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UFPI pode regularizar pendências após liberação de recursos

Na última sexta-feira (18), o MEC anunciou a liberação do restante do recurso bloqueado, o montante é de R$ 16,5 milhões.

21/10/2019 10:28h - Atualizado em 21/10/2019 18:08h

Após o Ministério da Educação (MEC) anunciar na última sexta-feira (18) o desbloqueio de todo o orçamento das universidades federais, a Universidade Federal do Piauí (UFPI), que havia sofrido corte de R$ 33 milhões no seu orçamento, pode regularizar as pendências e fechar as contas no final do ano. A informação é do reitor da UFPI, José Arimateia Dantas Lopes.



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Segundo o reitor, o recurso bloqueado era referente ao orçamento de custeio destinado à manutenção e funcionamento da universidade. O bloqueio não afetou a folha de pagamento dos servidores e professores efetivos da instituição de ensino superior. Ao todo, 30% do orçamento da UFPI haviam sido bloqueados pelo MEC.

Reitor da UFPI, José Arimateia Dantas Lopes. (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

No dia 1º de outubro, o MEC já havia liberado parte dos recursos bloqueados. Na UFPI, R$ 16,5 milhões haviam retornado às contas da instituição. No entanto, a verba era considerada insuficiente para honrar todos os compromissos da universidade até o final do ano letivo. No último dia 18, o MEC liberou o montante R$ 16,5 milhões restantes.

“É uma boa notícia porque apesar dos esforços e das medidas que tomamos para nos adequarmos para o orçamento desse ano, não tínhamos como absorver esse bloqueio. Para a universidade funcionar plenamente até o final do ano, nós precisaríamos, de fato, que houvesse esse desbloqueio, e agora vamos encerrar o ano com tranquilidade”, afirma o reitor.

Com o dinheiro liberado, a Universidade Federal do Piauí poderá arcar com despesas correntes, como combustível, energia, pessoal terceirizado, passagens, diárias e material de consumo. Sem o desbloqueio, a administração superior da instituição revela que as atividades desenvolvidas em novembro e dezembro seriam incertas.

O reitor da UFPI relata que a justificativa dada pelo MEC para o contingenciamento dos recursos é a falta de arrecadação. “Nós sabemos que o Brasil está enfrentando dificuldades, estamos em um momento econômico e político complicado, e o Ministério alegava falta de recursos e isso levava a esse bloqueio, mas nós acreditávamos que a educação precisa ser priorizada e iria haver esse desbloqueio”, disse confiante.

Segundo ele, o bloqueio dos recursos não abre precedentes para a diminuição do recurso do próximo ano. Apesar disso, a preocupação agora é com o orçamento de 2020. “Não dá para ter o raciocínio de que esse recurso possa ser retirado no ano que vem, já que o orçamento que tínhamos era suficiente para funcionar apenas 70% do ano. Era imprescindível que o recurso saísse, assim como é imprescindível que no próximo ano seja liberado”, finaliza.

Por: Nathalia Amaral

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