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Teresina registra uma média de dois assaltos a ônibus por semana

Só este ano, já foram contabilizados 78 ocorrências no transporte coletivo da Capital e algumas áreas da cidade já são consideradas de risco.

11/09/2018 11:26h - Atualizado em 11/09/2018 12:28h

Na noite de ontem (10), foi registrado mais um assalto a ônibus em Teresina, desta vez em um veículo que faz linha para a Santa Maria da Codipi. Dois bandidos armados invadiram o coletivo, se passando por passageiros, e fizeram um arrastão. Esta ocorrência entra para uma estatística preocupante para os teresinenses: os assaltos a ônibus na Capital estão cada vez mais frequentes.

Dados obtidos pelo Portal O Dia junto ao Sindicato dos Trabalhadores do Transporte de Passageiros de Teresina (Sintetro), revelam que de janeiro a setembro deste ano, já foram contabilizados 78 assaltos a ônibus na Capital. A média de duas ocorrências por semana e o modus operandi dos criminosos é sempre o mesmo.

“Eles geralmente se dividem para não levantar suspeita: um pega o ônibus em uma parada e o outro em outra mais na frente. Se passam por passageiros, agem normalmente, e quando chegam em uma área menos movimentada, eles anunciam o assalto. Enquanto um rende o motorista, o outro vai para o caixa do cobrador e para os passageiros”, relata Fernando Feijão, presidente do Sintetro.


Foto: Moura Ales/Arquivo O Dia

E já há zonas consideradas de risco pelos motoristas dentro de Teresina. O Sindicato cita três: as proximidades do Shopping Rio Poty, no bairro Cabral, por conta da pouca iluminação; a região da Santa Maria, por conta da presença de trechos menos movimentados nos trajetos dos ônibus; e alguns bairros da zona Leste de Teresina, como Ininga e Vale do Gavião.

Somente na parada do Shopping Rio Poty, no bairro Cabral, o Sintetro diz que já registrou três assaltos a coletivos no último mês e a frequência de ocorrências naquela área de pelo menos uma por semana.

Passageiro relata ação

Um passageiro conversou com a reportagem de O Dia, relatando os momentos de tensão que viveu quando presenciou um arrastão a uma van de transporte alternativo na noite de ontem próximo ao balão da Uespi, no campus do Pirajá. O rapaz, que preferiu não se identificar, disse que os assaltantes renderam o motorista com uma arma e anunciaram o arrastão, mandando que os passageiros ficassem quietos e calados.

“Ele se dirigiu até uma senhora e perguntou ‘e aí, o que a senhora tem pra mim hoje?’. Ela entregou o celular, ele ainda perguntou ‘só isso?’, mas guardou dentro da mochila e seguiu adiante. Eles foram tomando tudo do caixa, dos outros passageiros e dos homens, além dos celulares, ainda levaram as carteiras. Quando chegou em mim, eles me mandaram passar a carteira, que tinha todo meu salário dentro, e na hora de entregar o celular, eles nem esperaram. Enfiaram logo a mão no meu bolso e pegaram, mas quando viram que era um Iphone, devolveram, porque é um modelo que tem rastreador”, relata.

O rapaz acrescenta ainda que, após concluírem o arrastão, o assaltante que mantinha o motorista sob a mira da arma, o obrigou a mudar a rota da van e deixa-los no Morro do Urubu.


Foto: Assis Fernandes/O Dia

Sindicato fala em parceria com a PM

À reportagem de O Dia, o Sintetro disse que está fechando parcerias com os batalhões de Polícia Militar da Capital para intensificar as rondas nestas zonas consideradas de risco, sobretudo nos horários de maio movimento durante o dia. O Sindicato afirmou ainda que todos os ônibus são monitorados por câmeras e que as imagens de assaltos e arrastões são colhidas e encaminhadas à Polícia Civil para identificar os suspeitos.

Com relação a este assalto de ontem (10) na parada do Shopping Rio Poty, o caso está sendo apurado pelo 2º Distrito Policial, mas a polícia não conseguiu as imagens dos suspeitos, porque o sistema de câmeras do veículo estava desativado.

Por: Maria Clara Estrêla e Geici Mello

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