THE: Peixes se arriscam e buscam oxigênio na superfície de lagoa na zona norte

De acordo com a administração do Parque Lagoas do Norte, nenhum animal morreu.

04/08/2015 10:18h - Atualizado em 04/08/2015 11:48h

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Na manhã desta terça-feira (03), moradores da região do Parque Lagoas do Norte, foram surpreendidos por um fenômeno natural em uma das lagoas do local. Vários peixes estavam na superfície em busca de oxigênio. Inicialmente acreditava-se que eles estavam mortos, mas a administração do parque constatou que não houve morte dos peixes.

Desde as seis horas da manhã, biólogos e zeladores do parque fazem o monitoramento e a transferência dos peixes para outra lagoa. De acordo com o chefe de manutenção do Parque, Renato da Silva, esta é a segunda vez que o fenômeno acontece.

Fotos: Elias Fontenele/ ODIA

“Hoje logo cedo recebemos o telefone dos zeladores afirmando que uma grande quantidade de peixes estava na superfície da lagoa. Quando chegamos ao local verificamos que se tratava de um fenômeno em que os peixes buscam oxigênio devido vazão de água na lagoa, mas nenhum morre”, disse Renato.

O chefe ainda relata que a água da lagoa está sendo coletada para ser analisada e detectar se o fenômeno tem a ver apenas com a vazão da água, ou se envolve questões de poluição também.

Já de acordo com a bióloga Zelinda de Oliveira, o motivo da reação dos peixes é a falta de oxigênio na água. “A gente mesmo sofre com a baixa umidade do ar, imagine os animais. O oxigênio da água está muito baixo e eles foram para a superfície logo no início da manhã, devido ao sol não está tão forte. Fomos surpreendidos de ontem para hoje com isso, mas já estamos realizando a transição dos peixes para outra lagoa”, disse.

Os peixes foram levados por uma equipe do Parque para outra lagoa que não estava sofrendo do fenômeno, para evitar que morressem. “Estamos fazendo esse remanejamento enquanto equipamentos de areação não chegam e evite essa falta de oxigenação. A agua está evaporando e existem outros tantos fatores que ocasionam, como contaminação, umidade do ar e falta de chuvas”, afirma Zelinda.

A lagoa recebe resíduos do esgoto, fazendo com que haja muitos nutrientes, pouca penetração de luz e pouco oxigênio dissolvido, por isso os peixes buscam oxigênio fora da água. “A prefeitura já iniciou o processo de saneamento básico da lagoa e vamos levar o esgoto para a estação do Pirajá, assim todas as lagoas receberão tratamento adequado”, conta Renato. 

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Edição: Nayara Felizardo
Por: Paloma Vieira, com informações de Ana Paula Diniz

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