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Sindicato e Cepisa Equatorial apresentam versões antagônicas sobre PDV

Sintepi diz que novo programa de demissão voluntária 'é algo de extrema gravidade'. Empresa diz que PDV foi solicitado pelo próprio sindicato, para atender anseio de uma parte dos funcionários.

03/07/2019 15:58h

O Sindicato dos Urbanitários (Sintepi) informou nesta quarta-feira que pelo menos 400 funcionários da Cepisa Equatorial, concessionária dos serviços de geração e distribuição de energia do Piauí, poderão ser demitidos ao longo deste mês de julho.

De acordo com a entidade sindical, os desligamentos ocorrem por meio de um programa de demissão voluntária (PDV), aberto pela empresa no último dia 21 de junho e que vigorou até o dia 28.

Esta informação, contudo, foi refutada pela Equatorial Piauí, segundo a qual ainda não há definição sobre a efetiva realização de um novo PDV. 

A empresa afirma que, na realidade, a ideia de realizar um novo programa de demissão voluntária teria sido sugerida pelo próprio sindicato, para atender uma parte de funcionários que estariam interessados em participar do PDV.

"Na realidade, a ideia de um novo PDV surgiu após uma interação com o sindicato da categoria, que apresentou a demanda por um novo processo de desligamento, a fim de atender ao pleito de uma grande parcela de colaboradores interessados", rebateu a empresa, por meio de nota.

A Equatorial também afirma que "solicitou ao sindicato que fizesse uma discussão ampla do tema com os próprios colaboradores", e garante que só continuará com as tratativas para realizar o PDV após receber uma "sinalização positiva da categoria".

Segundo informações repassadas por representantes do Sintepi, pelo menos oito setores poderão ter demissões. Seriam áreas que começarão a ter suas atividades terceirizadas. Dentre elas estão atendimento presencial, com 20 postos de trabalho; serviços emergenciais, com 300 funcionários; corte, com 40 postos de trabalho; e manutenção de rede, com 50 postos.

No total, de acordo com o Sintepi, estão previstas 410 demissões, com posterior contratação de terceirizados. 

A entidade afirma ainda que alguns setores - como fiscalização, leitura e entrega de contas e novas ligações e construção de redes - já estão 100% terceirizadas.

O sindicato confirma que convocou uma assembleia da categoria para deliberar a respeitos dos cortes. Mas a entidade afirma que, para os trabalhadores, um novo PDV “é algo de extrema gravidade”.

A diretoria do Sintepi acrescenta que o contrato da Cepisa Equatorial com a empresa que vai assumir os serviços terceirizados tem vigência de 13 anos.

Íntegra da nota divulgada pela Equatorial:

A Equatorial Piauí esclarece que ainda não há definição sobre a efetiva realização de um novo Programa de Demissão Voluntária - PDV. Na realidade, a ideia de um novo PDV surgiu após uma interação com o sindicato da categoria, que apresentou a demanda por um novo processo de desligamento, a fim de atender ao pleito de uma grande parcela de colaboradores interessados. 

A Equatorial Piauí, diante disso, solicitou ao sindicato que fizesse uma discussão ampla do tema com os próprios colaboradores, o que deverá ocorrer em assembleia a ser realizada hoje (3/07), a partir das 18h, na sede do SINTEPI. Somente após sinalização positiva da categoria a empresa dará seguimento às demais tratativas para eventual PDV.

Por: Maria Clara Estrêla e Cícero Portela

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