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Governo fala em 'abuso de autoridade' sobre ação da PF

Por meio de nota, o Executivo afirmou que não há investigação contra o Estado e sim contra empresas e servidores que tem direito de legítima defesa.

25/09/2019 10:31h - Atualizado em 26/09/2019 07:14h

O Governo de Estado do Piauí se pronunciou por meio de nota sobre a operação Satélite, deflagrada hoje (25) pela Polícia Federal, com cumprimento de mandados de busca e apreensão dentro do Palácio de Karnak. No comunicado, o Executivo afirmou que não há investigação contra o Estado e que o processo investiga empresas e servidores, “a quem cabe o direito legítimo de defesa”.



Leia também: PF cumpre 19 mandados judiciais e faz buscas no Palácio de Karnak 


A nota do Governo diz ainda que o Estado é parte interessada no processo e que sempre agiu de forma colaborativa com as forças policiais, fornecendo todos os documentos, dados e informações solicitadas. O governo criticou o que chamou de “espetáculo” e falou em “abuso de autoridade” ao mencionar busca e apreensão realizada pela polícia dentro de repartições públicas que não são objeto de investigação.

O Governo finalizou a nota dizendo que reafirma seu compromisso com a transparência e continuará repassando documentos e informações solicitadas, demonstrando que tem interesse na elucidação dos fatos com respeito à lei.


PF cumpriu mandados de busca e apreensão dentro do Palácio de Karnak - Foto: O Dia

"Locais visitados têm relação com os investigados", diz delegada

Durante a coletiva de imprensa na qual deu detalhes sobre a Operação Satélite, a Polícia Federal explicou as diligências realizadas na sede do Governo do Estado e na Secretaria de Infraestrutura, sendo que as fraudes detectadas foram praticadas no âmbito da Secretaria de Educação. Todos os locais visitados eram endereços relacionados aos investigados, foi o que disse a polícia.

"As buscas hoje aconteceram nos endereços residenciais dos investigados, ou em locais de trabalho dos investigados ou em imóveis utilizados em prática de lavagem de dinheiro. Inclusive os órgãos públicos que foram alvos hoje são locais atuais de trabalho dos investigados", explicou a delegada da PF, Milena Soares.

É que na época em que os atos ilícitos foram praticados (entre 2013 e 2017), os servidores investigados trabalhavam na Secretaria de Educação. No entanto, de lá para cá, alguns foram remanejados para serviços na sede do Governo e na Secretaria de Infraestrutura. Daí os mandados terem sido cumpridos nestes dois endereços.

Por: Maria Clara Estrêla e Breno Cavalcante

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