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Penitenciária de Altos tem seu primeiro motim desde inauguração

Detentos iniciaram um motim nas primeiras horas na manhã de hoje (9); lotação da unidade foi ultrapassada recentemente.

09/11/2017 08:54h - Atualizado em 09/11/2017 09:55h

Presidiários da Casa de Detenção de Altos iniciaram, na manhã de hoje (9), o primeiro motim a acontecer na penitenciária desde sua inauguração, em maio de 2015. O movimento iniciou por volta de 6h30min da manhã, e foi controlado por volta das 8h30min.

De acordo com Kleiton Holanda, vice-presidente do Sinpoljuspi (Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí), os presos conseguiram se rebelar e quebraram paredes, arrancaram barras de ferro e grades, arremessando entulho nos servidores. Os agentes revidaram com tiros de balas de borracha. “Os agentes de lá pediram um reforço, mas até agora não chegou, e a problemática se alastrou dentro da unidade. Os agentes tentaram conter a rebelião até as forças chegarem”, disse Kleiton.

O Centro de Detenção de Altos foi inaugurado em 2015 e tem capacidade para abrigar 150 presos. Segundo Kleiton, a lotação foi respeitada até setembro de 2017, quando houve a crise entre agentes penitenciários e a Secretaria de Justiça. Presos que estavam em delegacias de Teresina foram alocados na recém-inaugurada penitenciária de Campo Maior e no CDP de Altos.

Antes com 150 presos, a unidade teria chegado, segundo Kleiton, a ultrapassar os 200 detentos. “Hoje a gente pode ter certeza que a superlotação é o principal problema do sistema prisional”, disse Kleiton. 

Sejus

Em nota, a Secretaria de Justiça informou que 20 detentos participaram do motim. Veja na íntegra:

Agentes penitenciários e policiais militares abortaram, na manhã desta quinta-feira (9), um motim ocorrido em uma cela da área de triagem da Casa de Detenção Provisória de Altos.

Ao todo, 20 detentos se amotinaram, às 7h15. Com a atuação da equipe de plantão e o reforço da Polícia Militar, o motim foi contido às 8h. Uma vistoria geral está sendo realizada no presídio.

"A ação rápida dos agentes ajudou a controlar a situação com agilidade", frisa o tenente-coronel Adriano de Lucena, diretor de Administração Penitenciária da Secretaria de Justiça.

Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento

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