Diarista violentada por advogado em Teresina pediu ajuda ao porteiro: "˜ele não acreditou"™

A mulher conta que se jogou da sacada do apartamento, no segundo andar, e que foi ameaçada pelo advogado caso o denunciasse.

15/07/2021 09:15h - Atualizado em 15/07/2021 11:37h

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A reportagem de O Dia conversou com a vítima do estupro praticado pelo advogado Jefferson Moura Costa nesta quarta-feira (14). Ela prestou depoimento na Central de Flagrantes de Teresina e relatou que foi desacreditada pelo porteiro do prédio ao pedir ajuda e que após sofrer o primeiro abuso, Jefferson ainda ameaçou praticar o ato novamente após ela terminar suas atividades domésticas.


Por questões de segurança e para preservá-la, nem seu nome nem idade serão informados. Em seu relato, ela conta que chegou a pedir socorro para o porteiro do prédio do advogado, mas ele não acreditou em sua palavra e falou que ela estava mentindo, se recusou a abrir a porta para que ela saísse e só o fez quando um outro morador o ordenou que deixasse ela passar.

“Eu estava limpando o apartamento e quando chegou na parte do quarto, vi que tinha muitas camisinhas usadas e outras pelo chão fechadas. Fiquei com medo que algo acontecesse comigo, mas limpei o quarto e lavei o banheiro. Quando fui para o segundo quarto foi a mesma situação, muitas camisinhas espalhadas. Aí ele pegou uns livros e disse que ia limpar e foi para a sala. Quando ele voltou, ele estava se masturbando e me agarrou dizendo ‘te disse que você não ia escapar’”.


Foto: Reprodução

Ela diz que ele a violentou e ainda ameaçou repetir o ato depois que ela terminasse a faxina. No desespero, ela aproveitou que o advogado estava deitado no sofá, subiu no corrimão e se jogou da sacada do apartamento, que fica no segundo andar do prédio. “Eu pedi a Deus para não morrer, porque tenho filho pequeno”, conta. 

Após conseguir fugir do prédio, a vítima diz que saiu correndo no meio da rua e que foi socorrida por uma mulher, que a acolheu e acionou a polícia. Na delegacia, ela relatou ainda que sofreu ameaças do advogado, que teria lhe dito que ninguém acreditaria caso ela o denunciasse, porque “ele é conhecido e conhece gente poderosa”. 

Todo o relato foi colhido formalmente pelo delegado plantonista na Central de Flagrantes e anexado nos autos. O advogado Jefferson Moura segue preso pelo crime e a OAB-PI disse que está acompanhando o processo por meio de sua Comissão de Prerrogativas.

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Por: Com informações de Tony Silva, da O Dia TV

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