Porteiro de 45 anos possuía vasto material de pornografia infantil

Polícia cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, mas, inicialmente, foram encontrados arquivos de pedofilia na residência de apenas um dos alvos.

28/03/2019 11:39h - Atualizado em 28/03/2019 13:01h

Compartilhar no

A Polícia Civil do Piauí cumpriu quatro mandados de busca e apreensão e efetuou uma prisão em flagrante na manhã desta quinta-feira (28), na quarta fase da operação "Luz na Infância", que foi deflagrada simultaneamente nos 26 estados e no Distrito Federal. A ação investiga crimes de pornografia infantil, abusos e exploração sexual contra crianças e adolescentes praticados na internet. 

O único preso no Piauí, até o momento, é um porteiro de 45 anos que mora no residencial Jacinta Andrade, zona norte da capital. De acordo com o delegado-geral Luccy Keiko, assim que ligaram o computador do suspeito os policiais civis encontraram "de cara, um vasto material pornográfico de fotos e vídeos de crianças na faixa etária de nove e dez anos de idade". 

O delegado aponta que o homem foi preso pelo armazenamento do conteúdo ilícito. "Ele tinha muita coisa mesmo. Vídeos absurdos, repugnantes. Informações preliminares dão conta de que que ele passava o dia todo baixando este tipo de conteúdo na internet", disse. 

O homem preso na zona norte trabalhava como porteiro num condomínio situado na zona leste (Foto: Divulgação / Secretaria de Segurança Pública do Piauí)

Num primeiro momento, não foram identificados arquivos ilícitos em poder dos outros alvos dos mandados de busca e apreensão, mas os agentes recolheram smartphones, tablets e computadores, que serão analisados pela perícia. "Constatando a existência de algum tipo de arquivo que contenha pornografia infantil, os proprietários desses equipamentos serão indiciados", comenta o delegado Luccy Keiko.

Em todo o país, mais de 1.500 policiais participam das buscas. "O armazenamento desse conteúdo já configura crime. Se houver o compartilhamento a penalidade é maior", alerta o delegado-geral. 

As penalidades para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de um a quatro anos de prisão. Se a pessoa compartilhar arquivos, a pena passa a ser de três a seis anos. E quem produz conteúdo de exploração sexual de crianças e adolescentes pode ser condenado a penas que variam de quatro a oito anos de prisão.

O delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

Em todo o país, foram expedidos 266 mandados de busca e apreensão, para serem cumpridos em 133 cidades. Embora não tenham sido expedidos mandados de prisão, no momento em que os policiais encontram arquivos de pornografia infantil eles realizam as prisões em flagrante dos donos dos equipamentos.

Até por volta das 11h30, mais de 100 pessoas haviam sido presas no país.

Notícia relacionada:

Polícia Civil deflagra operação contra pornografia infantil no Piauí 

Compartilhar no
Por: Geici Mello e Cícero Portela

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário