Terapias alternativas, opção para recuperação e prevenção de doenças

Desacreditadas há algumas décadas, algumas formas de terapia aternativa, hoje, são vistas com atenção pela Medicina.

16/06/2017 09:15h

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O universo de terapias alternativas é enorme e tem conquistado um papel cada vez mais importante na colaboração da recuperação de muitas doenças. Os resultados têm se mostrado cada vez mais positivos, uma vez que elas oferecem diversas formas de relaxamento, estímulo, entretenimento e alívio de dores e estresses para muitos pacientes.

Esse reconhecimento vem não somente dos profissionais e especialistas da área, mas também do próprio Ministério da Saúde, que publicou uma portaria (n°849) no Diário Oficial da União no dia 28 de março deste ano, incluindo 14 novas terapias alternativas na Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), que institui abordagens da medicina alternativa (como fitoterapia, acupuntura, homeopatia, etc.) ao Sistema Único de Saúde (SUS).

As novas terapias incluem arteterapia, ayurveda, biodança, dança circular, meditação, musicoterapia, naturopatia, osteopatia, quiropraxia, reflexoterapia, reiki, shantala, terapia comunitária integrativa e yoga.

De acordo com a psicóloga Deniséia Sortero, essas práticas não substituem os medicamentos que fazem parte do processo de recuperação da doença, mas aceleram o tempo de recuperação dos pacientes.


Yoga é uma atividade milenar (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

“As terapias alternativas não substituem o medicamento necessário, mas com elas os pacientes têm avanços maiores. O próprio médico às vezes orienta que outras atividades sejam realizadas paralelamente ao processo medicamentoso. São muito importantes, quando o paciente prática uma delas, além de aliviar o estresse ele também trabalha e reativa o corpo, de forma que já desenvolve uma melhoria”, explica a psicóloga.

Com a portaria do Ministério da Saúde, cada município é responsável por oferecer os serviços à população nas Unidades de Atenção Básica. Porém, nem todas as cidades disponibilizam todas as terapias que constam no PNPIC, cada município pode optar por práticas em que há demanda.

Em Teresina, o Sistema Único de Saúde ainda não disponibiliza o serviço. De acordo com a Fundação Municipal de Serviço (FMS), o Ministério de Saúde apenas autorizou a inserção das terapias alternativas, mas não regulamentou essa adesão. Segundo a fundação, para que as terapias sejam oferecidas, o ministério tem que informar a regulamentação, com valores de procedimentos (pagamentos disponibilizados) para os profissionais da área. Só depois disso, o SUS vai avaliar a rede de profissionais de Teresina, oferecer credenciamento e fornecer o atendimento.

Para Deniséia, o SUS deveria oferecer o serviço. Ela conta que as terapias alternativas também trabalham diretamente com as emoções e reações dos pacientes, sendo importantes principalmente para quem tem diagnóstico de depressão. “Se o SUS oferecesse, iria trabalhar o paciente como um todo e melhorar a questão das emoções, porque elas atuam na prevenção e melhoria de muitos distúrbios emocionais. Se trata de um estímulo no corpo e na mente do paciente”, esclarece.


A Yoga é uma prática recomendada para todas as idades (Foto: Assis Fernandes/O Dia)

Segundo a psicóloga, as terapias alternativas precisam ser mais discutidas na sociedade, para que os pacientes tenham conhecimento da gama de opções terapêuticas. Ela declara que as atividades ainda não têm tanto espaço em Teresina, porque muitos não têm conhecimento da existência delas e nem sabem onde encontra-las. Deniséia ainda atenta que não é preciso estar doente para fazer as terapias. Elas podem ser realizadas sem orientação médicas e servem até como prevenção e relaxamento.

A estudante Sara Herlane pratica atividades alternativas para relaxar e reduzir o estresse do dia a dia. Ela gosta de desenhar desde a infância e se enquadra no grupo de pessoas que não precisaram ter tido alguma doença para realizar o gosto pela arte como terapia alternativa, ainda que não seja de forma especializada.

“Em alguns momentos no trabalho ou no estudo, desenhar uma simples flor no papel distrai a mente e evita o estresse. Costumo desenhar e pintar no tempo livre, normalmente fins de semana, para distrair a mente de preocupações. Desenhar e pintar me traz um sentimento de paz e conforto, costumo passar para o papel os sentimentos que estão me afligindo ou que desejo alcançar naquele momento”, conta Sara.

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Por: Karoll Oliveira - Jornal O Dia

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