Delegada fala sobre o perfil das vítimas do advogado Jefferson Moura: "mulheres jovens"

Vilma Alves pede que eventuais vítimas dele se pronunciem para dar mais solidez ao processo e endurecer a denúncia a ser oferecida..

16/07/2021 11:27h

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A titular da Delegacia da Mulher regional Centro, Vilma Alves, ouviu novas vítimas do advogado Jefferson Moura Costa na manhã desta sexta-feira (16). São mulheres que resolveram denunciá-lo formalmente após verem a repercussão do caso da diarista que foi brutalmente estuprada por ele em crime ocorrido na última quarta (14). Jefferson se encontra preso preventivamente sem direito a pagamento de fiança.

Em sua fala, a delegada comentou o perfil das vítimas do advogado. Segundo ela, ele usava de sua condição social para intimidá-las e mantê-las em silêncio depois de praticar os delitos e evitar ser denunciado. “O modus operandi que ele fazia com as mulheres tem se estendido. As vítimas, nós estamos sentindo que são jovens, que têm medo por causa da situação social e profissional dele e isso tudo as intimida”, explicou.

Vilma comenta ainda a deficiência da rede de proteção em torno da diarista, vítima mais recente de Jefferson. No entendimento dela, o fato de o advogado estar cercado de defensores, inclusive membros de entidades oficiais, acabou por intimidar ainda mais a vítima. Para a delegada, foi uma sorte ela não ter desistido de denunciá-lo formalmente.


A delegada Vilma Alve comentou sobre o perfil das vítimas de Jefferson Moura - Foto: Reprodução

“Uma mulher não vai mentir, ela não vai a uma delegacia mentir em um caso desse. Você vê o estado emocional e a forma como ela se encontrava totalmente desarticulada, chorando, tremendo e com medo, se sentindo realmente um lixo porque ele [o acusado] estava rodeado de advogados. Isso é um direito dele, mas se não fosse a delegada que estava lá, eu acho que ela teria até desistido como muitas fazem. Isso é preocupante, as instituições de políticas-públicas precisam rever a situação da mulher vítima de violência doméstica ou estupro. Ela fica vulnerável e não se sente apoiada”, dispara a delegada.

Vilma sugeriu a presença obrigatória de um defensor público na Central de Flagrante de Gênero e nas delegacias especializadas para dar suporte jurídico e confiança às vítimas.

Quando a Jefferson, ela reforçou a necessidade de que outras eventuais vítimas dele compareçam à delegacia e prestem denúncia formal para que a polícia possa anexar novas provas e dar mais robustez ao inquérito de modo a garantir que a denúncia a ser oferecida contra ele seja mais dura.

A Delegacia da Mulher Centro está recebendo denúncias pelo número (86) 99414-7170. Denúncias também podem ser feitas pelo Disque 180, do Governo Federal, através do aplicativo Salve Maria ou diretamente nas Delegacias da Mulher Centro, Sudeste, Sul e Norte. A Delegacia Virtual também recebe boletins de ocorrência de violência contra a mulher.

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Por: Com informações de Tony Silva, da O Dia TV

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