Jovem gay agredido dentro de delegacia conta que não consegue dormir

Estudante, que pretendia registrar furto de seu celular, acusa policial civil da 81ª DP (Itaipu) que o espancou de homofobia. 'Só vou descansar quando algo for feito', afirma Andrei.

19/07/2017 18:31h

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Em entrevista na sede do programa estadual Rio Sem Homofobia, no Centro do Rio, nesta quarta-feira (19), o estudante Andrei Apolonio dos Santos, de 23 anos, que afirma ter sido agredido por um policial civil dentro da 81ª DP (Itaipu), em Niterói, Região Metropolitana do Rio, na última sexta-feira (12), disse que sua vida mudou drasticamente.

"Eu estou tendo que me manter firme, porque não posso voltar atrás. Nem consegui ir a um psicólogo, não tive tempo para isso. Não consigo dormir. E só vou conseguir descansar quando eu sentir que algo foi feito", disse Andrei, que ainda não fez o reconhecimento dos policiais que estiveram na sala com ele: "Isso já está sendo encaminhado".

Também na tarde desta quarta-feira, o rapaz foi à Corregedoria da Policia Civil para prestar depoimento sobre o caso. Ele conta que esteve na 81ª DP (Itaipu), na Região Oceânica de Niterói, para fazer o registro do furto de seu celular, mas logo ao entrar já foi vítima de xingamentos por parte do policial civil.

Outro agente, segundo Andrei, não participou das agressões, mas observou tudo sem fazer nada. "Que esse policial diga a verdade no depoimento dele: eu não fui agressivo, não desacatei ninguém, e não fiz nada para merecer isso", disse o estudante.

Uma manifestação contra a LGBTfobia está sendo marcada para a próxima quinta feira (27), em Niteroi, próximo à UFF, onde Andrei estuda. Segundo a Central de Atendimento à LGBTfobia, foram registrados 245 casos em todo o estado, sendo 45 deles em Niterói. Ainda segundo o levantamento, 11% dos casos de discriminação aconteceram dentro de órgãos públicos.

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Fonte: G1

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