Réu confesso de assassinato, palhaço é libertado

Júri entendeu que acusado matou ex-companheira por acidente

07/11/2012 12:45h

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Réu confesso do assassinato da ex-companheira, o artista de circo Washington Barros Silva, foi libertado na noite desta quarta-feira, dia 07, após julgamento no Tribunal do Júri de Teresina. Venceu a tese de que o tiro que matou Kaísa Helane, 28 anos, foi acidental.

Preso desde março deste ano, após mais de um ano foragido, Washington teve a pena de 1 a 3 anos de reclusão substituída por serviços comunitários. O jovem deixou a sede do tribunal acompanhado por familiares.

A defesa do acusado alegou que Washington e Kaísa discutiram antes do crime. A confusão aconteceu no interior do automóvel dela, que estava estacionado em um posto de combustíveis na zona leste de Teresina.

De arma em punho e sentado no banco traseiro, o acusado discutia com a ex-companheira, que estava no assento destinado ao motorista. Kaísa teria tentado desarmar Washington. Nesse momento a arma disparou, atingindo o tórax da vítima, que faleceu no local. Essa foi a linha sustentada pelos advogados de defesa. A prova seria o coldre da arma, abandonado no interior do carro.


Washington afirma ter assassinado Kaísa por acidente

Já o Ministério Público Estadual (MPE) sustentou a tese de que Washington caminhou até o carro da jovem, efetuou o disparo do lado de fora do veículo, fugindo em seguida. Com esse entendimento, o promotor Eliardo Cabral queria a condenação do réu por homicídio doloso (quando há a intenção de matar).

Diante da posição contrária do júri - que entendeu que o homicídio foi culposo (não houve a intenção de matar) -, o representante do MPE recorreu da sentença.


Válter Leite acompanhou julgamento do acusado de assassinar sua filha

Revolta

Os familiares da vítima ficaram revoltados com a decisão do júri. "Não existe Justiça. Você pode matar, que será inocentado", desabafou Válter Leite, pai de Kaísa.

O empresário acompanhou todo o julgamento. Antes do anúncio do veredicto, demonstrava confiança de que Washington seria condenado. "O que eu posso dizer? Estou decepcionado. Falei para a juíza que tava querendo justiça e, não, injustiça", relata Válter, que gastou R$ 30 mil em uma investigação paralela que culminou na prisão do acusado.




Em julgamento, palhaço acusado de matar esposa alega traição
publicada às 12h45

Acontece durante todo o dia de hoje (07), no Tribunal Popular do Júri de Teresina, o julgamento de Washington Barros Silva, acusado de matar a jovem Kaísa Helane Lima de Sousa em novembro de 2010. A jovem foi alvejada por tiros enquanto estava dentro de um carro em um posto de combustível na zona leste da cidade. Após meses de investigação, o pai da vítima localizou Washington no estado Alagoas onde ele continuava a trabalhar como palhaço.

Na época do crime Kaísa Helane tinha 28 anos e cursava enfermagem. A vítima foi atingida por um tiro no tórax, acabou não resistindo, e morreu na hora. Washington fugiu do local logo após efetuar o disparo. Kaísa deixou uma filha que hoje tem 7 anos de idade. Os dois estariam terminando o relacionamento que durou cerca de nove anos.

Fotos: Assis Fernandes e Rômulo Maia

Durante um ano e quatro meses, o palhaço Washington Barros esteve foragido. Neste período o pai de Kaísa, Valter Leite iniciou por conta própria uma investigação na tentativa de localizar o acusado. Segundo informou o tio da vítima, Luis Sousa, que acompanhava o julgamento, foram gastos pela família cerca de 30 mil reais até que Washington fosse encontrado em março deste ano na cidade de Arapiraca. Desde então, ele ficou a disposição da justiça aguardando pelo julgamento de hoje.

Para os familiares de Kaísa, o que teria motivado o crime seria uma crise no relacionamento do casal. Luis Sousa acredita que Washington não aceitou a separação e cometeu o assassinado. Ainda de acordo com o tio da vítima, Kaísa já teria sido agredida anteriormente e teria recebido ameaças do acusado.

Durante o julgamento, as testemunhas de defesa e os familiares do acusado apresentaram a versão de que Kaísa havia cometido um adultério e que esta seria a principal motivação do crime. Os testemunhos revelaram ainda a vontade de Washington se entregar durante o período que esteve foragido. A juíza Zilnar Costa está à frente do julgamento.

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Por: Yuri Ribeiro e Rmulo Maia

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