Criminosos se passavam por pacientes com câncer para fraudar benefícios do INSS no Piauí

A quadrilha foi desarticulada pela Polícia Federal, que cumpriu seis mandados em Picos. Prejuízos aos cofres do INSS com a fraude é superior a R$ 230 mil.

06/10/2021 08:45h - Atualizado em 06/10/2021 10:08h

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Esta quarta-feira (06) amanheceu com intenso movimento policial na cidade de Picos, onde agentes da Polícia Federal cumprem mandados judiciais para desarticular uma quadrilha especializada em fraudar benefícios previdenciários do INSS. Ao todo, a PF executa seis mandados, sendo três de busca e apreensão e três de prisão temporária. Todos os pedidos foram expedidos pela 1ª Vara Federal de Teresina.


Os seis mandados judiciais foram cumpridos em Picos - Foto: Divulgação/Polícia Federal

Chama atenção o fato de que, para fraudar os benefícios previdenciários, os criminosos se apresentavam, em sua maioria, como portadores de câncer, falsificando exames e atestados médicos para poder receber os valores dos benefícios.

A operação foi batizada de Neoplasia, que decorre do fato dos investigados e dos beneficiários se apresentarem à perícia médica do INSS como portadoras da doença neoplasia, geralmente câncer, a fim de induzir o INSS ao erro e obter o benefício previdenciário, especialmente o auxílio doença.

De acordo com a polícia, foram identificados ao menos 190 benefícios atrelados à organização criminosa, dos quais já se constatou a fraude em 38 deles. O prejuízo aos cofres públicos e ao INSS causado pela ação criminosa é superior a R$ 230 mil. A PF solicitou e a justiça já determinou o bloqueio das contas bancárias de três envolvidos nas fraudes. Um veículo foi apreendido na ação.

"A Polícia Federal obteve decisão judicial para o bloqueio de três contas bancárias, bem conseguimos desvendar que 190 benefícios estão atrelados aos investigados por suspeita de fraude. Os integrantes da quadrilha vão responder pelos crimes de Organização Criminosa, Estelionato Majorado, Falsidade Ideológica e Uso de Documento Falso", disse o Delegado Eduardo Monteiro, da PF.

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Fonte: Com informações da Polícia Federal

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