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Governadores criticam diálogos de procuradores e pedem investigação

Uma nota dos governadores da região critica diálogos entre membros do MPF publicados pela imprensa nacional.

01/07/2019 07:34h - Atualizado em 01/07/2019 11:32h

Governadores do Nordeste reagiram às ultimas mensagens divulgadas pelo site The Intercept, em supostos diálogos de procuradores da operação Lava Jato. As revelações apontam no sentido de um suposto acordo informal entre membros da Justiça e do Ministério Público que poderiam ter agido institucionalmente se utilizando de critérios políticos. A frase que mais causou o repudio dos governadores foi a do coordenador da Força Tarefa, Deltan Dellagnol, sugerindo busca e apreensão na casa de Jacques Wagner, senador petista da Bahia, por uma ‘questão simbólica”.

“As conversas anormais configuram um flagrante desrespeito às leis, como se os fins justificassem os meios...Agora, um dos trechos das conversas divulgadas destacam o Procurador Deltan Dellagnol sugerindo busca e apreensão na residência do hoje Senador pela Bahia, Jaques Wagner. E a justificativa do coordenador da Lava Jato? "Questão simbólica", ou seja, ao lixo o direito. É mais uma revelação de extrema gravidade”, diz trecho da nota.

Os governadores consideram um ato corrupto o desrespeito à legislação - Foto: Arquivo O Dia

O texto afirma ainda que é “inadmissível uma atuação que se denuncia ilegal entre membros do Ministério Público e do Judiciário, combinando previamente passos de uma importante investigação, com o intuito de perseguir e prender pessoas.”. 

Os governadores da região reivindicam ainda uma rápida apuração das denúncias e afastamento dos supostos envolvidos. “Defendemos, ainda, a revisão ou anulação de todo e qualquer julgamento realizado fora da legalidade... Outrossim, sublinhamos a relevância de o Congresso Nacional concluir a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade”, afirma o texto, concluindo que o grupo de gestores apoia o combate à corrupção, mas também consideram como um ato corrupto, a condução de processos jurídicos desrespeitando a lei.

Por: João Magalhães - Jornal O DIA

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