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Homicídios conclui inquérito sobre morte de Emilly e envia para o Judiciário

Policiais acusados de matar a menina Emilly Caetano foram indiciados pelos crimes de homicídio doloso, tentativa de homicídio e fraude processual.

05/01/2018 15:08h - Atualizado em 05/01/2018 16:02h

A Delegacia de Homicídios concluiu nesta sexta-feira (5) o inquérito sobre a morte da menina Emilly Caetano, assassinada por policiais militares em uma abordagem equivocada em 26 de dezembro de 2017. Com a prisão preventiva dos acusados, a Polícia Civil tinha 10 dias para concluir o inquérito.

De acordo com o coordenador da Homicídios, o delegado Francisco Costa Baretta, o policial Aldo Barbosa Dornel e o cabo Francisco Venício Alves foram indiciados pelos seguintes crimes: homicídio doloso, quando há intenção de matar; tentativa de homicídio contra o pai da menina, o cantor Evandro Costa; e fraude processual, por terem alterado a cena do crime com o intuito de prejudicar as investigações.

O inquérito foi encaminhado para a Vara de Inquéritos do Tribunal de Justiça e conta com os depoimentos de 11 testemunhas, exames de corpo delito das vítimas e laudos periciais do local do crime. Segundo o delegado, as imagens das câmeras de segurança coletadas pela Homicídios e as provas materiais corroboram a versão das testemunhas, de que os policiais atiraram depois que o carro em que estava a família parou no estacionamento de uma concessionária, na avenida João XXIII.

Segundo o delegado Baretta, o fato da Polícia Militar ter negado a apresentação dos acusados à Polícia Civil e ter recusado a entrega de documentos importantes para a investigação, como o auto da prisão em flagrante e o registro do livro do 5º Batalhão da PM, não prejudicaram o andamento da investigação da Polícia Civil.

“A lei diz que a autoridade policial, ao ter todos os elementos, pode fazer o indiciamento. Nós não dependemos da autorização do comandante da PM. Nós solicitamos o registro do livro para confirmar a versão dos policiais, de que eles tinham recebido uma chamada comunicando um assalto com um carro com as mesmas características, mas não conseguimos confirmar a informação, porque eles não apresentaram o livro para a Polícia Civil, mas todas as provas comprovam a versão dada pela família da Emilly”, explica o delegado.

Veja os vídeos da abordagem:





Por: Nathalia Amaral

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