Acusado de matar funcionário do Carvalho pensou em matar a ex-companheira

Dorival Ferreira de Almeida foi preso nesta manhã enquanto prestava depoimento. Ele havia ameaçado a ex-mulher de morte um dia antes de matar Sindival Soares.

27/07/2017 13:43h - Atualizado em 27/07/2017 16:19h

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Dorival Ferreira de Almeida, acusado de assassinar a tiros o funcionário do Comercial Carvalho, Sindival Bacelar Soares , foi preso na manhã de hoje (27) quando prestava depoimento na Delegacia de Homicídios. Ele compareceu à delegacia acompanhado de um advogado, após ser intimado pelo delegado Emerson Almeida, que presidiu as investigações. Enquanto prestava os esclarecimentos a respeito do crime, o pedido de prisão temporária feito pela polícia à Justiça foi deferido e os agentes lhe deram voz de prisão durante o depoimento.

De acordo com o delegado Emerson Almeida, Dorival relatou todas as circunstâncias antes do crime e confessou que havia ameaçado sua ex-companheira de morte um dia antes de matar Sindival. O delegado conta que o acusado ligou para a mulher lhe dando o prazo de 24 horas para que ela deixasse Teresina ou então a mataria. No dia seguinte, ele esteve no Supermercado Carvalho do Dirceu, onde a moça trabalhava, com o objetivo de matá-la, mas não a encontrou.


Dorival Ferreira de Almeida foi preso enquanto prestava depoimento na Homicídios (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

“Ele a chamou para onde estava para poderem conversar, já na intenção de tirar a vida dela, mas, por sorte, ela não foi. Então ele foi atrás do Sindival, que namorava com a moça, e fez o que fez. Eu acredito que ele matou o rapaz mais para atingir a ex-mulher”, diz o delegado Emerson.

Anteriormente, na fase de investigação do crime, o coordenador da Delegacia de Homicídios, delegado Francisco Baretta, já havia informado que Dorival teria agredido a ex-mulher e já havia sido denunciado por isso no 8º Distrito Policial .

Com relação ao depoimento de Dorival, o delegado Emerson disse que o acusado negou várias informações acerca do crime e das quais a polícia já tinha provas. “Mentiu mesmo sem nem disfarçar e nós sabíamos disso, então ele percebeu que estava se complicando e preferiu ficar em silêncio. Foi quando soubemos do deferimento do pedido de prisão temporária e lhe demos voz de prisão”, finaliza o delegado.

Como Dorival está preso temporariamente, o delegado Emerson Almeida comentou que pretende pedir a prorrogação do prazo de sua prisão por mais 30 dias ou então pedir à Justiça a conversão em prisão preventiva. Dorival foi encaminhado para a Central de Flagrantes para os procedimentos legais enquanto aguarda transferência para a Casa de Custódia.

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Por: Maria Clara Estrêla

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