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Motos roubadas por quadrilha eram vendidas até R$ 500

Segundo a Polinter, nove pessoas da mesma família integravam o esquema criminoso. Um empresário que encomendava as motos também foi preso.

04/12/2019 13:40h - Atualizado em 05/12/2019 11:17h

A Polícia Civil do Piauí prendeu 35 pessoas, sendo que destas, 5 foram em flagrante por porte ilegal de arma e receptação qualificada, suspeitas de integrar duas organizações criminosas especializadas em adulterar chassis de veículos e roubar motos e carros durante a “Operação Apocalipse”  deflagrada na manhã desta quarta-feira (04). Segundo a polícia, a quadrilha vendia as motocicletas roubadas no valor até R$ 500. As investigações começaram em julho de 2018.

Segundo o delegado geral da Polícia Civil do Piauí, Luccy Keiko, alguns dos alvos dos mandados já estavam recolhidos em unidades prisionais por outros crimes. O delegado explicou que o grupo era divido por funções segmentadas o que considerou como “círculo completo”.

delegado Luccy Keiko. Foto: Assis Fernandes. 

“Nós tivemos êxito em quase toda a totalidade das prisões durante a operação. Essa organização criminosa, composta por mais de 30 pessoas, fazia um círculo completo. Tinha um grupo que encomendava esses veículos, outro grupo furtava e roubava, os que adulteravam os chassis e ainda tinha os que fabricavam os documentos falsos”, explicou.  

O gerente da Polinter, Éverton Ferrer, informou que o principal alvo dos criminosos eram motocicletas, em especial dos modelos Bros e Fan 160, adquiridas em 2018 e 2019, ou seja, modelos novos e, que elas, eram vendidas por valores abaixo do mercado.

Éverton Ferrer. Foto: Assis Fernandes. 

Segundo a polícia, as motocicletas eram vendidas por até R$ 500. Um empresário da cidade de Hugo Napoleão, identificado como Francisco da Costa Veloso, possuía uma loja de revenda de motocicletas e encomendava os veículos roubados para vender.

Durante a operação, nove pessoas da mesma família foram presas por envolvimento no esquema, um deles é conhecido como Diabão, indivíduo de alta periculosidade que já possui passagem pela polícia pelo mesmo crime. Também foi preso Frank Júnior que, segundo as investigações, era o responsável por adulterar os documentos dos veículos roubados.

A Operação Apocalipse contou com 100 policiais civis, bem como agentes da Delegacia de Entorpecentes, Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. Também dão apoio as Delegacias de Esperantina, Água Branca, de Pedreiras, no Maranhão. A Secretaria de Justiça também integra a força tarefa.

Edição: Adriana Magalhães
Por: Jorge Machado e Nathália Amaral

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