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Policial diz que multas impostas à esposa eram "brincadeira"

Caso está sendo investigado pela delegada Vilma Alves. As multas variavam de R$20 a R$ 50 tinham como objetivo "punir" a vítima.

31/10/2019 12:54h - Atualizado em 31/10/2019 16:17h

O policial federal suspeito de impor multas à esposa, argumentou em depoimento à Polícia Civil, que tudo não passava de uma "brincadeira". O caso está sendo investigado pela delegada Vilma Alves, da Delegacia de Proteção dos Direitos da Mulher do Centro de Teresina.

As multas variavam de R$20 a R$ 50 e tinham como objetivo "punir" a vítima. Após a repercussão do caso, a defesa do policial federal, identificado como José Henrique Almeida Moita, também teria entrado com um pedido de afastamento da delegada Vilma Alves. Em entrevista ao O Dia, a delegada comentou o caso.

Delegada Vilma Alves é responsável pela investigação. (Foto: Arquivo O Dia)

"A autoridade policial não julga, nós coletamos as provas e os depoimentos para fazer o procedimento policial e enviar a competência da Justiça. Eu acredito que a verdade é como a túnica de Cristo, não tem costura, e é dentro dessa verdade que eu tento desenvolver meu trabalho. É óbvio que negar é o direito de cada um, mas nós estamos lá para buscar e mostrar a verdade", destacou a delegada.

Em depoimento, a esposa do policial relatou à delegada que era punida por deixar a salada estragar, molhar o móvel do banheiro ao dar banho no bebê, deixar roupa suja fora do cesto, entre outros afazeres. Para a delegada, tal como a violência física ou psicológica, as multas são uma forma de disciplinar a mulher, a partir de uma visão machista de que a mulher é propriedade do homem.

"O machismo é uma cultura, então não depende de ser doutor, ser juiz, ser agente ou policial. É arraigado nesse compromisso de uma cultura de achar que o homem é todo poderoso, que o homem é o centro das atenções, e isso começa em casa", afirma.

Após a finalização, o inquérito deverá ser enviado à 5ª Vara Criminal de Teresina, denominada de Vara da Maria da Penha.

Por: Nathalia Amaral

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