Policiais ficam feridos durante ataque com granada no Rio de Janeiro

Na madrugada de hoje (13), enquanto trabalhavam na Praça Américo Brum, criminosos lançaram uma granada contra os policiais que se feriram com estilhaços do explosivo.

13/06/2017 12:23h

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Quatro policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Providência, no centro da cidade, ficaram feridos durante um ataque de criminosos. Na madrugada de hoje (13), enquanto trabalhavam na Praça Américo Brum, criminosos lançaram uma granada contra os policiais que se feriram com estilhaços do explosivo.

Os quatro foram encaminhados para o Hospital Central da Polícia Militar, que fica no Estácio, próximo ao Morro da Providência. Apenas um policial continua internado para a realização de novos exames, segundo o comando das UPPs.

De acordo com a UPP, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) reforçou o policiamento da comunidade, após o ataque. Na manhã de hoje, policiais de outras UPPs foram deslocados para a Providência para ajudar no policiamento.

Propina de traficantes

Nove policiais militares foram denunciados à Justiça pelo Ministério Público (MP). Acusados de receber propina durante operação na Cidade Alta, na Zona Norte do Rio, em 2 de maio. Todos os PMs são sargentos, estavam lotados no 16º Batalhão de Polícia Militar e pertenciam ao Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate). A informação foi divulgada na segunda-feira, pelo MP.

De acordo com os promotores de Justiça Alexandre Themístocles e Eduardo Rodrigues Campos. A notícia sobre o recebimento de propina foi feita por um dos 45 traficantes presos durante a operação.

Carlos Alberto de Assis Farias, conhecido por Cachoeira, preso após a tentativa de retomada. Revelou um acordo entre os policiais investigados para que dessem apoio na manutenção do terreno, em troca de propina.

De acordo com o MP, o traficante fez a denúncia por se sentir enganado pelos policiais, já que pagou para ter apoio na retomada da comunidade, mas a PM prendeu 45 integrantes da facção e apreendeu 36 fuzis. Há suspeita de que os policiais também tenham recebido propina nas outras tentativas da facção de retomar o território, já que todas ocorreram quando o mesmo grupo de PMs estava de serviço.

A pedido do MP, a juíza Tula Mello, da 20ª Vara Criminal da capital, determinou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos policiais. Na denúncia, o MP requereu a conversão da prisão temporária dos policiais em preventiva.

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Fonte: Correio do Brasil

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