'Atirou como se eu fosse bandido', desabafa pai do menino morto no trânsito

Bryan, de seis anos, morreu na madrugada de domingo, após ser baleado durante uma briga de trânsito.

11/07/2017 18:33h

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Cerca de 200 pessoas participaram do velório e do sepultamento do menino Bryan Eduardo Mercês, de 6 anos, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência, na Zona Oeste do Rio. Três ônibus, dois deles disponibilizados pela Prefeitura, levaram parentes e amigos do menino. A Prefeitura do Rio arcou com as despesas do sepultamento.

Bryan morreu na madrugada de domingo, após ser baleado durante uma briga de trânsito, na Estrada do Campinho, em Campo Grande, também na Zona Oeste. Segundo a família, após uma "fechada" no trânsito, um homem emparelhou o carro com o dos pais de Bryan e atirou contra o veículo, atingindo a criança.

Emocionados, os pais de Bryan, Christian Lopes de Camargo, de 23 anos, e Flávia Riccielli, de 23 anos, foram amparados por amigos e familiares. Chorando, a mãe do menino fez um apelo à mulher que estava no carro com o homem que atirou contra o veículo em que estava a família.

- Só peço que, se essa mulher que estava com ele for mãe, entenda a minha dor. Denuncie, por favor. Ela é minha única esperança. Meu filho foi meu herói, foi nosso escudo, salvou a família toda - disse.

O pai do menino também fez um apelo à mulher.

- É um apelo que eu faço aí, para a namorada dele, que estava com ele no carro, que ela esteja se identificando para poder estar me ajudando. Eu acabei de perder uma vida. Acabei de perder meu filho por causa de uma besteira. Não tinha necessidade daquilo que ele fez. Não tinha mesmo. Eu peço desde já que ela possa estar ajudando a gente. Alguma câmera...Tinham duas pessoas passando pelo local, mas eles se esconderam na hora - disse, aos prantos.

Christian também comentou o dia em que tudo aconteceu. Segundo ele, o homem omitiu socorro.

- Não resgatou. Viu que tinha feito besteira e não resgatou. Atirou como se eu fosse bandido - lamentou.

Christian e Flávia têm outras duas filhas. O tiro que atingiu as costas de Bryan, transfixou o corpo do menino e atingiu a perna de uma delas, Jullyene Vitoria Mercês de Camargo, de três anos. A menina passa bem.

Emocionada, a tia do menino, Vitoria Lopes, de 16 anos, irmã de Milena Neves, de 19 anos, que estava no carro com Bryan, lamentou o ocorrido. Segundo ela, o sobrinho tinha o sonho de ser militar.

 Não estou acreditando ainda que aconteceu. Para mim ele ainda está vivo. Ele era um menino muito esperto, apesar de ser autista. Tinha o sonho de ser militar. Um dos tios dele era militar e ele adorava os uniformes. Tinha um do tamanho dele. Não houve nem uma discussao, o cara estava alterado, xingou e atirou - disse.

Parentes do menino usaram camisas com a foto de Bryan vestido de militar e com os dizeres "Justiça pelo Bryan". Amigos, professores e a direção do colégio onde o menino estudava enviaram uma coroa de flores em homenagem à criança.

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Fonte: Extra Online

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