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Piauí teve o menor investimento por habitante na Segurança Pública em 2018

Segundo os dados do Anuário Brasileiro, o Estado destinou apenas R$ 228,60 do investimento total na segurança para cada morador do Piauí

12/09/2019 06:49h

O Piauí foi o estado brasileiro que menos teve gastos por habitante no setor da Segurança Pública ao longo do ano de 2018. É isto o que aponta o Anuário Brasileiro de Segurança, divulgado esta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. De acordo com a publicação, no ano passado, o Governo destinou para cada piauiense somente R$ 228,60 de seu investimento total na segurança.


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A taxa do Estado foi quase 50% menor que o custo por brasileiro, analisando-se o país como um todo. É que para manter o aparato de segurança pública no Brasil, o governo gastou R$ 409,66 por habitante. Foi o Estado do Acre o que mais investiu per capita contra a violência: R$ 674,08.

Observando-se a evolução das despesas com o setor da Segurança Pública nos anos de 2011 a 2015, o Piauí teve uma redução nos recursos destinados para o setor. Em 2011, por exemplo, o Estado investiu na segurança pública um montante de R$ 362,84 milhões; em 2012, esse montante reduziu para R$ 354,60 milhões. 


Em 2018, foram destinados R$ 79 milhões para o policiamento do Estado - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Já em 2013, a redução foi ainda maior, chegando a R$ 127,80 milhões, para em 2014 cair ao patamar de R$ 75,64 milhões destinados para a segurança. Apenas em 2015 é que o Estado voltou a aumentar os recursos para o setor, com um montante total de R$ 266,61 milhões. 

A partir de 2013, houve um aumento nos recursos destinados para a segurança no Piauí, com investimentos da ordem de R$ R$ 751 milhões em 2016; R$ 740 milhões em 2017, chegando, por fim, a R$ 746 milhões em 2018. Foram recursos investidos em aparelhamento das Polícias Civil e Militar e custeios com operações policiais.

Conforme o Anuário, foram destinados, no ano de 2018, R$ 79 milhões para o policiamento, quase R$ 30 milhões a mais que em 2017; para a Defesa Civil foram destinados R$ 31 milhões em 2018 e para o setor de informação e inteligência não foram feitos repasses no ano passado, mas, em 2017, este setor recebeu R$ R$ 2.560,52.


Em 2018, o Governo destinou para cada piauiense somente R$ 228,60 de seu investimento total na segurança


Apesar do baixo investimento, Piauí é o estado mais seguro do Nordeste

Apesar de ter tido o menor investimento per capita na área da Segurança Pública ao longo do ano passado, o Piauí conseguiu chegar ao posto de Estado mais seguro do Nordeste. Conforme o Anuário Brasileiro, o Estado possui a sexta menor taxa de mortes violentas do país, com 18,9 casos para cada grupo de cem mil habitantes, é a menor de toda a região. Para efeito de comparação, o Estado de Alagoas possui uma taxa de mortes violentas duas vezes maior que a piauiense (45,8 para cada cem mil pessoas).

Em números absolutos, o Piauí registrou no ano passado um total de 617 mortes violentas intencionais, uma variação de menos 6,8% em relação às 653 registradas em 2017. Para o secretário de Segurança, Fábio Abreu, os números refletem a efetividade das ações planejadas das forças de segurança e a resposta do Estado à criminalidade.


Fábio Abreu diz que os números refletem a efetividade das ações planejadas das forças de segurança - Foto: O Dia

“Esses dados vêm a confirmar o que já afirmamos em relação a queda dos índices de criminalidade no Estado. Essa redução se dá principalmente pelas nossas ações voltadas no combate à violência, o que nos faz, neste momento, planejar atuações em outros campos da segurança”, finaliza.


Crimes contra o patrimônio aumentaram

Apesar de o Piauí ter registrado uma diminuição nos casos de morte violenta, houve aumento de 10,9% nos casos de roubo de veículos no Piauí, segundo o Anuário Brasileiro. Em 2017, foram contabilizados no Estado um total de 5.677 carros roubados de seus donos e, em 2018, esse número subiu para 7.098. A taxa no ano passado para este tipo de crime no Estado foi de 293,4 veículos roubados para cada grupo de cem mil.

Os roubos de veículos, no entanto, apresentam uma alta taxa de resolutividade. De acordo com o delegado Everton Ferrer, titular da Polinter, mais de 70% dos crimes que chegam à delegacia são solucionados e os veículos devolvidos aos seus donos. “O aumento no número de roubos é proporcional ao aumento das investigações, mas temos nas zonas Sul, Norte e extremo Leste áreas preocupantes para este tipo de crime”, pontua.

Por: Maria Clara Estrêla

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