Delegada da Mulher de Caxias já havia pedido reforço policial

Esposa de investigadora ferida diz que vai processar o Estado.

16/05/2014 11:51h - Atualizado em 16/05/2014 12:09h

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A tragédia que terminou com a escrivã Loane Maranhão da Silva Thé morta e a investigadora Marilene Santos Almeida ferida, na Delegacia da Mulher de Caxias, não foi apenas uma fatalidade. A ação de Francisco Alves da Costa poderia ter sido evitada caso o Estado tivesse atendido a solicitação da delegada Ceomar Mendes, que pediu o reforço de outro policial civil na delegacia, há algum tempo.


Delegacia onde aconteceu o crime, na tarde de ontem

Segundo o militar e esposo de Marilene, João Carlos da Cunha, isso mostra que existe a responsabilidade do Estado. “Eu vou entrar com um processo porque a minha esposa só está viva por milagre. O assassino poderia ter matado duas pessoas”, disse o policial.

Marilene foi atingida na região do tórax, a poucos centímetros do coração e do pulmão. Ela foi levada para o hospital, onde passou a noite em observação. Hoje, recebeu alta e já está em casa, mas ainda não pode falar. O ferimento precisou de 16 pontos para ser fechado.


Francisco Alves da Costa matou a escrivá e feriu a investigadora

João Carlos contou detalhes de como a sua esposa tentou ajudar Loane. Marilene estava na sala da delegada e a escrivã no cartório, onde pegava o depoimento de Francisco Alves, acusado de estuprar as duas filhas. “Quando ela ouviu um pedido de socorro foi correndo. Ao abrir a porta, já foi surpreendida por ele”, disse João Carlos.


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Para o esposo de Marilene, o assassino de Loane tinha a intenção de matar também a sua mulher. “Ele foi direto no coração. Por milagre não atingiu nenhum órgão vital. Minha esposa renasceu”, afirma João Carlos.

Escrivã assassinada sonhava em ser delegada

Loane Maranhão da Silva Thé, assassinada por Francisco Alves da Costa, sonhava em ser delegada. Ela já tinha feito outros dois concursos, um no Mato Grosso do Sul e outro no Maranhão. Segundo João Gerônimo Filho, tio de Loane, ela tinha a expectativa de assumir o cargo nos próximos dias. “Estava apenas preparando uns documentos. Era para o Estado do Maranhão”, conta ele.


Loane Maranhão da Silva Thé

Essa é a terceira tragédia que a família enfrenta em cinco meses. No dia 16 de dezembro, o irmão de Loane, Guilherme Rodrigues, estava com o primo Marcos Ronald no monomotor que caiu no aeroporto de Teresina. “A família está arrasada”, disse João, que é pai de Marcos.

Muitas pessoas estão indo ao velório de Loane, que acontece na Pax União, localizada na avenida Miguel Rosa. O enterro será às 17h, no Cemitério Jardim da Ressurreição, na zona Sudeste de Teresina. 

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Por: Nayara Felizardo e Allana Sousa

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