Estudante de direito é preso com LSD em Teresina

Droga seria vendida no carnaval, em Teresina.

28/02/2014 07:39h - Atualizado em 28/02/2014 09:41h

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Um estudante de direito foi preso no final da noite de ontem (27) vendendo LSD em um apartamento no bairro Morada do Sol. Segundo a delegada de Prevenção e Repressão a Entorpecentes, Daniela Barros, a droga seria comercializada durante o Carnaval em Teresina.

Ela conta que alguns moradores do bairro denunciaram a intensa movimentação de pessoas em um condomínio fechado e quando a polícia foi conferir, percebeu que se tratava de jovens, pessoas da classe média e classe média alta entrando e saindo de um apartamento levando algumas embalagens suspeitas nas mãos.

“Nós montamos campana e ficamos de olho em quem entrava e saía do local, então pedimos a expedição de um mandado de busca e apreensão como medida cautelar e acabamos encontrando esse rapaz comercializando o LSD”, explica a delegada.

O rapaz também era de classe média e, segundo a delegada, aparentava ter uma boa condição financeira. Com ele foram apreendidas várias cartelas com 25 micropontos (foto ao lado) cada uma. Esses micropontos são os locais onde os comprimidos de LSD ficam armazenados.

A delegada Daniela disse que não há como o estudante ter conseguido a droga em Teresina, já que não há registros de sua comercialização aqui. “É uma droga proibida no Brasil, mas muito consumida por jovens em festas na Europa. Ela, quando ingerida, provoca uma sensação de bem estar e te dá energia e disposição. É muito comum em festas do tipo have e em boates europeias. Não é uma droga de periferia. É cara e consumida fora do país por pessoas que têm uma boa condição social”, informa.

Os compradores que estavam no apartamento na hora em que a polícia chegou foram ouvidos e liberados porque eram apenas usuários da droga, mas o rapaz foi detido e levado para a Central de Flagrantes acusado de venda de entorpecentes.

A polícia investiga agora de onde os comprimidos de LSD teriam vindo e como o rapaz teria conseguido a quantidade considerável da droga que tinha em mãos. “Ele deixou claro que só iria falar na presença de um advogado, mas nós já estamos em campo fazendo as diligências e ouvindo todos os envolvidos”, diz a delegada Daniela.

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