Uespi esclarece sobre compra de pênis, mamas e vulvas artificiais pela instituição

O material será comprado, mas em quantidade bem menor do que a divulgada

23/01/2012 16:59h

Compartilhar no

Divulgada na tarde desta segunda-feira, dia 23, a informação de que a Universidade Estadual do Piauí (Uespi), através de licitação, iria adquirir 2 mil pênis, 500 mamas e 500 vulvas artificiais para uso dos alunos dos cursos de saúde da Instituição, foi recebida com estranheza por internautas piauienses. A informação, no entanto, foi interpretada equivocadamente. Os produtos, de fato, serão adquiridos pela Instituição. Contudo, em quantidade bem menor. Serão apenas dois pênis artificiais, cinco mamas e cinco vulvas de silicone.

O equívoco se deu por conta da quantidade disponível informada no edital de licitação da empresa responsável pelo fornecimento dos objetos. Os números fazem referência ao total de peças que a Universidade poderia adquirir, e não ao número de produtos requeridos.

O pacote comprado, composto de apenas 12 peças, será de uso dos alunos que fazem parte do grupo de residência médica multiprofissional da Instituição, que hoje contempla cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina e Nutrição. "O objetivo da residência é formar profissionais para atuar junto às equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), que trabalha em sete bairros e comunidades de Teresina, orientando a população dessas localidades sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e câncer de mama", esclareceu a Instituição em nota.

A Faculdade de Ciências Médicas (Facime), após o mal entendido, divulgou nota de esclarecimento. Confira abaixo:

A Faculdade de Ciências Médicas (Facime), da Universidade Estadual do Piauí, esclarece que a quantidade informada na matéria se refere à capacidade de fornecimento da empresa. Segundo o diretor da FACIME, os produtos solicitados foram pênis de borracha (dois), mamas artificiais (cinco) e vulvas (cinco). O material, segundo o médico, é usado por alunos da residência médica multiprofissional, que envolve 20 residentes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Medicina, Nutrição.

"O objetivo da residência é formar profissionais para atuar junto às equipes do Programa de Saúde da Família (PSF), que trabalha em sete bairros e comunidades de Teresina, orientando a população dessas localidades sobre as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e câncer de mama", diz o diretor, esclarecendo que a quantidade solicitada não condiz com os dados da matéria. O Reitor da Universidade Estadual do Piauí, Carlos Alberto Pereira, reafirma a informação do diretor da Facime e diz que os números citados na matéria dizem respeito à capacidade de entrega da empresa fornecedora.

A modalidade Pregão é diferente da convencional, pois nesta a condição de recebimento deverá ser conforme a necessidade da contratante. "Jamais iríamos comprar essa quantidade máxima da empresa", informa. Ednaldo Miranda declara que a residência médica multiprofissional da FACIME faz um trabalho de qualidade e esta atividade conjunta com o PSF é de extrema importância para as comunidades. "Por termos uma residência de qualidade, o Ministério da Educação já aprovou a 3ª turma de Residência Multiprofissional", informa.

Compartilhar no
Por: Maria Romero

É permitida a reprodução deste conteúdo (matéria) desde que um link seja apontado para a fonte!


Deixe seu comentário