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Usuários denunciam paralisação do Transporte Eficiente em Teresina

O serviço de transporte público municipal voltado para pessoas com deficiência parou de funcionar nesta quinta-feira após deflagração da greve dos motoristas.

16/01/2020 09:46h

Os motoristas do Transporte Eficiente, serviço de transporte público municipal voltado para pessoas com deficiência, decidiram deflagrar greve na manhã desta quinta-feira (16). A categoria se reuniu em assembleia extraordinária no último 10 de janeiro  e decidiu pela paralisação das atividades até que suas reivindicações sejam atendidas.

De acordo com um ofício assinado pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro/PI), Fernando Feijão, entre as reivindicações estão: o descumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho; contratação irregular de trabalhadores; não pagamento de horas extras; entre outros pontos.

Veículos do Transporte Eficiente. (Foto: Divulgação/Strans)

Segundo Wilson Gomes, presidente da Associação dos Cadeirantes do Município de Teresina (Ascamte), os usuários foram surpreendidos na manhã de hoje pelo bloqueio na garagem da Empresa Santa Cruz, responsável pelo transporte. 

"Vários cadeirantes entrando comigo, que tem consultas marcadas, exames para fazer, colégio, trabalho, todos esses serviços prejudicados por conta de uma greve que nem parcial está sendo. Está impedindo que o Transporte Eficiente possa funcionar com o mínimo possível para atender essas pessoas com deficiência. Estamos em pânico, sem saber o que fazer", denuncia.

Contraponto

Em nota, a Empresa Santa Cruz informou ao O DIA que tentou por diversas vezes marcar com o Sintetro uma reunião na Delegacia Regional do Trabalho e Emprego do Piauí (DRT) para tratar das pautas impostas pelos trabalhadores. 

Segundo a empresa, no último dia 10, o Sintetro realizou uma assembleia geral para tratar do assunto, onde só houve o comparecimento de 1 colaborador da Santa Cruz no turno da manhã e outra no turno da tarde. Para a empresa, a greve foi deflagrada arbitrariamente.

"Alegam que temos pessoas contratadas como horista e banco de horas, o que de fato temos são contratos por tempo parcial e contrato de compensação de horas com adesão opcional da maioria dos funcionários. A Empresa Santa Cruz segue todas as Cláusulas da Convenção Coletiva, bem como a CLT, que rege sobre todos os aspectos trabalhistas. Esclarecemos ainda que a Convenção Coletiva é Soberana nos temas abordados por ela( desde que não fira os direitos da CLT) e nos outros temas a CLT é plena e soberana", informou em nota.


Por: Nathalia Amaral

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