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Notícias Polícia

23 de março de 2019

“As pessoas deixam de viver, se apegando a questões pequenas”, diz Falcão

“As pessoas deixam de viver, se apegando a questões pequenas”, diz Falcão

Oferecendo ao público algo novo, o músico carioca falou com exclusividade ao Jornal ODIA sobre o processo que o levou a ficar 11 meses em estúdio.

O Sem referência políticas diretas e falando do amor – aos fãs e ao próximo, Marcelo Falcão lança seu primeiro trabalho solo chamado “Viver (Mais leve que o ar)”, misturando reggae, pop e rock. Oferecendo ao público algo novo, o músico carioca falou com exclusividade ao Jornal ODIA sobre o processo que o levou a ficar 11 meses em estúdio, a necessidade de produzir um trabalho que refletisse seu momento atual e a importância de dar espaço a novos talentos da música. 

Com uma banda de músicos experientes, composta por Bino Farias, do Cidade Negra (baixo), João Fera, parceiro dos Paralamas (teclados), Hélio Ferinha (teclas), DJ Negralha, Marcos Suzano (percussão), Felipe Boquinha, de O Rappa (bateria), Edésio Gomes, Eneas Pacifico e Vinicius de Souza (metais), Marcelo Falcão espera incluir Teresina em sua lista de shows ainda esse ano. 

Além dos vocais e da produção, ele assina as letras do disco e toca sintetizador, synth de baixo, violão, caixa de fósforo e a clássica “guitarra pica-pau” do reggae. A quinta música, “Só por você”, uma das melhores do disco, proporciona pausa de refresco ragga e dub, com significativos 4’20’’ de duração (4:20 é um código de referência ao consumo de maconha (cannabis).


Foto: Jacques Dequeker / Divulgação

Fechando o trabalho, outra surpresa, que surgiu a partir da memória afetiva de Falcão, criado em família católica: uma regravação reggae, simples de “Senhor, fazei de mim (Instrumento de Sua Paz)” (“Oração de São Francisco”). Além de um hiato indeterminado da banda O Rappa em 2018, esse ano nasce seu filho Tom, com a australiana Éri Bauchiglione. Alguma parte do seu primeiro trabalho solo foi influenciado por essas mudanças na sua vida? 

Na verdade, o que influenciou mesmo foi essa história da responsabilidade de todo amadurecimento que eu conquistei, toda bagagem que tenho acumulado durante esses anos. Senti necessidade de fazer alguma coisa dessa vez do meu jeito. Por acaso em algum momento fiz uma música voz e violão, bem simples, tranquila, e mostrei pro presidente da gravadora e ele gostou. A partir daí decidimos que poderia se tornar um trabalho solo. Como tinha muito material guardado, tinha muita música para escolher.

Como funciona a seleção do que realmente vai chegar até a versão final do CD? 

Você junta com pessoas em que você confia, que você ama e que estão na mesma vibe que você. Enquanto eu terminava a última turnê de O Rappa, chamei essas pessoas pra perto de mim e dei liberdade para elas darem uma olhada nas coisas que estivem mais prontas para que ficasse mais fácil quando chegasse a hora de começar a seleção. Não vou mentir, mas quando vi 600 arquivos fiquei apavorado, reduzimos para 70 e depois chegamos em 47. Depois eu e o Felipe Rodarque (que divide os créditos de produção com Marcelo) escolhemos o que realmente iria entrar no disco. Fiquei 11 meses em um estúdio, no Toca do Bandido, e consegui fazer algo que acredito ser o meu momento atual. 

Em uma das suas músicas, “Só Por Você”, alguns fãs questionaram se havia alguma relação com o uso de drogas – que aparece implícito no clipe. Você se preocupa com a interpretação que as pessoas fazem das suas músicas? 

Música é um filho que você larga no mundo, né? É sempre na minha cabeça ela vem como uma história de eu ter sonhado muito em ter subido nos palcos e fazer shows, e eu ficava no estúdio pensando que só por vocês, os fãs, eu queria voltar aos palcos. 

Eu quero ver vocês ali comigo, só por vocês eu sinto me curar, a minha interpretação particular é essa, mas cada pessoa interpreta de alguma forma, e isso é muito bacana. 

O que você dizer para as pessoas que comparam o trabalho de O Rappa com esse seu trabalho solo? 

Não tem nada para se comparar, não existe isso. O que existe é esse trabalho que fiz agora. Fui o último da banda a lançar um trabalho solo, queria fazer algo que fosse do meu coração, na simplicidade, na pureza, na maneira como enxergo meu mundo, e acredito que consegui. 

Sobre a participação do Cedric Myton, integrante do mítico grupo The Congos, como foi concretizada? Já está pensando em mais participações especiais para o próximo CD? 

Temos muito amigos em comum, e um desses amigos, o Bruno, falou que o Cedric estava indo pro estúdio me ver. Foi uma tradução simultânea do que eu canto, e por incrível que pareça, quando colocamos as vozes juntas, vi que tinha que ser dessa forma. Vejo ele como um mestre, ele ficou muito feliz de participar, e eu atirei por um caminho que o meu momento pedia. Alguns desses shows que tiver no Brasil vou conseguir trazer ele aqui pro meu lado, faço questão. Sobre as participações, poderia ter enchido o trabalho de pessoas do meu lado, mas pensei: vou cuidar das coisas que eu preciso, e no outro disco eu invento uma loucura maior, mas nesse disco eu precisava externar esse meu sentimento do meu jeito, de uma linguagem simples e direta, e o Cedric fez parte disso. Quis falar do meu amor plural, de amor pelos fãs, falar o que eu realmente acredito, que é viver. As pessoas estão deixando de viver, se apegando a questões pequenas, e eu precisava dar esse grito. 

O primeiro clipe lançado foi o da música “Viver”, que contava com participações de alguns nomes da música brasileira: Chino (Oriente), Pablo Martins (1Kilo) e a cantora IZA. Qual a mensagem que você quis passar ao incluir novos talentos nas imagens? 

Eu acho importante esses músicos mais novos ,porque se a gente não der espaço pros mais novos ,os velhos vão ficar muito velhos e não vai existir uma renovação da música, algo que é super importante. Se for falar de algum que eu acho legal, o pessoal do 1Kilo, do Oriente, e a IZA, que são algumas das pessoas que eu chamei pra estar no meu clipe, exatamente oferecendo espaço pros novos com pensamentos de novos esse espaço. 

O que os fãs podem esperar da sua turnê solo, que inicia agora em abril? 

Agora estou em estúdio ensaiando, são 10 músicos comigo, e o primeiro show vai se dia 6 de abril. Não abro mão de tocar em Teresina, em todas as capitais do país – esse foi meu comprometimento com meu escritório(o músico assinou contrato com a Luan Promoções, mesma empresa que agencia a carreira do cantor Wesley Safadão). Já toquei para multidões, e agora quero tocar para quem estiver afim de ouvir um som diferente. O Rappa todo mundo já conhece, quero pessoas que queiram ouvir algo novo.

22 de março de 2019

Mulher é presa por latrocínio após ser reconhecida no Corso

A mulher é suspeita de envolvimento no latrocínio do empresário Leandro César de Sousa Gonçalves, assassinado no 20 de fevereiro de 2017.

Uma mulher identificada como Iasmin Abreu Rocha foi presa no final da manhã desta sexta-feira (22), por equipes da Força Tática da Secretaria Estadual de Segurança (SSP/PI), por suspeita de envolvimento no latrocínio do empresário Leandro César de Sousa Gonçalves, assassinado no 20 de fevereiro de 2017, no bairro Lourival Parente, zona Sul de Teresina.

Segundo informações do coordenador da Força Tática da SSP, o major Audivam Nunes, Iasmin foi presa após ser reconhecida em imagens das câmeras de segurança do Centro Integrado de Policiamento instalado no Corso de Teresina, evento ocorrido no dia 23 de fevereiro deste ano. Através das imagens, os policiais conseguiram identificar a suspeita, foragida há dois anos, e chegar ao seu paradeiro na cidade de Timon (MA).

De acordo com o major Audivam Nunes, a suspeita teve participação ativa no crime e teria sido responsável por monitorar a rotina do empresário antes do assassinato. "Ela fez todo o levantamento dos passos dele e, inclusive, arquitetou o crime junto com o irmão que já se encontra preso", relata o major Audivam Nunes, fazendo referência a Sanatiel Abreu Rocha, vulgo Pequeno, preso no último dia 25 de fevereiro na cidade de Palmas, estado do Tocantins. 

Entenda o caso

O empresário Leandro César conduzia um automóvel Cobalt, vindo da cidade de Demerval Lobão para Teresina. A vítima trazia consigo uma mala com quase R$ 22 mil, quando dois homens em uma moto tentaram abordar o carro, ameaçando o motorista com uma arma de fogo. Ao ser abordado, Leandro César reagiu, jogando o carro contra a moto.

A dupla então atirou contra a vítima, atingindo o empresário com dois tiros na cabeça. A vítima não resistiu as ferimentos e morreu na hora. Na ocasião, a Polícia Civil informou que a dupla não esperava a reação de Leandro, e fugiu sem levar o dinheiro.

Greco prende mais três suspeitos de sequestrar gerente do Itáu

Ao todo, oito foram presos por envolvimento na ação criminosa. Entre os presos, está o homem suspeito de ter rendido o gerente com uma arma de fogo.

O Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) prendeu mais três pessoas suspeitas de envolvimento no sequestro do gerente de uma agência do banco Itaú em Teresina, crime ocorrido em 17 de janeiro deste ano. Segundo o Greco, os três últimos presos teriam participado diretamente na abordagem, transporte, vigilância e fornecimento da residência utilizada para manter a família e o gerente em cativeiro. 

Coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, fala sobre as prisões. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

De acordo com o coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, os suspeitos identificados como Pablo Bruno Freire da Silva e Natália Roberta de Lima Caetano foram presos nesta quinta-feira (21) no bairro Alegria, zona Sul de Teresina. Já Thiago Lima Vieira foi preso nesta sexta-feira (22), no bairro Dirceu, zona Sudeste da Capital.

Pablo Bruno Freire da Silva é suspeito de ter fornecido o carro usado para a prática do crime. O veículo teria sido usado para transportar a família do gerente ao cativeiro e depois para fazer a liberação dos reféns. Enquanto Natália Roberta de Lima Caetano, esposa de Benício Rodrigues da Silva também preso por envolvimento no sequestro, teria sido responsável por contratar o imóvel utilizado como cativeiro na ação criminosa.

Coordenador do Greco, delegado Tales Gomes, fala sobre as prisões. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

"Ela estava no momento em que a família estava lá [no cativeiro], ela que ajudava a esposa e a filha do gerente a irem ao banheiro, levava água e comida, ficava mais próxima dos familiares do gerente", relata o delegado Tales Gomes, acrescentando que Thiago Lima Vieira foi quem teria rendido o gerente na porta da residência, ficando com a arma em punho enquanto a ação criminosa se desenvolvia.


Leia mais: 

Sequestradores de gerente do Itaú fizeram máquina capaz de perfurar cofres 

Polícia prende seis pessoas por envolvimento em sequestro de gerente de banco 


Ao todo, oito pessoas foram detidas por envolvimento no sequestro e dois carros foram apreendidos, sendo um Punto que foi usado no transporte da família do gerente para o local do cativeiro e um Siena que foi usado para deslocamento do grupo criminoso durante a ação criminosa.

Punto usado no transporte dos reféns ao cativeiro. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

O delegado Tales Gomes destaca que, com a captura dos três suspeitos, todas as prisões deferidas pelo Poder Judiciário foram devidamente cumpridas. As detenções são resultado de informações levantadas ao longo da investigação, inclusive através do reconhecimento de um dos suspeitos por meio da análise das câmeras de vigilância do local do sequestro. 

Com o fim do inquérito, os investigados serão indiciados por extorsão mediante sequestro e organização criminosa.

Siena usado para deslocamento do grupo criminoso durante a ação criminosa. (Foto: Jailson Soares/ O Dia)



Com medo de ataques, faculdades do interior de SP cancelam aulas

Com medo de ataques, faculdades do interior de SP cancelam aulas

A propagação em redes sociais de uma suposta ameaça indiscriminada a todos assustou pais e alunos.

Uma série de boatos de ataques a faculdades de Franca (a 400 km de São Paulo) fez duas instituições suspenderem as aulas nesta sexta-feira (22).

A propagação em redes sociais de uma suposta ameaça indiscriminada a todos assustou pais e alunos e rapidamente se propagou, sendo o estopim para a suspensão das aulas.

A FDF (Faculdade de Direito de Franca) e a Unifacef (Centro Universitário Municipal de Franca), ambas autarquias municipais, também cancelaram todas as atividades administrativas.

"Por determinação da Reitoria, as aulas e as atividades administrativas [...] estão suspensas por motivo de segurança de estudantes, professores, funcionários e demais pessoas que frequentam regularmente o Unifacef", diz trecho do comunicado da instituição de ensino.

As postagens compartilhadas em redes sociais, com erros de português e gírias, apontam para uma ação orquestrada por um grupo, não identificado.

"Eu e meu amigos ta planejando um ataque la viu e o bixo vai pegar amanha [hoje, sexta]", diz trecho do texto. Nas postagens, os supostos autores do ataque se referem à FDF como "brejão", em alusão à região da cidade em que está localizada.

O comunicado de suspensão das atividades foi feito pelas instituições ainda durante a madrugada desta sexta. Não está definido se as aulas voltarão normalmente na segunda-feira (25).

A suposta ameaça está sendo investigada pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca. 

No último dia 13, uma escola pública em Suzano (SP) foi palco de um massacre que deixou oito pessoas mortas, além dos dois autores do atentado.

Temer recusa jantar, tem 1º noite preso e tenta evitar depoimento

Temer recusa jantar, tem 1º noite preso e tenta evitar depoimento

Até o meio-dia, ele ainda não havia dado depoimento, que estava marcado inicialmente para o horário da manhã.

A defesa do ex-presidente Michel Temer tenta evitar o depoimento previsto para esta sexta (22) na sede da superintendência da Polícia Federal no Rio, no centro da cidade, onde está preso de forma preventiva (sem julgamento e por prazo indeterminado) desde as 18h40 desta quinta (21).

Até o meio-dia, ele ainda não havia dado depoimento, que estava marcado inicialmente para o horário da manhã, segundo o ex-ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun (MDB-RS) um dos seus mais fiéis escudeiros, que o visitou no fim da noite e na manhã desta sexta.

A defesa afirma que, até o fim da noite, a polícia não havia avisado que haveria depoimento e alega que ainda não há um inquérito instaurado, mas apenas uma representação do Ministério Público Federal. Um inquérito, no entanto, foi sim aberto.

O ex-ministro Wellington Moreira Franco e o coronel João Baptista Lima, presos no Batalhão Especial Prisional (BEP), unidade gerida pela Polícia Militar do Rio em Niterói, na região metropolitana da capital, se deslocaram à unidade para depor. O advogado de Moreira, Antônio Pitombo, também tenta evitar o depoimento.

"Não vai haver depoimento enquanto eu não ler o conteúdo do dito inquérito", disse à reportagem. "Embora o ministro Moreira Franco esteja disposto a prestar esclarecimentos, não existe depoimento sem conhecimento de inquéritos. Salvo engano, após o século 18, não existe essa prática no Brasil."

Contrariando a posição das defesas, ao chegarem à sede da PF, os procuradores do MPF responsáveis pelo caso disseram que haveria depoimento e que eles seriam colhidos separadamente.

O inquérito referente a essas prisões foi aberto em janeiro, a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e por determinação do ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Em dezembro, quando denunciou Temer no caso dos portos, sobre propina no setor portuário, ela pediu a abertura de outros cinco inquéritos em um documento anexo. Um deles era o que apontava corrupção nas obras da eletronuclear Angra 3, pelo qual Temer foi preso agora.

O ex-presidente está no terceiro andar do prédio da PF, em uma sala de 20 m2 que era usada pelo corregedor da PF e foi improvisada para recebê-lo. O local tem banheiro privativo, janela, ar-condicionado, frigobar, sofá e mesa de reunião. Uma cama de solteiro foi providenciada, e uma TV também seria levada ao local.

Agentes ofereceram comida ao ex-presidente, mas ele não quis jantar. O cardápio do café da manhã não foi informado. Marun disse que Temer agora veste um "abrigo", e não mais o terno. Está triste e inconformado e demonstrou preocupação com as filhas e a neta.

"Ele conhece a lei e sabe que está sendo vítima de uma prisão ilegal e arbitrária. Está sendo tratado com dignidade e com respeito e mantém a confiança na Justiça", disse. "Não prestou [depoimento], até porque que eu saiba não existe inquérito."

Em Niterói, Moreira Franco e Lima comeram pão com manteiga e café com leite. O prato do almoço e jantar será sempre composto por arroz ou macarrão, feijão, farinha, carne branca ou vermelha, legumes, salada, sobremesa e uma bebida, segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do RJ. O lanche da tarde tem guaraná e novamente pão com manteiga ou bolo.

Inicialmente, o juiz Marcelo Bretas havia determinado que Temer fosse enviado à mesma unidade onde estão Moreira Franco e Lima. Reservada a policiais, o local mantém hoje o ex-governador Luiz Fernando Pezão, acusado de participar do esquema de corrupção do ex-governador Sérgio Cabral.

No entanto, depois de um pedido da defesa de Temer e após consulta à Polícia Federal, que afirmou ter condições de custodiar o ex-presidente, o juiz decidiu pela prisão na PF. Ele defendeu tratamento semelhante ao dado ao ex-presidente Lula, preso desde abril de 2018 na unidade de Curitiba.

Na decisão, Bretas determinou que a Polícia Federal forneça, se tiver condições, "itens mínimos" compatíveis com os oferecidos a Lula.

Na Assembleia de Minas, Vale é acusada de atrasar repasses a vítimas

Na Assembleia de Minas, Vale é acusada de atrasar repasses a vítimas

De acordo com a defensora pública estadual Carolina Morishita Ferreira, a Vale resistiu a assumir alguns desses compromissos.

Representantes do Ministério Público Federal (MPF) e da Defensoria Pública de Minas Gerais, em depoimento à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), acusaram a Vale de violações de direitos humanos e de ter atrasado pagamentos emergenciais aos atingidos pela tragédia de Brumadinho (MG). Eles também afirmaram que a mineradora resistiu à assinatura do Termo de Ajuste Preliminar (TAP) que prevê os repasses. O acordo só teria saído do papel devido à forma como o juiz federal Elton Pupo Nogueira conduziu as audiências de negociação.

Conforme o TAP, assinado em 20 de fevereiro, deve ser repassado mensalmente aos atingidos um salário mínimo por adulto, meio salário mínimo por adolescente e um quarto de salário mínimo por criança. Esses valores devem ser pagos durante um ano.

Entre outras medidas, o acordo também define o compromisso da mineradora com o ressarcimento dos cofres do estado de Minas Gerais, com o pagamento de multas aplicadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad) e com o custeio da contratação de assessorias técnicas independentes para fornecer suporte aos atingidos.

De acordo com a defensora pública estadual Carolina Morishita Ferreira, a Vale resistiu a assumir alguns desses compromissos. "Não foi um acordo fácil, as negociações não avançavam e o TAP só foi fechado devido à condução do juiz", disse ela, durante a audiência realizada pela Comissão de Direitos Humanos da ALMG esta semana.

Representando o MPF, o procurador Edmundo Antônio Dias Netto Júnior também expôs dificuldades para a pactuação com a mineradora. "Nós chegamos a um impasse com a Vale que chegou a limitar geograficamente a área e não aceitava que todo o município de Brumadinho fosse contemplado com esse pagamento mensal emergencial, assim como não aceitava o pagamento concomitante de cestas básicas".

Um novo acordo garantindo pagamento de cestas básicas exclusivamente para moradores de Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão foi fechado em separado no início desse mês.

Apenas no dia 15 de março, quase um mês após a assinatura do TAP, a Vale anunciou o início dos repasses aos moradores de Parque da Cachoeira e Córrego do Feijão, comunidades de Brumadinho atingidas pela lama. Também têm direito ao recebimento dos valores os residentes das localidades até a cidade de Pompéu (MG) que estiverem a menos de um quilômetro do leito do Rio Paraopeba, manancial atingido pelos rejeitos que vazaram. O pagamento para esta população ainda será operacionalizado.


Foto: Reprodução/Divulgação Embaixada de Israel

De acordo com Carolina Morishita Ferreira, a Vale atrasou o início dos pagamentos ao recusar em diversas ocasiões o recebimento da documentação dos atingidos de forma coletiva.

Diante da negativa, as Defensorias Públicas do estado e da União, o MPF e o Ministério Público de Minas Gerais insistiram com a mineradora. "As instituições receberam esses primeiros documentos em um primeiro momento com o objetivo de garantir o direito das pessoas. Nós encontramos um advogado da Vale para uma reunião que já estava agendada, pedimos a ele que recebesse os documentos e concretizasse os pagamentos. Houve mais uma vez recusa", disse a defensora.

Violações de direitos

Carolina relatou ainda dificuldades que os atingidos enfrentam para acesso à saúde e à educação. Ela afirmou ter visitado Citrolândia, um distrito de Betim (MG) próximo ao Rio Paraopeba, e constatado que famílias foram iludidas pela Vale e induzidas ao consumo de água que pode estar contaminada.

Segundo a defensora, funcionários da mineradora estiveram no local e aprovaram a água disponível, mesmo sem garantias concretas de sua qualidade. "Os moradores, em um momento de humildade, falaram para o funcionário beber um pouquinho e ver que o sabor estava diferente", relatou. Procurada pela Agência Brasil para se pronunciar sobre as acusações, a Vale não se manifestou.

Para evitar que violações semelhantes se repitam, o procurador Edmundo Antonio fez um apelo pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 3.312/2016. A proposta envolve a implementação da Política Estadual dos Atingidos por Barragens e outros Empreendimentos, assegurando um conjunto de direitos às populações afetadas pela mineração. "Minas pode dar essa contribuição para todo o país oferecendo esse exemplo da garantia dos diretos das pessoas atingidas", disse.

O PL 3.312/2016 é o único dos três projetos sugeridos pela Comissão Extraordinária de Barragens que não saiu do papel. Essa comissão havia sido criada após outra tragédia ocorrida em 2015 com o rompimento de uma barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG). Conforme a Agência Brasil noticiou há duas semanas, o projeto, que tramitava há quase três anos, não avançou e foi arquivado por conta da mudança da legislatura. Ele pode ser desarquivado, mas depende de uma solicitação formal do governo mineiro.

Cronograma da CPI

Além das discussões travadas na Comissão de Direitos Humanos, a tragédia de Brumadinho também motivou a instalação, na terça-feira (19), de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da ALMG.

Os trabalhos deverão ser concluídos em um prazo de 120 dias, prorrogável por mais 60 dias. Integrantes da força-tarefa do MPF que investiga o rompimento da barragem foram ouvidos esta semana, aprovando-se um cronograma inicial que envolve visitas às comunidades impactadas pelo rompimento da barragem e uma audiência pública em Brumadinho.

Na próxima segunda-feira (25), serão ouvidos representantes da Polícia Civil, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar. Membros do Ministério Público do Trabalho, auditores do trabalho, delegados, testemunhas e representantes sindicais também serão convocados.

21 de março de 2019

Polícia prende suspeito de estuprar idosa de 80 anos com Alzheimer

Segundo o delegado titular de Pio IX, Aureliano Barcelos, o suspeito era vizinho da idosa e teria adentrado a casa após pedir água para a vítima.

A Polícia Civil do município de Pio IX prendeu, na manhã desta quinta-feira (21), um homem suspeito de ter estuprado uma idosa de 80 anos com Alzheimer no último final de semana. O suspeito, identificado como Viceleno dos Santos, de 34 anos, teria cometido o crime na residência da vítima, localizada na cidade de Francisco Santos, a 355 quilômetros de Teresina.

Segundo o delegado titular de Pio IX, Aureliano Barcelos, o suspeito era vizinho da idosa e teria adentrado a casa após pedir água para a vítima, que estava sozinha no momento do estupro. O crime foi flagrado pela filha da idosa após ir à residência para dar medicação para a mãe. "Quando a filha chegou ele estava terminando o ato sexual contra a senhora. Ele saiu da casa ainda vestindo as roupas", relata o delegado.

Polícia prende suspeito de estuprar idosa de 80 anos com Alzheimer. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

O momento em que o suspeito sai da casa da vítima vestindo as roupas foi flagrado por câmeras de segurança. Nas imagens, Viceleno dos Santos caminha tranquilamente pela rua vestindo a camisa. Após a denúncia, equipes da Polícia iniciaram as diligências em busca do suspeito, que foi encontrado na casa dos pais da cidade de Pio IX. "Ele correu para a mata, ficamos fazendo campana, até o momento em que ele saiu do matagal", afirma o delegado Aureliano Barcelos.

O suspeito foi preso e conduzido à delegacia de Picos, de onde deverá se encaminhado ao sistema prisional. 

Pedreiro é assassinado com golpes de espeto no bairro Boa Vista em Picos

Pedreiro é assassinado com golpes de espeto no bairro Boa Vista em Picos

Segundo a PM, o suspeito do crime havia sido preso no dia 01 de fevereiro por roubo, mas no final do mês estava solto. Crime seria acerto de contas.

Um homem, de nome Gilmar Marcos de Azevedo, foi assassinado na Rua 4 de Julho do bairro Boa Vista, em Picos, a golpes de espeto. O crime aconteceu na noite desta quarta-feira (20) e o suspeito, identificado por Jeferson Marcondes da Silva, seria desafeto da vítima, que trabalhava como pedreiro na cidade.

O coronel Edwaldo Viana, comandante do 4º BPM, informou que Jeferson havia sido preso no último dia 01 de fevereiro pelo crime de roubo, mas no final do mês já estava solto novamente e teria se envolvido em uma briga com a vítima. Gilmar teria uma dívida pelo uso de drogas com o suspeito e esta seria a terceira vez que Jeferson atentava contra sua vida.


Jeferson Marcondes da Silva foi preso logo após o crime - Foto: Divulgação/Polícia Militar

“Eles se encontraram em um bar, se desentenderam, teve uma confusão, o Jefferson então aproveitou o momento para terminar o que já havia tentado com o Gilmar outras duas vezes e o acertou com um golpe de espeto pelas costas. Foram pelo menos duas perfurações”, relatou o coronel Edwaldo.

Após ser acionada, a polícia iniciou as diligências e conseguiu localizar Jeferson pouco tempo depois no alto de um morro, ainda no bairro Boa Vista. Ele não resistiu à abordagem e foi encaminhado para a Central de Flagrantes para os procedimentos legais. O corpo de Gilmar foi removido para o IML da cidade.a

Paranaense é preso em Paulistana se passando por procurador do MPF

Paranaense é preso em Paulistana se passando por procurador do MPF

Além de documentos de identificação falsos, ele também possuía uma autorização de Porte de Arma Institucional forjada e uma CNH náutica falsificada.

A Polícia Militar prendeu, nesta quarta-feira (20) um homem identificado como Júlio Marques de Oliveira, 38 anos, por crime de falsidade ideológica. Natural do Paraná, ele se apresentava na cidade piauiense de Paulistana como procurador do Ministério Público Federal (MPF) e, além de apresentar documentos de identificação falsos, ele ainda forjou uma autorização de Porte de Armas Institucional com matrícula funcional do poder público paranaense e uma Carteira de Habilitação Náutica de Amador da Capitania dos Portos de São Paulo.

As diligências iniciaram depois que a Força Tática de Paulistana, juntamente com policiais do 12º Distrito Policial da cidade, tomou conhecimento de que um homem recém-chegado estaria se apresentando como representante do MPF nos estabelecimentos comerciais e públicos. Segundo a polícia, havia indícios de que os documentos apresentados por ele seria falsificados.


Foto: Divulgação/Polícia Militar

“As equipes começaram a diligenciar, vindo a localizar o suspeito na Rua Ingazeira do bairro Guarita. Ele é natural da cidade de Joaquim Távora, no Paraná, e possuía residência fixa em Paulistana. No ato de abordagem, ele ainda tentou se desfazer da carteia de bolso que portava, jogando-a fora, mas sua esposa, que o acompanhava, conseguiu localizar o objeto e nos apresentar. Os documentos eram cada um de um estado e todos eram forjados”, foi o que relatou o major Estanislau Felipe, comandante da PM de Paulistana.

Dentro da carteira de Júlio foram encontrados: uma CNH emitida no Estado do Ceará, um documento de Porte de Arma Institucional de Procurador de Justiça do Ministério Público Federal com matrícula funcional do Paraná, uma carteira de habilitação náutica de amador da Capitania dos Portos de São Paulo, uma carteira de bolso com brasão da República e identificação de membro do MPF além de 12 cartões de visita em nome do MPF com seu nome constando como representante legal do órgão.


Foto: Divulgação/Polícia Militar

Júlio foi conduzido para a Delegacia Regional de Paulistana onde prestou depoimento ao delegado Cícero Oliveira. Segundo o delegado, ele confessou que todos os documentos eram falsos e após uma consulta junto aos órgãos de segurança do Paraná, foi constatado que Júlio já respondia por usurpação de função pública naquele Estado.

Quando perguntado pelos policiais sobre o motivo de se apresentar como membro do MPF, Júlio alegou somente que sempre teve vontade de ser procurador e que viu na falsificação dos documentos uma possibilidade de ser tratado como tal. Ele foi autuado por falsidade ideológica e usurpação de função pública e encontra-se recolhido na delegacia de Paulistana aguardando os procedimentos legais.

20 de março de 2019

Jovem apreendido foi um dos mentores de ataque em Suzano, diz polícia

Jovem apreendido foi um dos mentores de ataque em Suzano, diz polícia

Ele foi levado para uma unidade da Fundação Casa.

O Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil acreditam que o adolescente apreendido na manhã de hoje (19) teve participação no atentado à Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano. Em entrevista coletiva concedida na tarde desta terça-feira em Mogi das Cruzes, a polícia disse que o garoto pode ser um dos mentores do crime. Segundo o Ministério Público, foi oferecida denúncia contra o menor de idade por haver indícios de autoria e prova da materialidade, mas isso, de acordo com o órgão, ainda será objeto de mais investigação.

“Ele é mentor intelectual [junto com o outro adolescente, autor dos homicídios]. Comprou objetos que poderiam fazer ele participar daquele delito. Teve participação dele com um dos autores na compra de outros objetos e na idealização desse objeto”, disse o delegado Alexandre Dias. A polícia ainda investiga porque ele não teve participação direta nas mortes e apura se há envolvimento de outras pessoas no planejamento do massacre.

O adolescente foi apreendido por ser suspeito de ter participado do massacre e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exame de corpo de delito, antes de ser apresentado ao fórum. De lá, ele seguiu para uma unidade da Fundação Casa, que não informada. Segundo o Ministério Público, a internação tem prazo de 45 dias e é improrrogável. Após esse prazo, caberá à Justiça se pronunciar a respeito de uma apreensão definitiva, que pode durar no máximo três anos.

De acordo com o MP, ele foi apreendido após diligências da polícia analisarem o conteúdo de celular e tablet do jovem e indicarem a participação dele no planejamento das mortes. A investigação tramita em sigilo.


Polícia prende terceiro suspeito de participar do massacre em Suzano. Foto: Reprodução/G1

O jovem esteve acompanhado do advogado Marcelo Feller, indicado pelo Instituto de Defesa do Direito de Defesa após a Defensoria Pública informar que não poderá atuar na defesa do menor de idade, porque já está trabalhando na defesa de vítimas do massacre. O advogado diz que o adolescente nega participação no planejamento do ataque.

Conforme a Fundação Casa, a vaga de internação provisória foi solicitada pela Justiça de Suzano e foi liberada por volta das 11h40. O local do cumprimento da medida socioeducativa não poderá ser divulgado, segundo a Fundação, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e para preservação da integridade física do adolescente.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, o caso é investigado por meio de um inquérito policial da Delegacia de Suzano, com apoio do Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Seccional de Mogi das Cruzes. Até este momento, informou a secretaria, 31 testemunhas já foram ouvidas e poderão ser chamadas novamente ao longo das investigações.

O ataque à escola, ocorrido na manhã da última quarta-feira (13), foi provocado por dois ex-alunos - um adolescente de 17 anos e um rapaz de 25 anos - encapuzados e armados. Dez pessoas morreram: duas funcionárias da escola, cinco alunos, um comerciante que era tio de um dos atiradores e os dois atiradores. Três feridos no ataque continuam internados: uma jovem de 16 anos, que está na enfermaria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; um jovem de 15 anos que está na Unidade de Terapia Intensiva do mesmo hospital; e uma jovem de 15 anos, que está na enfermaria do Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. O estado de saúde deles é estável.

PF cumpre mandados para apurar fraude em licitação de merenda escolar

PF cumpre mandados para apurar fraude em licitação de merenda escolar

Segundo a polícia, foram detectadas irregularidades em um contrato firmado entre empresas e a Seduc em 2014. Prejuízos aos cofres públicos podem ultrapassar R$ 1 milhão.

A Polícia Federal está cumprindo, na manhã desta quarta-feira (20) 12 mandados de busca e apreensão em Teresina, em uma investigação que apura fraudes em licitações para a compra e venda e merenda escolar de escolas públicas estaduais do Piauí. A operação, denominada de Boca Livre, aponta irregularidades em um processo licitatório da Secretaria de Estado da Educação realizado em 2014. Um dos alvos dos mandados de busca é a sede da Seduc, no Centro Administrativo.

Segundo a PF, o esquema envolve empresas que teriam vendido merenda escolar por um sobrepeso, ou seja, cobrando mais do que o que realmente era repassado às escolas, gerando sobretaxas. A fraude teria gerado aos cofres públicos um prejuízo de R$ 1,751 milhão, decorrente do superfaturamento nos pagamentos realizados pela Seduc , pagamentos estes que totalizaram aproximadamente R$ 5,3 milhões.

Foto: Arquivo O Dia

A Polícia Federal informou ainda que as empresas envolvidas no esquema tem ampla atuação em municípios em órgãos estaduais, tendo sido a destinatária de pagamento da ordem de R$ 140 milhões entre 2014 e 2018. A Operação Boca Livre conta com a participação de 68 policiais federais e de 10 técnicos da Controladoria Geral da União (CGU)

Confira a nota da Polícia Federal na íntegra:

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20/03/19) a Operação Boca Livre. O trabalho, realizado em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU), busca aprofundar investigação que identificou fraude em processo licitatório realizado pela Secretaria de Educação do Estado do Piauí – SEDUC/PI e a decorrente contratação com sobrepreço na aquisição de merenda escolar para distribuição em escolas da Rede Estadual de ensino com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). 

As investigações revelaram que um grupo de empresas atuou conjuntamente com agentes públicos na fraude à licitação realizada pela SEDUC/PI em 2014. A fraude possibilitou o direcionamento do objeto às empresas e a contratação dos gêneros alimentícios com sobrepreço. 

O fato investigado refere-se ao exercício de 2014, onde se identificou um prejuízo efetivo de R$ 1.751.740,61, decorrente do superfaturamento nos pagamentos realizados pela SEDUC/PI às empresas envolvidas no esquema, que totalizaram, aproximadamente, R$ 5.300.000,00. 

Paralelamente à fraude na licitação, verificou-se a transferência de valores a servidores públicos, indicando o possível pagamentos de propinas.  As empresas envolvidas no esquema têm ampla atuação em municípios e órgãos estaduais, tendo sido destinatárias de pagamentos na ordem de R$ 140.000.000,00 entre os anos de 2014 e 2018. 

A operação consiste no cumprimento de 12 mandados de busca e apreensão, todos no Município de Teresina. O trabalho conta com a participação de 68 policiais federais e de 10 servidores da CGU. 

O nome Boca Livre é alusivo à grande facilidade propiciada pelo conluio entre os empresários e os agentes públicos envolvidos, o que possibilitou o direcionamento às empresas e a contratação com sobrepreço expressivo.

Superintendência da Polícia Federal no Piauí

O outro lado 

Sobre a Operação Boca Livre, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc), por meio de nota, esclareceu que desde 2003 o repasse da merenda escolar é realizado de forma descentralizada, ou seja, os recursos são enviados diretamente às escolas para que as mesmas comprem os alimentos de acordo com o cardápio da instituição. Contudo, em 2014, segundo a Seduc, a gestão da época decidiu centralizar o repasse e realizar licitações para aquisição dos gêneros e posteriores a distribuição da escola. 

Confira a nota na íntegra: 

A Secretaria de Estado da Educação do Piauí (Seduc) informa que está colaborando plenamente com a investigação em curso da Polícia Federal que investiga empresas que teriam fraudado licitações em contratos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no ano de 2014. A Seduc esclarece que a licitação não foi realizada pela atual gestão e que desde 2003 o repasse da merenda escolar é feito de forma descentralizada, ou seja, os recursos são enviados diretamente às escolas para que estas façam a aquisição dos alimentos, de acordo com cardápios elaborados pelas nutricionistas desta secretaria. Porém, no ano de 2014 a gestão que estava à frente desta Seduc  optou por centralizar o repasse e realizar licitação para aquisição dos gêneros e posterior distribuição para as escolas.

Desde 2015, a gestão atual optou por descentralizar novamente o repasse dos recursos do PNAE, garantindo que as unidades escolares voltassem a ter autonomia para compra da merenda. A Secretaria da Educação se coloca à total disposição dos órgãos de controle para esclarecer quaisquer questionamentos, sempre visando à transparência e ao correto funcionamento da administração pública.

19 de março de 2019

DHPP identifica suspeitos de torturar e matar homem na zona Sudeste

O corpo foi encontrado com os pés e mãos amarrados e sinais de asfixia no bairro Redonda, no último sábado (16).

Foram identificados os quatro suspeitos de torturar e assassinar um homem identificado como João Luís Moreira de Oliveira, de 49 anos. O corpo foi encontrado com os pés e mãos amarrados e sinais de asfixia. O crime aconteceu no último sábado (16) durante uma festa na residência da vítima no bairro Redonda, zona Sudeste de Teresina.

Segundo o delegado do Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), Jarbas Lima, o crime já foi solucionado e a Polícia Civil descarta a hipótese de homofobia. “Estamos trabalhando com a informação de que três ou quatro pessoas cometeram o crime e de que foi latrocínio, porque foram subtraídos três televisores, um videogame e um celular da casa da vítima. Isso que foi apurado até agora, mas pode vir a ter mais coisas”, relata o delegado.

De acordo com o DHPP, as festas eram comuns na residência e um dos autores conhecia a vítima. Alguns dos objetos roubados da residência foram encontrados na residência de familiares de um dos foragidos.  “Encontramos algumas roupas e dois tapetes em que os autores enrolaram a TV, porque estava chovendo, para evitar que molhasse. [Os objetos] foram reconhecidos por vizinhos que frequentavam a casa e familiares”, afirma o delegado.

Os quatro foragidos não tiveram os nomes revelados pela Polícia. Segundo o delegado, a Polícia Civil continua em diligências para capturar os suspeitos de envolvimento no latrocínio. 

Funcionária pública é feita refém e obrigada a sacar R$ 2 mil do banco

Funcionária pública é feita refém e obrigada a sacar R$ 2 mil do banco

Ela foi abordada por uma homem quando saía do Centro Administrativo, na Avenida Maranhão, e mantida sob ameaça de uma faca. Suspeito foi preso.

Uma funcionária pública do Estado, que não teve o nome revelado pela polícia, foi vítima de um sequestro relâmpago na noite desta segunda-feira (18). Ela saía do Centro de Administrativo, na Avenida Maranhão, quando foi abordada por um homem identificado apenas como Caique, que lhe ameaçou com uma faca e lhe obrigou a entrar no veículo.

Segundo o chefe de investigação do 3º Distrito Policial, investigador Hilton Barbosa, Caique a ameaçou o tempo inteiro, enquanto a obrigou a dirigir até uma agência bancária. Lá, ele a fea sacar cerca de R$ 2 mil e fugiu em seguida. “Ele foi localizado no bairro Deus Quer, na residência da sogra dele, bebendo e usando drogas. Demonstrou extrema frieza quando o abordamos, mas não tentou reagir”, relatou o investigador.


Caique foi preso na casa da sogra, no bairro Deus Quer - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Em depoimento na Central de Flagrantes, Caique disse que já havia gastado com bebida e entorpecentes todo o dinheiro roubado da funcionária pública. Com ele, a polícia apreendeu ainda a faca utilizada para ameçar a vítima e a quantia de R$ 43,00. Na casa, foi localizado ainda um pé de maconha, que também foi apreendido e mostrado na delegacia.

Caíque permaneceu preso na Central de Flagrantes e deverá ser encaminhado nesta terça (19) para o sistema prisional.

18 de março de 2019

Troca de mensagens com ameaças a escola no DF suspende aulas

Troca de mensagens com ameaças a escola no DF suspende aulas

As mensagens foram trocadas entre a noite de ontem (17) e a madrugada desta segunda-feira (18).

Uma troca de mensagens via Whatsapp, na qual quatro estudantes tramavam cometer atentados no Centro Educacional Gisno, escola pública no Plano Piloto, em Brasília, resultou no cancelamento das aulas matinais, prejudicando a rotina dos estudantes que cursam o ensino médio no colégio. A Polícia Civil informou que o caso será submetido à apreciação judicial e os menores poderão responder por ameaça e incitação ao crime.

As mensagens foram trocadas entre a noite de ontem (17) e a madrugada desta segunda-feira (18). Nelas, os estudantes – três deles de 17 anos e um com 18 – combinam “fazer uma competiçãozinha de quem mata mais” na escola. Um deles diz aceitar “fazer parte da linha de frente no massacre”, e outro detalha como o atentado deveria ser executado.

“Pelas janelas de trás (áreas de escoteiros), lançar bombas de gás lacrimogênio nas três primeiras salas, e efetuar disparos com revólver nas últimas a fim de colocar todos para correr. Depois dar a volta… eliminando todos que for possível, que estarão trancados por conta do portão”, recomenda uma das sete mensagens às quais a Agência Brasil teve acesso.

Em outra mensagem, um estudante disse já ter posicionado armas, bombas e munição em pontos estratégicos da escola.

Algumas das mensagens foram vazadas para um grupo maior de alunos e, em seguida, para a inteligência da Polícia Civil que, de imediato e com a ajuda de funcionários da escola, localizou um dos três menores, que depôs no início da madrugada de hoje.

Segundo o delegado chefe da Delegacia da Criança e do Adolecente (DCA-1), Vicente Paranahiba, foi feita uma vistoria na casa do estudante e nada foi encontrado. Ao acessarem o celular do menor, os policiais localizaram a conversa trocada com os outros três colegas, na qual o atentado estaria sendo tramado.

“Ele veio à delegacia acompanhado da irmã, que se apresentou como responsável. No depoimento, ele disse que a história não passou de uma brincadeira, e que não teria ‘coragem de fazer o que estava sendo tramado’. No entanto [durante a oitiva], ele teceu elogios ao atentado ocorrido em Suzano. Ao que parece, esses garotos foram negativamente influenciados pelo ocorrido em Suzano”, disse o delegado, referindo-se ao caso que resultou recentemente na morte de dez pessoas.

Problemas psiquiátricos

De acordo com a irmã, que acompanhou o estudante na condição de responsável por ele durante o depoimento feito nesta madrugada, o garoto apresenta problemas psiquiátricos, já tendo inclusive agredido a mãe, além de ter tentado suicídio. Ainda segundo a irmã, o garoto foi vítima de bullying, prática que pode ter contribuído para aumentar sua agressividade.

Um outro estudante, ouvido já durante a manhã de hoje, também apresenta problemas comportamentais e familiares. “Um deles inclusive fez autoflagelação na mão, onde foi desenhada uma suástica”, acrescentou o delegado.

Estudantes

A Agência Brasil conversou com alguns estudantes do Gisno. Um deles, colega de sala do menor ouvido pela polícia nesta madrugada, confirma ter visto a autoflagelação, na qual foi feito um corte na forma de suástica na própria mão.

“Ele fala para todo mundo que é nazista, defende o Hitler, desenha suásticas e costuma andar com roupas militares e coturno”, disse o estudante, que cursa o 2° ano do ensino médio. Segundo esse estudante de 16 anos, morador do Riacho Fundo, cidade localizada a mais de 20 quilômetros da escola, o prejuízo para os alunos fica ainda maior pelo fato de muitos morarem longe e terem se deslocado até a escola sem saber que as aulas desta manhã foram canceladas.

O filho do pizzaiolo Gicélio Pereira da Silva recebeu as mensagens enviadas de madrugada e, com medo, decidiu não ir à escola. “Ele ficou com medo, e eu resolvi vir aqui para ver como está a situação. Graças a Deus meu filho é um garoto responsável e estudioso. A gente fica preocupado por ver o que tem acontecido por aí em decorrência desse culto à violência que temos visto por aí”, disse Gicélio.

“A meu ver os pais têm de acompanhar mais de perto o que seus filhos fazem, e mostrar que violência não é o caminho, mas um problema de nossa sociedade. Temos de parar de estimular tanta violência e tanto armamento”, acrescentou.

O professor Ricardo Andrade, que dá aulas de português para o 3° ano do ensino médio, disse ter testemunhado ameaças feitas por estudantes na escola que, segundo ele, “costuma receber alunos problemáticos vindos de outras escolas da rede pública”. “Já vi inclusive alunos ameaçando professores por meio de gestos que simulavam armas”, disse o professor.

Ele disse que muitos conflitos foram registrados na escola no ano passado, durante o período eleitoral. “Apesar de nunca ter manifestado qualquer posicionamento político, já fui ofendido por um estudante que me julgava simpatizante de uma corrente política, como se eu fosse condescendente com alguma corrupção”.

Até o final desta manhã, a polícia tentava localizar o terceiro menor de idade. Já o estudante maior de idade terá seu caso investigado pela 2ª Delegacia de Polícia.

A Agência Brasil tentou, sem sucesso, contatar a diretoria do Gisno.

Menino morre após ser baleado durante operação da polícia

Menino morre após ser baleado durante operação da polícia

Ele estava indo comprar um lanche com o irmão em um bar próximo quando foi atingido.

 Um menino de 12 anos morreu após ser baleado na noite de sábado (16) na comunidade da Chatuba, em Mesquita, cidade da Baixada Fluminense que fica a cerca de 38 km do Rio de Janeiro. Policiais militares faziam uma operação no local naquele momento.

Kauan Peixoto foi atingido no abdômen, na perna e no pescoço. Ele foi transferido ainda com vida para o Hospital Geral de Nova Iguaçu, também na mesma região, e chegou a ser levado a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu.

As circunstâncias da morte ainda não foram esclarecidas. A família de Kauan diz que não estava havendo tiroteio na hora da ocorrência e que quem disparou foram os policiais. Já a PM afirma que o garoto foi encontrado baleado pelos agentes.

O menino não morava naquela favela, mas visitava o pai ali a cada 15 dias. Ele estava indo comprar um lanche com o irmão em um bar próximo quando foi atingido.

Um parente de Kauan que não quis se identificar disse ao "Bom Dia RJ", da TV Globo, que pessoas presentes contaram ter visto os agentes indo na direção dos moradores. Quem estava na rua, diz, evacuou, mas o menino ficou parado.

"A Blazer [viatura] chegou, parou na esquina e [um policial] já desceu atirando em direção a ele. Um tiro pegou no abdômen. Aí ele caiu encostado no muro. O policial se aproximou, e ele falou 'pô, sou morador'. Deram um tiro na perna dele e depois algemaram ele. É o que o pessoal conta", afirmou.

Depois, os policiais teriam pegado o garoto pela bermuda e pela blusa e o colocado dentro do veículo, onde ele ainda teria sentado. Outros agentes, segundo os relatos, teriam recolhido as cápsulas que caíram no chão.

A família diz que, apesar de o bar estar cheio naquela hora, nenhum morador contou ter visto Kauan sendo atingido no pescoço. A mãe, Luciana Pimenta, afirmou ao telejornal que só ficou sabendo desse terceiro tiro no hospital e questionou quando ele teria sido disparado.

Os relatos vão de encontro à versão da PM, que diz que Kauan foi encontrado já baleado e caído no chão, atrás de onde os policiais estavam, e portanto fora da linha de tiro. Os agentes socorreram o menino e o levaram ao hospital.

A corporação afirmou que agentes do 20º batalhão faziam um patrulhamento naquela rua por volta das 22h30 de sábado quando foram atacados por criminosos, o que causou um confronto sem feridos ou mortos.

Na ação, informou ainda, foram apreendidas 288 trouxinhas de maconha, 235 pedras de crack, 362 cápsulas de cocaína, 3 rádios e R$ 98 em espécie. Questionada, porém, a polícia não respondeu sobre as acusações da família.

Na noite deste domingo (17), moradores da comunidade da Chatuba fizeram um protesto, queimando objetos e bloqueando uma das ruas da favela.

Dono de escola de reforço é preso por abusar de menina de 4 anos

Embora não tenha sido constatada conjunção carnal, qualquer ato libidinoso praticado com menor de 14 anos já é configurado como estupro de vulnerável.

Um homem de 56 anos foi preso por volta das 10 horas da manhã desta segunda-feira (18) pela Polícia Civil, sob acusação de estupro de vulnerável, praticado contra uma menina de apenas quatro anos.

O crime ocorreu numa escola de aulas de reforço situada na zona leste da capital, e o acusado é marido da proprietária do estabelecimento.

A denúncia foi apresentada à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) em janeiro deste ano. Segundo o delegado Matheus Zanatta, da Gerência de Polícia Especializada, durante a investigação foram reunidos fortes indícios da prática do crime. Nesta manhã, além da prisão do suspeito, os policiais civis também cumpriram um mandado de busca e apreensão na escola.

O delegado Matheus Zanatta disse que a própria criança teria relatado os abusos aos pais, que procuraram a Polícia em janeiro deste ano (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

Embora não tenha sido constatada a ocorrência de conjunção carnal, a legislação prevê que qualquer ato libidinoso praticado com menores de 14 anos é configurado como estupro de vulnerável. 

Para preservar a identidade da vítima e das demais crianças que frequentam a escola, o nome do abusador não foi divulgado pela Polícia Civil.

Zanatta afirma que, por enquanto, apenas uma família denunciou o acusado, mas novos casos podem ser descobertos. 

Também presente na coletiva de imprensa realizada para informar detalhes da prisão, o delegado-geral Luccy Keiko destacou que as famílias precisam ficar atentas às pessoas com quem suas crianças têm contato. 

Ele afirma que os pais devem procurar imediatamente a Polícia quando suspeitarem que seus filhos tenham sofrido algum tipo de abuso. "Através da oitiva qualificada, que é feita com o acompanhamento de uma psicóloga, é possível extrair da criança informações capazes de indicar se ela sofreu algum abuso", destaca o delegado.

O crime de estupro de vulnerável está previsto no artigo 217-A do Código Penal brasileiro, e as penas variam de 8 a 15 anos de reclusão. Caso seja constatada lesão corporal de natureza grave na vítima, as penalidades variam de 10 a 20 anos de reclusão. E se a conduta criminosa resultar em morte, as penas vão de 12 a 30 anos.

O delegado-geral Luccy Keiko (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

ANA embarga barragem no Ceará e mais de 250 famílias são removidas

ANA embarga barragem no Ceará e mais de 250 famílias são removidas

A agência divulgou que é preciso que a empresa responsável adote medidas de segurança para evitar o rompimento da barragem.

A Agência Nacional de Águas (ANA) fez o embargo provisório da barragem Granjeiro, em Ubajara (CE) na última quarta-feira (13). Em nota divulgada hoje (17), a agência informou que a penalidade visa a fazer com que a empresa Agroserra Companhia Agroindustrial Serra da Ibiapaba adote medidas imediatas de segurança para minimizar os riscos de rompimento da estrutura.

Segundo a Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Corpo de Bombeiros Militar do Ceará, o trabalho preventivo de realojamento de famílias que moram ao longo do curso do Rio Jaburu, em Ubajara, começou na noite desse sábado (16) e removeu mais de 250 famílias. De acordo com a corporação, o realojamento das comunidades ribeirinhas é de caráter preventivo e temporário.


Barragem Granjeiro. Foto: Banco de Imagens ANA/Divulgação

“A noite transcorreu tranquila lá. A maior parte das famílias foi removida para casas de parentes. Apenas 70 tiveram que ser levadas para o Santuário da Mãe Rainha. É importante destacar a importância do apoio da população que ainda não foi removida para que essa etapa do trabalho possa ser concluída com brevidade”, disse, em nota, o coronel Luís Eduardo Soares de Holanda, comandante do Corpo de Bombeiros.

Segundo a ANA, medidas de contenção da erosão na barragem já foram concluídas e agora está em andamento escavação de canal ao lado da barragem para liberação controlada de água e redução do armazenamento.

A agência reguladora informou que, enquanto houver o embargo provisório, a empresa não poderá operar a barragem Granjeiro, no leito do riacho Jaburu, até que seja garantida a segurança da estrutura e sejam atendidas todas as exigências cobradas pela ANA.

17 de março de 2019

16 de março de 2019

Homem é condenado a mais de 29 anos por feminicídio

Acusado teria desferido uma facada na companheira simplesmente por ela ter falado dos seus ex-namorados.

* Inicialmente, a reportagem havia informado, equivocadamente, que o crime foi uma tentativa de feminicídio. No entanto, a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu ainda na data do crime, que, portanto, foi um feminicídio consumado. O erro ocorreu por conta de um equívoco presente na própria decisão judicial, onde consta o crime de "homicídio tentado qualificado". A correção foi feita às 11 horas.

Um homem identificado como Lucas de Oliveira Vieira foi condenado a 29 anos, sete meses e 20 dias de reclusão em regime fechado, sob a acusação de feminicídio, tendo como vítima sua então companheira, Amanda Keully da Silva Araújo.  

O crime ocorreu na manhã do dia 8 de setembro de 2017, num condomínio residencial localizado no bairro Dirceu, em Parnaíba. Conforme o inquérito policial, o casal estava consumindo bebidas alcoólicas em casa, e o acusado teria desferido o golpe na companheira simplesmente porque ela teria falado dos seus ex-namorados.

A denúncia foi apresentada à Justiça no dia 10 de outubro de 2017, e a sentença saiu nesta sexta-feira, 15 de março de 2019, assinada pela juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos, titular da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba.

O réu foi julgado no Tribunal Popular do Júri, cujo conselho de sentença, por maioria de votos, reconheceu a materialidade do homicídio qualificado e a autoria do crime. 

Na decisão, a juíza Maria Ivani salienta que o réu já possuía antecedentes criminais, inclusive com sentença transitada em julgado, pela prática dos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e também por outros casos de violência doméstica.

Qualificadoras do homicídio

A magistrada apontou a existência de quatro qualificadoras para o crime de homicídio praticado por Lucas de Oliveira Vieira - motivo fútil, meio insidioso, com recurso que impossibilitou a defesa da ofendida e por ser um crime contra a mulher praticado no âmbito familiar (feminicídio).

15 de março de 2019

Traficantes ateam fogo em homem por dívida de drogas na zona Sul

L. J. S., de 49 anos, estava deitado no sofá da sala quando foi surpreendido por dois homens. A vítima estaria devendo R$ 100 aos suspeitos.

Um homem, identificado pelas iniciais L. J. S., de 49 anos, foi vítima de tentativa de homicídio na manhã desta sexta-feira (15), no bairro São Pedro, zona Sul de Teresina. Segundo informações da Polícia Civil, a vítima estava deitada no sofá de sua residência quando dois homens ainda não identificados teriam ateado fogo no homem.

Traficantes ateam fogo em homem por dívida de drogas na zona Sul. (Foto: Jailson Soares/O Dia)

De acordo com o investigador do 13º DP, Hilton Barbosa, a vítima era usuária de drogas e teria uma dívida no valor de R$ 100 com traficantes da região. "A própria mãe dele nos informou que ele tem essa dívida que não foi paga e duas pessoas cobraram dessa forma, mas isso não justifica o que fizeram com ele", destaca.

O homem estava deitado no sofá da sala quando aos dois suspeitos teriam se aproximado pela janela e despejado líquido inflamável sobre ele, ateando fogo em seguida. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital de Urgências de Teresina. 

Segundo o HUT, ele teve 40% do corpo atingido com queimaduras de 1º e 2º graus, principalmente nos braços, face, costas e pés. L. J. S. recebeu o primeiro atendimento e está internado na UTI. No momento seu quadro de saúde é considerado estável.

Mãe da vítima presenciou o crime. (Foto: Jailson Soares/ O Dia)

Uma guarnição do Corpo de Bombeiros chegou a ser acionada para controlar o fogo que também atingiu móveis da residência. Equipes da perícia da Polícia Civil estiveram no local colhendo as primeiras informações sobre o ocorrido. Segundo o investigador Hilton Barbosa, a Polícia Civil e a Polícia Militar estão em diligências pela região na tentativa de encontrar os responsáveis pelo crime.



Jovem apontado como 3º suspeito de massacre se entrega à polícia

Jovem apontado como 3º suspeito de massacre se entrega à polícia

Ele também é ex-aluno da escola e estudou na sala de Guilherme Taucci Monteiro, 17, o líder do massacre.

O terceiro suspeito de participar do planejamento do ataque a tiros na escola Raul Brasil se apresentou ao Fórum de Suzano (Grande SP) por volta das 11h desta sexta-feira (15). Antes, ele fez exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal.

Este era o prazo dado pela Vara da Infância e da Juventude para que o jovem de 17 anos se apresentasse na oitiva. Ele chegou ao local em um carro da polícia acompanhado pela mãe. Na tarde desta quinta (14), o delegado-geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, pediu à Justiça que o adolescente fosse apreendido.

Ele também é ex-aluno da escola e estudou na sala de Guilherme Taucci Monteiro, 17, o líder do massacre, que deixou 8 mortos na quarta (13).

Em virtude do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o processo que vai apurar a participação do jovem correrá em segredo de justiça.

Inicialmente o novo suspeito está sendo ouvido pelo Ministério Público, o responsável por pedir a abertura de uma ação à Justiça.

Caso seja esta a decisão da promotoria, a juíza Erica Marcelina Cruz, da Vara da Infância e Juventude, poderá determinar a internação dele na Fundação Casa por 45 dias ou optar pela liberdade assistida, entre outras medidas.

O envolvimento do terceiro suspeito no crime teria ocorrido no planejamento do crime, segundo o delegado Ruy Fontes. O dono do estacionamento onde Guilherme Taucci e Luiz Henrique de Castro, 25, guardaram o carro usado no ataque teria informado à polícia a participação do adolescente.

Entre os 11 telefones celulares apreendidos pela polícia nesta quarta, um pertence ao jovem que está sendo ouvido. Quase todos os outros aparelhos são relacionados a Guilherme Taucci.

INVESTIGAÇÕES

Colegas de classe da Raul Brasil também afirmaram que o adolescente e Guilherme eram muito próximos e, dias antes do massacre, o suspeito havia manifestado o desejo de entrar na escola atirando.

Os policiais acreditam que o plano seria executado pelos dois, mas, por motivos ainda desconhecidos, o adolescente acabou excluído da ação. Isso também revela que Guilherme seria o líder.

Fontes disseram que a investigação vai tentar descobrir, agora, porque o novo suspeito não participou do ataque. Os policiais acreditam que Guilherme, já sem o comparsa, teria procurado Luiz Henrique para que este pudesse financiar o plano. Como tinha emprego regular, ele teria recursos para comprar as armas e alugar o veículo usado no dia dos assassinatos.

A polícia também apura se Luiz, o mais velho do trio, tinha algum déficit cognitivo. "A gente entende que a personalidade dele não era tão firme a ponto de impedir ou deixar de ingressar na execução de um crime desse, principalmente liderado por uma pessoa que era pelo menos sete anos mais nova do que ele."

Segundo o delegado, os assassinos se inspiraram no massacre de Columbine, ocorrido em 1999, nos Estados Unidos, mas queriam ser ainda mais cruéis. "Eles queriam demonstrar que podiam agir como aconteceu em Columbine, com crueldade e com caráter trágico, para que eles fossem mais reconhecidos do que aqueles", disse Fontes.

A dupla usou um revólver, carregadores, uma besta (arma medieval), um machado, uma machadinha, coquetéis molotov e granadas de fumaça. As roupas usadas seriam inspiradas no jogo de videogame Call of Duty, episódio Ghosts, um jogo de tiro em primeira pessoa.

O crime ocorreu em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção por ter sido cometido em dupla e longamente planejado.

Na quarta, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) lamentou o atentado seis horas após o ocorrido. Nesta quinta, em transmissão pela internet, disse que o atentado era uma barbaridade e que não é possível entender como os criminosos chegaram ao ponto de terem cometido o crime. ​

Último acusado de assaltar o Bradesco de Castelo do Piauí é preso

Último acusado de assaltar o Bradesco de Castelo do Piauí é preso

Gean dos Santos Rocha auxiliou o planejamento do crime e foi detido na madrugada desta sexta-feira. Com sua prisão, a polícia deu por encerrado o caso e vai finalizar o inquérito.

Foi preso na madrugada desta sexta-feira (15) o último acusado de participar da tentativa de assalto ao Banco Bradesco de Castelo do Piauí. O crime foi praticado na madrugada do dia 19 de fevereiro e na ocasião os criminosos ainda metralharam a sede da Polícia Militar da cidade. Identificado como Gean dos Santos Rocha, ele teria auxiliado no planejamento do crime e resgatado os comparsas após a fuga.


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De acordo com o delegado Thales Gomes, coordenador do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado), Gean também fez o transporte das armas usadas no roubo para a casa de Wallinson Eduardo Costa de Melo, conhecido como Gordinho, que foi apontado como sendo o líder da quadrilha.


Foto: Divulgação/Polícia Civil

Antes da prisão de Gean, mais nove pessoas já haviam sido detidas por envolvimento na tentativa de roubo. São elas: Wallinson Eduardo Costa de Melo, Mauro Henrique Vieira, Brendo Raniel dos Santos, um taxista de nome Raimundo Nonato dos Santos, Ferdinando Félix da Silva, Israel da Cruz Santos, André Luís Vieira, Matusalém Nunes Ferreira e Marcelo Viana Vieira.

“O Gean teve participação estratégica no crime, dando todo o suporte que o bando precisou e com sua prisão, estamos dando o caso por encerrado, já que ele era o último que faltava ser detido. A partir de agora o inquérito será fechado para encaminharmos ao Ministério Público”, explicou o delegado Thales.

Acusados pela morte de Amarildo são absolvidos pela Justiça

Acusados pela morte de Amarildo são absolvidos pela Justiça

De acordo com o Ministério Público, 14 policiais militares tiveram responsabilidade no desaparecimento do ajudante pedreiro, em 14 de julho de 2013, na Rocinha.

Ao menos 4 dos 12 policiais acusados de participação na tortura, morte e desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, em 2013, foram absolvidos pela segunda instância do Tribunal de Justiça do Rio.

Segundo decisão por unanimidade da 8ª Câmara Criminal do Rio, os réus Jairo da Conceição Ribas, Fábio Brasil da Rocha da Graça, Rachel de Souza Peixoto e Thais Rodrigues Gusmão foram absolvidos de todas as imputações da denúncia. De acordo com o Ministério Público, 14 policiais militares tiveram responsabilidade no desaparecimento do ajudante pedreiro, em 14 de julho de 2013, na Rocinha, favela da zona sul do Rio.

Os PMs acusados do caso responderam por crime de tortura, ocultação de cadáver e fraude processual. Segundo o inquérito da Polícia Civil que baseou a denúncia do Ministério Público, Amarildo foi levado para a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Rocinha e lá foi torturado até a morte. Ele teria sido confundido com um colaborador do tráfico de drogas na favela. Seu corpo até hoje não foi encontrado.

Homens da UPP agiram sob as ordens dos comandantes da unidade, o major Edson Santos e o tenente Luis Felipe Medeiros, segundo a conclusão do inquérito. Ao menos três testemunhas relataram nas investigações que o contêiner da sede da UPP era utilizado como sala de tortura.

Em fevereiro de 2016, a juíza Daniella Alvarez Prado, da 35ª Vara Criminal do Rio, condenou 13 dos 25 policiais militares denunciados pelo crime. Um deles morreu antes de a sentença ser proferida.

O comandante da unidade, major Edson Santos, recebeu pena de 13 anos e sete meses de reclusão. Já o subcomandante, tenente Luiz Felipe de Medeiros, foi sentenciado a 10 anos e sete meses.

Na decisão do TJ sobre um recurso da defesa dos policiais, os desembargadores decidiram retirar quatro policiais do rol de condenados. Como o caso tramita em segredo de Justiça, as alegações que sustentaram a decisão não foram reveladas.

Dupla comprou pela internet armas brancas usadas no massacre de Suzano

Dupla comprou pela internet armas brancas usadas no massacre de Suzano

A atividade da dupla na internet também é investigada pela Promotoria. Computadores foram apreendidos e apura-se se os dois participavam de grupos de discussão ligados a terroristas.

Os autores do massacre na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, Grande São Paulo, na quarta-feira (13), compraram armas brancas e outros objetos usados no dia do ataque na plataforma Mercado Livre, que agrega diversos vendedores. A polícia incluiu os recibos entre o material apreendido. Nele, também há alvos onde os autores do crime praticaram tiro e uma fantasia de personagem de quadrinhos que representa a morte.

A lista traz uma embalagem com etiqueta do Mercado Livre referente à compra de um arco e flecha (os criminosos usaram uma besta, espécie de arco, durante o crime). Ao menos quatro comprovantes de pagamento do site de vendas online foram achados. A plataforma afirmou lamentar o episódio e que vai colaborar com as autoridades.

Entre as armas brancas encontradas, além do arco, está uma machadinha e um machado, um deles usado para atacar alunos da escola, além de jet loaders (objeto para recarregar o revólver calibre 38). A venda dessas armas não é ilegal, mas a de jet loaders é regulamentada por lei. Há ao menos 11 telefones celulares, quase todos relacionados a Guilherme.

O material inclui uma série de acessórios: bandana de caveira, luvas e coturnos militares. Também há uma peça de um personagem de quadrinho em que um caderno tem o poder de matar as pessoas cujos nomes foram escritos nele. Além disso, há um caderno de capa dura com anotações de Guilherme. O material deve ser analisado pela polícia.


Foto: Reprodução

O Mercado Livre emitiu nota afirmando que "compartilha da indignação e da tristeza diante do massacre. "Consternados com a informação de que itens utilizados nesta ação poderiam ter sido adquiridos em nossa plataforma, fizemos contato com as autoridades policiais e colocamo-nos à disposição para colaborar com a investigação", afirma o comunicado.

O site afirmou repudiar o uso ilícito desses equipamentos. Segundo a empresa, os termos e condições de uso do site estão de acordo com a legislação brasileira e os anúncios trazem um botão de denúncia -todas são analisadas e se houver infração o anúncio é removido.

Armas como a besta podem disparar setas com velocidade de até 400 km/h, e são encontradas facilmente à venda na internet. Os valores vão de pouco mais de R$ 100 até R$ 3.000, para os modelos mais sofisticados. Machadinhas usadas por militares também são facilmente adquiridas em lojas virtuais.

A atividade da dupla na internet também é investigada pela Promotoria. Computadores foram apreendidos e apura-se se os dois participavam de grupos de discussão ligados a terroristas na chamada internet profunda, em que a troca de mensagens ocorre sob pesada criptografia, sem acesso por sites de busca e com monitoramento mais difícil.

"Não podemos descartar nenhuma área de investigação, e devemos traçar medidas preventivas para que esse tipo de crime não volte a ocorrer", disse o procurador-geral do estado, Gianpaolo Poggio Smanio.

14 de março de 2019

Assassinos planejaram ataque em escola de Suzano por um ano e meio

Assassinos planejaram ataque em escola de Suzano por um ano e meio

Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, conversaram sobre o ataque por meio de mensagens de texto.

A dupla que matou oito pessoas em Suzano (Grande SP) planejava o ataque há cerca de um ano e meio. A informação foi confirmada em sigilo por uma fonte policial que acompanha o caso.

Segundo o policial, Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17, conversaram sobre o ataque por meio de mensagens de texto. O teor das conversas não foi informado.

Uma das linhas de investigação da Polícia Civil é a de que o tio de Guilherme tenha descoberto o plano da dupla e, por isso, os criminosos teriam feito uma "queima de arquivo".

Outras linhas de investigação não foram esboçadas.

A polícia acrescentou que as armas usadas no crime foram compradas por Monteiro, com o dinheiro que recebeu de um carrinho de cachorro-quente onde trabalhava. O valor das compras e onde foram feitas é verificado pela polícia.

Já o carro usado pela dupla, um Onyx branco, foi alugado por Castro, segundo nota da Localiza, em 21 de fevereiro, com devolução para o dia 15 deste mês.

A polícia também divulgou dois cadernos escolares apreendidos no carro usado pela dupla, nos quais há desenhos. O material será analisado por investigadores.

Uma escola pública tradicional na Grande São Paulo, a escola estadual Raul Brasil, em Suzano, foi palco de um massacre no estilo dos ocorridos nos Estados Unidos. Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 planejaram e executaram o assassinato de ex-colegas e funcionários da Raul Brasil usando um revólver, carregadores, uma arma medieval e uma machadinha.

Antes, haviam matado o tio do adolescente. Morreram os estudantes Kaio Lucas da Costa Limeira, Cleiton Antonio Ribeiro, Caio Oliveira, Samuel Melquiades Silva de Oliveira e Douglas Murilo Celestino, e as funcionárias Marilena Ferreira Umezu e Eliana de Oliveira Xavier.

O crime ocorre em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção pelo longo planejamento e por ter sido cometido em dupla. O presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado seis horas após o ocorrido.

A CRONOLOGIA DO ATENTADO

1. Por volta de 9h, Luiz Henrique de Castro, 25, e Guilherme Taucci Monteiro, 17 , atacam dono de locadora de carros e lava jato próximo à escola a tiros –o homem é socorrido, mas não resiste e morre no hospital

2. Os dois seguem até a escola, onde entram e atiram na coordenadora pedagógica, que morre

3. Eles atiram em uma segunda funcionária, a  agente de organização escolar, que também é morta

4. Os atiradores se encaminham para o pátio da escola. É hora do lanche e há apenas alunos do ensino médio

5. Os atiradores abrem fogo. Quatro adolescentes são mortos no local, e outros são feridos 

6. Atiradores se dirigem para o centro de línguas que funciona na escola, em outro andar. Lá, a professora e os alunos se trancam em uma sala 

7. Do lado de fora, eles veem os policias se aproximando e um teria atirado no outro e depois se suicidado 

8. Polícia chega ao local 8 minutos após ser chamada

OUTROS CASOS

Já houve no país ao menos outros sete casos similares ao de Suzano com atiradores (alunos ou não) dentro de escolas abrindo fogo contra estudantes e outras pessoas. 

Em Salvador, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma e foi preso em flagrante. À época, em 2002, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou. 

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), doze adolescentes -dez meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

No mesmo mês, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

Também em 2011, mas em setembro, um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão,  em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

O último caso foi em outubro de 2017, quando um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying. 

Populares agridem suspeito de realizar furtos, PM é chamada mas não prende

Falta de flagrante impediu que suspeito fosse levado para a delegacia. Vítimas relatam que nas últimas semanas o suspeito já teria invadido vários locais.

Um rapaz de aproximadamente 25 anos foi agredido por populares por volta das 11h30 desta quinta-feira (14), depois de ter supostamente tentado arrombar um veículo que estava estacionado na Rua Álvaro Mendes, próximo ao cruzamento das avenidas Miguel Rosa e Frei Serafim.

O suspeito já teria invadido vários estabelecimentos na região, conforme relatos feitos pelos próprios proprietários à reportagem do portal O DIA.

Duas oficinas mecânicas e uma pensão estão entre os locais que foram arrombados e invadidos nas últimas semanas. 

"De dezembro pra cá, praticamente toda semana ele invadia algum local. Da minha oficina ele levou tudo. Já invadiu várias vezes. E eu estou até com dificuldades para pagar as contas por causa dos prejuízos que tive", afirmou uma das vítimas.

Suspeito, sendo ao chão, foi agredido populares após ser flagrado tentando arrombar (Foto: Poliana Oliveira / O DIA)

No caso da pensão, a proprietária relata que ele conseguiu apenas danificar os cadeados do portão, mas não obteve êxito no furto. "Por volta das 2 horas da manhã ele tentou invadir minha pensão. Quebrou meus cadeados e forçou o portão, mas graças a Deus a gente acordou a tempo e ele não conseguiu entrar", afirma a dona da pensão.

Nesta quinta, depois de ser flagrado tentando arrombar um veículo, o suspeito foi agredido a socos e pontapés por cerca de cinco homens.

As imagens registradas pela câmera de segurança de uma das oficinas comprovam que o suspeito capturado nesta quinta por populares é o mesmo que invadiu o local para furtar. Por essa razão, os moradores e proprietários de estabelecimentos da região acreditam que o suspeito é o autor de todos os furtos e arrombamentos que têm ocorrido nas últimas semanas.


A Polícia Militar foi acionada, mas os policiais não levaram o suspeito para a delegacia, porque, segundo eles, não havia mais flagrante de nenhum dos crimes.

Diante da indignação das pessoas ao saberem que o suspeito seria liberado, os PMs questionaram se as vítimas concordavam em ir até a Central de Flagrantes para relatar os crimes ao delegado. Como ninguém se dispôs a ir, o suspeito foi solto ainda no local.

Antes de ir embora, ele ainda foi alertado pelos populares de que "vai apanhar ainda mais" se voltar a cometer algum crime nas imediações.

Grupo criminoso pagava R$ 150 para populares fazerem reparos nos poços

Grupo criminoso pagava R$ 150 para populares fazerem reparos nos poços

Op. Poço Sem Fundo: em um único contrato, empresa envolvida em esquema desviou cerca de R$ 590 mil dos cofres públicos. Ela terceirizava serviços para empresa de vereador.

O Grupo de Atenção Especial ao Crime Organizado (Gaeco) deu detalhes de como funcionava o esquema de fraude em licitações para manutenção de poços artesianos no município de Brejo do Piauí. As investigações apontaram que havia dois núcleos atuando: o núcleo político, formado pela ex-prefeita Márcia Aparecida Pereira da Cruz, e pelo seu irmão Emídio Pereira da Cruz, pregoeiro do município; e o núcleo empresarial, formado pelos donos da VSP Construtora, Adcarliton Valente Barreto e Valdirene da Silva Pinheiro, e pelo empresário e vereador Fabiano Feitosa Lira, dono da FM Projetos.


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Mas o que chama a atenção é que o serviço de manutenção dos poços artesianos que deveria ser feito pela VSP Construtora e pela FM Projetos, era, na verdade, realizado pelos próprios moradores das comunidades rurais onde estes poços eram cavados. Estas pessoas recebiam dos envolvidos no esquema criminoso valores que iam de R$ 50,00 a R$ 150,00 para fazerem o serviço.


Foto: Poliana Oliveira/O Dia

A informação foi repassada pelo promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco. De acordo com ele, os investigadores encontraram na casa da ex-prefeita Márcia Aparecida uma lista contendo nomes de pessoas e os valores a serem pagos a cada uma pelo serviço feito. 

“Eram valores irrisórios se comparados com o contrato que havia sido firmado entre o poder público e a VSP Construtora. Em dois anos, a Prefeitura de Brejo do Piauí repassou para a empresa R$ 591 mil e esse valor foi inteiramente desviado porque a construtora não tinha capacidade técnica para fazer qualquer serviço desta natureza e de natureza nenhuma”, pontuou Rômulo Cordão.


Promotor Rômulo Cordão, coordenador do Gaeco - Foto: Poliana Oliveira/O Dia

As investigações apontaram que a VSP construtora existe enquanto pessoa jurídica, tem um CNPJ regular, mas não possui máquinas nem tratores nem pessoal para fazer a manutenção dos poços artesianos cavados em 13 comunidades rurais no entorno de Brejo do Piauí. A empresa, então, repassa informalmente para a FM Projetos, pertencente ao empresário e vereador Fabiano Feitosa Lira, a responsabilidade para realizar a obra, o que não acontecia.

“A VSP meio que terceirizava um serviço para o qual ela havia sido designada a fazer enquanto vencedora da licitação. O fato era que ela repassava para a empresa do Fabiano sua responsabilidade e mesmo a FM Projetos tendo capacidade para operar e fazê-lo, não o fazia. Pagava aos populares para isso”, explicou o delegado Marcelo Leal, gerente de policiamento do interior da Polícia Civil.


Delegado Marcelo Leal, gerente de policiamento do interior - Foto: Poliana Oliveira/O Dia

O Ministério Público pediu à justiça o bloqueio de R$ 2,807 milhões movimentados pelas empresas e pela Prefeitura de Brejo do Piauí com o esquema criminoso à época da gestão de Márcia Aparecida Cruz. No momento, o Gaeco aguarda a apresentação voluntária do empresário e vereador Fabiano Lira, que se encontra foragido. Sua defesa negocia sua entrega.

Já estão presos a ex-prefeita Márcia Aparecida, seu irmão e então chefe de gabinete, Emídio Pereira da Cruz, o pregoeiro do município, Carlos Alberto Figueiredo, e os empresários Adcarliton Valente Barreto e Valdirene da Silva Pinheiro, donos da VSP.


O Ministério Público não descarta que novas prisões possam ser feitas em outras fases da Operação Poço Sem Fundo. Foi o que afirmou o promotor José William Luz, promotor de Canto de Buriti, que atende a Brejo do Piauí. “Há mais seis cidades sendo investigadas, porque as empresas investigadas tinham várias ramificações e há contratos firmados com elas em outros municípios”, informou.


Promotor José William Luz, titular da Comarca de Canto do Buriti - Foto: Poliana Oliveira/O Dia

O Gaeco não informou que outras cidades estão sendo alvo de investigação do MP para não prejudicar o andamento do inquérito.

Corpos das vítimas do massacre são veladas na Arena Suzano

Corpos das vítimas do massacre são veladas na Arena Suzano

Adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

O velório dos corpos de seis vítimas do massacre na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), começou por volta das 6h30 desta quinta-feira (14), na Arena Suzano no Parque Max Feffer. Várias coroas de flores estão distribuídas no espaço. Uma grade divide a área reservada para as famílias das vítimas, e um corredor foi montado para o público circular pelo local.

Os corpos chegaram ao local às 6h10. As vítimas veladas são:

  • Caio Oliveira, 15 anos
  • Kaio Lucas da Costa Limeira, 17 anos
  • Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos
  • Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos
  • Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos
  • Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos

Uma missa ecumênica está prevista para acontecer no local às 14h. O prefeito de Suzano, Rodrigo Ashiuchi, e o ministro da Educação, Ricardo Vélez, estão na Arena. As autoridades passaram diante de cada caixão e abraçaram as famílias O governador de São Paulo, João Doria, também é esperado no local.

Outras vítimas

O corpo de Marilena Umezo será sepultado apenas no sábado (16), quando um dos filhos dela retornar do exterior. O velório de Douglas Murilo Celestino começou por volta de 1h em uma igreja evangélica em Suzano. O corpo do comerciante Jorge Antonio de Moraes está sendo velado no Cemitério Colina dos Ypês, em Suzano, onde será sepultado.


 Velório das vítimas do massacre da Escola Raul Brasil em Suzano. Foto: Reprodução/Maiara Barbosa/G1

O ataque 

Um adolescente e um homem encapuzados atacaram a Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), na manhã desta quarta-feira (13) e mataram sete pessoas, sendo cinco alunos e duas funcionárias do colégio.

Em seguida, um dos assassinos atirou no comparsa e, então, se suicidou. Pouco antes do massacre, a dupla havia matado o proprietário de uma loja da região. Os assassinos – Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 – eram ex-alunos do colégio.

A polícia diz que os dois tinham um "pacto" segundo o qual cometeriam o crime e depois se suicidariam. Ainda não se sabe a motivação do crime. Foram feitas buscas na casa dos assassinos, e a polícia recolheu pertences dos dois. As famílias dos criminosos também foram ouvidas.

Os mortos são:

  • Caio Oliveira, 15 anos, estudante
  • Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, estudante
  • Douglas Murilo Celestino, 16 anos, estudante
  • Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, agente de organização escolar
  • Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, comerciante, morto antes da entrada dos assassinos na escola; ele é tio de Guilherme, um dos assassinos
  • Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos, estudante
  • Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, coordenadora pedagógica
  • Samuel Melquíades Silva de Oliveira, 16 anos, estudante

Os feridos são:

  • Adna Isabella Bezerra de Paula, 16 anos, estudante
  • Anderson Carrilho de Brito, 15 anos, estudante
  • Beatriz Gonçalves Fernandes, 15 anos, estudante
  • Guilherme Ramos do Amaral, 14 anos, estudante
  • Jenifer Silva Cavalcanti
  • José Vitor Ramos Lemos, estudante
  • Leonardo Martinez Santos
  • Leonardo Vinicius Santa Rosa, 20 anos
  • Leticia de Melo Nunes
  • Murilo Gomes Louro Benite, 15 anos, estudante
  • Samuel Silva Felix


Estudantes se abraçam após ataque a escola de Suzano. Foto: Reprodução/Maiara Barbosa/G1

'Terrorismo doméstico'

O Ministério Público de São Paulo informou, na noite desta quarta-feira (13), que vai investigar em que circunstâncias ocorreram as dez mortes do massacre em Suzano. O trabalho será realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O objetivo é apurar a possível existência de organização criminosa que tenha colaborado para "eventual cometimento de crimes relacionados a terrorismo doméstico, como apontam os primeiros indícios", diz o órgão. O termo terrorismo doméstico é usado para definir atentados terroristas cometidos por cidadãos contra o seu próprio povo ou governo.

Imagens de câmeras de segurança

Uma câmera de segurança registrou o momento em que Guilherme Taucci Monteiro entra na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano, e atira em quem estava logo após a porta de entrada. O vídeo abaixo mostra o momento em que Monteiro entra na escola, saca a arma e aponta para as vítimas.

Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25, eram ex-alunos da instituição. Eles estavam em um carro branco alugado, estacionaram em frente ao portão do colégio e entraram pela porta da frente, que estava aberta.

10 pessoas são presas por crimes de homicídio e estupro em Teresina e Timon

10 pessoas são presas por crimes de homicídio e estupro em Teresina e Timon

Prisões aconteceram nas primeiras horas da manhã de hoje (14), em ação conjunta da Divisão de Capturas e da Força Tarefa da Segurança Pública.

Pelo menos 10 homens foram presos nas primeiras horas desta quinta-feira (14), acusados de crimes violentos contra a vida, como homicídios e estupros praticados em Teresina e na cidade maranhense de Timon. A operação, denominada de Integração, foi deflagrada em conjunto pela Força Tarefa da Secretaria de Segurança Pública, com a Divisão de Capturas (Dicap) da Polícia Civil.

De acordo com coordenador da Dicap, delegado Willame Morais, os presos já respondiam a processos na justiça e tinham mandados de prisão em aberto. O objetivo é que todas as ordens judiciais sejam cumpridas ainda durante esta manhã. “Temos sete presos aqui em Teresina e mais três em Timon. São todos acusados de crimes violentos como homicídios dolosos, estupro e roubos majorados, ou seja, roubos praticados com violência e grave ameaça às vítimas”, detalhou o delegado.


Delegado Willame Morais, coordenador da Divisão de Capturas - Foto: Moura Alves/Arquivo O Dia

O coordenador da Força Tarefa da Segurança Pública, major Audivam Nunes, também participou das prisões e, segundo ele, não houve nenhuma reação dos acusados à abordagem da polícia. “Agimos logo cedo, porque podíamos encontrar a maioria dos alvos dormindo e foi o que aconteceu. Conseguimos deter inclusive um dos traficantes mais procurados ali da região do Ilhotas, o Theo, que é, inclusive, homicida confesso”, disse o major.

Os presos foram todos encaminhados para a sede da Dicap, no bairro Dirceu, onde serão autuados e de lá seguirão para o sistema prisional.

Poço Sem Fundo: MP investiga se convênio com o Governo Federal foi fraudado

Poço Sem Fundo: MP investiga se convênio com o Governo Federal foi fraudado

Desvios chegam a cerca de R$ 3 milhões com as fraudes em licitações no município de Brejo do Piauí. Vereador foragido negocia apresentação ao Gaeco.

O Ministério Público Estadual, por meio do Gaeco (Grupo de Atenção Especial ao Crime Organizado) está investigando se por acaso o convênio firmado entre a Prefeitura de Brejo do Piauí e o Governo Federal para a construção dos poços artesianos na zona rural da cidade teria sido fraudado. A informação foi repassada pelo promotor José William Pereira Luz, promotor titular em Canto do Buriti, que também atende a Brejo do Piauí. A ação faz parte da Operação Poço Sem Fundo, deflagrada nesta quarta (13), que investiga fraudes em licitações e desvio de recursos em seis municípios piauienses.


Foto: Divulgação/Gaeco

De acordo como representante do Ministério Público, o convênio com a União foi firmado ainda na gestão do ex-prefeito de Brejo do Piauí, Edison Ribeiro, que tinha como secretária de administração Márcia Aparecida Pereira da Cruz. Márcia sucedeu Edison na Prefeitura de Brejo entre 2013 e 2016 e, nesse período, fez contratos de manutenção dos poços que já haviam sido cavados através do convênio com a União. Foi neste período que, segundo o promotor, começaram os desvios de verba.

“Ainda se está analisando se o próprio contrato com o Governo Federal não foi fraudado. Não fraudado no sentido de desvio dos recursos, até porque os poços foram cavados, mas se não houve superfaturamento”, explicou o promotor José William. O representante ministerial acrescenta ainda que nos contratos de manutenção de poços, firmados pela ex-prefeita Márcia Aparecida com as empresas investigadas, foram detectadas pelo menos duas irregularidades: fraude em licitações e superfaturamento. “Há indícios também de que os serviços sequer foram prestados, porque houve a emissão de notas frias”, diz.


Além da ex-prefeita de Brejo do Piauí, Márcia Aparecida, também estão presas mais quatro pessoas, dentre elas Carlos Alberto Figueiredo, pregoeiro municipal e apontado como o operador do sistema; Emídio Pereira da Cruz, chefe de gabinete da ex-prefeita; e Adcarliton Valente Barreto e Valdirene da Silva Pinheiro, proprietários da empresa VSP Construtora, um dos alvos da operação.

O vereador de Brejo do Piauí e empresário Fabiano Feitosa Lira está foragido, mas sua defesa negocia com o Gaeco sua apresentação voluntária, que deve acontecer ainda nesta quinta-feira (14).

TJ decreta prisão de investigados pelo desastre em Brumadinho

TJ decreta prisão de investigados pelo desastre em Brumadinho

A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, habeas corpus impetrados em favor dos funcionários.

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decretou nesta quarta (13) a prisão de 11 funcionários da Vale e dois da empresa terceirizada Tüv Süd, investigados no processo que apura responsabilidades pelo rompimento da barragem em Brumadinho. A 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça negou, por unanimidade, habeas corpus impetrados em favor dos funcionários.

Com a decisão, os 13 terão de cumprir a prisão temporária decretada pelo juiz da comarca de Brumadinho, Rodrigo Heleno Chaves. Conforme nota do TJMG, os funcionários da Vale são investigados por envolvimento no rompimento barragem de Brumadinho. Os engenheiros da Tüv Süd atestaram a estabilidade da barragem.

A decisão atinge Artur Bastos Ribeiro, Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo, Cristina Heloiza da Silva Malheiros, Renzo Albieri Guimarães Carvalho, Joaquim Pedro de Toledo, Alexandre de Paula Campanha, Hélio Márcio Lopes de Cerqueira, Felipe Figueiredo Rocha, Makoto Manba, André Yum Yassuda, César Augusto Paulino Grandchamp, Rodrigo Artur Gomes Melo e Ricardo de Oliveira.


Desembargador Marcílio Eustáquio Santos, relator dos HCs. - Robert Leal/TJMG/Direitos reservados

Inquérito policial

No último dia 25 de janeiro, a barragem da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, se rompeu espalhando lama pela área. Segundo o Tribunal, o rompimento da barragem da Vale matou 200 pessoas e outras 108 permanecem desaparecidas sob a lama de rejeitos de minério que contaminou rio Paraopeba.

O desembargador Marcílio Eustáquio Santos, relator do processo, disse em seu voto que a “prisão temporária é necessária ao bom andamento do inquérito policial no qual, frisa-se, apura delito de elevada gravidade concreta”. Para o relator, não há “constrangimento ilegal na manutenção da medida cautelar”.

O voto foi acompanhado pelos desembargadores Cássio Salomé e Agostinho Gomes de Azevedo. Segundo o relator, a decretação da prisão temporária foi “devidamente fundamentada pelo juiz, como forma de se buscar informações sobre o conhecimento dos investigados a cerca da situação de instabilidade da barragem.”

A Câmara Criminal também negou o pedido de prisão domiciliar apresentado em favor de Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo e Cristina Heloiza da Silva Malheiros, funcionárias da Vale. Elas disseram ter filhos menores de 12 anos, mas o argumento foi rejeitado.

Polícia acredita que tiroteio foi cuidadosamente planejado

Polícia acredita que tiroteio foi cuidadosamente planejado

Quebra-cabeça da tragédia está em fase de montagem.

A tragédia que chocou o país hoje (13) e transformou a Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, a 57 quilômetros de São Paulo, em um cenário de guerra é um quebra-cabeça em fase de montagem. O tiroteio promovido por dois jovens provocou dez mortes e deixou 11 feridos. A Polícia Civil busca compreender o crime e já sabe que houve um plano meticulosamente organizado.

O secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campos, disse que policiais coletam depoimentos e provas. Segundo ele, é possível confirmar alguns detalhes sobre o que ocorreu antes e durante do massacre no colégio.

No começo da manhã, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, foram à locadora de Jorge Antonio Moraes, de 51 anos. Lá, eles atiraram contra Jorge, que era tio de Guilherme, e deixaram o local em um carro Chevrolet Onix branco roubado e seguiram para o colégio.

Como ex-aluno da escola estadual, Guilherme pediu para entrar no colégio, por volta das 9h40, e foi autorizado. Era o horário de intervalo das aulas, muitos estudantes lanchavam e vários estavam fora das classes.


Secretário de Segurança Pública de São Paulo, João Camilo Pires de Campo,em entrevista sobre o massacre na Escola Raul Brasil, em Suzano, São Paulo. - Rovena Rosa/Agência Brasil

Não se sabe em que momento Guilherme colocou a máscara para não ser reconhecido, mas a primeira pessoa atingida foi a coordenadora Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, depois Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, funcionária do colégio. Os dois atiradores estavam juntos logo na entrada.

Com base nos primeiros depoimentos, a polícia acredita que os dois atiradores partiram para o ataque juntos. Quando eles se deparam no Centro de Línguas com a porta fechada e perceberam que estavam encurralados pelos policiais da força tática teriam se desesperado.

A polícia foi acionada por causa do assalto à locadora de veículos e chegou à escola em oito minutos. Ao serem surpreendidos pelos policiais, os dois jovens estavam preparados para entrar em uma sala lotada de alunos. Neste momento, segundo o secretário, um jovem atirou no outro e depois suicidou-se.

Mortos

1. Caio Oliveira, 15 anos, estudante.

2. Claiton Antonio Ribeiro, 17 anos, estudante.

3. Douglas Murilo Celestino, 16 anos, estudante 

4. Kaio Lucas da Costa Limeira, 15 anos, estudante.

5. Samuel Melquiades Silva Oliveira, 16 anos, estudante.

6. Eliana Regina de Oliveira Xavier, 38 anos, funcionária da escola.

7. Marilena Ferreira Vieira Umezo, 59 anos, coordenadora pedagógica.

8. Guilherme Taucci Monteiro - 17 anos 

9. Luiz Henrique de Castro - 25 anos 

10. Jorge Antonio de Moraes, 51 anos, dono da locadora e tio de um dos atiradores

Feridos

1. Adna Isabella Bezerra de Paula, 16 anos

2. Anderson Carrilho de Brito, 15 anos

3. Beatriz Gonçalves Fernandes, 15 anos

4. Guilherme Ramos do Amaral, 14 anos

5. Jenifer da Silva Cavalcante

6. José Vitor Ramos Lemos

7. Leonardo Martinez Santos

8. Leonardo Vinícius Santa Rosa, 20 anos

9. Letícia de Melo Nunes

10. Murillo Gomes Louro Benites, 15 anos

11. Samuel Silva Félix

13 de março de 2019

Witzel diz que delegado do caso Marielle deve ser afastado

Witzel diz que delegado do caso Marielle deve ser afastado

Na terça, o delegado afirmou a jornalistas que as investigações sobre o duplo assassinato, prestes a completar um ano, ainda estão no início.

O governador do Rio, Wilson Witzel, disse nesta quarta (12) que convidou o delegado Giniton Lages, responsável pelas investigações sobre a morte da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e seu motorista, Anderson Gomes, para fazer um intercâmbio com a polícia italiana para estudar máfia e movimentos criminosos. 

O afastamento de Lages, que é titular da DH (Delegacia de Homicídios) do Rio, chega num momento nevrálgico do caso -a prisão de dois suspeitos de atirar e dirigir o carro usado na emboscada, respectivamente o sargento reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz.

Na terça, o delegado afirmou a jornalistas que as investigações sobre o duplo assassinato, prestes a completar um ano, ainda estão no início.

Segundo Witzel, a temporada de Lages no exterior, se confirmada, vai durar quatro meses. Ele negou que seja estranho tirá-lo do caso a essa altura, porque outros delegados continuarão na investigação, afirmou o governador.

Em 2018, Lages foi acusado pelo miliciano Orlando da Curicica, atualmente preso, de tentar pressioná-lo para confessar a autoria do crime. A intenção seria acobertar os autores reais, o que foi negado à época.

O governador afirmou que o titular da DH teve estafa mental, algo pelo qual ele mesmo, quando era juiz, já passou. Lages dizia que queria tirar férias após o encerramento do caso. Um possível substituto ainda não foi apontado.

Atiradores de Suzano agiram no intervalo de aulas para ter mais vítimas

Atiradores de Suzano agiram no intervalo de aulas para ter mais vítimas

Segundo a PM, os atiradores portavam um revólver calibre 38, carregadores e uma besta, uma arma medieval que dispara flechas.

Os atiradores responsáveis pelo massacre na Escola Estadual Raul Brasil escolheram o horário do intervalo das aulas para fazer o maior número possível de vítimas, segundo as primeiras investigações do crime que chocou Suzano, cidade da Grande São Paulo.

Antes de invadir o colégio nesta quarta-feira (12), a dupla baleou o proprietário de um lava-jato localizado nas imediações do Jardim Imperador, bairro onde está a escola alvo do atentado.

O proprietário do lava-jato passa por cirurgia na Santa Casa de Misericórdia da cidade e seu estado de saúde ainda é desconhecido.

Na sequência, os atiradores seguiram para o colégio. Na entrada, tiveram acesso fácil ao interior da escola por volta das 9h30. Encapuzados, fizeram uma sequência de disparos.

Suspeito de ter participado do ataque à tiros na escola estadual em Suzano (SP) (Reprodução/Facebook)

A coordenadora pedagógica e mais uma funcionária foram as primeiras baleadas. Elas morreram na hora.

Na sequência, os suspeitos balearam mais quatro estudantes, que também morreram no local. Outros dois baleados morreram depois de serem atendidos no hospital.

A cena de terror termina quando finalmente os atiradores se matam no corredor do colégio.

Os alunos que sobreviveram ao massacre saíram correndo e se abrigaram nas casas e no comércio localizados no entorno do colégio.

A moradora Juliana Romera, 40, foi uma das que abriu a própria casa para abrigar seis alunos. "Eles choravam e tremiam muito. Dei água com açúcar e pedi para eles ligarem para os pais", disse.

Segundo o coronel da PM de São Paulo, Marcelo Salles, os atiradores portavam um revólver calibre 38, carregadores e uma besta, uma arma medieval que dispara flechas.

Os suspeitos, segundo Salles, têm entre 20 e 25 anos e não foram identificados. Anteriormente, a polícia chegou a dizer que eles seriam ex-alunos do colégio.

O governador João Doria (PSDB), acompanhado por uma comitiva de secretários, esteve na Raul Brasil na manhã desta quarta.

Muito abalado, Doria disse em coletiva à imprensa que a cena que viu "é a mais triste de sua vida". "Fico muito triste que um fato como esse tenha acontecido em São Paulo e no Brasil."

Doria informou que o governo do Estado vai prestar toda assistência às vítimas e aos seus familiares.

A escola Raul Brasil ainda permanece isolada porque os suspeitos deixaram no local artefatos que aparentam ser bombas.

Atiradores matam ao menos oito em escola em Suzano, na Grande SP

Atiradores matam ao menos oito em escola em Suzano, na Grande SP

Quatro estudantes e dois funcionários foram mortos no local, e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região.

Oito pessoas, sendo pelo menos seis alunos, morreram em um ataque a tiros na escola estadual Professor Raul Brasil em Suzano, na região metropolitana de São Paulo, na manhã desta quarta-feira (13).

Segundo a Polícia Militar, quatro estudantes e dois funcionários -entre eles a coordenadora- foram mortos no local e outros dois alunos morreram após serem levados a hospitais da região.

Os disparos foram feitos por volta das 9h30, quando dois homens encapuzados, que aparentam ter entre 20 e 25 anos e ainda não tiveram a identidade divulgada, atiraram contra os alunos e, em seguida, se mataram.

Há ainda ao menos outras dez pessoas feridas, duas em estado grave, de acordo com o Corpo de Bombeiros.

Entre elas está um proprietário de um lava-jato em frente à escola. Segundo o coronel Marcelo Salles, comandante da Polícia Militar, os atiradores dispararam neste homem antes de entrar na Raul Brasil -ele está sendo operado num hospital da região.

A dupla levava um revólver calibre 38, uma besta e artefatos explosivos.

A reportagem conversou com Juliano Simões de Santana, vizinho da escola. O morador disse que ouviu os disparos próximo ao intervalo das aulas do período matutino.

"Moro ao lado, ouvi um tumulto e fui para lá. Cheguei e vi várias crianças saindo correndo ensanguentadas. Um desespero, professor, funcionário, todos correndo", afirmou.

A Raul Brasil tem alunos apenas a partir da 5ª série. São 1.067 alunos no total, a maior parte deles no ensino médio (693), boa parte nos anos finais do ensino fundamental (358) e alguns na educação especial (16), segundo informações de 2017. Ao todo, são 105 funcionários.

A nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2017 foi 5,8, abaixo da meta nacional, de 6.

Pouco depois de participar de coletiva de imprensa sobre as enchentes no estado, o governador João Doria (PSDB) cancelou sua agenda para o resto do dia e decidiu ir para Suzano para acompanhar de perto o ocorrido.

"Estou muito impactado com o que eu vi aqui nesta escola, é uma cena muito triste. A mais triste que vi em toda minha vida. São adolescentes que foram brutalmente assassinados. Aos pais de vítimas e aos feridos, nossa solidariedade", afirmou Doria, que pediu à secretaria de Saúde garantia de apoio psicológico aos atingidos e decretou luto oficial de três dias no estado.

Além do comandante da PM, o general João Camilo de Campos, secretário de Segurança Pública, e Rossieli Soares, secretário de Educação, acompanham o governador no local.

Foram acionadas seis unidades de resgate dos Corpo de Bombeiros, três do Samu, dois de suporte avançado e dois helicópteros águia. A PM também enviou uma equipe do Gate para apurar os artefatos parecidos com bombas.

A polícia isolou a rua que dá acesso à escola. Só a perícia e carros de resgate passam no local. Um gabinete de crise será montado na quadra da instituição de ensino para concentrar as informações sobre o ataque.

OUTROS CASOS

Já houve no país ao menos outros sete casos similares ao de Suzano com atiradores (alunos ou não) dentro de escolas abrindo fogo contra estudantes e outras pessoas.

Em Salvador, um jovem de 17 anos matou duas colegas dentro da sala do colégio particular Sigma e foi preso em flagrante. À época, em 2002, a delegada encarregada do caso afirmou que o revólver calibre.38 utilizado pelo garoto pertencia ao pai, que era perito policial.

Em janeiro de 2003, em Taiúva (a 363 km de São Paulo), Edmar Aparecido Freitas, 18, ex-aluno da escola estadual Coronel Benedito Ortiz, invadiu o pátio da instituição, atirou em alunos, professores e funcionários e depois se matou.

Em abril de 2011, em Realengo (zona oeste do Rio), doze adolescentes -dez meninas e dois meninos- morreram no massacre da escola municipal Tasso da Silveira. Eles foram vítimas de Wellington Menezes de Oliveira, 23, que atirou contra as vítimas na sala de aula.

No mesmo mês, um adolescente de 14 anos que se disse vítima de bullying matou um colega com golpes de faca no interior do Piauí. O caso ocorreu na zona rural da cidade de Corrente, no extremo sul do Estado.

Também em 2011, mas em setembro, um aluno de 10 anos de idade que estava no 4º ano atirou na professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, e depois se matou na escola Professora Alcina Dantas Feijão, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

Em abril de 2012, um adolescente de 16 anos atirou em outras três alunas de escola estadual de Santa Rita (região metropolitana de João Pessoa, na Paraíba). O objetivo do rapaz era acertar um menino de 15 anos com quem havia discutido duas vezes.

O último caso foi em outubro de 2017, quando um adolescente de 14 anos matou dois colegas e feriu outros quatro, em Goiânia. O jovem utilizou uma pistola .40 da mãe, que assim como o pai é policial militar. Segundo a Polícia Civil, na época, o adolescente foi motivado por bullying.

A CRONOLOGIA DO ATENTADO​

1. Por volta de 9h30, dupla de homens jovens ataca dono de lava-jato próximo à escola a tiros -ferido, o homem depois é socorrido e levado para cirurgia ainda no fim da manhã;

2. Os homens seguem até a escola, onde entram e atiram na coordenadora pedagógica, que morre;

3. Eles atiram em uma segunda funcionária da escola, que também é morta;

4. Os atiradores se encaminham para o pátio da escola. É hora do lanche e há apenas alunos do ensino médio;

5. Os atiradores abrem fogo. Quatro adolescentes são mortos no local, e outros são feridos;

6. Atiradores se dirigem para o centro de línguas que funciona na escola, em outro andar. Lá, a professora e os alunos se trancam em uma sala;

7. Do lado de fora, os dois atiradores se suicidam;

8. Polícia chega ao local 8 minutos após ser chamada e examina o armamento encontrado com os criminosos. Há suspeita de que haja explosivos.

Oper. Cinderela: PF investiga tráfico e exploração sexual de jovens

Oper. Cinderela: PF investiga tráfico e exploração sexual de jovens

Os aliciadores iniciavam a transformação corporal das pessoas aliciadas, com a aplicação de silicone industrial e realização de procedimentos cirúrgicos ilegais, a fim de aumentar a dívida das vítimas.

A Secretaria de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia participa, na manhã desta quarta-feira (13), da Operação Cinderela da Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho (MPT), em Ribeirão Preto (SP). Auditores Fiscais da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) estão colhendo depoimentos das vítimas para apurar a denúncia de exploração e uso de mão de obra análoga à de escravo em atividades de prostituição de transexuais na cidade.

Ao todo, 90 policiais federais cumpriram 10 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 5ª Vara Federal de Ribeirão Preto (SP). A investigação teve início a partir da denúncia de duas vítimas que conseguiram fugir do local da exploração.

De acordo com a denúncia, jovens transexuais eram levadas de outros estados da Federação, principalmente do Norte e Nordeste, para se prostituírem em Ribeirão Preto, com a promessa de transformação do corpo, hospedagem e alimentação. As vítimas chegavam já endividadas, em razão das passagens e despesas de viagem adiantadas pelos investigados. Também eram obrigadas a consumir drogas, exploradas sexualmente e empregadas no mercado do sexo, onde havia uma divisão territorial de atuação de cada aliciador. 


Quarto onde viviam as transexuais vítimas de exploração sexual em Ribeirão Preto (SP). Foto: Reprodução/Folha

Tribunal do crime 

Depois de estabelecidas a dependência econômica e a ascendência sobre as vítimas, os aliciadores iniciavam a transformação corporal das pessoas aliciadas, com a aplicação de silicone industrial e realização de procedimentos cirúrgicos ilegais, a fim de aumentar a dívida das vítimas. Quem não conseguia pagar as dívidas ou desrespeitava as regras “da casa” ia para julgamento em um “tribunal do crime”, com penas de castigos físicos, morais e multas pecuniárias, além de terem os seus pertences subtraídos.

Há registros de suicídios devido às pressões sofridas pelas vítimas, além de desaparecimentos, aplicações de castigos físicos com pedaços de madeira com pregos e homicídios – tudo decorrente da cobrança de dívidas.

Segundo informações da Polícia Federal, os investigados responderão pelos crimes de tráfico de pessoas, redução à condição análoga à de escravo, rufianismo, exercício ilegal da medicina e organização criminosa, na medida de suas responsabilidades. Se condenados, as penas podem chegar a mais de 34 anos de reclusão.

Desvios chegam a R$ 3 milhões e um empresário está foragido

Desvios chegam a R$ 3 milhões e um empresário está foragido

O Ministério Público deflagrou a operação Poço Sem Fundo para apurar esquema de fraudes em licitação em três cidades piauienses. Ex-prefeita foi presa.

Atualizada às 10h54min

O Ministério Público divulgou o nome de mais dois presos na Operação Poço Sem Fundo. Trata-se do pregoeiro municipal de Brejo do Piauí, Carlos Alberto Figueiredo; e do chefe de gabinete da ex-prefeita, Emídio Pereira da Cruz. Além deles. Um dos alvos de mandado de prisão, um empresário que não teve o nome revelado, encontra-se foragido.

A Força-tarefa formada pelos promotores do Gaeco já contabilizam um prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres públicos, causado pelo esquema de desvio de recursos. Além de Brejo do Piauí, Canto do Buriti e Teresina, as investigações também se estendem a outros seis municípios piauienses que teria mantido relações com a construtora alvo da operação.

Iniciada às 08h16min

O Ministério Público do Estado do Piauí deflagrou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (13) uma operação contra fraudes em licitações e crimes contra o erário público. A ação, denominada de Poço Sem Fundo, tem o objetivo de desarticular uma organização criminosa integrada por empresários e agentes políticos. 

Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em mandados de prisão temporária em Canto do Buriti, Brejo do Piauí e Teresina. Os alvos das ordens judiciais são empresas e escritórios de contabilidades que atuavam no esquema de desvio de recursos de municípios relacionados à manutenção de poços para fornecimento de água à população.


Foto: Divulgação/Gaeco

Até o momento, seis pessoas já foram presas. De acordo com o Ministério Público, entre elas está a ex-prefeita de Brejo do Piauí, Márcia Aparecida Pereira da Cruz, que foi gestora do município entre 2013 e 2016. Também foram detidos, segundo o MP, Adcarliton Valente Barreto e Valdirene da Silva Pinheiro, empresários e donos da VSP Construtora, por fornecimento de notas frias para o esquema fraudulento.

Mais prisões devem ser efetuadas ao longo da manhã. O Ministério Público ainda não divulgou valores desviados dos cofres públicos, mas os promotores do Gaeco (Grupo de Atenção Especial ao Crime Organizado) encontram-se na região de Canto do Buriti para coletar mais informações e acompanhar o cumprimento dos mandados. As Polícias Civil e Militar estão dando apoio na ação.

Polícia prende acusados de tentativa de feminicídio na zona Sudeste de THE

Polícia prende acusados de tentativa de feminicídio na zona Sudeste de THE

Operação Vênus foi deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (13) e resultou no cumprimento de dois mandados.

Duas pessoas acusadas de tentativa de feminicídio em bairros da zona Sudeste de Teresina foram presas na manhã desta quarta-feira (13) em cumprimento a mandados pelo Núcleo de Feminicídio da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). Os presos têm 18 e 23 anos e foram identificados como sendo Antônio Josemias de Araújo Silva e Alisson Marley Santos Sousa.

De acordo com a delegada Luana Alves, coordenadora do Núcleo de Feminicídio, o primeiro crime aconteceu em 23 de janeiro, quando Antônio Josemias tentou tirar a vida da ex-companheira, Keurilane de Nascimento, com um tiro em uma residência localizada na Vila da Guia. A tentativa de feminicídio foi praticada com uma arma de fabricação caseira. O projétil disparado atingiu Keurilane de raspão nas costas.

“Cansada das agressões, ela pediu o divórcio e quando o oficial de justiça foi intimar o Josemias, ele se descontrolou e atentou contra a vida dela. Ele foi atrás dela e efetuou um disparo em sua direção, mas, por sorte, não foi um tiro fatal. A deixou apenas lesionada. Imediatamente nós representamos pela prisão preventiva dele, porque sabíamos que o Josenias já tinha histórico de crimes na região”, relatou a delegada Luana. Mesmo depois de saber que a Polícia Militar havia sido acionada, ele continuou a ameaçar a vítima.

Além de Josemias, também foi detido nesta manhã, no Parque Itararé, Alisson Marley Santos Sousa, que tentou tirar a vida da ex-mulher no último dia 23 de fevereiro . A delegada Luana explica que a vítima, identificada como Genice Pereira da Silva, pôs um fim no relacionamento por não aguentar mais as agressões físicas e psicológicas que sofria. Alisson, então, invadiu a residência dela e tentou atirar três vezes contra sua cabeça, no entanto o revólver não funcionou.


Delegada Luana Alves, coordenadora do Núcleo de Feminicídio (Foto: Jailson Soares / O DIA)

“Ele, então, desferiu várias coronhadas na vítima com a arma e só não concretizou o crime porque os vizinhos ouviram e correram ao socorro dela. A mulher conseguiu fugir e ele foi autuado. Assim como no caso do Antônio Josenias, nós representamos por sua prisão preventiva dado ao histórico violento que ele possuía”, discorreu Luana Alves.

Os dois foram presos e encaminhados para o sistema carcerário. As prisões, segundo a delegada, são uma resposta da polícia aos altos índices de violência contra a mulher que o Piauí vem registrando neste começo de ano. De acordo com ela, houve uma inversão no padrão observado para esta tipificação criminal em relação ao ano passado.

“Em 2018, a maioria dos casos se concentrou em Teresina, mas este ano, vemos que o interior tem tido quase um caso de feminicídios por semana. É com base nisso que estamos direcionando nossas ações, no sentido de diminuir estes índices e garantir para estas mulheres o direito de viver em paz, porque sabemos que se trata de uma tipificação criminal em que enquanto o agressor estiver solto, elas têm sua vida em risco”, conclui Luana Alves.

Câmara aprova projeto que torna crime assédio moral no trabalho

Câmara aprova projeto que torna crime assédio moral no trabalho

Texto segue para discussão e votação no Senado.

A Câmara aprovou hoje (12) projeto de lei que torna crime o assédio moral no trabalho. A proposta segue para apreciação no Senado. Pelo texto, configura assédio moral quem ofender reiteradamente a dignidade de alguém, causando-lhe dano ou sofrimento físico ou mental, no exercício de emprego, cargo ou função.

De acordo com a proposta, a causa somente terá início se a vítima representar contra o ofensor. Essa representação é irretratável. O projeto prevê a inclusão do assédio moral no Código Penal e define que a pena para o crime será detenção de um a dois anos. A pena pode ser aumentada em um terço se a vítima tiver menos de 18 anos.

Segundo a relatora, deputada Margarete Coelho (PP-PI), o assédio moral não pode se apresentar esporadicamente ou em decorrência de um fato isolado. “A dignidade da pessoa deve ser afetada de forma intencional e reiterada, tanto no trabalho como em todas as situações em que haja algum tipo de ascendência inerente ao exercício do emprego, cargo ou função”, afirmou. 

O texto pretende evitar que as pessoas sejam submetidas a situações que violem sua dignidade ou que as exponham a condições humilhantes ou degradantes. “As maiores vítimas do assédio moral são as mulheres”, ressaltou Margarete Coelho.


Deputada piauiense, Margarete Coelho. Foto: Moura Alves/ODIA

Divergências

Em uma sessão presidida pela deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) e destinada à apreciação de projetos da bancada feminina, o texto foi debatido por mais de quatro horas no plenário apesar de ter tramitado por 18 anos na Câmara. O deputado Hildo Rocha (MDN-MA) disse temer que o projeto se transforme em “texto morto”, sem aplicação prática.

“São de interpretações muita subjetivas. Esses textos podem ser rasgados e jogados no lixo porque não vão servir para que seja exequível essa lei. Coloca-se na mão do juiz, daquele que vai julgar uma relação de trabalho, algo bastante temerário. Aqui diz que assédio moral é excessivo vigor no trabalho. O que é excessivo vigor no trabalho? Não se pode definir assédio moral em apenas um artigo. É necessário um debate maior, um aprimoramento, ou será um texto morto na legislação brasileira, não será aplicado ou será uma arma na mão de promotores e juízes”, afirmou.

A deputada Carla Zambelli (PSL-SP) argumentou que o texto pode gerar insegurança aos empregadores no país. “Estão falando que as mulheres vão sofrer se este projeto não for aprovado, mas, na verdade, não se trata de mulheres ou homens, todo mundo pode ser prejudicado, principalmente os empregadores que vão começar a não contratar e vão ficar com medo de investir no Brasil.”

Apreensão de armas 

O plenário da Câmara aprovou, em votação simbólica, projeto que determina a apreensão de arma de agressor de mulheres. O texto segue para o Senado. Pela proposta, o juiz do caso de violência contra a mulher deve ordenar a apreensão de arma de fogo eventualmente registrada em nome do agressor. A matéria foi aprovada na forma de um substitutivo da relatora, deputada Christiane de Souza Yared (PR-PR).

De acordo com a relatora, o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apontou que houve 1.133 feminicídios, em 2017; contra 4.606, em 2016. Já o Mapa da Violência 2015 apontou que a arma de fogo foi o meio mais usado nos homicídios de mulheres.

“A situação é muito séria: nós tivemos, no ano passado, 1.133 feminicídios, mulheres que morreram só pelo fato de serem mulheres. Isso é um absurdo”, disse. “Nada mais justo e necessário, portanto, do que a adoção de outros mecanismos que reduzam a oportunidade de perpetração de tais crimes, como o que ora se propõe pela retirada das armas de fogo das mãos dos agressores”, completou 

12 de março de 2019

Polícia prende instrutor de artes marciais por tráfico em Paulistana

Reinaldo de Sousa Lima foi preso em flagrante no momento em que estaria supostamente vendendo entorpecentes em um quarto de hotel do município.

Um instrutor de artes marciais foi preso nesta segunda-feira (11), na cidade de Paulistana, suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo informações da Polícia Militar, o instrutor, identificado como Reinaldo de Sousa Lima, foi preso em flagrante na companhia de um comparsa, identificado como Nilton Varela da Silva, no momento em que estariam supostamente vendendo entorpecentes em um quarto de hotel do município. 

Polícia prende instrutor de artes marciais por tráfico em Paulistana. (Foto: Divulgação/PM)

De acordo com o comandante do 20º BPM, Major Estanislau Felipe, a equipe da PM recebeu uma informação de que a dupla estaria usando o quarto de hotel como um "escritório do tráfico". No local, os suspeitos estariam manipulando, pesando e embalando cocaína, além de fazer a contabilidade e o registro das vendas.

Após a denúncia, a equipe da PM montou uma campanha no local do crime, com policiais à paisana, e, por volta das 17h30, os dois suspeitos chegaram numa motocicleta Honda CG vermelha, de placa KIP-5989. Nesse momento, foi feita a  abordagem dos suspeitos no quarto do hotel. No local, a polícia teria encontrado 18 invólucros pequenos contendo cocaína, 2 celulares, 4 cadernos de anotações com registros da contabilidade da dupla e “clientes” e outros suspeitos, uma balança de precisão, um tablete de cocaína com aproximadamente meio kg, dentre outros materiais.

Dando continuidade às diligências, foram feitas buscas na residência de Reinaldo, no Bairro São Francisco, onde foi encontrado um revólver calibre 32 e munições calibre 32, 38 e 44, além de cerca de R$ 1.600. “Nossas recentes ações de combate à droga na cidade de Paulistana são a prova de que estamos sempre vigilantes e atentos a estes indivíduos tão nocivos ao bom-convívio social, que se travestem de cidadãos, mas que possuem atividades lícitas somente como pano de fundo para exercerem o tráfico em Paulistana e região, como esse professor de artes marciais”, comentou o major Felipe.

Todo material juntamente com a droga e a motocicleta foram apresentados na 12ª DRPC de Paulistana para os procedimentos de praxe.

Alisson Wattson é transferido para a Penitenciária de Campo Maior

Alisson Wattson é transferido para a Penitenciária de Campo Maior

O ex-capitão da PM perdeu a patente e foi expulso da Corporação na semana passada. Ele agora deixa o presídio militar e segue para o presídio comum.

Alisson Wattson da Silva Nascimento, ex-capitão da Polícia Militar e autor do assassinato da estudante de Direito Camilla Abreu, será transferido nesta madrugada para a Penitenciária Regional de Campo Maior. Em fevereiro, a Justiça decidiu pela sua expulsão da PM e na sexta-feira passada (08), a governadora em exercício Regina Sousa assinou o decreto que oficializava a perda de sua patente. Considerado indigno do oficialato, Alisson Wattson deixará o presídio militar, onde estava detido, e será encaminhado para o presídio comum.

Na Penitenciária de Campo Maior, o ex-militar ficará em uma ala específica para ex-policiais e portadores de curso superior, conforme informou a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus). A medida, de acordo com a Diretoria de Administração Penitenciária (Duap) é necessária para manter a integridade física dos detentos, uma vez que o crime pelo qual Alisson Wattson foi condenado gerou um grande apelo popular e comoção por parte da sociedade.


Alisson Wattson da Silva Nascimento foi expulso da PM e agora seguirá para o presídio comum - Foto: Reprodução/Facebook

Vale ressaltar que uma vez expulso da Corporação, além de não poder mais gozar dos direitos como militar, Alisson também perdeu a remuneração de cerca de R$ 10 mil que recebia mensalmente. Esta era uma das principais brigas compradas pela família de Camilla Abreu na Justiça. O pai da jovem, Jean Carlos Abreu, considerou a decisão justa e disse esperar que o caso sirva de exemplo para processos por crimes semelhantes ao que foi praticado contra sua filha.

Entenda

Alisson Wattson da Silva Nascimento era capitão da Polícia Militar do Piauí quando, em outubro de 2017, tirou a vida de sua então namorada, a estudante Camilla Abreu. O então militar disparou uma vez contra a jovem durante uma briga, ocultou seu cadáver e ainda tentou se desfazer de seu próprio veículo, onde cometeu o crime.

PM de Teresina morre durante perseguição a suspeitos no Maranhão

PM de Teresina morre durante perseguição a suspeitos no Maranhão

O soldado Samuel Caetano Albuquerque tinha apenas 21 anos e colidiu a moto que pilotava com um poste. Velório acontece no bairro Piçarra.

Está sendo velado em uma igreja do bairro Piçarra o corpo do soldado da Polícia Militar do Maranhão, Samuel Caetano de Albuquerque Marques, 21 anos. Teresinense de nascimento, o soldado Samuel sofreu um acidente durante uma perseguição a suspeitos na cidade de Mirinzal, a 179 Km de São Luís, e não resistiu aos ferimentos. Ele colidiu a motocicleta que pilotava contra um poste.

O acidente aconteceu na manhã desta segunda-feira (11) e o corpo de soldado chegou a Teresina na madrugada desta terça. O velório se estende até às 15 horas. Por meio de nota, a Polícia Militar do Maranhão lamentou a morte precoce do soldado e prestou suas condolências à família. 


Soldado Caetano - Foto: Divulgação/PM-MA

Samuel havia ingressado na Polícia Militar maranhense ainda no ano passado e era lotado na 2ª Companhia Independente de Policiamento de Mirinzal desde então. “Nesse pouco tempo de instituição, [ele] sempre cumpriu suas missões com afinco, compromisso e responsabilidade, empenhado na missão de defender a sociedade e manter a ordem pública”, destacou o Comando da PM-MA em nota.

O velório do soldado Caetano Albuquerque segue até a tarde e logo em seguida o corpo segue em cortejo para o Cemitério São José, onde será sepultado.

Veja a nota da Polícia Militar do Maranhão na íntegra:

É com pesar que o Comando da Polícia Militar em nome de seus oficiais, praças e funcionários civis lamenta profundamente a morte do soldado Samuel Caetano de Albuquerque Marques, 21 anos, que era lotado na 2ª Companhia Independente, na cidade de Mirinzal. O policial militar morreu em serviço vítima de acidente motociclístico durante uma perseguição a criminosos na manhã desta segunda-feira (11), naquela cidade.

A família policial militar estende seu pesar e solidariedade à família do Soldado Caetano, neste momento tão difícil e de grande dor.

O policial era natural de Teresina (PI) e ingressou na Polícia Militar no ano de 2018, nesse pouco tempo na Instituição sempre cumpriu suas missões com afinco, compromisso e responsabilidade, empenhado na nobre missão de defender a sociedade e manter a ordem pública. Deixa aos amigos de farda uma lacuna e exemplo de grande profissional e amigo.

Escrivão da polícia é preso por revender motos apreendidas a receptadores

Escrivão da polícia é preso por revender motos apreendidas a receptadores

Segundo a Corregedoria, Francisco Pimentel adulterava os Boletins de Ocorrência e retirava os veículos do pátio da delegacia de Porto na ausência do delegado.

Um escrivão da Polícia Civil do Piauí, identificado como Francisco Pimentel, foi preso nesta terça-feira (11) na cidade de Porto, a 169 quilômetros de Teresina, acusado de revender as motocicletas apreendidas em ações da Polícia Militar para receptadores. De acordo com a Corregedoria da Corporação, o escrivão, que tinha 30 anos de serviços prestados à Polícia Civil, adulterava os Boletins de Ocorrência na ausência do delegado para poder retirar os veículos do pátio da delegacia e repassa-los a revendedores informais de peças de moto e mecânicos.


Francisco Pimentel foi preso ontem (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

A informação foi repassada pelo corregedor da Polícia Civil, delegado Emir Maia. A prisão de Pimentel aconteceu em cumprimento a dois mandados de prisão cumpridos pela própria delegacia de Porto e foi o próprio delegado do município que abriu o inquérito e coordenou a investigação. 


Delegado Emir Maia, corregedor da Polícia Civil - Foto: Jailson Soares/O Dia

“O Pimentel prestou serviços como escrivão na delegacia de Barras até outubro do ano passado, quando foi transferido junto com o delegado para Porto. Lá, ele se associou a mais cinco pessoas, formando uma organização criminosa que roubava as motocicletas apreendidas. Ele tirava os veículos do pátio e levava para uma oficina onde elas eram revendidas”, relatou o delegado Emir.

A ação foi percebida pela própria Polícia Militar, que desconfiou ao ver os veículos apreendidos circulando novamente pela cidade no nome de terceiros. A PM acionou o delegado titular, que instaurou o procedimento e representou pela prisão preventiva dos envolvidos. 

O inspetor Pimentel foi preso e se encontra recolhido a uma cela do 10º Distrito Policial de Teresina. Ele só foi trazido para a Capital após a própria Polícia Civil representar junto ao juiz, que havia determinado seu encaminhamento para a Penitenciária de Campo Maior. Além de Pimentel e do outro preso na ação de ontem (11), mais três suspeitos ficaram de se apresentar nesta terça-feira (12) à Delegacia de Porto. 

PRF prende dupla realizando assaltos próximo a faculdade na zona Leste

PRF prende dupla realizando assaltos próximo a faculdade na zona Leste

Ação se deu após a filha de um policial ter sido assaltada. Com os suspeitos, foi encontrado o celular da vítima.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF-PI) prendeu, na noite desta segunda-feira (11) uma dupla suspeita de estar praticando assaltos próximo a um faculdade particular na zona Leste de Teresina. Um deles foi identificado pelas iniciais D.F.A, 20 anos; e o outro não possuía documento de identificação. Com eles, foram encontrados produtos de roubo.


Foto: Divulgação/PRF-PI

“Nós recebemos um chamado, informando que a filha de um colega nosso havia sido assaltada naquela região e imediatamente encaminhados uma viatura até lá para fazer as rondas. Então, nos deparamos com os indivíduos em uma motocicleta conforme havia sido descrita e vestindo roupas semelhantes ao que nos havia passado. Fizemos a abordagem e encontramos com e eles o celular que havia sido roubado da vítima. Foi dada voz de prisão”, relatou o inspetor Danilo Teive, da PRF.

Os suspeitos foram encaminhados para a Central de Flagrantes, junto com o material roubado. “É bem provável que eles fossem fazer mais assaltos ali na área. Eles aproveitam os horários de maior movimentação de pessoas na saída dessas faculdades, principalmente alunos, para fazer esses roubos. Por isso pedimos para as pessoas evitarem sair sozinhas desses locais, porque, na maioria das vezes, eles já ficam observando e esperando o momento certo de abordar”, finaliza o inspetor.

PMs são presos por suspeita de executar Marielle Franco

PMs são presos por suspeita de executar Marielle Franco

Integrantes da Delegacia de Homicídios e do Ministério Público do Rio deflagraram uma operação para prender ao menos dois suspeitos de estarem no carro utilizado no crime.

A Polícia Civil do Rio prendeu na manhã desta sexta-feira (12) dois policiais militares suspeitos de participarem do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), morta em 14 de março do ano passado em um crime ainda não esclarecido.

Integrantes da Delegacia de Homicídios e do Ministério Público do Rio deflagraram uma operação para prender ao menos dois suspeitos de estarem no carro utilizado no crime. A ação foi feita com equipes reduzidas para evitar chamar atenção. Às 5h, equipes já cumpriam mandados de prisão em endereços dos suspeitos.

A Folha confirmou a existência da operação e que os dois presos são policiais militares. Suas identidades, contudo, não foram confirmadas pela reportagem. Segundo o jornal O Globo, um dos presos é o policial militar reformado Ronnie Lessa, 48. Ele seria um dos suspeitos de ter atirado a arma que matou a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes.

Gomes levava Marielle e uma assessora de um evento da Lapa, centro, para a Tijuca, zona norte. No meio do caminho, em uma região do centro conhecida como Cidade Nova, um carro emparelhou com a do vereadora e uma pessoa disparou, segundo a polícia, uma arma automática.


A vereadora e o motorista foram alvejados dentro do veículo em que estavam no meio de uma rua do Rio de Janeiro. Foto: Reprodução/Folhapress

Segundo o jornal O Globo, o policial Lessa foi preso em sua casa, no condomínio Vivendas da Barra, na Barra da Tijuca, zona oeste. O local é o mesmo que o presidente Jair Bolsonaro tem casa.

A operação desta manhã foi a primeira com a participação do Ministério Público do Rio, por meio do Gaeco, que é o grupo de combate ao crime organizado. Essa unidade investiga crimes principalmente relacionados às milícias no Rio. De acordo com o jornal carioca, Lessa entrou na lista de suspeitos após ser vítima de uma emboscada, em 28 de abril, trinta dias depois do assassinato da vereadora.

Segundo o portal G1, um segundo suspeito seria o policial militar reformado Élcio Vieira de Queiroz, 36. Ele seria suspeito de estar no carro quando os tiros contra a vereadora foram disparados.

11 de março de 2019

DHPP prende enteado acusado de encomendar morte do padrasto

O acusado teria encomendado a morte da vítima com o objetivo de assumir os negócios do padrasto

O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa prendeu na manhã desta segunda-feira (11) um homem acusado de encomendar a morte do próprio padrasto. Victor Kauê Brandão França estava foragido e foi localizado pela polícia na cidade de Lagoa Alegre, localizada a 90 km de Teresina. O crime aconteceu em 30 de junho de 2016, no bairro Manoel Evangelista, zona Sudeste da Capital.

DHPP prende enteado acusado de encomendar morte do padrasto. (Foto: Divulgação/DHPP)

Segundo informações da Polícia Civil, a vítima, identificada como John Kellsony, estava trabalhando no conserto de uma mesa de sinuca dentro de sua marcenaria quando dois indivíduos identificados como Francisco Tiago Vasconcelos Sousa e Cleiton da Conceição teriam adentrado no estabelecimento armados.  De acordo com a Polícia, os dois suspeitos entraram na marcenaria e dispararam cinco tiros contra a vítima, se evadindo do local em seguida sem levar nada.

As investigações do DHPP teriam confirmado como mandante do crime o enteado da vítima, que teria dado um revólver calibre .38 como pagamento pelo homicídio. A motivação do crime estaria ligada com a ambição de Victor Kauê pelos negócios de seu padrasto (aluguéis, vendas e consertos de sinucas).

Um dos suspeitos de envolvimento no crime, Francisco Tiago, foi morto em sua residência no mês de agosto de 2017. Já o segundo suspeito foi preso preventivamente no último dia 8 de março e encontra-se detido na Casa de Custódia à disposição da Justiça.


Caso Makelly: TJ marca julgamento da anulação de sentença

Para o Ministério Público, houve incoerência jurídica ao reconhecer o réu como autor do crime, mas absolvê-lo da prática de homicídio qualificado.

Foi marcado para a próxima quarta-feira (13) o julgamento do pedido de anulação de sentença do jornalista e ex-professor Luís Augusto Antunes, acusado de ser o autor do homicídio da travesti Makelly Castro, ocorrido em julho de 2014.  A apelação criminal interposta pelo Ministério Público pede a anulação da sentença e para que ocorra um novo julgamento do caso.

Apesar de ter sido reconhecido como o autor do crime pelo conselho de sentença, o réu foi absolvido da prática de homicídio qualificado por 4 votos contra 3. Na visão do MP, houve uma incoerência jurídica no veredicto dado pelos membros do júri. 

Em nota, o Grupo Piauiense de Transexuais e Travestis (GPTRANS), entidade representativa das pessoas transexuais e travestis do  Piauí, pediu a anulação do Júri, uma vez que o réu foi reconhecido como autor do crime e ainda assim absolvido. "Entendemos que está nítido neste caso a transfobia deste júri, pois é como se afirmasse que matar uma travesti não é crime hediondo, este resultado só reforça o pensamento de crimes de ódio contra as travestis e transexuais pode acontecer e ficar impunes", destacou a entidade em nota.

Na época do julgamento, o promotor Ubiraci Rocha declarou, em entrevista ao O DIA, que, apesar da previsão constitucional da "soberania dos veredictos do Tribunal do Júri", a absolvição do réu só pode ter acontecido por dois motivos: ou uma má interpretação dos questionamentos feitos pela juíza ou por preconceito com a orientação sexual da vítima. 

"O problema do veredito foi uma decisão contrária à prova dos autos. Além do mais, mesmo o júri sendo soberano, eles admitiram a autoria mas absolveram o réu, o que pode denotar erro na interpretação dos quesitos, ou, o mais grave, uma evidente discriminação à condição de travesti da vítima, o que seria repugnante sob todos os aspectos", disse na ocasião.

Com o julgamento da apelação, o réu poderá ser novamente julgado pelo crime de homicídio com duas qualificações, previstas nos incisos III e IV do artigo 121, §2º, do Código Penal - matar "com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum" e "à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa do ofendido".

Por dinheiro, jovem mata o bisavô de 88 anos com paulada na cabeça

Código Penal Brasileiro estabelece uma pena de 20 a 30 anos de reclusão, e multa, para o crime de latrocínio.

Um jovem identificado como Jeovan Maciel dos Reis foi preso na cidade de Corrente, a 850 km de Teresina, sob a acusação de ter assassinado o bisavô para roubar uma quantia em dinheiro.

De acordo com a Polícia Militar, o crime ocorreu por volta das 11 horas do último sábado (9), no bairro Vermelhão, na residência do idoso, que morava só. 

Jeovan Maciel usou um pedaço de madeira para atingir a vítima na cabeça. Ao ser atacado, o idoso gritou por socorro e os vizinhos acionaram a Polícia Militar, que capturou o jovem logo em seguida.

O acusado teria cometido o crime com a ajuda de um menor de idade, que foi apreendido pela Polícia.

Segundo o major Hortêncio Santos, comandante do 7º Batalhão da PM, o idoso, identificado apenas como Zacarias, recebeu os primeiros socorros ainda em Corrente, e estava sendo encaminhado para um hospital em Teresina ou em Floriano, mas acabou falecendo quando estava próximo ao município de Canto do Buriti.

A família do idoso ficou bastante revoltada com o crime. De acordo com um dos filhos da vítima, o dinheiro que motivou o ataque do acusado ao bisavô agora está sendo usado para pagar o velório de Zacarias.

O Código Penal Brasileiro estabelece uma pena de 20 a 30 anos de reclusão, e multa, para o crime de latrocínio.

O major Hortêncio Santos relata que a vítima morreu quando era transferida para outro hospital (Foto: Alessandro Guerra)

Polícia prende 7º suspeito de envolvimento em sequestro de gerente do Itaú

Polícia prende 7º suspeito de envolvimento em sequestro de gerente do Itaú

Além de ter fornecido os veículos usados no crime por seus comparsas, Arthur Alencar Nascimento também teria envolvimento no roubo ao depósito das Casas Bahia em THE.

Foi preso neste final de semana o sétimo suspeito de envolvimento no sequestro do gerente do Banco Itaú de Teresina. O crime aconteceu no último dia 17 de janeiro e na semana passada, a polícia divulgou que já havia detido mais seis pessoas pelo crime. Este último preso foi identificado como sendo Arthur Alencar Nascimento e ele foi detido em Belo Jardim-PE e, além de ter envolvimento no sequestro do gerente, também teria participado do roubo ao depósito da Casas Bahia em Teresina, em dezembro do ano passado.

De acordo com o delegado Daniell Pires, coube a Arthur fornecer os veículos usados pelos sequestradores para levar o gerente do banco e sua família até o cativeiro. “No caso da Casas Bahia, ele participou diretamente do roubo e acabou sendo reconhecido”, informou o delegado do Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado).


Arthur Alencar Nascimento é suspeito de envolvimento no sequestro do gerente do Itaú e no roubo ao depósito da Casas Bahia - Foto: Divulgação/Polícia Civil

Além dele, também participaram do roubo ao depósito da Casas Bahia Rafael dos Santos Leal, Clemilton Pereira Lima, Abimael Pereira da Silva, Wanderlan Ferreira de Melo e Rafael Macedo de Araújo. Ainda na semana passada, a  Justiça acatou a denuncia contra eles oferecida pelo Ministério Público e os transformou em réus no processo. Eles já haviam sido presos na ocasião da Operação Cargas, deflagrada pelo Greco em 21 de janeiro.

Já do sequestro do gerente do Itaú participaram, além de Arthur, Anderson Alves da Silva, João Bosco Santos Silva, Abimael Pereira da Silva, Daniel Brito de Oliveira, Benício Rodrigues da Silva e Francisco Sousa Costa Júnior.

Com sua prisão, Arthur será indiciado por roubo majorado, no caso do roubo de carga do depósito da loja, e também por extorsão mediante sequestro, além de formação de organização criminosa.

Expulsão de Alisson Wattson da PM é publicada no Diário Oficial do Estado

Expulsão de Alisson Wattson da PM é publicada no Diário Oficial do Estado

Decreto que retira de vez o nome do ex-militar dos quadros da segurança foi assinado pela governadora em exercício Regina Sousa um ano e cinco meses após o crime.

Alisson Wattson da Silva Nascimento, acusado de matar a estudante de Direito Camilla Abreu em outubro de 2017 e ocultar seu cadáver, foi oficialmente expulso da Polícia Militar do Piauí e o decreto que determina sua retirada dos quadros da Corporação será publicado nesta segunda-feira (11) no Diário Oficial do Estado. O documento foi assinado pela governadora em exercício Regina Sousa na noite da última sexta-feira (08), um ano e cinco meses após o crime.


Alisson Wattson foi oficialmente expulso da PM sem direito a qualquer remuneração - Foto: Reprodução/Facebook

No texto assinado por Regina, consta que Alisson Wattson deixará a Polícia Militar sem direito a qualquer remuneração ou indenização. Ele era capitão da PM quando tirou a vida de Camilla e, desde então, a família da vítima vinha pedindo junto à Justiça sua expulsão das fileiras da corporação. Até a assinatura do decreto, Alisson recebia um vencimento de cerca de R$ 10 mil. Com sua expulsão oficial da PM, ele deixará de receber o salário e permanecerá em presídio comum.


O decreto de expulsão de Alisson Wattson da PM foi assinado pela governadora Regina Sousa - Foto: Divulgação/Ccom

A assinatura do decreto por parte da governadora em exercício leva em consideração a decisão proferida pelo Plenário do Tribunal de Justiça do Piauí nos autos da representação pela perda de posto e patente. Em 04 de fevereiro passado, os desembargadores julgaram procedente a representação feita pela acusação, declarando Alisson Wattson indigno para o oficialato, e declararam a perda de seu posto nas fileiras da Polícia Militar.

Para o pai de Camilla Abreu, a decisão do TJ serve de exemplo para casos futuros de feminicídios no Piauí. “A Justiça foi feita e a sociedade inteira estava esperando por isso”, pontuou Jean Carlos Abreu

Secretário não descarta ação de organização criminosa em incêndios

Secretário não descarta ação de organização criminosa em incêndios

Após reunião com órgão da segurança, Polícia Militar fará revistas e vistorias nos terminais de passageiro e nas garagens das empresas.

Os ataques a ônibus do transporte público de Teresina ocorridos nos últimos dias estão preocupando as autoridades da segurança do Estado e do Município. Os órgãos se reuniram neste final de semana para discutir estratégias de investigação e combate a este tipo de crime, após ouvirem um adolescente que foi apreendido pela Polícia Militar, suspeito de envolvimento nos incêndios aos veículos.

De acordo com o secretário de Segurança Pública Estadual, coronel Rubens Pereira, nenhuma hipótese é descartada e isso inclui a possível relação dos ataques com ações coordenadas de facções criminosas que estariam agindo no Piauí. “Nosso estado não é isolado do restante do país e nós sabemos que o Brasil, como um todo, tem convivido com essas organizações criminosas. Aqui não seria diferente, mas estamos trabalhando para conectar todas as informações e apresentar uma resposta à sociedade sobre o que tem acontecido”, disse o secretário.


O secretário de Segurança, coronel Rubens Pereira - Foto: Arquivo O Dia

Participaram da reunião deste final de semana representantes do Ministério Público Estadual, o delegado geral de Polícia Civil do Piauí, Lucci Keiiko, e representantes do Comando de Policiamento da PM e Comando de Policiamento Ostensivo da Capital. Além da investigação que está sendo conduzida pelo Greco (Grupo de Repressão ao Crime Organizado) e pelos Distritos Policiais da Capital, a primeira ação ostensiva a ser adotada para reforçar a segurança dos passageiros é a realização de revistas e vistoria nos terminais de ônibus, sobretudo nos da zona Sul, onde concentraram os ataques.

De acordo com o coronel Márcio Oliveira, comandante de policiamento da Capital, são ações que podem incomodar a população em um primeiro momento, mas que são necessárias. “O policiamento no entorno das garagens também será reforçado, enquanto é feito o trabalho de inteligência para se chegar aos responsáveis por isso”, pontuou o coronel da PM.


Coronel Márcio Oliveira, comandante de policiamento da Capital - Foto: Assis Fernandes/O Dia

Polícia disponibiliza número para denúncias

A Secretaria de Segurança Pública divulgou o número de WhatsApp (86) 99978-0749 para que as pessoas possam fazer denúncias diretamente ao Greco sobre crimes de várias naturezas, incluindo informações a respeito de ataques a ônibus em Teresina. O órgão reiterou que será mantido absoluto sigilo da identidade de quem denunciar. O canal ficará disponível 24 horas.

Entenda

Na semana passada, pelo menos três ônibus do transporte coletivo de Teresina foram incendiados em ações criminosas que, segundo a polícia, estariam sendo premeditadas. O primeiro ataque ocorreu na quinta-feira à noite, em um ônibus da empresa Transcol que fazia linha para o Residencial Betinho. No dia seguinte, sexta-feira (08), foi a vez de outro ônibus da mesma empresa ser incendiado, desta vez um que fazia linha para o Residencial Mário Covas. Na madrugada do sábado também foi registrado outro ataque a ônibus que também está sendo alvo de investigação.

Neste domingo, a Secretaria de Segurança anunciou a apreensão de um adolescente de 17 anos, identificado pelas iniciais W.M.C.G, no povoado Cerâmica Cil. O menor é suspeito de ter ligação com os ataques a ônibus ocorridos na Capital. Ele foi ouvido pelas autoridades policiais e vários pontos de seu depoimento estão sendo analisados pela Inteligência da Secretaria de Segurança.

“Ainda é cedo para apontarmos responsáveis, mas estamos investigando e as falas dele em depoimento precisam ser confirmadas. Precisamos conectar as informações e agregar a outras investigações que estamos fazendo, mas não descartamos nenhuma hipótese e todas elas estão sendo analisadas”, finalizou o secretário Rubens Pereira.

10 de março de 2019

Menor acusado de atear fogo em ônibus é preso pela PM

Jovem de 17 anos foi preso na zona Sul de Teresina sob a suspeita de participar de incêndio a um ônibus na última semana

Um menor, que já tem várias passagens pela polícia, é acusado de ter participado do incêndio de dois ônibus na zona Sul de Teresina, foi preso na noite deste sábado (09), na Cerâmica Cil, zona Sul de Teresina. O menor de iniciais W.M.C.G, de 17 anos, foi apreendido pela Secretária Estadual da Segurança Pública, através da Companhia Independente do Promorar da Polícia Militar do Piauí.

As investigações sobre incêndio a ônibus registrados em Teresina segue em andamento. A Policia Militar informou ainda que não ocorreu nenhuma ocorrência sobre o incêndio de ônibus durante todo o dia de sábado, nem nas primeiras horas da manhã deste domingo (10).

A Secretária Estadual da Segurança Pública informou que o trabalho integrado da Polícia Civil, Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e da Prefeitura Municipal de Teresina, através da Strans e da Guarda Municipal, devem continuar para garantir a tranquilidade aos usuários do transporte público na capital.

Incêndio

Cerca de 15 passageiros que estavam dentro de um ônibus da linha Terminal Santa Fé foram surpreendidos na noite de quinta-feira (07). Dois homens, ainda não identificados, entraram fogo no veículo. A principio, motorista, cobrador e passageiros achavam que era um assalto, porém, nenhum pertence ou dinheiro da empresa foi roubado, segundo relatos.

O gerente da Transcol, Williams Campelo, informou que pelas características do crime, trata-se de algo premeditado. Ele comentou ainda que a liderança da empresa já havia recebido ameaças anteriormente. “Chegando no bairro Betinho,  dois homens entraram no ônibus. Eles mandara todo mundo ir para a parte traseira do veículo. Jogaram gasolina e atearam fogo no capô, em seguida fugiram”.

09 de março de 2019

Força Tática de Altos apreende drogas e prende suspeitos de roubo

Força Tática de Altos apreende drogas e prende suspeitos de roubo

Os acusados realizavam assaltos em uma moto de cor vermelha no município

Na noite de ontem (8), integrantes da Força Tática do município de Altos apreenderam drogas na posse de dois suspeitos envolvidos em um roubo de celular na cidade. Segundo boletim da polícia, foram conduzidos ao 14º Distrito Policial do município Guilherme da Silva Ribeiro Paz e Orlando Alves da Costa, acusados de tráfico e roubo.

Os acusados realizavam assaltos em uma moto de cor vermelha e uma das vítimas, que acionou a polícia após ter o celular roubado pela dupla, reconheceu Guilherme em fotos mostrada pelos agentes de segurança.

“Durante buscas na casa foram encontrados drogas e dinheiro os quais Guilherme assumiu ser o dono e que estava traficando,  quando perguntados pelo aparelho celular da vítima os mesmos falaram que não estava na residência e sim escondido, então foi feito um deslocamento até rua Dom Pedro II próximo a uma borracharia na saída para a comunidade Prata, onde os dois indivíduos indicaram o local onde estava o celular (entre uns pneus)”, destaca o boletim.

Foram encontradas na casa onze trouxas de maconha,  39 pedras de crack e pouco mais de vinte reais em dinheiro. Os suspeitos também estavam acompanhados de uma menor de 15 aos de iniciais G S R S. “Guilherme e Orlando foram levados ao 14° DP juntamente com a menor e o material apreendido, posteriormente, foi acionado o conselho tutelar para acompanhar a menor, que foi liberada, e os indivíduos autuados”, finaliza o boletim.