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Estupradores estavam alucinados pelo uso de drogas, acredita delegado

Os acusados não conheciam as garotas violentadas em Castelo do Piauí.

28/05/2015 12:41h - Atualizado em 28/05/2015 15:33h

Uma forte alucinação causada pelo uso de drogas pode ter motivado a crueldade com que foi praticado o estupro coletivo contra quatro adolescentes em Castelo do Piauí. É o que acredita a Polícia Civil, que está investigando o caso. Os menores apreendidos têm entre 14 e 16 anos e não conheciam as vítimas. Eles já tinham histórico de praticar crimes na região, principalmente roubo.

De acordo com o delegado Laércio Evangelista, um dos menores confessou o crime e relatou detalhadamente a ação do grupo. "Eles estavam usando drogas quando avistaram as meninas no morro. Elas chegaram lá para fazer fotos e foram surpreendidas pelo grupo de rapazes. Foram amarradas em árvores, cortadas e depois jogadas do morro", conta o delegado. Os estupradores usaram cordas de redes e facas no crime. 


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O quarto envolvido no crime está foragido e é o único maior de idade. "Nós conseguimos chegar até um dos menores que confessou o crime e entregou os outros comparsas. O acusado, Adão José de Sousa, está na região central de Castelo e logo será capturado", afirma Evangelista

Os menores passam pela delegacia regional de Campo Maior e em seguidas vêm para Teresina. "A população ficou apavorada e a polícia teve muito trabalho durante toda a noite. Só depois que os menores foram apreendidos é que a situação na cidade ficou mais calma", disse o delegado. Os acusados serão indiciados por tentativa de homicídio

Os familiares estão sendo acompanhados pela Comissão de Apoio à vítima da Violência da OAB. O presidente da comissão, o advogado João Washington, em visita ao hospital em que as meninas estão internadas, manifestou apoio os familiares das vítimas. "Conversamos com uma das mães e nos comprometemos a acompanhar o inquérito. No momento, as famílias querem somente a recuperação das meninas e a punição dos responsáveis por esse crime tão violento", pontua. O advogada afirmou ainda que a mãe de uma das vítimas está muito abalada com o ocorrido.



Edição: Nayara Felizardo

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