PSDB), com 12,96% (15,03% dos válidos), Fábio Sérvio (PSL), com 2,80% (3,25% votos válidos), Elmano Férrer (Podemos), com 2,08% (2,41% dos válidos ), Valter Alencar (PSC), com 1.44% (1,67% dos válidos), Professora Sueli (PSOL), com 0,32% (0,37% dos válidos ), Lourdes Melo (PCO), com 0,16% (0,19% dos validos ), Luciane Santos (PSTU) e Romualdo Seno (DC), com 0,08% (0,09% válidos).

Três principais concorrentes avançam nas intenções de voto

Entre os três principais concorrentes ao governo do Piauí, todos apresentaram uma variação positiva com a pesquisa Data AZ, anterior, realizada entre os dias 14 e 17 de setembro.

Wellington Dias saiu de 41,84% para 44,16%- variando dentro da margem de erro de 2,77% O candidato Dr. Pessoa saiu de 19,04% para 22,16%, crescendo 3,12%, acima da margem de erro. Luciano Nunes também variou dentro da margem de erro, em 1,36%, saindo de 11,60% para 12,96%.

Elmano Férrer está estacionado na casa de dois pontos percentuais e a pesquisa indicou que seu quarto lugar pode ser tomado pelo estreante Fabio Servo, que pontuou agora acima dele, com 2,80% contra 2,08% do senador.





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