Sobe para 110 o número de famílias desabrigadas pela chuva em Parnaíba

Em Teresina, já são 224 famílias sendo atendidas pelo programa Cidade Solidária, da Prefeitura.

26/03/2019 09:55h - Atualizado em 26/03/2019 10:12h

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O número de famílias desabrigadas ou desalojadas pela chuva que tem caído em Parnaíba nos últimos dias já subiu para 110. De acordo com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil Municipal, 83 famílias encontram-se abrigadas na casa de parentes, 27 famílias estão em abrigos da Prefeitura e 85 ainda ocupam as áreas de risco e precisam ser removidas.

Parnaíba segue em estado de emergência. O decreto do prefeito Mão Santa foi homologado ontem (25), após a cidade registrar, em apenas quatro dias, um volume de chuva duas vezes maior que o esperado para todo o mês de março. Defesa Civil e Bombeiros trabalham em regime de plantão e estes últimos receberam reforços da Capital para auxiliar os moradores nos resgastes das áreas de risco.

A Prefeitura de Parnaíba disponibilizou ainda 20 bombas de drenagem carros-pipa para retirar a água dos principais pontos de alagamento, que se concentram nos bairros Fazendinha, Fátima, Rodoviária, Do Carmo, Frei Higino, Alto Santa Maria, Anhanguera, Colônia, São José, Morro da Mariana, Varzantinha, bairro São Leopoldo, José Estevão e Prudente de Morais.

“Como a água deu uma abaixada de ontem para hoje e nós conseguimos drenar uma grande quantidade do que estava nas ruas, estamos com uma janela de trabalho boa e tendo condições inclusive de fazer outros trabalhos que não o de retirada das famílias, como a distribuição dos kits de higiene de alimentação que conseguimos arrecadar junto com a Capitania dos Portos”, relatou o major Rivelino Moura, comandante do Corpo de Bombeiros de Parnaíba.

Outro município que demanda atenção especial no litoral é Ilha Grande, que também registrou um volume de chuva acima do esperado nos últimos dias. Nesta cidade, pelo menos 10 famílias tiveram que deixar suas casas, mas não por causa de inundações, mas por serem áreas de risco. Elas foram acolhidas por familiares.

Em Teresina, embora não esteja tão grave quanto no litoral, a situação ainda inspira atenção por parte do poder público. A chuva que caiu no fim de semana alagou casas em bairros das zonas Norte e Leste e chegou a arrastar veículos em algumas ruas de bairros da zona Sul. Moradores do bairro Mafrense, por exemplo, temem ainda mais prejuízos caso continue chovendo com a mesma intensidade nos próximos dias.

O número de áreas, em toda a capital, classificadas como de grave risco já chega a seis.  Ao todo, 56 áreas estão sendo monitoras com alerta para o risco de alagamento, deslizamento ou alagamento.  Até o momento, a zona Norte foi a mais afetada pelo alto volume de água registrado em Teresina.

De acordo com a Defesa Civil, as áreas são classificadas por níveis de risco, podendo ser grave, médio ou leve. Até o momento, os bairros Vila Mocambinho, Poti Velho, Mafrense, São Joaquim, Parque Alvorada, Santa Maria da Codipi e Parques Lagoas do Norte foram classificados de nível grave. O órgão explica que as famílias em áreas de risco são notificadas, para que haja transferência para um local mais seguro. Até o momento, 224 famílias estão sendo atendidas, não apenas em decorrência das chuvas deste ano, mas também de 2018.

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Por: Maria Clara Estrêla e Geici Mello

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