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Caso Emilly: família pede ajuda; pai não tem previsão para voltar ao trabalho

Os familiares de Emilly exigem que os policiais militares sejam expulsos da corporação e que a família receba o auxílio necessário, como o apoio psicológico

02/01/2018 10:31h - Atualizado em 02/01/2018 13:44h

A mãe da menina Emilly Caetano Costa foi ao Instituto Médico Legal para fazer novos exames de corpo de delito a pedido da Delegacia de Homicídios. O delegado Francisco Costa, o Baretta, quer anexar ao inquérito informações sobre os outros membros da família que ficaram feridos com os tiros disparados pelos policiais militares Aldo Luís Barbosa Dornel e Francisco Venício Alves. Eles podem ser indiciados por homicídio qualificado e fraude processual, pois teriam modificado a cena do crime.

Os disparos que atingiram a família teriam sido efetuados por Aldo Luís, enquanto o outro PM admitiu ter disparado para o alto.


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Daiane Caetano mostra cicatriz deixada por projétil que transfixou seu braço esquerdo (Fotos: Assis Fernandes / O DIA)

A mãe da menina, Daiane Félix Caetano, afirmou ao ao Portal O DIA que a família precisa de ajuda. O cantor Evandro Costa, pai da criança, tinha alguns shows agendados para o final do ano, mas ele também foi atingido pelos disparos e só recebeu alta no último domingo. A bala ainda está alojada na cabeça e não pode ser retirada, segundo Daiane. "Estamos precisando de alimentação, fralda para as outras crianças e material de higiene. Meu marido não tem previsão de quando poderá voltar ao trabalho", afirma a mãe.

A família mora no Parque Alvorada, em Timon. Quem quiser ajudar, pode entrar em contato através do número 9 8810 2100.

Nesta terça-feira (2), a família da criança tinha uma audiência marcada com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Carlos Augusto, mas o encontro não aconteceu. Eles querem pedir que o policial que efetuou os disparos durante a abordagem seja expulso da corporação. "Eu sei que minha filha não vai voltar, mas eu quero justiça. Quero que esse policial seja preso e perca a farda, e que eles arquem com o que fizeram", afirmou Daiane.

Representantes do Conselho Tutelar de Teresina, do Comitê de Combate à Tortura do Piauí e da Secretaria de Desenvolvimento Social (Semdes) acompanharam a família na Delegacia de Homicídios.

Os membros da secretaria ainda tiveram uma conversa preliminar com uma oficial do Comando da PM-PI, e a expectativa é que os pais de Emilly reúnam-se com o comandante-geral ainda esta semana.

De acordo com conselheiro tutelar Djan Moreira, a Polícia Militar deu apenas a urna funerária para o enterro da criança. “O apoio psicológico e as demais assistências necessárias ainda não foram oferecidas”, afirma.

Natal de luto

A mãe de Emilly ressaltou a triste coincidência no fato de a morte trágica da filha ter ocorrido um dia depois do Natal, na madrugada de 26 de dezembro. 

"Todo Natal nosso agora vai ser de tristeza, de luto e de choro. Antes nós estávamos com nossa filha, mas a partir de agora ela não estará mais conosco", lamentou Daiane.

Pai não culpa Polícia Militar 

O pai de Emilly, Evandro da Silva Costa, diz que espera uma punição justa para os PMs, sobretudo o que efetuou os disparos direcionados à sua família. "Eu não estou aqui culpando a Polícia Militar de um modo geral, mas sim esse policial, que não deveria estar na corporação", afirma Evandro.

Por: Nayara Felizardo e Cícero Portela (do IML)

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