Teresina: Jovem tetraplégico é suspeito de praticar golpe milionário pela internet

Branco se apresentava nas redes sociais como um suposto hacker e até mesmo como pai de santo, para oferecer serviços às potenciais vítimas.

03/05/2021 09:12h - Atualizado em 03/05/2021 17:57h

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Em operação deflagrada na última quinta-feira (29), a Polícia Civil do Piauí, por meio da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI), prendeu um jovem identificado como Francisco Walyson Nunes da Silva, conhecido como "Branco", suspeito de praticar golpes pela internet. Segundo a Polícia Civil, o jovem, que é tetraplégico, teria feito vítimas em todos os 26 estados e no Distrito Federal.


A investigação iniciou ainda no ano de 2020 quando a Polícia Civil identificou que uma pessoa, residente na zona Norte de Teresina, estaria praticando golpes online. Após diligências, a polícia identificou o responsável pelas ações criminosas, bem como o patrimônio obtido por meio do crime. De acordo com o delegado Anchieta Nery, titular da DRCI, Branco se apresentava nas redes sociais como um suposto hacker e até mesmo como pai de santo, para oferecer serviços às potenciais vítimas. No entanto, os serviços nunca eram prestados, pois o suspeito bloqueava as vítimas logo após receber os pagamentos em dinheiro.

Para praticar os crimes, o jovem usava o celular em um suporte de madeira e, com o uso de uma caneta presa à boca, fazia publicações na internet. Além de Branco, a mãe, o irmão gêmeo e o tio do jovem também são suspeitos participarem do esquema criminoso e auxiliarem o jovem na prática do crime de estelionato e na lavagem do dinheiro obtido com os golpes. Com  o dinheiro das vítimas, a organização criminosa chegou a comprar veículos e imóveis, como um sítio avaliado em R$ 500 mil.


Na deflagração da Operação “X”, foram deferidos três mandados de prisão temporária, uma cautelar diversa da prisão, cinco mandados de busca e apreensão, e o sequestro de bens obtidos como proveito do crime, como imóveis, veículos, demais ativos financeiros. Segundo as investigações, até dezembro de 2020, essa associação criminosa obteve em torno de R$ 2 milhões diretamente com esse golpe. Por ter uma deficiência física, Branco deve responder ao processo em liberdade.


“A Polícia Civil tem se especializado no ataque ao patrimônio de associações criminosas que praticam crimes financeiros. A Operação “X” é mais um passo no desenvolvimento dessa metodologia de trabalho", afirma o delegado Matheus Zanatta, que participou da investigação.

A Polícia Civil alerta que é constante o anúncio na internet de serviços que nunca serão prestados, ou a venda de produtos que não existem. O cidadão deve estar atento ao usar a rede mundial de computadores para realizar contratações ou mesmo interações pessoais.

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