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Ufpi define corte de 40% dos terceirizados após bloqueio do MEC

Reitor explica bloqueios no HU. Salários de professores serão mantidos e não se fala em fechar cursos. Não há previsão de cortes de bolsas.

07/05/2019 11:48h

A Universidade Federal do Piauí definiu uma série de medidas a serem tomadas para reajustar o funcionamento da instituição ao corte no orçamento previsto de maio para dezembro deste ano. Dentre elas está o corte de 40% no pessoal terceirizado que trabalha nos campi. Demissões, cancelamentos de bolsas e fechamentos de cursos não são cogitados, segundo a administração superior da universidade.


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Foi o que explicou o reitor José Arimateia Dantas Lopes. De acordo com ele, a folha de pagamento da Ufpi não está incluída no bloqueio de 30% anunciado pelo MEC, ou seja, os salários de professores e servidores não serão afetados. O reitor também enfatiza que não se imagina fechar campi ou cursos. 

“O que acontecerá se esse bloqueio não for revertido é que ficará inviável funcionar a universidade como um todo. Não poderemos tratar separadamente cada campus, o tratamento é um só, ou seja, se faltar recursos será para todo mundo. Se o bloqueio de 30% for mantido, não será possível chegar ao final do ano”, enfatiza o reitor.


Arimateia Dantas Lopes, reitor da Universidade Federal do Piauí - Foto: Poliana Oliveira/O Dia

Ainda de acordo com o reitor, todos os ajustes necessários já foram feitos de maneira a reduzir custos e que não há mais de onde angariar recursos. “Nós não temos previsão de nenhum tipo de corte de bolsas para estudantes, estamos fazendo cortes em outras ações, mas que indiretamente vão implicar nas atividades de ensino desses alunos”, fala.

Medidas efetivas

Para tentar reduzir custos, a UFPI tem adotado algumas medidas, como não renovação dos contratos com operadoras telefônicas e suspensão de viagens para congressos e eventos. Outra ação definida diz respeito ao corte de 40% dos funcionários terceirizados.

“O corte dos terceirizados vai afetar principalmente o apoio administrativo. A vigilância já está no limite, assim como a limpeza, então agora teremos que diminuir o número de pessoal terceirizado de apoio administrativo fazendo com que aqueles que ficarem tenham trabalho dobrado”, disse.

O reitor reitera que os terceirizados do RU serão mantidos, apesar de diminuir alguns trabalhadores, como os que atendem aos estudantes na venda das fichas, o que poderá aumentar as filas. “Na cozinha não irá diminuir. Não vamos cortar auxiliares de cozinha, nem na produção da alimentação e no atendimento servindo a refeição”, frisa.

Edição: Maria Clara Estrêla
Por: Isabela Lopes

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