Jivago Castro nega relacionamento com Fernanda Lages e diz que foi vítima de ‘boatos’

Ao lado de sua namorada, Valéria Macedo, e com outros familiares, Jivago iniciou deu entrevista

31/08/2011 11:34h

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Edifício Paul Cézanne, bairro Ilhotas - zona Norte de Teresina. O endereço foi o escolhido pelo engenheiro e empresário, Jivago Castro, 39 anos, para quebrar o silêncio e elucidar as especulações extra-oficiais surgidas nos últimos dias relacionando o seu nome com o caso da estudante de Direito, Fernanda Lages Veras, de 19 anos, encontrada morta há uma semana no prédio da futura sede do Ministério Público Federal (MPF), na Avenida João XXIII, zona Leste da capital.

Sobrinho do deputado federal Marcelo Castro (PMDB), Jivago Castro concedeu entrevista à equipe de reportagem O DIA, na manhã desta quarta-feira (31), e afirmou de forma categórica: "Não conheço Fernanda. Nunca conheci. Não sei quem é. Nunca mantive nenhuma aproximação com esta moça, nem mesmo relações de amizade". Sentindo-se injustiçado, Jivago relatou que a história colocando a sua figura no local onde o corpo da estudante são "boatos", frutos de uma pessoa que deseja denegrir a imagem de sua família.

Ao lado de sua namorada, Valéria Macedo, e com outros familiares, Jivago iniciou a entrevista justificando o porquê de se pronunciar a respeito do assunto. "Estou diante da imprensa para esclarecer alguns pontos importantes. Tenho que ser ouvido, tendo em vista os boatos que estão surgindo em torno da morte dessa moça. Todos meus amigos e familiares estão transtornados e apreensivos com a situação", disse o engenheiro, negando em seguida qualquer participação na morte da estudante. Segundo ele, "notícias maliciosas" foram divulgadas por uma parte da imprensa.

Segundo revelou Jivago, na noite em que o episódio aconteceu, entre os dias 24 e 25 de Agosto, esteve em sua casa acompanhado de sua namorada e junto com sua mãe, Maria José Costa e Castro. "Na noite de quarta para quinta-feira, eu estava na minha casa. Fui ao cinema mais cedo com a minha namorada e voltamos para o apartamento em que também estava minha mãe. No dia seguinte, levantei às 8 horas e fui trabalhar normalmente", narrou.

O engenheiro acrescentou ainda que se surpreendeu na segunda-feira (29) com notas veiculadas em um portal de notícias da cidade ligando seu nome ao suposto homicídio da universitária Fernanda Lages. "Fiquei surpreso ao saber que a polícia estava protegendo uma pessoa e segurando o caso por isso, ou por aquilo. Ele (pessoa do qual Jivago refere-se em divulgar falsas informações) associou outro engenheiro da obra vizinha (Macrobase Engenharia), que viajou a trabalho no mesmo período em que o corpo foi encontrado, comigo", revelou. Conforme contou Jivago, durante entrevista, após o acontecido em nenhum momento chegou a sair de Teresina - diferentemente das especulações surgidas.

"Nunca viajei. Na quinta (25) estive no [restaurante] Malagueta, na sexta (26) no Chopizza com os amigos e no sábado (27) na casa do meu tio Sebastião Dias. Estou transtornado com o tamanho da injustiça que estão cometendo com a minha pessoa", contou o engenheiro. "Acredito na justiça e na Polícia Civil do Piauí, que é preparada. Isso vai ser esclarecido. Meu nome foi especulado por pura maldade", considera Jivago Castro.

'Me coloco a disposição da polícia'

Quando questionado a existência do seu nome no inquérito policial que investiga a morte da estudante Fernanda Lages, o engenheiro Jivago Castro, explicou: "Não há linhas de investigação que coloque meu nome. A Polícia nunca me chamou para prestar esclarecimentos. Ninguém ainda me procurou. Forneço, se quiserem, material para fazer qualquer exame. O que for preciso estarei à disposição". "Agora, o que não pode é jogar o nome das pessoas na lama do modo como estão fazendo. Não estou relacionado como suspeito", lamentou.

Outra informação repudiada pelo engenheiro na manhã desta quarta-feira (31) relaciona-se ao fato de que estaria com ferimentos e hematomas, especulação surgida após os policiais que estiveram presentes no dia em que o corpo de Fernanda Lages foi encontrado, relataram à imprensa que a estudante teria travado uma luta corporal momento antes de sua morte. "Essa pessoa falou hoje que eu teria que ir direto à delegacia por estar cheio de hematomas e arranhões. Tenho que chegar ao ridículo e fazer isso (Jivago retirou a camisa e expôs seu corpo)", mostrou e em seguida completando: "Estou em casa, sendo humilhado de uma coisa que não fiz".

'Estou refém de uma situação'

O engenheiro aproveitou a entrevista para explicar como soube do crime da estudante Fernanda Lages. Castro teve uma reunião com o corpo técnico da obra do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que tem a sua empresa - Vanguarda Engenharia como responsável, quando um funcionário contou-lhe que no local havia muito policiais. "O instruí ir até a obra para averiguar o que de fato aconteceu e ele me relatou que tinha encontrado um corpo de uma garota", relatou.

Jivago Castro contou ainda que teve uma conversa com o vigilante Domingos Pereira da Silva Santos, 54 anos, responsável pela segurança da obra no dia do acontecido. O engenheiro disse que no contato estabelecido com o vigia, obteve uma única informação. "O seu Domingos disse que viu uma mulher que tirou a corrente do portão e saiu margeando o muro. Segundo o vigia contou, esta pessoa entrou sozinha e estava com muito medo. Não foi abordada por ele, pois ficou com medo", relatou Jivago.

Jivago afirmou que as pessoas avaliam que as duas obras são uma só. Contudo, a interpretação é errada. "São duas obras (TRT e MPF) que estão separadas por um muro que vai até a metade do terreno. O corpo da moça foi encontrado no Ministério Público Federal, obra que tem como responsabilidade outros engenheiros", explicou.

As especulações com o nome de Jivago Castro não passarão em branco, segundo declarou seu advogado, Valdeci Cavalcante. "Começaremos a tomar providências judiciais para processar criminalmente todos os caluniadores que estão usando o nome do Jivago. Também iremos ingressar com ações civis, no sentido de buscar uma indenização e reparação por danos morais", explicou. "Essa pessoa bate em minha família há muito tempo. Passou do limite. Não podem acusar um cidadão de bem como eu, e insinuar boatos. Minha consciência está tranquila.", finalizou Jivago Castro.

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Por: Josiel Martins

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