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"É uma falácia dizer que Bancos são vítimas de golpe", diz Celso Barros

“Vítimas de Golpe” são os idosos atacados por “coiotes bancários”, em suas comunidades rurais, afirma o Presidente da OAB/PI.

24/05/2019 08:16h

Contestando o argumento que atribui à Rede Bancária falta de organização suficiente para fazer, em tempo hábil, a devida comprovação junto Poder Judiciário, da efetiva contratação das operações de empréstimos consignados concedidos a aposentados e pensionistas da Previdência Social, o Advogado Celso Barros Neto, Presidente da OAB/PI disse que “os Bancos são as Instituições mais organizadas do mundo”, acrescentando que “o sistema financeiro nacional nada fica a dever às instituições congêneres de países mais desenvolvidos” sendo, inclusive, em alguns aspectos, mais aperfeiçoado que aquelas”. 


Celso Barros Neto, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Piauí - Foto: Elias Fontinele/O Dia

Para o Presidente da OAB/ PI, o que na realidade está ocorrendo é uma fraude generalizada contra os aposentados e pensionistas da Previdência Social, em sua maioria idosos e hiposuficientes, fraude essa praticada por agentes bancários – esses sim, os verdadeiros “coiotes”, diz Celso - que, às caladas da noite, assediam os idosos em suas próprias residências localizadas em comunidades rurais distantes da zona urbana das cidades, induzindo-os à assinatura de formulários apócrifos, por eles adredemente preparados, que são, posteriormente, repassados às instituições bancárias por si representadas, fechando, dessa forma, o círculo vicioso da contratação de uma operação de empréstimo consignado fraudulenta e ilícita. 

E questiona o Presidente da OAB: “... se os Bancos não fossem organizados neste País, quem mais poderia ser? ... Quem mais possui recursos e maior necessidade de organização que os próprios Bancos, sendo eles os fiéis depositários de todo o meio circulante da Nação?” Ocorre que, em sua maioria - esclarece Celso Barros Neto - os agentes contratados por esses Bancos para a captação de tais empréstimos, agindo de forma fraudulenta e ilícita, estão se apropriando pessoalmente dos recursos liberados, ficando o idoso permanentemente comprometido com o pagamento mensal de uma operação da qual quase nada, e muitas vezes mesmo, nada recebeu e que jamais se extingue, pois que periódica e automaticamente renovada. Não poderia ninguém, de sã consciência, acreditar estejam os Bancos agindo de má fé, pois seria isso inconcebível. Entretanto, as instituições financeiras não podem se fugir de sua responsabilidade objetiva pelos agentes bancários inidôneos que lhes prestam serviços e que fraudam e falsificam em proveito próprio documentos bancários das instituições que representam, apropriando-se indebitamente dos parcos recursos auferidos pelos aposentados e pensionistas beneficiários da renda mínima da Previdência Social, finaliza Celso Barros Neto.

Fonte: Jornal O Dia

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