Gangues rivais trocam ameaças pelo Facebook

Postagens denunciam integrantes de gangues da zona Sul.

21/10/2013 18:48h - Atualizado em 21/10/2013 19:10h

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Se a polícia quiser descobrir muitas informações sobre as gangues da zona Sul de Teresina, basta acessar alguns perfis no Facebook. Estarão lá dados sobre assassinatos, ameaças de morte e briga entre gangues. Os envolvidos são na maioria jovens do Promorar e das vilas Santa Cruz e Afegão contra outros da Vila São José.

No dia 27 de abril, um suposto perfil do Márcio Pop postou ameaça direcionada a uma adolescente. No texto ele dizia para ela avisar aos integrantes da gangue da Vila São José que todos iriam morrer, inclusive citando os nomes dos rivais. A menina não se sentiu intimidada e a troca de agressões começou.

Quatro meses após a postagem, no dia 26 de agosto, Márcio Pop foi assassinado por um menor, em um pagode no bairro Saci, dando início à sequência de mortes registradas recentemente na zona Sul.

Segundo o chefe de investigação do 4º Distrito Policial, Hilton Barbosa, os envolvidos na série de assassinatos são da gangue do Márcio Pop contra a do Nego Wilson, que se encontra atualmente preso. Em uma lista de 12 pessoas ameaçadas, a turma do criminoso assassinado já conseguiu matar oito do grupo rival. Dos quatro que ainda faltam, uma delas é a jovem que recebeu o recado de Márcio Pop pelo Facebook, no mês de abril, além de três parentes do Nego Wilson.

Recentemente, no dia 6 de outubro, um perfil no Facebook comemorou a morte de um rival. “E agora, cadê o Tiquim? Tá no inferno! Parceiro vingado, Marquim!”. O texto faz referência a umas das 3 mortes ocorridas no mesmo dia, no bairro Promorar, que vingaria a morte de Márcio pop.

A postagem já tem 88 comentários com trocas de ameaças, sendo o último do dia 19 de outubro. Enquanto uns defendem o antigo líder, Márcio Pop, outros comemoram sua morte. Uma das defensoras diz para um rapaz calar a boca e avisa: “Se não, tu vai amanhecer com ela cheia de formiga”.

No decorrer da discussão, vão aparecendo nomes de jovens que já morreram e de outros que ainda podem ser assassinados. As meninas que se envolvem no confronto são geralmente menores e namoram integrantes das gangues. 


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Por: Nayara Felizardo e Maria Clara Estrêla

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