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Justiça nega liberdade a pai acusado de jogar o filho no chão e matá-lo

O caso aconteceu em Santa Filomena, em 17 de março deste ano. Joaquim Veleda Neto disse que estava descontrolado após brigar com a esposa.

04/06/2019 09:53h

O juiz Carlos Marcello Sales Campos, titular da Vara Única da Comarca de Gilbués, negou o habeas corpus e manteve a prisão preventiva de Joaquim Veleda Neto, 20 anos, acusado de matar o próprio filho de um ano e seis meses após arremessa-lo contra o chão. O crime aconteceu na cidade de Santa Filomena no dia 17 de março deste ano e, na ocasião, o acusado afirmou à polícia que estava descontrolado após brigar com a mulher e acabou descontando no filho.

A defesa de Joaquim entrou com o pedido de concessão de liberdade provisória alegando ausências, nos autos, de requisitos da prisão preventiva. No entanto, o juiz Marcello Sales destacou a consistência da denúncia oferecida pelo Ministério Público contra Joaquim, afirmando que “o acusado agiu com intenção de matar, por motivo torpe e de maneira inesperada, ergueu o próprio filho e o arremessou ao solo, causando-lhe lesões corporais graves, as quais foram causa eficiente de sua morte”. 

Ainda segundo o magistrado, a conduta narrada na denúncia e corroborada pelos militares que efetuaram a prisão de Joaquim revela a gravidade do ato praticado por ele contra o filho. Carlos Marcello conclui que a prisão preventiva de Joaquim é necessária para a manutenção da garantia da ordem pública, considerando a gravidade do crime do qual ele é acusado, também, o risco de repetição da violência doméstica por ele praticada.

A decisão de manter a prisão preventiva de Joaquim foi tomada por unanimidade pelos membros da 2ª Câmara Especializada Criminal do Tribunal de Justiça do Estado. Joaquim permanecerá preso e responderá o processo recluso ao sistema penitenciário.

Por: Maria Clara Estrêla

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