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Família de rapaz espancado por eleitores de Bolsonaro teme pela sua vida

Pai de jovem agredido diz que filho não fez qualquer provocação ou outra atitude que justificasse as agressões.

08/10/2018 19:44h - Atualizado em 08/10/2018 20:12h

O servidor público federal Paulo Bezerra, pai do estudante de arquitetura que foi atacado por um grupo de eleitores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), relatou à reportagem d'O DIA que teme pela vida do filho, que é servidor público da Secretaria Estadual de Saúde.

O episódio ocorreu no viaduto situado no cruzamento das avenidas Marechal Castelo Branco e Higino Cunha, no final da tarde do último sábado (8).

Com receio de que o estudante de 24 anos seja perseguido e sofra novas agressões, a família decidiu não registrar queixa crime, e o rapaz apenas registrou um boletim de ocorrência. 

O pai do universitário afirma que o filho não fez nenhuma provocação ou qualquer outra atitude que justificasse a violência que sofreu. 

Depois de ser cercado e espancado por militantes pró-Bolsonaro, o jovem sofreu três fraturas em diferentes pontos do rosto, além de várias escoriações pelo corpo. 

Num vídeo gravado por uma pessoa que testemunhou o episódio, é possível ver que pelo menos três homens agridem o jovem, que usava uma camiseta vermelha. Outros apoiadores de Bolsonaro, por sua vez, tentaram impedir as agressões.

"Não havia nada que o identificasse como petista ou não petista. Apenas o fato de estar usando uma camisa vermelha. Estamos vivendo um momento em que a paixão por um candidato está falando mais alto. Estão ignorando a liberdade de expressão e o direito de ir e vir", afirmou Paulo Bezerra, que é ligado ao movimento sindical. 

Pessoas ligadas aos agressores gravaram um vídeo acusado a vítima de ter roubado um aparelho celular, mas, segundo Bezerra, ele é que teve seu celular roubado enquanto era agredido. 

"Nós não estamos preocupados em identificar os agressores, porque queremos preservar nossa família. Todo mundo agora sabe onde ele estuda, onde ele trabalha, onde ele mora. E quem vai proteger meu filho de uma gangue daquela, que pode agredir meu filho em qualquer lugar?", questiona Paulo Bezerra.


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