Strans aciona Polícia para investigar vandalismo contra radares

Pelo menos dois equipamentos foram atacados. Ações foram gravadas pelos próprios autores.

02/04/2019 13:05h - Atualizado em 02/04/2019 15:23h

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A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) acionou a Polícia Civil para que sejam investigados casos de vandalismo contra radares utilizados pelo órgão instalados para fiscalizar a velocidade de veículos em ruas e avenidas da capital.

O diretor de Trânsito e Sistema Viário da Strans, José Falcão, afirma que as próprias empresas que fornecem os radares à prefeitura possuem profissionais de campo, responsáveis por monitorar os equipamentos, e que essas empresas registram boletins de ocorrência em todos os casos de vandalismo que ocorrem.

Até o momento, não se sabe se apenas uma pessoa praticou todos os atos de vandalismo ou se foram várias. E nenhum suspeito foi identificado até agora.

Falcão ressalta que, embora muitas pessoas se revoltem com a aplicação de multas, a utilização dos radares é essencial para a segurança da população, sobretudo dos pedestres e motociclistas, que são mais vulneráveis. 

"O radar tem uma função de fiscalizar as velocidades dos veículos para que a gente evite que o motorista trafegue numa velocidade acima da permitida, o que aumenta o risco ou até a severidade de acidentes que venham a acontecer", pondera José Falcão.

O diretor José Falcão, da Strans, pede que as pessoas coloquem a mão na consciência antes de elogiarem atos de vandalismo como os que têm acontecido na capital (Foto: Assis Fernandes / O DIA)

O diretor ressalta que as pessoas que depredam radares e outros equipamentos de fiscalização cometem crime de dano, que é punido com detenção de um a seis meses e com multa.

Falcão lamenta que muitas pessoas, nas redes sociais e nos aplicativos de mensagens instantâneas, tenham exaltado os ataques aos radares usados pela Strans.


"É uma lástima um cidadão desses ser considerado um herói. Acho que quem o considera um herói deve por a mão na consciência e repensar os conceitos que tem, para analisar se isso é realmente certo. Esse cidadão deve ser considerado um herói ao retirar da população, das pessoas de bem, um equipamento que está fiscalizando o trânsito para que não venha um irresponsável e cause um acidente?", questiona José Falcão, acrescentando que recentemente um radar flagrou um veículo trafegando a 180 km/hora na Avenida Maranhão, onde a velocidade máxima permitida é de 60 km/horas.

"Se um camarada desses [em alta velocidade] acerta o carro numa família, num motociclista, num pedestre? O que justifica estar trafegando dentro da cidade a 180 km/horas? Eu queria entender. É impossível aceitar esse excesso de velocidade. A Organização Mundial de Saúde recomenda que, em grandes centros urbanos, como Teresina, a velocidade máxima seja de 50 km/hora, para que a gente consiga reduzir o risco e a severidade dos acidentes", acrescenta.

De acordo com a Strans, os trabalhos de fiscalização e de prevenção resultaram numa redução drástica na proporção de mortos por frota de veículos. 

"De 2013 pra cá, a gente teve uma redução no número de mortes a cada 10 mil veículos. A cidade de Teresina contava com 380 mil veículos, aproximadamente, em dezembro de 2013, e com cerca de 490 mil veículos em dezembro de 2018. Tivemos 146 mortes [em 2013] e estamos com algo em torno de 140 mortes [em 2018]. A quantidade de veículos cresceu em mais de 100 mil, e o número de mortes permaneceu estável", conclui José Falcão.

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Por: Cícero Portela

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