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PRF apreende 42 m³ de madeira com falsa documentação na BR-316

Apreensão foi feita na BR-316, em Picos. Documento apresentado pelo condutor à polícia foi emitido por uma fazenda alvo de parecer do IBAMA.

12/06/2019 09:32h - Atualizado em 12/06/2019 11:30h

A Polícia Rodoviária Federal do Piauí (PRF-PI) apreendeu na madrugada desta quarta-feira (12) 42 metros cúbicos de madeira de diversas espécies sendo transportadas sem autorização e com documentação falsificada na BR-316, próximo a Picos. A Declaração de Corte e Colheita e o Cadastro Ambiental Rural apresentados pelo condutor do veículo afirmavam que a madeira era oriunda de reflorestamento.

No entanto, os documentos foram emitidos por uma fazenda que, segundo a PRF, é alvo de parecer do IBAMA afirmando não haver atividade de reflorestamento no local. O veículo onde a madeira ilegal era transportada era um Volvo de cor azul atrelado a um semi-reboque de cor cinza.

“O condutor informou que a madeira que carregava era oriunda de Uruara, no Pará, mas ficou constatado que a documentação que ele portava era ideologicamente falsa e emitida somente com o fim de burlar a fiscalização”, relatou o inspetor Alexandro Lima, porta-voz da PRF.


Foto: Divulgação/PRF

O veículo e a madeira apreendidos foram recolhidos e encaminhados para o IBAMA.

Piauí é rota, diz PRF

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, o número de apreensões de madeira irregular sendo transportada nas estradas federais do Piauí tem subido acentuadamente ao longo dos últimos dois anos. Os dados revelam, por exemplo, que o volume de madeira ilegal recolhida pela corporação saltou de 911 metros cúbicos em 2017 para 1.267 metros cúbicos em 2019. Só de janeiro a junho de 2019, essas ações já totalizam mais de 361 metros cúbicos apreendidos no Estado.

“Este resultado mostra que o Piauí vem sendo usado como rota para este tipo de crime ambiental e nós estamos intensificando as ações para coibir este tipo de prática, montando barreiras e aumentando a fiscalização em pontos de fronteira”, finaliza o inspetor Alexandro Lima.

Por: Maria Clara Estrêla

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