Sem saber que estava grávida, mulher aborta bebê de 7 meses em Barras

A mulher disse que não percebeu qualquer mudança em seu corpo durante os meses de gestação

10/09/2012 10:00h

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A cabeleireira Tatiana Ferreira, 20 anos, esteve na delegacia de Barras (a 119 km ao norte de Teresina), na noite de sábado (08) para prestar esclarecimentos sobre o suposto aborto, que teria sofrido dentro do banheiro do Hospital Municipal Leônidas Melo, no início da manhã. Para ser liberada, ela pagou uma fiança de R$ 600,00. Ela teria abortado um feto de aproximadamente sete meses, ao usar o banheiro para urinar.

Tatiana afirmou em depoimento à Polícia que não sabia que estava grávida, já que sua menstruação estava normal, descendo todos os meses.

Ela disse que no início da manhã deste Sábado (08), estava na casa dos pais em Barras e sentiu uma forte cólica e mesmo tomando o remédio [Buscopan] não teria passado, por isso resolveu ir até o hospital.

Ao chegar, foi informada que o médico estava de saída e não iria poder atendê-la. Ela disse então, segundo o depoimento, que iria ao banheiro.

"Segundo ela relatou, ao chegar ao banheiro ficou de cócoras no ralo do chuveiro e quando viu foi o feto descendo. Ela disse ter ficado agoniada e pediu ajuda a uma senhora na enfermaria, para que arranjasse um absorvente. Ela disse que a mulher a orientou para ir embora, porque ela iria se complicar, já que tinha abortado. E assim ela saiu deixando o feto lá", contou a escrivã da Delegacia de Barras que tomou o depoimento de Tatiana.

Tatiana não é casada e não informou se sabe quem é o pai da criança. Ainda em depoimento, a cabeleireira afirmou que não sentiu nenhum sintoma de gravidez, menstruava normalmente, não sentia o bebê mexer e que não teria motivos para abortar. Segundo a escrivã, Tatiana supostamente não conhecia nome de remédios abortivos.

Ela foi conduzida à delegacia por policiais de plantão e depois prestar depoimento, garantir que iria comparecer ao Instituto Médico Legal (IML) em Teresina para fazer exame e pagar uma fiança de R$ 600 voltou para a residência dos pais.

"Ela disse que só sentia fortes dores na barriga, toda vez que menstruava. Por ela ser gordinha, ela disse que não percebeu nenhuma mudança no seu corpo", explicou a escrivã.

A polícia vai investigar se o aborto foi espontâneo ou criminoso. "Tatiana disse que vai colaborar com a polícia, fazendo os exames ginecológicos. Vamos aguardar", finalizou a policial, que não se identificou.

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Fonte: Tribuna de Barras

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