Preso por fraude teria vendido prova por R$ 2000 mais dez salários

Segundo investigação, Tadeu Bruno, de 28 anos, vendeu a prova de Português do último concurso da PM a dois candidatos.

07/07/2017 07:28h - Atualizado em 07/07/2017 13:13h

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Atualizada às 12h39:

(Foto: Moura Alves/ O Dia)

O delegado Kleidson Ferreira, em coletiva de imprensa na Delegacia de Geral, deu detalhes sobre a investigação que prendeu Tadeu Bruno do Nascimento, de 28 anos, acusado de fraudar o concurso da Polícia Militar realizando no mês de maio. O rapaz teria recebido as 14 questões de português pelo aplicativo de mensagens Whatsapp e vendido por R$ 2000 a dois candidatos. Ele próprio prestou o concurso.

A investigação começou a partir das primeiras prisões realizadas contra a fraude no certame. Na ocasião, uma pessoa foi presa por ter compartilhado a prova em grupos de Whatsapp. Segundo o delegado Kleidson, essa pessoa declinou de quem havia recebido as questões, e essa deu o nome de outra, e assim por diante, até chegar ao homem preso hoje. “Fizemos uma linha reversiva ao compartilhamento”, explicou o delegado.

(Foto: Moura Alves/ O Dia)

A GRECO afirma ter indícios fortes de que Tadeu Bruno recebeu as questões quatro dias antes da prova, na quinta-feira (18). De posse do material, negociou a venda com duas pessoas, entre elas um colega de trabalho. Cada candidato teria pago R$ 2000 pelas perguntas, mais 10x o salário de Policial Militar caso fosse aprovado, a ser pago quando já estivesse trabalhando.

De acordo com o delegado Kleidson, o suspeito nega as acusações, afirmando que recebeu a prova, mas não a comercializou. Ele afirma ainda que recebeu a prova apenas no sábado.


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Investigações perto do fim

Com a prisão de Tadeu, são quinze pessoas presas por tentativas de fraude ao concurso da PM. Segundo o delegado Kleidson, a investigação segue para tentar descobrir quem seria a pessoa que enviou o material para o vigilante.

Além do mandado de prisão, a operação cumpriu ainda cinco mandados de busca e apreensão e um de condução coercitiva. O delegado Kleidson disse que teria de manter o nome do conduzido em sigilo, por determinação da Justiça. Sobre os mandados de busca, ele disse que o material encontrado está em análise. 

(Foto: Moura Alves/ O Dia)


Atualizada às 9h09

A GRECO conseguiu prender o homem apontado como a primeira pessoa a ter acesso à prova de Português do último concurso da Polícia Militar, realizado em maio. Segundo informações preliminares, o preso seria segurança de um shopping center de Teresina. Ele é suspeito ainda de comercializar e distribuir a prova para outros candidatos.

Além dele, outra pessoa foi conduzida coercitivamente para prestar esclarecimentos. O delegado Kleidson Ferreira disse que a investigação não conseguiu indícios suficientes para pedir a prisão temporária deste, e solicitou a condução coercitiva para que possa coletar mais provas do envolvimento com a fraude.


A Polícia Civil do Piauí, através do Grupo de Repressão ao Crime Organizado-GRECO na manhã de hoje (7) deu cumprimento a um mandado de prisão, um mandado de condução coercitiva e cinco de buscas e apreensões, com objetivo de prender e arrecadar outras provas contra a pessoa que primeiro teve acesso a prova de Português do último concurso realizado para Polícia Militar, realizada no dia 21 de maio de 2017. 

Segundo o delegado Kleidson Ferreira, titular do GRECO em casos de fraude a concursos, esta pessoa teria comercializado e distribuído a prova para outros candidatos. A investigação iniciou a partir das prisões feitas na época. 


Foto: Moura Alves/O Dia


Foto: Moura Alves/O Dia


Foto: Moura Alves/O Dia


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Edição: Nayara Felizardo
Por: Andrê Nascimento

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