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Dupla é condenada pela Justiça por chacina no Alto da Ressurreição

A dupla de menores atingiu com disparos de arma de fogo cinco pessoas, sendo que uma delas morreu antes de chegar ao hospital. Entre os feridos estava uma criança.

03/10/2019 09:06h - Atualizado em 03/10/2019 09:16h

Izael de Sena Rosa Pereira, 26 anos, e Bruno Wanderson de Sousa, 20 anos, foram condenados pelo Tribunal Popular do Júri em razão de uma chacina ocorrida no bairro Alto da Ressurreição, na zona Sudeste de Teresina, em 2013.


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Segundo a denúncia do Ministério Público do Piauí, a dupla atingiu com disparos de arma de fogo cinco pessoas, sendo que uma delas morreu antes de chegar ao hospital. Entre os feridos, estava uma criança de sete anos, que recebeu disparos na cabeça. O crime teria sido motivado por uma desavença entre membros de gangues.

 (Foto: Arquivo O Dia)

Na sentença, a juíza Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri, ressalta a conduta reprovável dos réus. Ambos os acusados eram menores de idade à época dos fatos e agiram demonstrando “absoluta insensibilidade para com a vida de seus semelhantes”.

Para a magistrada, os jovens se aproximaram das vítimas de “modo destemido e afrontoso, dispostos a ceifar a vida de um desafeto e de todos que lá e se encontravam e, não pouparam esforços para atingir o seu objetivo”.

Durante o julgamento, os jurados acataram, integralmente, os pedidos do MPPI, reconhecendo a autoria e a materialidade das cinco tentativas de homicídio qualificado, o que resultou na aplicação de pena de 14 anos e 7 meses de reclusão. O Defensor Público Geral do Estado, Erisvaldo Marques, participou da defesa dos acusados.

O Conselho de Sentença considerou que Izael Pereira e Bruno de Sousa agiram por motivo fútil. A culpabilidade foi comprovada e considerada gravíssima.

O julgamento do terceiro acusado de participar do crime, Francisco Williams, deverá acontecer ainda durante o mês de outubro. 

Entendendo que a pena foi fixada em patamar inferior ao que deveria ter sido efetivado, o Ministério Público irá recorrer.

Por: Nathalia Amaral, com informações do MPPI.

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