Criminoso trava elevadores e estupra mulher em prédio comercial

Funcionários do prédio reclamam da iluminação e da segurança no local.

06/06/2013 20:36h - Atualizado em 07/06/2013 08:22h

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Por volta das 18h10 desta quinta-feira (6), funcionários do edifício Di Cavalcante acionaram a Polícia Militar após crime de estupro dentro do condomínio, localizado próximo à Praça do Fripisa, no Centro de Teresina. Uma funcionária, de aproximadamente 30 anos, teria sido violentada dentro do prédio e o suspeito teria fugido.

Segundo a polícia, o agressor travou os dois elevadores do prédio com cerâmicas, utilizadas na reforma do 4º andar, com o objetivo de evitar a utilização dos equipamentos. Ao perceber que o elevador não chegava ao 2º andar, onde trabalha em um escritório, a vítima decidiu utilizar a escadaria.

“Ela [vítima] estava de saída e desceu pelas escadas, depois de tentar pegar o elevador e não conseguir. Aconteceu o mesmo comigo. Quando estava descendo, ouvi outra funcionária pedir pra chamar a ambulância, achávamos que era algum cliente passando mal. Depois descobrimos o que aconteceu”, contou Fátima Oliveira, que trabalha em um escritório de advocacia do prédio.


Cerâmica foi usada no bloqueio de uma das portas do elevador (Fotos: Elias Fontenele/O DIA)

Fátima afirma que a vítima estava em estado de choque quando foi encontrada no chão da escadaria. “Ela estava com a blusa rasgada e a calça desabotoada. Acredito que ele [agressor] não tenha conseguido tocar nas partes íntimas dela porque a calça que ela usava era apertada na cintura”, explica.

De acordo com a Lei, para que se configure o crime de estupro não é mais necessário que se consume o ato sexual, bastando o emprego de violência para a realização de atos libidinosos. 

As funcionárias que acharam a moça na escada acionaram a polícia, que prontamente vistoriou o local mas não localizou nenhum suspeito na vizinhança. Após receber ajuda de amigos que também trabalham em escritórios do edifício, a vítima, que é casada e tem filhos, teria se recusado a registrar ocorrência sem antes ir para a casa e decidir com o marido as medidas a serem adotadas.


A vítima teria sido abordada na escadaria que dava acesso ao 1º andar

De acordo com os condôminos, a direção do edifício Di Cavalcante vem recebendo reclamações desde o mês de maio deste ano, quando uma reforma interna foi iniciada. Os funcionários pedem melhor iluminação do local, seguranças, monitoramento eletrônico e a instalação de uma portaria.

Atualmente, um zelador cuida do local. Ele informou ao Portal O DIA que sua função é apenas abrir e fechar a porta de entrada do prédio, no início e no encerramento do horário de expediente. O zelador disse que, durante a ocorrência, estava em sua residência, que fica na parte interna do condomínio. 

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Por: Valmir Macedo

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