Moradores de Redenção pedem justiça após morte de homem dentro de GPM

Marcelo Ribeiro da Costa foi morto na madrugada de segunda-feira, com um tiro na cabeça, depois de ser detido durante um festival na cidade.

06/06/2017 10:43h - Atualizado em 06/06/2017 11:37h

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Moradores da cidade de Redenção do Gurgueia, a 662 km de Teresina, realizaram um protesto nesta segunda-feira (5) para exigir a punição dos policiais envolvidos na morte de Marcelo Ribeiro da Costa. A vítima foi morta com um tiro na cabeça, na madrugada de segunda, dentro do Grupamento da Polícia Militar localizado na cidade.

Durante o protesto, os moradores chegaram a depredar o prédio onde funciona do GPM de Redenção. 

Marcelo foi detido por dois policiais militares durante um festejo no município, por estar supostamente embriagado e ameaçando outras pessoas. Segundo a versão dada pelo PM suspeito do crime, no momento em que seria levado para a Delegacia de Bom Jesus, Marcelo teria travado uma luta com o militar, que acabou efetuando um disparo contra a vítima.

Ainda segundo a versão do suspeito, o disparo foi "acidental", embora tenha atingido o crânio de Marcelo.

De acordo com o delegado Aldely Fontenele, o homicídio não teria sido testemunhado sequer pelo outro policial, pois ele estava fora do GPM no momento do disparo. Mas o PM que está foragido teria dado esta versão ao colega antes de fugir. 

Aldely acrescenta que o suspeito vai se apresentar nesta quarta-feira (7), acompanhado por um advogado. Ele pode ser indiciado por homicídio culposo (quando não há a intenção de matar) ou doloso (quando há a intenção de matar).

Na manhã desta terça-feira, o delegado voltou a se dirigir até Redenção para verificar o estrago feito durante o protesto dos moradores. "Nós estamos aqui em frente ao GPM de Redenção, e está tudo danificado aqui. Muita pedra, muitos paus, muitos pneus queimados. A população não gostou de ter visto um dos seus cidadãos ser assassinado por quem justamente deveria prestar segurança pública", afirmou o delegado, que é titular da Delegacia de Bom Jesus, e atua em outros municípios da região.

Aldely diz, ainda, que a investigação apontará as circunstâncias do crime. Segundo o delegado, a autópsia realizada já pôde apontar alguns pontos, como a trajetória da bala e a distância em que foi efetuado o disparo.

"Na versão que ele repassou ao colega, o policial alega que houve uma luta corporal e que, durante essa luta, ocorreu um disparo acidental. Mas a gente não consegue encaixar a versão dele às provas que nós já temos em mãos. Se ele [policial militar] não conseguir nos convencer da veracidade de sua versão, ele provavelmente será indiciado por homicídio doloso", conclui o delegado.


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Por: Cícero Portela

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