Uespi: professores e governo se reúnem para negociar fim da greve

Entre as pautas do encontro está a atualização das bolsas, o retorno do sistema de segurança da instituição e a perspectiva de implantação das promoções e progressões.

28/03/2019 09:56h - Atualizado em 28/03/2019 18:11h

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A greve dos professores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) entrou em seu décimo primeiro dia nesta quinta-feira (28). O movimento deflagrado na semana passada tem uma extensa pauta de reivindicações, dentre as quais se destacam a melhorias nas condições estruturais da instituição, a segurança nos campi e a concessão de reajuste para os profissionais.

O governo do Estado de prontificou a ouvir pela primeira vez a categoria na segunda-feira (1º), quando acontecerá uma reunião entre representantes do movimento dos docentes, do movimento estudantil, da administração superior da Uespi e do Executivo Estadual.

No encontro, o governo irá apresentar respostas e propostas para algumas demandas apresentadas pela categoria, tais como qual a data em que serão atualizadas as bolsas estudantis, qual a data em que retornará o sistema de segurança para a universidade e as perspectivas de implantação das promoções e progressões dos professores.


Nouga Cardoso, reitor da Universidade Estadual do Piauí - Foto: Jailson Soares/O Dia

Este último ponto é um dos que mais causa controvérsias entre o governo e categoria, uma vez que a administração estadual tem feito uma série de ajustes para cortar gastos com pessoal e isso inclui a suspensão de reajustes e progressões de carreira no funcionalismo público.

“Existem muitas demandas na universidade que não foram atendidas nos últimos anos, demandas que são da pauta dos estudantes, como plano de assistência estudantil, restaurante universitário, pagamento de bolsa em dia; e reclames da comunidade docente, como o cumprimento do plano de carreira, cargos e salários que desde outubro do ano passado que não temos conseguido implantar nos contracheques os valores devidos”, explicou Nouga.


Foto: Moura Alves/Arquivo O Dia

A Reitoria da Uespi acrescenta ainda que está administrando a situação, levando ao governo o conjunto de demandas apresentadas. Na segunda-feira (25), ficou acordado que seria montada uma comissão composta por alunos, professores, administração superior e governo para sistematizar toda a relação de demandas de forma a priorizar aquelas que são mais urgentes, considerando que o Estado já sinalizou que não tem como atender a todo o conjunto do que está sendo reclamado no momento.

“Nós montamos um grupo de trabalho para discutir também dentro da Assembleia Legislativa um conjunto de ações para lançar luz a esse conjunto de situações. Temos que dar condição de sustentação à Uespi mais a longo prazo para que não fiquemos a cada ano tendo que fazer movimento paredista com demandas que são recorrentes. A universidade precisa responder satisfatoriamente a uma demanda crescente e urgente da população piauiense por uma educação superior”, finalizou o reitor Nouga Cardoso.

A reunião com o governo está marcada para acontecer às 15 horas nesta sexta-feira (28) na sede da Secretaria de Administração e Previdência.

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Por: Maria Clara Estrêla e Nathalia Amaral

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