Polícia investiga se jovem que matou psicóloga planejava novo crime

Segundo informações do delegado Baretta, adolescente teria solicitado que namorada comprasse porção de veneno

03/07/2017 12:07h

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O delegado titular da Delegacia de Homicídios, Francisco Baretta, comentou hoje que o adolescente suspeito de matar a psicóloga Joaquina Maria de Barros, de 56 anos, possivelmente planejava um novo crime. Segundo o delegado, o rapaz pediu à namorada que conseguisse para ele uma porção de veneno. O pedido foi feito após a morte da psicóloga, o que leva a polícia a crer que seria usado em uma nova vítima. “Ele provavelmente pretendia fazer uma nova vítima, com um método diferente”, disse Baretta.

O jovem foi apreendido na última sexta-feira. Ele prestou depoimento à Delegacia de Homicídios e deu informações que permitiram que os policiais detalhassem o homicídio. Para o delegado, o adolescente demonstrou frieza ao planejar o crime, tentar fazer parecer que se tratava de um latrocínio e também no método de fuga.

Por volta das 00h de domingo (25), o adolescente teria chegado à casa da psicóloga, localizada no bairro Macaúba, zona sul de Teresina. O menino pôs uma camiseta sobre o rosto e pulou o muro. “Inicialmente a ideia dele era bater na porta e surpreendê-la. Por isso escondeu o rosto”, disse Baretta. Entretanto, o rapaz percebeu que a porta da cozinha estava aberta, e mudou de ideia.

Sem ser visto, o adolescente teria atacado a psicóloga pelas costas, usando os braços para enforcá-la. Depois usou um fio telefônico e uma coleira para cachorro. Por fim, a vítima continuava viva, e o adolescente desferiu um golpe de faca na garganta. “Ele disse que foi para acabar com o sofrimento dela”, relata o delegado Baretta.

Ainda segundo o delegado, o adolescente teria dito em depoimento que pensou em matar a filha da vítima, uma menina de 9 anos, que dormia no momento do crime. Mas desistiu, e evadiu-se da casa por uma rota completamente diferente da usada inicialmente, levando alguns objetos para fazer parecer um crime de latrocínio. A menina foi quem encontrou a psicóloga morta na cozinha da casa.

O jovem é sobrinho da vítima. Ele teria atentado contra a vida de outro parente há meses atrás. O delegado Baretta classifica o comportamento do adolescente como o de um psicopata, pessoa com disfunção neurológica que impossibilita que se sinta remorso ou empatia. 

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Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento

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