Nucepe precisa de investimentos em segurança para evitar fraudes

Detectores de metais e rastreadores eletrônicos novos poderiam ajudar a combater recursos tecnológicos usados por quadrilhas de fraudadores.

09/05/2017 10:49h

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O diretor do NUCEPE (Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos), Jorge Martins, comentou hoje (9) após a deflagração da operação Infiltrados, da Polícia Civil, que o esquema de segurança dos concursos públicos poderia ser fortalecido com mais investimento.

Após os sucessivos casos de fraude em concurso, o coordenador comenta que poderia investir em mais detectores de metais e rastreadores eletrônicos, equipamentos que poderia combater a chamada “cola eletrônica”. “Geralmente, as quadrilhas se utilizam de pontos, escutas telefones, coisas que não são percebidas pelo detector de metais”, explica Jorge.

operação realizada pelo GRECO (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) foi deflagrada hoje, e deve cumprir 23 mandatos de prisão, entre prisões preventivas, temporárias e condução coercitiva, além de outros 27 de busca e apreensão. Entre os alvos, há trezes policiais civis. Os presos são suspeitos de participar da fraude ao concurso público para a polícia, realizado em 2012.

Segundo Jorge, a investigação que culminou na operação realizada hoje partiu do caso de fraude no concurso do Tribunal de Justiça , descoberta em março do ano passado. O núcleo é apontado pela própria Polícia Civil como de fundamental importância na elucidação dos casos de fraude.

“Nós temos procedimentos internados relacionados à comparação de gabaritos. Quando detectamos questões, nós enviamos à Polícia Civil”, disse Jorge Martins. Em outros casos, como o da Operação Infiltrados, as informações são solicitadas pelos investigadores.

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Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento

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