Operação da PF terá novas fases para investigar fraudes em 15 municípios

Foram presos preventivamente o ex-prefeito de Dom Inocêncio e um empresário; mais seis mandados de prisão temporária foram cumpridos

21/06/2017 12:09h

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Operação Pastor, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria Geral da União nesta quarta-feira (21), terá novas fases à medida que as investigações envolvendo fraudes em contratos entre prefeituras e empresas forem avançando. Os empresários investigados são responsáveis pelas construtoras Jenipapo, Rubem & Rubem e outra que foi mantida em sigilo.


Coletiva de imprensa na Polícia Federal (Foto: Moura Alves/ODIA)

Segundo o delegado da Polícia Federal, Albert Moura, além de atuar no município de Dom Inocêncio, de onde se estima o desvio de pelo menos R$ 5 milhões de recursos públicos, os empresários investigados mantêm ou mantiveram relações com mais 15 prefeituras do Piauí. As construtoras também já estavam mantendo contatos e tinha projetos de expansão para os estados da Bahia e do Pernambuco. “Obras e os pagamentos destinados a essas empresas serão investigados. Isso tende a aumentar o valor dos desvios”, acredita o delegado.

Hoje, os policiais cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Teresina. Os alvos foram o ex-prefeito de Dom Inocêncio no período de 2009 a 2012, Inocêncio Leal, e o sócio administrador da Construtora Jenipapo, Décio Castro.

A PF descobriu ainda que o ex-prefeito Inocêncio Leal tinha participação, juntamente com um dos sócios da Construtora Jenipapo, no quadro societário de umas das empresas que foi alvo da Operação Pastor. Esta empresa não teve o nome revelado.

Mais seis mandados de prisão temporária foram cumpridos em São Raimundo Nonato e Dom Inocêncio. Entre os detidos estão contadores, o ex-secretário de administração e o ex-secretário de finanças de Dom Inocêncio. Em Brasília, está em aberto um mandado de prisão coercitiva em nome de um agente público que era responsável por articular contratos entre as prefeituras e a sede dos órgãos da Funasa. Os nomes ainda serão divulgados.

O delegado Albert Moura (foto ao lado) afirmou que todas as pessoas conduzidas têm relação direta com a administração do município ou com as empresas contratadas. Os ex-secretários trabalhavam na fiscalização das obras e atestavam falsamente a conclusão delas, usando notas falsas nas prestações de contas”, disse.

Os recursos desviados deixaram de ser aplicados na construção de creches, cisternas e no sistema de abastecimento de água. “Maior do que o prejuízo financeiro é o prejuízo social. Toda uma geração de pessoas foi privada de serviços básicos de saúde e de educação para que os administradores do município enriquecessem delituosamente”, opinou o delegado da PF.

Os presos estão em São Raimundo Nonato e em Teresina e permanecerão no local onde foi cumprido os mandados, até que o juiz da comarca de São Raimundo Nonato expeça ordem para transferência.

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Por: Nayara Felizardo

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