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Taxa de infecção hospitalar em Teresina está abaixo dos 20%

Segundo dados do Ministério da Saúde, em todo pais, o número de infecções registrou queda de 33,4% de janeiro de 2018 a junho de 2019.

23/08/2019 06:43h - Atualizado em 23/08/2019 08:04h

Os índices de infecção em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) em Teresina diminuíram, é o que afirma a infectologista da Maternidade Wall Ferraz e do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Elna Amaral. Segundo a gestora, na maternidade, por exemplo, os números mostram que a taxa de infecção está mantida abaixo de 20%. No mês de junho, por exemplo, a taxa alcançou 18% e o mês de julho ainda está em análise.

“Todos os hospitais de Teresina já têm Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) instituída, as UPAs ainda estão em discussão por causa da legislação. Assim, o trabalho prioritário é fazer o levantamento dos indicadores de infecções por números e trabalhar para diminuição deles”, explica Elna Amaral.

Em âmbito nacional, também se verifica a tendência de redução dos índices. Um levantamento realizado em 25 estados, pelo projeto Saúde em Nossas Mãos, do Ministério da Saúde, mostra que houve queda de 33,4% no número de infecções hospitalares em UTIs no período de janeiro de 2018 a junho de 2019, sendo 2.888 infecções evitadas e 978 vidas salvas.


Cuidados diários ajudam a evitar que infecção se espalhe nas UTIs - Foto: Divulgação

O projeto tem de reduzir três tipos de infecções hospitalar: infecção primária da corrente sanguínea associada ao cateter venoso central (IPCSL); pneumonia ligada à ventilação mecânica (PAV), e infecção do trato urinário associada a um cateter vesical (ITU-AC).

Segundo Elna Amaral, são realizados vários procedimentos para baixar o índice de infecção hospitalar na Capital, tais como orientações, levantamento científico, capacitação dos profissionais, implantação de protocolos e cuidado diário da equipe.

“A gente tenta sempre trabalhar com a diminuição máxima possível, porque o 0% não existe. As ações são contínuas, na Wall Ferraz houve diminuição nos últimos três anos, mas eventualmente eles dão pequenas subidas por variações no processo”, explica a infectologista.

De acordo com ela, as UTIs possuem mais riscos de contração de infecções hospitalares, pois o paciente está em estágio delicado. “Na UTI, existem fatores específicos para o risco de infecção, um exemplo é a questão do paciente que é mais invadido (que tem mais aparelhos ligado a ele e graves). Já na enfermaria, o paciente fica no máximo com um soro na veia, então a chance de pegar infecção é menor”, esclarece.

Por: Sandy Swamy - Jornal O Dia

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